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quarta-feira, 20 de abril de 2011

Desigualdade racial se agrava no Brasil, diz relatório da UFRJ

Por Wilson Tosta / RIO - O Estado de S.Paulo

O Relatório Anual das Desigualdades Raciais no Brasil 2009-2010, lançado ontem na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), aponta a persistência e o agravamento da desigualdade entre pretos e pardos, de um lado, e brancos.

O trabalho, produzido pelo Laboratório de Análises Econômicas, Históricas, Sociais e Estatísticas das Relações Raciais (Laeser) da UFRJ, mostra, por exemplo, que em 2008 quase metade das crianças afrodescendentes de 6 a 10 anos estava fora da série adequada, contra 40,4% das brancas. Na faixa de 11 a 14 anos, o porcentual de pretos e pardos atrasados subia para 62,3%.

Os resultados contrastam com avanços nos últimos 20 anos. A média de anos de estudo de afrodescendentes foi de 3,6 anos para 6,5 entre 1988 e 2008, e a taxa de crianças pretas e pardas na escola chegou a 97,7%. Mesmo assim, o avanço entre pretos e pardos foi menor.

Na saúde, subiu a proporção de afrodescendentes mortas por causa da gravidez ou consequências. "Não quer dizer que as coisas estejam às mil maravilhas para os brancos, mas os pretos e pardos são os mais atingidos", diz um dos coordenadores, o economista Marcelo Paixão. Com 292 páginas, o trabalho é focado nas consequências da Constituição de 1988 e seus desdobramentos para os afrodescendentes.

Para produzir o texto, os pesquisadores do Laeser recorreram a bases de dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), dos Ministérios da Saúde e da EDUCAÇÃO e do Sistema Único de Saúde (SUS), entre outros. Foram abordados temas como Previdência, acesso ao sistema de saúde, assistência social e ensino. O estudo constata que o estabelecimento do SUS beneficiou mais pretos e pardos (66,9% da sua população atendida em 2008) do que brancos (47,7%), mas a taxa de não cobertura (proporção dos que não conseguem atendimento) dos afrodescendentes foi de 27%, para 14% dos brancos.

"A Constituição de 1988 não foi negativa para os afrodescendentes, mas, do ponto de vista de seu ideário, ainda é algo a ser realizado", diz Paixão, reconhecendo que há brancos prejudicados, em menor proporção.

Em 2008
- 40,9% das mulheres pretas e pardas nunca haviam feito mamografia, contra 22,9% das brancas

- 18,1% das mulheres pretas e pardas nunca haviam feito papanicolau (13,2% entre as brancas)

Fonte: O Estado de São Paulo (SP

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

NOTÍCIAS...

Estudantes da UFRJ reclamam dos constantes arrastões no campus do Fundão

O Globo, com informações do Bom Dia Rio - 30 set. 2010

RIO - Estudantes do campus do Fundão da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) reclamam dos constantes arrastões nas próximidades da instituição. No último sábado (25), ladrões fizeram mais um ataque na região.

- A gente percebeu que tinha vários carros dando ré e parando. E a gente quando olhou, um pouco mais à frente tinha um grupo de pessoas abrindo a porta dos carros e jogando o pessoal para fora - disse um jovem sem se identificar.

Segundo os depoimentos, a ação dos criminosos, na maioria dos casos, acontece na principal avenida do campus, onde a maior parte dos motoristas passa para sair da universidade. A prefeitura da cidade universitária afirma que houve um assalto e um carro foi roubado no sábado à noite. A prefeitura também informou que acionou o batalhão da PM na Ilha do Governador e a delegacia da área.

Segundo o comandante do 17º BPM, o policiamento do Fundão foi reforçado. Ainda de acordo com a PM, o Fundão conta com patrulhamento de viaturas 24 horas, policiamento transportado em ônibus urbanos, Polícia Montada e apoio do Batalhão de Polícia Rodoviária no principal acesso ao campus.

Fonte: http://oglobo.globo.com/educacao/mat/2010/09/30/estudantes-da-ufrj-reclamam-dos-constantes-arrastoes-no-campus-do-fundao-922665081.asp