Mostrando postagens com marcador RN. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador RN. Mostrar todas as postagens

domingo, 3 de março de 2013

1ª professora com Down do país defende inclusão em escola regular

Débora Seabra, de 31 anos, com alunos na Escola Doméstica de Natal (Foto: Arquivo pessoal).
.
Débora Seabra, de 31 anos, com alunos na Escola Doméstica de Natal (Foto: Arquivo pessoal)
.
Seja na aula de spinning, de musculação, nas oficinas de teatro ou no trato com as crianças no trabalho como professora, Débora Araújo Seabra de Moura, de 31 anos, prova que a inclusão é possível. Moradora de Natal (RN), ela estudou exclusivamente na rede regular de ensino, e foi a primeira pessoa com síndrome de Down a se formar no magistério, em nível médio, no Brasil, em 2005. Fez estágio na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e há nove anos trabalha como professora assistente em um colégio particular tradicional de Natal, a Escola Doméstica.
.
Débora considera que sua vida escolar teve mais experiências positivas. “A escola regular me fez sentir incluída com as outras crianças. Para mim não existe separação. Superei preconceitos, fiz muitas amizades e mostrei para as pessoas o que era a inclusão”, afirma. Neste ano, a missão da jovem na Escola Doméstica é ajudar a cuidar e alfabetizar uma sala com 28 crianças de 6 a 7 anos do 1º ano do ensino fundamental. “Eu gosto das crianças. Tenho paciência, só alguns são bagunceiros e a maioria é focado. Se eu sou brava? Não, sou normal, trato eles super bem”, diz.
.
"Nunca cogitei uma escola especial porque Débora era uma criança comum. A escola especial era discriminatória e ela precisava de desafios. Não sabia muito bem como seria, mas estava aberta para ajudar minha filha a encarar qualquer coisa" (Margarida Seabra, 71 anos, advogada)
.
A professora diz que foi muito bem recebida pelos funcionários, professores e alunos da escola que de vez em quando a questionam sobre as diferenças. “Às vezes as crianças me perguntam: ‘Tia por que você fala assim?’. Aí eu respondo: ‘Minha fala é essa, cada um fala de um jeito, de forma diferente’. Aproveito e explico que tenho síndrome Down e eles entendem."
.
Desinformação
.
Há 31 anos quando Débora nasceu pouco se sabia sobre a síndrome de Down. Na época, as crianças que têm olhos amendoados e podem ter habilidade cognitiva comprometida por conta presença do cromossomo 21 eram chamadas de maneira pejorativa de ‘mongoloides’. Receosos, os pais em sua maioria optavam em matricular os filhos nas escolas especiais. Eles achavam de maneira errônea que ao restringir o contato das crianças aos deficientes as chances de adaptação eram maiores.
.
Contrariando esta tendência, o médico psiquiatra José Robério, de 72 anos, e a advogada Margarida, 71, pais de Débora não imaginaram outra escola para a garota, se não a regular. Foi assim por toda a vida escolar, nem sempre fácil. Ainda na educação infantil, Débora lembra de ter sido chamada de 'mongol' por um garoto. Ela chorou, ficou magoada, mas encontrou na professora uma aliada que explicou à classe que 'mongois' eram os habitantes da Mongólia e ainda ensinou as crianças o que era a síndrome de Down.
.
Débora faz palestras dentro e fora do país (Foto: Arquivo pessoal).
 
Débora faz palestras dentro e fora do país  (Foto: Arquivo pessoal)
.
'Amor se sobrepõe'
.
A mãe relata: "Nunca cogitei uma escola especial porque Débora era uma criança comum. A escola especial era discriminatória e ela precisava de desafios. Não sabia muito bem como seria, mas estava aberta para ajudar minha filha a encarar qualquer coisa". Engajada na causa, em 1983, Margarida fundou a Associação de Síndrome de Down, em Natal, com o objetivo de conscientizar a população e batalhar pelo fim do preconceito.
.
"Quando eu soube que Débora tinha Down foi como seu eu tivesse virado do avesso. A perspectiva era tenebrosa, não havia informação, mas o amor se sobrepõe a qualquer deficiência", afirma Margarida. "Criamos a Débora desprovida de total preconceito, sempre a tratei igual ao meu filho mais velho [Frederico, advogado, de 33 anos], o assunto nunca foi tabu. Ela é uma moça como qualquer outra, sonha, deseja, tem planos, é descolada e bem aceita em qualquer ambiente."
.
Por conta de sua experiência com professora, Débora já foi convidada para palestrar em várias partes do país e até fora dele, como Argentina e Portugal. Sempre que pode participa de iniciativas para ajudar a combater o preconceito. “Ainda existe e acho que as palestras ajudam a diminui-lo. Muitos professores foram assistir minhas palestras e fui aplaudida em pé pela plateia.” No dia 21 de março quando se comemora o Dia Internacional da Pessoa com Síndrome de Down, Débora vai apresentar uma peça de teatral junto com outros professores da Escola Doméstica de Natal para explicar o que é a síndrome aos alunos. Ela fez aulas de teatro por três anos. Outro plano é lançar um livro de pequenas fábulas, todas de cunho moral que abordam a inclusão.
.
Fonte: G1

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

"Ronda escolar" reduz em 56% o número de pequenos delitos cometidos em colégios

.
A Polícia Militar realiza, nas instituições públicas do município, o projeto Ronda Escolar. Este faz parte do Programa Educacional de Resistência às Drogas (Proerd) e surgiu com o objetivo de combater a incidência de práticas ilícitas nesses ambientes. A atuação das autoridades nos colégios da rede estadual e municipal reduziu em 56% o número de ocorrências.
.
O comandante do 12º Batalhão de Polícia Militar (BPM), major Correia Lima, disse que a ronda é realizada diariamente nas Escolas públicas do município, em algumas delas as ações são intensificadas.
.
"Durante o período de veraneio e Carnaval, mesmo sem haver aulas, demos continuidade ao programa, visitando as instituições em dias e horários alternados. Com o início das aulas, a ronda voltou a ser diária", informou o major. Em alguns colégios, as ações são intensificadas devido à maior gravidade do problema. "É o caso das Escolas Duarte Coelho e Jerônimo Rosado, ambas localizadas no Walfredo Gurgel", explicou o comandante.
.
Dados do 2º Batalhão de Polícia Militar indicam que as Escolas estaduais localizadas no Santo Antônio, Malvinas, Carnaubal, Pintos e Alto de São Manoel apresentavam os maiores índices de ocorrências. Ele ainda destaca que as ocorrências de maior incidência dizem respeito aos furtos e uso de drogas. "Se os diretores, Professores e Alunos presenciarem algum delito e quiserem pedir ajuda, podem entrar em contato com o BPM, através do 190, ou visitando a nossa sede. Estamos à disposição da população", destacou Correia Lima.
.
Programa conta com 60 policiais para atuar junto às instituições
.
O “Ronda Escolar”, ligado ao Proerd, atua não apenas em Mossoró. Natal, Santa Cruz e Parnamirim também contam com a ronda, os municípios reunidos possuem um efetivo de 60 policiais militares devidamente capacitados para atuar junto às instituições de Ensino.
.
Para potencializar as ações do “Ronda Escolar”, também é desenvolvido o Proerd nas Escolas. A ação tem como base o princípio da integração social, com dinâmica de grupos, aulas interativas e envolventes com a colaboração e participação do Professor.
.
O programa é composto de 15 lições que abordam noções de cidadania, técnica para resistir às pressões dos colegas e da mídia quanto ao uso de drogas e prática de violência, maneira de lidar com o estresse, bem como a promoção da autoestima.
.
O Proerd foi criado por duas Professoras pedagogas no ano de 1983, na cidade de Los Angeles (Estados Unidos) com a sigla Dare (Drugs Abuse Resistance Education). Com apenas dois anos de aplicação do programa, fronteiras foram rompidas e atualmente já é aplicado em mais de 58 países. No Brasil, o programa foi iniciado no Rio de Janeiro, em 1992, expandiu-se para os demais estados, chegando ao Rio Grande do Norte em 2002.
.
Fonte: O Mossoroense (RN)