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sexta-feira, 10 de abril de 2015

Escolas em BH têm um caso de agressão por dia

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As escolas públicas (estaduais e municipais) e privadas de Belo Horizonte tiveram, em média, mais de uma ocorrência de agressão por dia em 2014. Entre janeiro e novembro, foram 372 registros, de acordo com o último levantamento da Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds). A violência nas escolas foi tema de audiência pública, ontem, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).
 
O secretário-adjunto de Educação do Estado, Antônio Carlos Pereira, diz reconhecer o problema e que uma das metas do governo é aumentar o tempo dos alunos na escola, não somente por meio do reforço escolar, mas também com ações de incentivo à cultura, cidadania e respeito à diversidade. Segundo ele, os projetos de segurança devem abranger todas as escolas para gerarem resultado. “Política pública que não é pensada para o coletivo é marketing”, afirmou.
 
Outra iniciativa contra a violência nas escolas é da Polícia Militar (PM) que, segundo o assessor de policiamento escolar e prevenção às drogas, major Hudson Ferraz, vai passar a direcionar estratégias de prevenção também a estudantes do ensino médio, a partir do segundo semestre. “Era uma preocupação nossa atender não apenas crianças, mas também os jovens”, disse. Atualmente, o Programa Educacional de Resistência às Drogas (Proerd), da PM, se destina à educação infantil e ao ensino fundamental. Segundo o major, cerca de 3% do efetivo da corporação atua no policiamento escolar.
 
Para a presidente do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE), Beatriz Cerqueira, cursos e palestras são importantes, mas é preciso mais. Ela sugere, por exemplo, a criação de um protocolo de atendimento aos professores agredidos, para que episódios de violência possam ser investigados. “A violência gera ao professor humilhação, adoecimento e até vontade de desistir da profissão”, disse.
 
É o caso de Rosalina Amaral, diretora da Escola Estadual Bolívar de Freitas, na região Norte da capital, que foi agredida na nuca por um tripé de metal, por um aluno de 15 anos, no último mês. Ela está passando por tratamento psicológico e tomando antidepressivos, além de sentir dor de cabeça com frequência. “Tem dia que não consigo sair da cama”.
 
Patrimônio
 
Ocorrências de agressão em instituições de ensino:
Em 2013 (de agosto a dezembro)*:
1.964 em Minas Gerais (392,8 por mês) e 232 em Belo Horizonte (46,4 por mês).
Em 2014 (de janeiro a novembro):  3.374 em Minas Gerais (281 por mês), e 372 na capital (33,8 por mês).

*A Seds passou a registrar a partir de agosto de 2013.
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Fonte: Jornal O TEMPO

terça-feira, 2 de julho de 2013

Agressões fazem parte da triste rotina do professor brasileiro

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No início de 2012, enquanto dava uma de suas aulas no Colégio Estadual Santa Gema Galgani, em Curitiba, o Professor de Matemática Francisco Gasparin Neto foi interrompido por um Aluno do Ensino médio que chegou atrasado. Como sempre faz nesse tipo de situação, Neto instruiu o Aluno a sair, pedir licença e entrar novamente. O fim desse diálogo terminou na delegacia.
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O estudante, que tinha 18 anos, se revoltou com o pedido e deu início a uma série de ofensas, feitas em alta voz e tom intimidador. O caso passou pela direção e em seguida o Professor registrou um boletim de ocorrência. Depois de uma audiência de conciliação, o estudante foi obrigado a pagar cestas básicas à comunidade local. Ele foi condenado por desacato a funcionário público no exercício da função.
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Diálogo entre as partes é a melhor solução
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 A Secretaria Municipal de Educação (SME) e a Secretaria de Estado da Educação (Seed) optam pela cautela no que diz respeito às medidas que um Professor vítima de agressão deve tomar. Segundo a assessoria da SME, a orientação dada aos Docentes da rede municipal é de que toda situação de violência, seja entre estudantes ou envolvendo profissionais de Ensino, deve ser resolvida dentro da própria Escola, a partir do diálogo.
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Como a maior parte das Escolas da prefeitura atendem apenas crianças até o 5.º ano do Ensino fundamental – apenas 11 Escolas atendem Alunos do 6.º ao 9.º ano – , o volume de ocorrências de agressão contra Professores tende a ser menor. Mesmo assim, quando ocorrem, o procedimento padrão é resolver a situação com os responsáveis pela pedagogia e direção. Em alguns casos as famílias são chamadas e participam na Escola da tomada de decisão sobre como o estudante pode se retratar diante de sua atitude.
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De acordo com a Seed, as Escolas estaduais também são instruídas a resolverem os problemas internamente, e a agirem preventivamente sempre que um profissional nota o risco de violência. Tanto em caso de agressões verbais (calúnia, difamação e injúria) quanto físicas, os pais do estudante agressor são convocados e se faz o registro do ocorrido no livro ata da Escola. Quando ocorre uma agressão grave, o Batalhão da Patrulha Escolar Comunitária (BPEC) pode ser acionado.
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Nessas situações, o Conselho Tutelar recebe um ofício e comunica a autoridade policial para que se faça um boletim de ocorrência numa delegacia. No caso de Curitiba, que conta com estabelecimento específico, o boletim deve ser feito na Delegacia do Adolescente. Por fim, o caso será encaminhado à Vara da Infância e Juventude ou ao Ministério Público da região. A punição, em geral, são medidas sócioeducativas.
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A atitude do Professor Neto é uma raridade. Receber agressões verbais faz parte da rotina de muitos profissionais de Educação. No entanto, confusos diante do que podem ou não fazer, a maior parte simplesmente tolera o desrespeito, ou transfere o problema à coordenação pedagógica, função que, em tese, não deveria se responsabilizar pela distribuição de broncas. “Muita coisa seria diferente se mudássemos nossa conduta, e passássemos a usar os artifícios legais contra toda a violência e desrespeito”, afirma Neto.
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No mês de maio, uma pesquisa realizada pelo Instituto Data Popular e pelo Sindicato dos Professores do Estado de São Paulo mostrou que a cada dez Professores daquele estado, pelo menos quatro já sofreram agressões físicas ou verbais por parte de Alunos. O mesmo relatório mostra ainda que 42% dos Docentes já viram Alunos sob efeito de drogas, e 29% testemunharam tráfico dentro da Escola.
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Segundo a APP-Sindicato, não há dados sobre a frequência das agressões feitas por Alunos contra Professores no Paraná, mas são constantes e variadas as histórias de violência compartilhadas por profissionais com seus colegas. “Seria algo muito importante se o governo promovesse uma pesquisa qualitativa e quantitativa sobre esse tipo de ocorrência”, sugere a Professora Janeslei Aparecida Albuquerque, se­cretária de formação política e sindical da APP.
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Problema histórico.

Para o doutor em Educação e Professor da Universidade Tuiuti do Paraná (UTP) Joe Garcia, é necessária uma análise mais ampla, que se refere à cultura de agressão nas Escolas em geral. “Em nosso país é recente a proibição da violência física contra Alunos, embora seja ainda muito presente a violência simbólica”, diz.
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Para Garcia, em geral, as agressões surgem de uma mentalidade que vê a violência como um instrumento legítimo para resolver conflitos, lidar com as diferenças, expressar discordância ou mesmo responder à violência que vem do outro. “Os estudantes estão reproduzindo uma lógica social que tem sido alimentada no mundo há séculos”, diz, lembrando que, em nome da Educação, métodos violentos foram usados para lidar com tudo aquilo que era julgado inapropriado ou intolerável.
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Fonte: GAZETA do Povo. (PR)

terça-feira, 16 de abril de 2013

Alunos jogam lixeira em professora na Grande SP

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Reportagem do dia 23 de março de 2013
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Uma professora foi agredida por alunos de uma escola estadual de Franco da Rocha, na Grande São Paulo. Na segunda-feira (25), estudantes apagaram a luz da sala de aula e jogaram uma lixeira que acertou o olho da professora de sociologia e filosofia Maria de Fátima. A agressão aconteceu na Escola Estadual Zilton Bicudo. "Quando eu estava saindo, próximo da porta já, as luzes apagaram e a lixeira veio na minha direção", disse a professora. "Na hora eu senti muita dor, não consegui enxergar nada, deu um desespero."
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A Secretaria de Estado da Educação não permitiu a entrada da reportagem da TV Globo na escola. O quadro de luz que foi quebrado e desligado fica no fim de um dos corredores internos. Essa não foi a primeira vez que os alunos provocaram um apagão. Segundo o dirigente regional de ensino Celso Nicoleti, haverá punição aos envolvidos. “É inadmissível que ocorra um fato como esse dentro de uma unidade escolar. Todos os procedimentos relacionados à apuração dos fatos ocorrerão”.
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A Delegacia de Ensino abriu um procedimento disciplinar. Além disso, segundo Nicoleti, o colégio está convocando o conselho de escola, formado por professores, alunos, pais e funcionários para que tome providências. “Pode ocorrer uma suspensão ao aluno ou até mesmo uma transferência compulsória”. Para Nicoleti, é importante a participação da família junto à unidade escolar para que o caso não se repita. “A família tem o papel de acompanhar o desempenho dos alunos”.
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Fonte: G1

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Professor agredido dentro da sala de aula

Por Marilene Alcantara de Souza
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Hoje assistindo à TV, vi uma reportagem sobre o ocorrido com um professor em sala de aula; o que motivou o evento foi o professor ter colocado um aluno para fora de sala.
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A chamada veiculada pelo programa Balanço Geral, da Rede Record, era a seguinte: “Professor é agredido em sala de aula por ter colocado aluno para fora de sala”. Aguardei para assistir e, para minha surpresa, foi narrado que um professor foi agredido por duas pessoas: a mãe e o irmão de um aluno que fora colocado para fora de sala num colégio estadual no Rio de Janeiro. Comecei a me perguntar: como tomar atitudes necessárias dentro de sala, se o professor está refém dos alunos e dos responsáveis? Colocar um aluno para fora de sala ou corrigir um aluno hoje se tornou um risco; o professor poderá ser desrespeitado, e, se o aluno não obedecer, o docente poderá até levar socos e pontapés. Mas e se pelo menos ele se defendesse? Certamente a manchete seria: “Professor respondendo processo, correndo o risco de perder o emprego” e outras represálias. O que acontecerá com os agressores do professor? Vamos aguardar.
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Daí me vem a seguinte pergunta: Onde vamos parar? O que podemos constatar é que, agora, professor é profissão de risco. Já não temos mais condição de ensinar como se fazia; hoje o máximo que conseguimos é tentar fazer com que nossos alunos não se agridam tanto. A cada ano que começa nossos alunos estão menos comprometidos com os estudos; eles já não acreditam que estudar é o caminho para conquistar a estabilidade; a estabilidade deverá vir por outros meios que não o estudo.
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O mundo fora dos muros da escola está muito atraente, a escola está desempenhando o seu papel com muita precariedade. Não adianta imaginar que computadores resolvem o problema, as mudanças precisam ser bem mais efetivas. Esse tipo de tecnologia dá a ilusão de que a escola é equipada e está dentro do que a sociedade precisa, mas pelo visto a realidade é outra. Não adianta ter computadores em uma escola nos moldes antigos.
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Estamos no século XXI, e a nossa escola está acontecendo nos mesmos moldes do século passado. A única coisa que mudou na escola, nos últimos tempos, foi a cor do quadro: ele deixou de ser verde e passou a ser branco; paramos de usar giz e passamos à caneta Pilot.
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As mudanças deveriam ser feitas com responsabilidade e respeito, com o firme intuito de haver mudanças efetivas, mas não é isso que se percebe; cada vez que se fala em mudanças, elas estão sempre atreladas a interesses obscuros; são mudanças que não viabilizam uma continuidade. Em educação, o produto tem tempo determinado e relativamente longo: o produto do investimento em educação demora para acontecer, e só será possível ter visibilidade em outro governo. Talvez seja esse um dos motivos para que as mudanças sejam feitas de modo tão pouco significativo.
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Enquanto nada é feito de efetivo, os professores vão sendo agredidos, tentando dar as suas aulas sem sucesso; não podem chamar a atenção dos "príncipes e princesas" que estão em todas as salas porque são questionados. E quando chamam os responsáveis na escola só aparecem os dos bons alunos.
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terça-feira, 25 de setembro de 2012

Tio de aluno é suspeito de bater em professor na escola em SP

O tio de um aluno da escola municipal Celso Leite Ribeiro Filho, na Bela Vista (centro de São Paulo) é suspeito de bater em um professor em sala de aula. Segundo testemunhas, ele deu cadeiradas e murros no docente, sob os olhares de alunos.
 
A agressão parou quando uma professora entrou e disse que chamaria a polícia. A agressão foi filmada por câmeras de segurança, diz a escola. O caso aconteceu na sexta-feira, por volta de 12h20. O suspeito entrou com o sobrinho, de 12 anos, que estuda na unidade pela manhã e estava uniformizado.
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Segundo o professor, o menino quis ficar no local após o sinal de saída, mas ele o impediu. "A escola não permite a permanência de estudantes que não estejam em atividades", diz. Em casa, o aluno teria dito ao tio que apanhou do docente. O tio do garoto foi até a escola e entrou dizendo que precisava falar com o professor. O menino o levou até a sala. Segundo a polícia, o suspeito, de 31 anos, entrou e jogou o docente no chão. Em seguida, deu cadeiradas e murros.
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O professor, de 22 anos, diz que os alunos saíram em disparada, gritando. Ele afirma estar com hematomas. "Tentei defender minha cabeça colocando as pernas na frente", diz. Ele passou por exame de corpo de delito e está em licença médica.
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 Robson Ventura/Folhapress 
Cartaz na escola da Bela Vista, onde professor foi agredido
Cartaz na escola da Bela Vista, onde professor foi agredido
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DELEGACIA
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Assim que o tio do garoto saiu, foi barrado por homens da GCM (Guarda Civil Metropolitana) que estavam no portão e levado à delegacia. O suspeito, que já foi condenado duas vezes por porte de entorpecentes, uma por furto e outra por estelionato, foi liberado após o registro da ocorrência. O caso foi encaminhado ao JECrim (Juizado Especial Criminal).
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A reportagem tentou contato com a família do estudante e deixou recado na caixa postal do telefone do tio do garoto, mas não obteve resposta até o início da noite de ontem. Segundo a vítima, o tio do menino falou à polícia que o sobrinho chegou em casa chorando e afirmou que apanhou do professor.
O docente diz, no entanto, que a família não registrou a suposta agressão. A família do estudante foi convocada pela escola para discutir o caso com o conselho escolar. O Conselho Tutelar vai apurar a responsabilidade da família do estudante no caso. As informações serão repassadas à Justiça, para decidir se os responsáveis pelo menino serão responsabilizados. A Secretaria da Educação diz que a permanência do aluno na unidade será discutida com a família e o conselho escolar. (SIMEI MORAIS).
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Fonte: Folha de São Paulo (SP)

sábado, 22 de setembro de 2012

Escolas são palco de agressões

Dois episódios de violência escolar, motivados por discussões entre estudantes, professores e funcionários da educação viraram casos de polícia, anteontem, em Minas. Em Pouso Alto, no Sul do Estado, uma adolescente de 15 anos atacou o motorista do ônibus escolar e uma professora com uma faca, após um desentendimento durante o trajeto até o colégio. Em outra discussão, dessa vez provocada pela discordância da nota de uma prova, um professor e um estudante de 17 anos trocaram socos e até ameaças de morte, em Belo Horizonte.
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A confusão que assustou pais e alunos da Escola Estadual Santos Dumont, na região de Venda Nova, aconteceu durante uma aula de física do 3º ano do ensino médio. A Polícia Militar (PM) foi acionada pela direção e precisou escoltar o educador, após estudantes o ameaçarem.
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Segundo uma aluna de 17 anos, que estava na sala com outros 30 colegas no momento da briga, o jovem iniciou a discussão ao questionar o professor de física Marcos Daniel Pereira, de 37 anos, sobre a nota que havia recebido na prova. O aluno teria se irritado por ter perdido 1,5 ponto na avaliação e exigiu a revisão da nota. "A prova valia 15 pontos, ele ficou nervoso quando viu 13,5 em sua nota. Ele disse que o professor precisava aprender a dar aulas e alegou que faz curso técnico em outra escola e não tinha como errar a questão", disse a aluna.
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Durante o bate-boca, o aluno levantou da cadeira e foi impedido pelo professor de sair da sala de aula com a prova em mãos. Na versão do educador, ele pegou a prova do estudante e foi agredido com um soco no nariz, enquanto escrevia a correção da prova no quadro. Porém, na versão do aluno no boletim de ocorrência registrado pela PM, ele diz que foi enforcado pelo professor e se defendeu das agressões com um soco. "Cada um contou sua história. É difícil precisar quem começou com as agressões", informou o soldado André Pisão.
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Aluno e professor foram levados para a Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) de Venda Nova. O educador teve os óculos quebrados e sofreu um corte no nariz. "Alguns alunos pegaram pedras para jogar no professor", disse uma comerciante da região.

O estudante teve escoriações leves no pescoço e nos braços. Os dois envolvidos prestaram depoimentos na Divisão de Orientação e Proteção à Criança e ao Adolescente (Dopcad) e foram liberados após assinarem um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO).
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Aluna faz ataque com uma faca - Em outra discussão que quase terminou em tragédia, uma estudante de 15 anos atacou com uma faca o motorista do ônibus escolar e uma professora, irmã dele. O caso aconteceu na porta da Escola Estadual Felizarda Russano, em Pouso Alto, na região Sul do Estado, depois que a menina se desentendeu com o homem de 41 anos.
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No trajeto até a escola, a adolescente teria pedido para que o motorista desviasse o caminho. A vítima informou que não poderia sair da rota e que seguiria para a escola. Segundo a Polícia Militar (PM), quando o veículo escolar chegou ao destino, os dois desembarcaram e a estudante começou a discutir com o homem. "Durante a briga, a menina tirou uma faca de 15 cm de lâmina da mochila e investiu contra o motorista", contou o sargento Sutene Andrade.
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A adolescente foi impedida de atingir o condutor por uma professora, de 47 anos, que é irmã do motorista e também estava no ônibus. "Os dois conseguiram segurar a adolescente, mas ambos ficaram feridos com cortes superficiais nos braços", explicou o policial. A PM foi chamada e conseguiu deter a estudante. A menor contou aos policiais que carregava a faca na mochila para se defender. Ela ainda teria feito ameaças contra as vítimas.
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O Conselho Tutelar foi acionado e os envolvidos encaminhados para a Delegacia de São Lourenço, onde a ocorrência foi registrada. A menina foi liberada e entregue aos pais, que moram na zona rural da cidade.
Punição branda - A Secretaria de Estado de Educação (SEE) informou que ainda apura as circunstâncias da briga entre o estudante e o professor, mas adiantou que o aluno deverá ser advertido, embora não haja a possibilidade de ele ser expulso da escola.

Ainda segundo informações da SEE, o educador Marcos Daniel Pereira estava trabalhando como professor substituto de física, sem ter vínculos com a escola, e encerrou suas atividades na instituição de ensino após as aulas de anteontem.

Alunos que tiveram aula com o professor contaram que o educador estava sofrendo de depressão e tinha feito queixas a respeito de sua condição física e psicológica para dar aulas.
"Ele disse em sala de aula que não aguentava mais dar aulas por causa de estresse psicológico", contou um estudante.
Fonte: Super Notícias (MG)
 

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Professor tem nariz quebrado por aluno que reclamou de nota em prova

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Jefferson Delbem 
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A correção de uma prova de física terminou com um professor e um aluno se agredindo, em uma escola estadual em Venda Nova. O caso ocorreu na noite dessa quinta-feira (20), na rua Alcides Lins, quando o aluno foi questionar ao professor a nota tirada no exame. O professor, segundo os policiais, decidiu manter a avaliação feita e isso teria irritado o estudante. O educador teve o nariz quebrado e lesões leves na boca, o jovem teve escoriações leves pelo corpo.
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O professor, de 37 anos, entregou a prova por volta, das 19h, quando o adolescente, de 17 anos, argumentou com o educador. Conforme os policiais, o aluno teria dito que o professor não soube interpretar seu raciocínio, que estaria correto, de acordo com os ensinamentos que ele recebeu em um curso técnico. Na versão do aluno, o professor teria ficado nervoso e se recusado “a admitir o erro”. Quando ele voltava para o assento, o educador teria começado a gritar e o empurrado. O estudante alegou que ficou irritado e, neste momento, deu um soco no rosto do professor. O educador reagiu agarrando o pescoço do aluno, segundo o relato aos policiais.
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Já o professor, disse aos policiais, que o aluno realmente contestou a nota, e que sugeriu revisar junto com ele, porém, o adolescente teria ficado nervoso e disse que sabia mais que o professor, pois, estaria fazendo curso técnico. Em seguida, o garoto teria levantado do seu assento e dado um soco no homem, que para se defender, agarrou o pescoço do jovem.
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Ambos foram contidos por outros alunos e encaminhados a diretoria, onde a polícia foi acionada. Eles foram levados pelos militares a Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) Venda Nova, já que, o aluno teve escoriações leves pelo corpo, e o professor teve o nariz quebrado e lesões leves na boca. Após serem medicados, a PM os levou a Divisão de Orientação e Proteção à Criança e ao Adolescente (DOPCAD), onde foi registrado um Boletim de Ocorrência.
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Fonte: Hoje em dia (MG)

sábado, 27 de agosto de 2011

Aluno bate em diretora de escola


GABRIELA SALES (foto de Cristiniano Trad)

A Secretaria Municipal de Educação de Contagem anunciou ontem que irá reunir todos os 120 professores e a direção da Escola Municipal Maria Silva Lucas, no bairro Novo Progresso, na próxima segunda-feira para tratar de medidas para melhorar a segurança dos profissionais e dos alunos. Um caso de violência na escola, ocorrido na noite de anteontem, ganhou repercussão nacional ao ser registrado em vídeo por supervisores pedagógicos. Um adolescente de 15 anos, aluno do 6º ano do ensino médio, foi flagrado agredindo com chutes e ameaças de morte a diretora Maria Aparecida de Fátima após ser repreendido por indisciplina.

Ontem, as aulas aconteceram sob a vigilância de três guardas municipais e quatro policiais militares. Em solidariedade à diretora, os alunos organizaram uma manifestação contra a violência. Com cartazes, alguns em formato de coração, 800 alunos e 120 professores gritaram o nome da diretora. Bastante emocionados, os estudantes leram mensagens de apoio à profissional agredida. Eles ainda pediram reforço na segurança do colégio. A diretora Maria Aparecida de Fátima chorou muito ao ver a manifestação dos alunos. Ela anunciou que não pretende deixar a escola.

A direção do colégio informou que aguarda uma decisão da secretaria de educação sobre o pedido de suspensão e transferência do aluno acusado pela agressão. Um boletim de ocorrência foi registrado. O menor fugiu e, agora, será convocado pelo Conselho Tutelar a dar explicações sobre a agressão. Apesar de flagrado nas imagens, ele nega ter iniciado a agressão. "Tinha vários alunos fora de sala e só eu fui punido. Ela (diretora) chegou a apertar meu braço, aí eu revidei", afirmou.

Quem assistiu às cenas protagonizadas pelo estudante conta outra história. "Fiquei impressionada com a fúria do aluno", disse uma das supervisoras. Ela pediu para não ter o nome revelado. A diretora deu sua versão para a história. Segundo Maria Aparecida de Fátima, o estudante a agrediu com chutes após ter sido punido. "Ele tinha passado todo o início da tarde fora da sala de aula brincando com outros alunos. Quando o encaminhei para supervisão, ele ficou agressivo e me empurrou", contou a diretora.

Sem atender ao pedido de voltar para a sala de aula, o estudante ameaçou sair da escola. "Depois do empurrão, eu disse a ele que chamaria a polícia e fui agredida. Quando estava entrando na minha sala, senti o chute nas minhas pernas", disse Fátima. No vídeo feito de um celular, o aluno aparece ameaçando a diretora. "Vou matar você", disse ele antes de partir para a agressão física.

Procurada, a mãe do garoto, Cristina Conceição Nunes da Silva, defendeu o adolescente. Ela disse que o filho, na verdade, é alvo de perseguição por parte da diretora e, por isso, nas palavras dela "teria perdido a cabeça". "Meu filho não é violento. Ele apenas não suportou a pressão da diretora".

Histórico de aluno é marca o por violência contra os colegas
Não é a primeira vez que o adolescente de 15 anos se envolve em brigas na Escola Municipal Maria Silva Lucas. Em seu histórico, aparecem outras duas agressões envolvendo estudantes da instituição, além de três advertências por indisciplina. De acordo com a direção da escola, a última agressão ocorreu no início do primeiro semestre deste ano e envolveu outros quatro alunos. "Ele chegou a machucar colegas sem motivação. Na época, todos foram encaminhados para o Conselho Tutelar", relembrou a diretora Maria Aparecida.

Ainda, segundo a educadora, a falta de limite familiar e a sensação de impunidade são motivadores para a violência do jovem. "Ele age como se a violência e a agressividade fossem atos normais. (GS).
Entrevista
"Não vou abandonar os meus alunos"
Maria Aparecida de Fátima - Diretora da escola
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O que teria motivado a fúria do adolescente?
Ele não é acostumado com limites e sempre que determinávamos o cumprimento de normas por parte dele, surgia a revolta.
Ele já agrediu outros educadores?
Não fisicamente, mas eram constantes as agressões verbais.
Essa foi a primeira vez que o adolescente se envolve em brigas na escolas?
Não. Ele sempre demonstrou problemas de indisciplina. O jovem já foi protagonista de duas agressões a colegas na de escola.
Esse problema de indisciplina já foi comunicado à mãe do adolescente?
Sim. Porém a mãe sempre justifica que o filho está sendo vítima de perseguição.
A senhora pretende sair da direção da escola?
Não, apesar de estar abalada. Jamais pude imaginar que isso pudesse acontecer, mas não vou abandonar os meu alunos. (GS)
Minientrevista - "Ele apenas revidou uma agressão anterior"
Cristina Conceição Nunes da Silva - Mãe do adolescente
O filho da senhora contou o que aconteceu na escola?
Ele disse que estava fora de sala junto com outros alunos e foi repreendido pela diretora, que dispensou os demais alunos e iria punir somente ele. Foi isso que deixou o meu filho nervoso.
O adolescente falou o motivo da agressão à diretora?
Ele apenas revidou uma agressão anterior. Ela havia apertado o braço do meu filho e disse que iria chamar a polícia. Ele não agiu certo, mas foi uma reação à primeira agressão.
O jovem é um menino agressivo?
Não. Meu filho é um adolescente e possui conflitos normais para a idade dele. Ficou agressivo porque a diretora o persegue.
A senhora já conversou com a direção sobre essa reclamação do garoto?
Várias vezes fui à escola, mas eles negam. Para eles, o meu filho é sem limites e sempre o errado da história. (GS)
 

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Adolescente acusado de agredir menino de 6 anos no Colégio São Bento prestou depoimento nesta sexta-feira

Por Gustavo Goulart


RIO - O adolescente de 14 anos acusado de agredir uma criança de 6 anos no colégio São Bento prestou depoimento na Delegacia de Proteção a Criança e Adolescentes (DPCA) nesta sexta-feira. Os pais do garoto, que foram ao local junto com um advogado, não falaram com a imprensa. O menino não entrou com os pais no prédio, e provavelmente usou uma outra entrada para evitar a imprensa. O adolescente foi ouvido pela delegada Valéria Aragão. A inspetora do colégio, que também foi chamada à depor pela delegada, também prestou depoimento nesta sexta.

Nesta quinta-feira, o pai do aluno de 6 anos atacado no São Bento havia afirmado que a escola omitiu que seu filho tinha sido agredido na hora do recreio. A afirmação foi feita em carta enviada a pais de alunos da instituição. Segundo o texto, no último dia 26 ele recebeu uma ligação do colégio informando que seu filho havia sofrido um corte na testa em decorrência de um tombo. Na quarta-feira, a delegada Valéria de Aragão, titular da DPCA já tinha dito, após ouvir o depoimento dos pais do menino de 6 anos, que o fato deve ser sim apurado pela polícia . Um dia antes, o supervisor administrativo do colégio, Mário Silveira, havia dito que o suposto agressor "está sendo mais punido do que o acidentado".

sexta-feira, 25 de março de 2011

NOTÍCIAS...

Aluno sai carregado da escola estadual após beber vodca no recreio

Local onde as estudantes eram colocadas por colegas de escola,
de acordo com o periódico "O Tempo", Conferir:
http://www.otempo.com.br/noticias/ultimas/?IdNoticia=114416.

por JAQUELINE ARAÚJO

A Escola Estadual Presidente Dutra, no bairro Cidade Nova, na região Nordeste da capital, ganhou destaque negativo no noticiário pelo segundo dia consecutivo. Na manhã desta sexta-feira (25), um aluno de 16 anos saiu carregado pelo pai após ter abusado de bebida alcoólica no horário do recreio. No final da aula, alguns alunos comentaram que o jovem teria levado para a escola em garrafas de água um litro de Vodca, que seria misturada com refrigerante. No intervalo, um grupo de alunos fez consumo da bebida e o estudante do 2º ano do ensino fundamental passou mal e teve que ser socorrido. "Gaiola das popozudas" Um dia antes, nessa quinta-feira (24), o que era para ser apenas uma brincadeira entre alunos acabou virando caso de polícia. Uma adolescente de 14 anos foi forçada, por oito alunos, a entrar em um suporte de grade, usado para proteger uma televisão e apelidado pelos estudantes de “Gaiola das Popozudas”.

A micro-empresária Tatiana Oliveira, de 34 anos, mãe da aluna, relatou que foi até a escola após ser chamada pela direção e encontrou a filha em pânico e chorando muito. No local, a menor contou para a mãe que teria sido agarrada pelos adolescentes e forçada a entrar na gaiola. Constrangida, a garota pediu ajuda aos colegas que chamaram a diretora da escola. “O que fizeram com a minha filha é revoltante, não foi uma brincadeira de mau gosto foi uma agressão. Por isso, resolvi chamar a polícia e denunciar o que aconteceu. A minha filha ficou traumatizada com a história e nem quer voltar para a instituição”, contou. A diretora Sandra Ruil, fez uma reunião com os pais dos alunos envolvidos e a jovem agredida. Durante a reunião, os jovens pediram desculpas para a adolescente e disseram que estavam arrependidos pelo que fizeram. A diretora ainda explicou que os pais dos alunos não aceitaram a atitude dos filhos e vão tomar medidas para que os garotos não cometam outros erros. Na instituição, os alunos assinaram advertência acompanhados pelos responsáveis e podem ser transferidos de turno por causa da situação. A mãe da adolescente disse que foi decidido que os pais dos alunos agressores vão pagar sessões de terapia para a adolescente que afirmou ter se sentido molestada pelos colegas. “Não desejo isso pra ninguém foi horrível. Ainda estou insegura para voltar a estudar, mas sei que não tenho culpa de nada. Eu fui vítima de uma brincadeira muito ruim e que agora eu quero esquecer”, contou a estudante.

Investigação - A Superintendência Regional Metropolitana, ligada a Secretaria Estadual de Educação informou que já entrou em contato com a escola e está apurando os dois casos envolvendo os estudantes da instituição. A direção da escola será ouvida para serem tomadas providências que possam melhorar o comportamento dos alunos.


Fonte: Jornal "O TEMPO", on line.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

PESQUISA [Notícias]

Jovens têm rotina de agressões nos namoros


Marcelo Remígio, 12 fev. 2011

RIO - Agressão virou sinônimo de domínio nas relações amorosas de jovens do Recife. Para marcar território, casais com idades entre 15 e 19 anos recorrem à violência como forma de controle de parceiros e parceiras. Em muitos relacionamentos, a violência sexual faz parte do namoro e, na maioria dos casos, a vítima também passa a exercer o papel de agressora. Levantamento realizado pela Fiocruz Pernambuco e pela escola Nacional de Saúde Pública, com 290 estudantes de 11 escolas da rede pública da capital mostra que 67,3% dos casais admitiram já ter ocorrido violência sexual por parte de ambos os parceiros.

O estudo mostra ainda que em 23,7% dos namoros a violência sexual é praticada somente pelos rapazes e em 9% pelas moças. Considerada como um ato de grau grave, a relação sexual forçada sob ameaça - de agressão física, de chantagem e até da colocação de fotos íntimas em sites de relacionamento na internet - é mais comum quando o agressor é um adolescentes do sexo masculino: 73,7%, contra 15,98% do feminino.

Para pesquisador, há uma crise de valores

De acordo com o pesquisador da Fiocruz e biomédico Eduardo Bezerra, o comportamento identificado nos jovens levará à formação de adultos cada vez mais agressivos, ao aumento da criminalidade e à concretização da banalização da violência. Bezerra ressalta que jovens que sofreram alguma ação de violência no local onde vivem, como assaltos ou brigas, têm o dobro de chances de as agressões influenciarem em suas relações.

- São adolescentes que enfrentam cada vez mais cedo a violência em diversos graus. Os jovens começam a achar isso tudo muito normal. Acreditam que, para ter domínio da relação e do companheiro, é preciso usar de violência. Esse comportamento também oferece respaldo para a permanência em seus grupos sociais. Controlar a namorada ou o namorado pode ainda representar independência para quem tem 12 ou 13 anos. Enfrentamos uma crise de valores - explica Bezerra, que promoveu a pesquisa.

A análise do comportamento dos jovens também possibilitou identificar o risco de as agressões se repetirem, criando uma rotina de violência. Quem perdeu o controle e bateu no companheiro tem 2,5 vezes mais chances de partir para a briga novamente. Quem mantém relações sexuais com seus parceiros aumenta em três vezes o risco de ser vítima de violência ou se transformar em agressor. A probabilidade de problemas no relacionamento também é alta quando o casal não tem religião.

- Até então, os controles religioso e moral nas relações afetivas eram maiores. Agredir era um ato fora do normal. Atualmente, o controle é menos intenso. O curioso é que existia a figura do agressor e da vítima. Hoje, elas se misturam, com os namorados desempenhando os dois papéis. Alguns jovens acreditam que quando uma menina é paquerada por um outro rapaz e seu namorado não reage de forma violenta batendo nela, por exemplo, ele estaria concordando com a situação. Acontece até quando, usando a linguagem deles, ela não "dá mole" - diz Bezerra.

Violência começa com beijo forçado e vai aumentando

Para o pesquisador, hoje a violência demonstrada pelos jovens começa com um ato de grau leve, como um beijo forçado, e vai aumentando gradativamente podendo chegar a estupros e brigas com agressões físicas e verbais. Segundo Bezerra, os jovens vão "testando os limites da violência" em suas relações.

Fonte: http://oglobo.globo.com/pais/mat/2011/02/12/jovens-tem-rotina-de-agressoes-nos-namoros-923790956.asp

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

PESQUISA [Notícias]

Dobra o número de agressões a professores nas escolas de BH

Nayara Menezes - Estado de Minas, 28 nov. 2010

Há 20 anos, quando começou a lecionar matemática para os alunos da rede pública de Belo Horizonte, Helena*, de 45 anos, pensava que sua maior dificuldade seria desvendar para os alunos as equações complicadas das ciências exatas. Hoje, ao relembrar o drama vivido no ano passado em sala de aula, ela sente saudades do tempo em que explicar fórmulas elaboradas era o maior desafio. Em um dia de aula como outro qualquer, Helena passou a integrar um contingente que cresce a cada dia, em um drama que a falta de números oficiais mal disfarça: o dos professores vítimas de violência. Apesar da escassez de dados, um dos poucos levantamentos feitos em Minas, pela Secretaria de Estado de Defesa Social com base em boletins de ocorrência gerados em Belo Horizonte, mostra que os episódios de agressão dobraram desde o ano passado em unidades da capital, qualquer que seja o ambiente escolar considerado. Apesar de assustador, o indicador não reflete a realidade, pois na maior parte dos casos os ataques não são denunciados à polícia.

Helena foi uma das vítimas dessa escalada. A educadora passava a matéria para os estudantes, quando foi surpreendida pela fúria de um aluno sob efeito de drogas. “Ele entrou na sala visivelmente alterado, gritando e derrubando tudo. Pedi calma e perguntei o que estava acontecendo e ele me respondeu com um chute. Caí no chão, bati a cabeça e me machuquei toda”, relembra. Colegas ainda tentaram conter o garoto, mas também foram agredidos. “Ele estava completamente fora de si; bateu também em três companheiros de classe”, recorda a professora, que ainda hoje guarda traumas do episódio. “Fiquei afastada por seis meses, tomando medicamento controlado.”


Saiba mais...

Professora denuncia ataque de estudante em sala de aula

Helena é mais uma entre centenas de vítimas de um problema cada vez mais comum. Apesar disso, faltam estatísticas oficiais sobre o número de educadores agredidos no país. Nem mesmo o Ministério da Educação tem pesquisas sobre o assunto, situação que se repete na Secretaria de Estado de Educação de Minas (SEE-MG). Para os profissionais, falta interesse em resolver a questão. A presidente do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE / MG), Beatriz da Silva Cerqueira, sustenta que a entidade é frequentemente acionada por vítimas de ameaça ou agressão, mas reclama que o poder público prefere “abafar os casos e tratá-los individualmente”.

“O que acontece, na maioria das vezes, é apenas uma suspensão do aluno, que posteriormente continua na escola, ameaçando aquele ou outro professor”, afirma Beatriz. Com Helena foi assim. Após seis meses de licença médica, ela foi transferida de escola. Já o estudante agressor, depois de uma semana suspenso, voltou às aulas. “A gente perde a saúde, o local onde gostamos de trabalhar, o convívio com os colegas, mas ele continua lá, dando problemas para outros professores”, queixa-se Helena. A mesma reclamação tem Antônia Alexandre Nogueira, professora do município de Cláudio, no Centro-Oeste mineiro, agredida este mês por um aluno. Depois de ter uma costela partida após um empurrão de um adolescente de 15 anos, a professora teme ser obrigada a encará-lo novamente. “A direção da escola quer que eu volte a dar aulas para ele, mas não tenho a menor condição”, desabafa.

Causas

Os motivos que levam a tanta violência em um ambiente onde, a princípio, deveriam imperar a paz e a harmonia são fonte de preocupações para especialistas. Para a pesquisadora Miriam Abramovay, coordenadora da área de juventude e políticas públicas da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais e autora de diversos livros sobre a violência nas escolas, situações como essas refletem o clima hostil entre alunos e professores que vigora em muitas escolas país afora. “Constatamos em nossos estudos que as relações interpessoais no ambiente acadêmico são muito tensas e conflituosas. Falta comunicação entre educadores e estudantes”, avalia . Já a socióloga Maria Helena Barbosa acredita que a escola é apenas o reflexo da sociedade. “Ao contrário do que as pessoas pensam, não somos um povo pacífico. A violência está a cada dia mais presente em todas as esferas da nossa sociedade. E a escola é só mais um dos espaços onde ela se manifesta”, avalia.

Questionada sobre o assunto, a Secretaria de Estado da Educação informou, por meio da assessoria de imprensa, que as agressões são fatos isolados, não representando a realidade da maioria das escolas do estado. Segundo a SEE, os episódios de violência são encaminhados às Superintendências Regionais de Educação, que têm autonomia para resolvê-los.

* Por medo de ser vítimas de mais violência, parte dos professores ouvidos nesta reportagem pediu para ter a identidade preservada. Por isso, foram usados nomes fictícios.

Fonte: http://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2010/11/17/interna_gerais,192841/professora-denuncia-ataque-de-estudante-em-sala-de-aula.shtml


E Mais...

Professora denuncia ataque de estudante em sala de aula

Paulo Henrique Lobato, 17 nov. 2010

O atrito entre um estudante de 15 anos e uma professora de 51 deixou a sala de aula e virou caso de polícia no município de Cláudio, no Centro-Oeste de Minas, a 183 quilômetros de Belo Horizonte. O adolescente, matriculado na 8ª série de uma escola estadual da cidade, é acusado de agredir Antônia Alexandre Nogueira, que leciona a disciplina de língua inglesa. O boletim de ocorrência registrado pela Polícia Militar informa que ela foi jogada ao chão e teve uma costela trincada, ficando com hematomas pelo corpo. A punição do menor foi uma advertência da instituição de ensino e uma suspensão que termina amanhã. O incidente ocorreu na sexta-feira.

“Aguardava, no fim da aula, junto à porta, o professor que lecionaria a disciplina no horário seguinte ao meu. O estudante tentou entrar na sala e não deixei, dizendo que ele deveria aguardar o educador. Então, ele forçou a entrada, empurrando a porta, que me acertou. Caí e bati em uma cadeira, trincando uma costela. A dor foi tanta que não consegui me levantar. Precisei da ajuda de um colega. Estou tomando remédios para aliviar o sofrimento”, disse a professora. Ela fez exame de corpo de delito na Santa Casa do município e acionou a Polícia Militar, que lavrou o boletim de ocorrência e encaminhou o caso para ser investigado pela Polícia Civil. A professora afirma que o estudante é problemático e que essa não é a primeira vez que ele causa tumulto na escola. Por mais de uma vez, acrescenta, o menor abaixou a calça diante das alunas.

“Ele mostrou a genitália na sala de aula e fora dela. Além do mais, tem o hábito de ridicularizar os colegas de classe por meio de apelidos. O dia em que ele vai à escola não fico sossegada. Não consigo lecionar direito. Sei que a PM já foi à casa do rapaz e conversou com os responsáveis. Quero que ele cumpra, para seu próprio bem, medida socioeducativa”, diz, revoltada, a educadora.

A Polícia Militar confirmou o registro da ocorrência e informou já ter encaminhado o assunto para ser esclarecido pela Civil. Já a diretora da escola, que prefere não se identificar, informou que o caso também chegou ao conhecimento do Conselho Tutelar do município. Ela, porém, prefere não emitir opinião sobre o episódio. Argumenta que o caso será tratado internamente, para preservar a boa imagem que a instituição de ensino conquistou no município.

Dentes quebrados

Esta não é a primeira ocorrência policial envolvendo estudante e professora neste mês. Há uma semana, uma coordenadora pedagógica de Porto Alegre (RS) denunciou um aluno de um curso técnico de enfermagem por tê-la agredido. A mulher teve os dois braços e cinco dentes quebrados.

O motivo da agressão seria a baixa nota tirada pelo aluno numa das disciplinas. Revoltado, o rapaz teria desferido vários socos na educadora, além de atacá-la com uma cadeira. A vítima desmaiou e foi socorrida por outros funcionários da escola, que se assustaram com a gritaria. O estudante poderá responder por tentativa de homicídio, segundo declarou à imprensa gaúcha o delegado que apura o caso.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

NOTÍCIAS...

Aluno acusado de agredir professora em Porto Alegre se apresenta à polícia

SÃO PAULO - O Globo.com

O aluno do curso de enfermagem, Rafael Soares Ferreira, de 25 anos, acusado de agredir a professora Jane de Leon Antunes, 57 anos, a socos e cadeiradas por causa de uma nota baixa se apresentou à polícia nesta quarta-feira, em Porto Alegre. Ele estava com a prisão preventiva decretada e foi encaminhado ao Presídio Central. A professora teve os braços quebrados, perdeu vários dentes e ficou com hematomas na cabeça. Ele deve responder por tentativa de homicídio.

Em depoimento à polícia, o jovem negou a agressão. Disse que tentou se defender de um segurança da escola que o agredia. Na versão dele, os ferimentos da professora foram causados acidentalmente durante a suposta briga. Rafael disse que estava lutando com um segurança da escola, que havia impedido que ele deixasse a sala de coordenação.

Na briga, ele disse ter jogado uma cadeira no segurança, que acabou atingindo a professora. Rafael afirmou ser vítima de racismo. A agressão aconteceu numa escola técnica particular de Porto Alegre. O depoimento do estudante contradiz a versão de pelo menos dez testemunhas que afirmaram à polícia que Rafael agrediu a professora. A professora disse que o aluno avisou que ia agredi-la.

- Ele disse "Eu gosto muito de ti mas vou te punir". E veio com a cadeira e quebrou minha sala.

O aluno, que tem histórico de notas altas, teria ficado indignado com a escola devido a uma nota C e partiu para a violência descabida. Ferreira é instrutor de jiu-jitsu. O delegado Fernando Soares afirmou que a agressão pode ser considerada uma tentativa de homicídio.

- Se não houvesse a intervenção de terceiros, ele teria concluído e essa senhora estaria em óbito. Nunca vi uma agressão como essa no ambiente escolar - afirmou.

A matrícula de Rafael foi cancelada. A professora diz que espera por Justiça.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

NOTÍCIAS...

Acusados de agressão na av. Paulista colecionam "expulsões" de escolas

DE SÃO PAULO- 17 nov. 2010

Um dos adolescentes acusados de agredir quatro rapazes na avenida Paulista, na manhã do último domingo, tem um histórico de indisciplina nas escolas por onde passou. A informação é da reportagem de Talita Bedinelli publicada na edição desta quarta-feira da Folha. De acordo com o texto, após estudar por sete anos no Dante Alighieri, o rapaz de 17 anos "foi convidado" a não se rematricular na escola, em 2009, devido a problemas disciplinares. Segundo o colégio, ele levou advertências verbais e por escrito e pelo menos seis suspensões durante o ano.

Amigos do rapaz afirmam que ele mudou para o colégio Objetivo em 2009, de onde também foi expulso após atitudes "sem noção, como fazer xixi na sala de aula", diz um ex-colega de colégio. Ainda de acordo com amigos, o adolescente de 16 anos também acusado de agressão foi expulso do Objetivo após se envolver numa briga.

O Objetivo diz apenas que os dois foram embora "porque não conseguiram acompanhar o ritmo do colégio". No Objetivo, na mesma Paulista das agressões, os rapazes eram o assunto ontem: eles têm fama de briguentos. Os alunos dizem que eles já haviam batido em um homossexual em uma festa. A Folha não localizou a família dos jovens ontem.

Entenda o caso...


Justiça concede liberdade provisória para jovem suspeito de agressão na Paulista, em SP

15 nov. 2010 (DE SÃO PAULO)

A Justiça concedeu, na tarde desta segunda-feira, liberdade provisória ao jovem de 19 anos suspeito de agredir quatro rapazes na avenida Paulista, região central de São Paulo, no domingo (14). Ele deixou o 2º DP (Bom Retiro), onde estava preso, por volta das 16h30, segundo a polícia. O estudante vai responder em liberdade pelos crimes de agressão corporal gravíssima e formação de quadrilha. No início da tarde de hoje, os outros quatro adolescentes suspeitos de participarem das agressões já haviam sido liberados da Fundação Casa, onde estavam detidos. Segundo o advogado Orlando Machado, que defende um dos adolescentes, a Justiça entendeu que o caso se tratou de uma briga --e que não houve homofobia. "Houve, sim, uma paquera de uma das vítimas para um dos menores, e eles [amigos] não concordaram", afirmou o advogado. Segundo ele, seu cliente está "bem machucado", e o caso segue sob investigação.

ATAQUES

Os jovens suspeitos são de classe média, e, conforme relatos iniciais, as agressões ocorreram sem motivo aparente. Em dois desses ataques a polícia diz haver indícios de motivação homofóbica. As agressões eram feitas com chutes, socos e até com bastões de luz branca. Duas das vítimas foram socorridas em hospitais da região. Os agressores foram reconhecidos.

Advogados e parentes dos cinco jovens, quatro deles adolescentes de 16 e 17 anos, dizem haver um exagero por parte da polícia e o que houve foi apenas "uma confusão que acabou em agressão". Dois dos ataques ocorreram por volta das 6h30 próximo à estação Brigadeiro do Metrô, na avenida Paulista. Os jovens, segundo a família e advogados, voltavam de ônibus de uma festa em Moema.

De acordo com as vítimas Otávio Dib Partezani, 19, e Rodrigo Souza Ramos, 20, eles estavam próximos a um ponto de táxi quando viram o grupo caminhar na direção de ambos, mas sem demonstrar qualquer agressividade. Mas quando o grupo chegou próximo aos dois iniciou os ataques. O grupo dizia, segundo as vítimas, "Suas bichas", "Vocês são namorados!". Rodrigo fugiu para o Metrô, quando Otávio foi agredido por três rapazes. Logo após essa agressão, o quinteto atacou outro jovem, Luís, 23, que estava com dois colegas. Ele foi ferido no rosto e na cabeça com lâmpadas de bastão. Os colegas não foram agredidos, segundo a polícia. O sobrenome dele foi preservado a pedido dele.

Testemunhas que viram as agressões chamaram a PM e os jovens foram levados para o 5º DP (Aclimação). Por volta das 13h, quando a ocorrência estava sendo registrada como formação de quadrilha e lesão corporal gravíssima, apareceu o lavador de carros Gilberto Felipe Andrade, 18, dizendo ter sido vítima de uma agressão. Ele reconheceu os jovens. Segundo Andrade, ele foi agredido por volta das 3h na avenida Brigadeiro Luís Antônio (região central de SP). Ele disse à Folha que o grupo seguia atrás dele quando um dos adolescentes lhe acertou com um soco na nuca. Os outros rapazes o agrediram em seguida.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/831725-acusados-de-agressao-na-av-paulista-colecionam-expulsoes-de-escolas.shtml

domingo, 31 de outubro de 2010

NOTÍCIAS...

Comunidade do orkut incentivava a agressão

"Rodeio de gordas" dos jogos da Unesp era 'ensinado' e estimulado na internet

por José Maria Tomazela e Cláudio Dias, Especial "O Estado de S. Paulo" - 28 out. 2010

Uma comunidade do site de relacionamentos Orkut chamada Rodeio da Gorda reúne 21 integrantes desde 27 de janeiro de 2006. O grupo se dedica a agarrar e montar em cima de garotas obesas em festas universitárias. Na página, retirada da internet após a divulgação do caso, os estudantes explicam a “brincadeira que virou mania no Interunesp de Araraquara 2010".

O líder da comunidade, identificado como Tiago Kodic, ensina: “Quando você estiver numa balada/festa/baile com seus amigos e já tiver tomado algumas/várias, ache a mina mais gorda da balada, daí um de vocês chega nela por trás e coloca os braços em volta dela. Então sussurre no ouvido dela ‘você é a coisa mais gorda que eu já vi’ e vê quanto tempo você consegue segurara!”.

Nas regras, os agressores estabelecem que “todo peão deve permanecer oito segundos segurando a gorda”. O tempo é reduzido para cinco segundos se ele “segurar com uma mão só”. Um parágrafo fala sobre o corpo da vítima, que deve ser “bem grande”, e destaca a premiação a ser dada à “gorda bandida” – possível referência a um touro difícil de ser montado –, um sanduíche gigante. As “gordas bandidas”, explica a comunidade, são mais valiosas. “Quanto maior o número de coices despejados, mais pontos.” O internauta Daniel comenta: “Da primeira montaria eu me lembro como se fosse ontem, como eu era inexperiente e ela era uma bandida, eu fiquei apenas três segundos.” Outro, identificado como Goyano, anuncia o “World Chicks Championship Rodeo” para 2011. “Contamos com a presença de todos os bravos toureiros.”

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

NOTÍCIAS...

Comissão terá 60 dias para apurar responsabilidades pelo "Rodeio das Gordas"

ELIANE TRINDADE, DE SÃO PAULO - 29 out. 2010

A Comissão instaurada ontem pela Unesp terá 60 dias para apurar responsabilidades pelo "Rodeio das Gordas". Cerca de 50 alunos participaram da agressão. Na portaria que dá início formal ao processo disciplinar são citados nominalmente os estudantes Roberto Paulo de Freitas Negrini e Daniel Prado de Souza. Negrini é apontado como um dos promotores do "rodeio". Ele disse que tudo foi uma "brincadeira".

Procurado, Souza afirmou que "meus pais me orientaram a não falar com a imprensa". Segundo ele, "quando for procurado pela comissão, me manifestarei". O "rodeio" ocorreu em tenda no estacionamento do Centro Esportivo Araraquara. "O rodeio consistia em pegar as garotas mais gordas que circulavam nas festas e agarrá-las como fazem os peões nas arenas", relata Mayara Curcio, 20, aluna do quarto ano de psicologia, que participa do grupo de 60 estudantes que se mobilizaram contra o bullying.

O processo disciplinar estará a cargo de uma comissão formada por dois professores e um funcionário, assessorados por um advogado. O presidente da comissão é o professor Cláudio Edward dos Reis, do Departamento de Psicologia Experimental. A primeira reunião da comissão deverá ocorrer logo depois do feriado de Finados.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/822248-comissao-tera-60-dias-para-apurar-responsabilidades-pelo-rodeio-das-gordas.shtml

domingo, 23 de maio de 2010

NOTÍCIAS...

MG: polícia investiga grupo 'tenebroso' de meninas em escola

23 de maio de 2010
Foto e Texto: Ney Rubens/Direto de Belo Horizonte/Especial para Terra

Adolescente diz que foi ameaçada de morte e teve o cabelo puxado

A Polícia Civil em Contagem (MG), na região metropolitana de Belo Horizonte, investiga a atuação de adolescentes que teriam formado um grupo chamado Comando Feminino Tenebroso para amedrontar e agredir outras estudantes da Escola Municipal José Ovídio Guerra, que fica no bairro Eldorado. De acordo com o delegado Marcos Antônio de Paula Assis, da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e Adolescentes (Dopcad), as meninas teriam entre 11 e 15 anos e utilizariam sites de relacionamento para ameaçar outras alunas: "Há um mês uma estudante sofreu uma agressão física e procurou a delegacia. Nesta semana houve uma nova situação de ameaça contra outras alunas e por isso intimamos 11 garotas, com os pais, para vir até a delegacia", disse.

A adolescente agredida há cerca de um mês foi localizada pela reportagem. Ela tem 14 anos e contou que teria sido ameaçada de morte e agredida pelas supostas integrantes do Comando Feminino Tenebroso: "As meninas andavam pela escola intimidando as outras alunas. Na hora do intervalo elas gritavam pelo pátio as iniciais da sigla do comando: C.F.T, C.F.T. Teve uma vez que uma delas puxou o meu cabelo e falou que eu era a cadela dela", disse.

A adolescente contou ainda que teve muito medo, principalmente quando teria sofrido a ameaça de morte. "Elas me chamaram para resolver o problema mano a mano (sic) e que iriam me matar. Nunca conversei e nunca fui da mesma sala delas. Também acho que não seja por causa de garotos. Pode ser inveja, mas eu acho que o problema é que elas gostam de caçar briga sem motivo mesmo, parece que sentem prazer nisso", disse.

A mãe da estudante disse estar desesperada com as ameaças. Foi ela quem procurou a polícia para denunciar o caso: "Agora estou procurando uma outra escola para a minha filha", afirmou. O delegado Marcos Antônio de Paula Assis informou que as jovens suspeitas de integrar o grupo foram identificadas por meio de fotos postadas em um site de relacionamentos. Depois de prestarem depoimento, as estudantes assinaram um termo circunstanciado de ocorrência (TCO) e foram entregues aos pais. "Vou encaminhar o caso para o Ministério Público, que deverá dar prosseguimento às investigações," afirmou.

Fernando Pena, diretor da Escola Municipal José Ovídio Guerra, informou que logo após a primeira agressão, a mãe da estudante tirou a garota e uma outra filha da escola e procurou vaga para elas em outras instituições. Como não teria conseguido, a prefeitura de Contagem a teria orientado a voltar com as meninas para a instituição.

Como teriam acontecido outras agressões e ameaças, Pena disse que orientou aos pais das vítimas para que eles procurassem a polícia. Ele afirmou que a agressão física sofrida pela estudante há um mês teria sido fora das dependências da escola, mas que, mesmo assim, já convocou os pais das adolescentes que seriam integrantes do grupo para que eles tomem alguma providência.