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segunda-feira, 28 de setembro de 2015

O PEDAGOGO DE FACEBOOK

 
Por Mateus Nikel* 

Segundo o site de humor SENSACIONALISTA, 98% dos usuários do facebook são especialistas em tudo. Dentre a gama de especialidades, sinto certo incômodo com os que classifico como PEDAGOGOS DO FACE. Este tipo de intelectual nunca pisou em um escola pública da rede básica municipal ou estadual. Geralmente, vêm da classe média e estudou nas escolas elitistas da rede privada ou federal. Adora ler tudo de educação, tem a bibliografia completa de Paulo Freire, assiste todos os dias o Canal Futura e adora participar de encontros com filósofos que nunca lecionaram fora das “universidades de ponta” onde trabalham.

Para estes pedagogos virtuais, os professores atuantes em sala de aula (principalmente nas escolas públicas) são profissionais mal formados e desatualizados que precisam de reciclagens teóricas. Afinal de contas, já estamos no pós-modernismo e é inadmissível que ainda não saibamos o que é isso. Quem sabe, o pós-modernismo pode nos ajudar a lecionar em salas com 60 alunos, com ventiladores quebrados, sem folhas ou materiais básicos. Características estas, mais do que medievais. Será que existe formação para profissionais em situação tão precária?

Segundo o intelectual pós-modernista-facebookiniano, os professores poderiam largar as salas de aula (consideradas prisões institucionais) e lecionar em ambientes alternativos: um professor de biologia pode dar aula no jardim da escola, por exemplo, ou quem sabe ir à um parque. Infelizmente, nosso “Deus” da verdade pedagógica não sabe que a maioria das escolas públicas não tem verba nem para manter um prédio, o que dirá um jardim. Muitas delas, tiveram todas as árvores derrubadas ou o jardim gradeado, já que representava perigo e custos “altíssimos” de manutenção. Árvores frutíferas são consideradas problemas em potencial: afinal de contas, um moleque pode se machucar tentando pegar um fruta, assim, melhor não tê-las. Uma outra alternativa seria o professor de educação musical trabalhar com instrumentos alternativos ou reciclados. Pena que nosso pensador nunca estudou percussão, ele não tem noção do que são 30, 40 ou 50 desses instrumentos; assim como gerenciar estes objetos em prédios sem isolamento acústicos e sem local para armazenar tudo isso. Afinal de contas, são raras as escolas que disponibilizam salas temáticas: muitos docentes chegam a trocar de sala por mais de 10 vezes ao dia. Qual profissional têm pique para várias aulas dessas durante a semana?

Já que não há jardim na escola, podemos levar a escola para o jardim. Seria ótimo se a secretaria disponibilizasse o ônibus. Seria, mas muitos professores desistiram de brigar por eles, já que têm tanto trabalho com solicitações vazias. Agora, se o prefeito aparece no evento, as verbas para o transporte surgem com uma imensa facilidade.

A inter/mega/hiper/transdisciplinaridade é a solução para as matérias arcaicas dos professores mal formados. Entretanto, como um profissional que chega a dar mais de trinta aulas por semana, trabalha em 3 escolas (assim como nos 3 turnos para ter uma condição financeira melhor) e que mal lembra do nome dos alunos (já que são mais de mil), pode encontrar tempo e condições para reunir-se com outros professores e pensar nas estratégias em conjunto? A coordenação pedagogica poderia intermediar, é claro!!! Contudo, em muitos estados e municípios este cargo praticamente não existe, a coordenadoria acaba se tornando um espaço para “encostar” o professor reabilitado, aquele mestre que perdeu a voz de tanto gritar, que desenvolveu algum problema mental, que se acidentou tentando “fugir”/separar brigas entre alunos ou tudo isso junto.

Ele adora ler as séries, pedagogia segundo: Deleuze, Derrida, Hegel, Foucault, Marx, Hanna Arendt, Rousseau, Gramsci, entre outros. O que o pedagogo de facebook não consegue entender, porque não vive na realidade educacional, é que a teoria pode abrandar, mas nunca irá solucionar problemas de ordem estrutural: condições de trabalho dignas, salários decentes, redução das dezenas de alunos por turmas, entre outros. O professor pode até aplicar a pedagogia segundo Jesus Cristo, mas caso o mesmo Jesus não faça um milagre na estrutura escolar, pouca coisa irá mudar.

A palavra mais proclamada por este pensador é VIOLÊNCIA. A escola é violenta, as aulas são violências simbólicas, o currículo é um imposição. Nosso filósofo adora citar Foucault, só esquece de lembrar que este tema é uma via de mão dupla: o escola e o educador também são violentados (por vários motivos). Inspetores escolares? Nunca! Mesmo que só exista um para dar conta de uma prédio com 3 andares e mil crianças. Isso é VIGIAR E PUNIR, algo abominável, é uma imposição ditatorial: o docente deve trabalhar a autogestão. Muitos acreditam que crianças que são mal tratadas diariamente, pelos pais e sociedade, irão (de uma hora para outras) se organizar e manter a ordem e a paz: mesmo que sejam 60 delas dentro de uma sala de aula caindo aos pedaços e com poucas ferramentas pedagógicas disponíveis.

Sala de aula? Isso é desculpa, pois: segundo pesquisas “internacionais” a infraestrutura conta pouco quando tratamos de eficiência escolar. Mais uma vez, nosso pensador esquece que a maioria destes experimentos acontecem nos EUA ou na Inglaterra onde a variabilidade de recursos é bem menor do que no Brasil. Aqui, ainda encontramos muitas escolas com paredes sem reboco, com goteiras e onde o banheiro é o matagal mais próximo. Crer que estas condições sub-humanas não interferem nos estudos é de uma pureza mais do que intelectual.

Para o nosso especialista, todos estes problemas podem ser solucionados com um pedido formal à secretaria de educação. Ele só não sabe que “em muitos casos”, o profissional que chefia este setor está lá por indicação política, assim como nem é professor ou pedagogo (muito menos de facebook): geralmente um economista, administrador ou braço direito do gestor de plantão. Ministério público? Prefiro nem comentar…

Mesmo repetindo isso inúmeras vezes, não adianta conversar com este nosso amigo. Ele sempre classifica isso como REACIONARISMO, até mesmo com professores filiados à partidos de esquerda. Estas críticas à teoria educacional só “atrapalham o desenvolvimento” da pedagogia. Existem respostas piores: professores não são reaças, na verdade, agem com “vitimismo”.

O que mais me intriga é que este profissional mais do que preparado, poderia estar dentro de uma sala de aula (principalmente das escolas públicas), mostrando a nós, simples e mortais professores, como ensinar de uma forma correta e mais atual, como não sermos reacionários ou deixar de agir como “vítimas”. Entretanto, o pedagogo de facebook apenas filosofa. Prefere investigar a pedagogia sem ser interferido por questões emocionais. Quem sabe ele possa terminar o doutorado e ingressar numa faculdade, e assim, dar aulas sem nunca ter pisado numa sala de aula da rede pública de ensino básico. Atitude interessante?
“Falar é muito fácil, é muito fácil sugerir atos heroicos e maravilhosos. O mais difícil é realizá-los. Esses mesmos espectadores se darão conta de que as coisas são uma pouco mais difíceis do que pensam se tiverem que fazer eles mesmos os atos que preconizam.” (AUGUSTO BOAL)

OBS: todas as histórias aqui contadas são reais. Foram presenciadas por mim desde post selvagens de redes sociais até (pasmem) encontros com professores universitários.
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* é professor de educação musical na Prefeitura do Rio de Janeiro, assim como Fiscal da Natureza e Filósofo de Buteco.
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Fonte: https://blogdonikel.wordpress.com/2015/09/26/o-pedagogo-de-facebook/
 Neste Blog estão algumas coisas que lhe prendem a atenção

sábado, 13 de abril de 2013

Pai vai processar professora que expôs aluna na web

JOSÉ MARIA TOMAZELA - Agência Estado
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A professora de história de uma escola particular de Atibaia, a 67 km de São Paulo, postou em sua página na rede social Facebook a prova de uma aluna de 12 anos com correções e comentários. Nas respostas erradas, grafadas com um grande "x", a professora escreveu: "Para de copiar as perguntas como se fosse resposta! Eu escrevi isso, você não vai me convencer!" Apontando respostas erradas também de outros alunos, a educadora fez comentários como "daí a professora é implicante" e "eles que me aguardem na próxima aula". O nome da aluna não foi mostrado, mas colegas da menina reconheceram sua letra. O pai, o empresário Alex Bueno, decidiu processar a professora.
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A prova da estudante com as correções e comentários da professora foi postada na quarta-feira, antes mesmo de ter sido entregue aos alunos. No dia seguinte, diante dos comentários na escola, a professora modificou a página, mas os pais já tinham tido acesso ao conteúdo. Nesta sexta-feira, 12, o empresário registrou um boletim de ocorrência na Delegacia de Polícia da cidade denunciando a professora por suposta infração ao artigo 232 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Bueno pretende mover uma ação judicial contra a docente. À polícia, ele disse que a filha ficou muito constrangida com uma exposição que o pai considerou desnecessária e inadequada. Segundo o empresário, os assuntos da escola devem ser resolvidos com a própria aluna ou com seus pais.
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De acordo com o empresário, ele optou por uma escola particular para a filha para que ela tivesse um estudo diferenciado. Segundo o pai, o desempenho escolar da garota está dentro do esperado e ela não havia tido, anteriormente, qualquer tipo de problema na escola. A Polícia Civil vai ouvir a professora. O artigo do ECA prevê pena de seis meses a dois anos de detenção a quem "submeter criança ou adolescente sob sua autoridade, guarda ou vigilância a vexame ou constrangimento". A docente, identificada pela Polícia Civil como Beatriz Cristina Albertini, não atendeu a reportagem.
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O autor da denúncia informou que a escola tomou providências em relação à professora determinando que se retratasse publicamente na rede social. Após tirar a publicação da página, a professora afirmou que não teve a intenção de constranger a aluna, até porque não identificou a autoria da prova. Ela disse que a publicação de "pérolas" - erros grosseiros - dos alunos é comum até mesmo em sites oficiais e servem para avaliar o nível de ensino. De acordo com a polícia, Beatriz será ouvida e só após seu depoimento será decidido se haverá abertura de inquérito.
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Fonte: O Estadão (SP)

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Diário de Classe: escolas reclamam que alunos só relatam lado ruim

Voltado para relatar o dia a dia da Escola, o Diário de Classe criado pela estudante Isadora Faber, 13 anos, de Florianópolis (SC), inspirou diversas outras páginas no Facebook, nas quais os Alunos apontam principalmente as deficiências das instituições onde estudam. Uma breve busca na rede social permite encontrar mais de cem páginas semelhantes. A rede estabelecida entre esses estudantes é organizada de uma forma que há até grupos para compartilhar dicas e debater o que deve ser publicado e de que forma fazê-lo. Algumas Escolas, porém, afirmam que muitas atitudes por parte da direção não são tomadas apenas pelo que foi relatado na página, e que os Alunos não têm se preocupado em mostrar as atividades positivas nas redes sociais.
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O grupo fechado "Dicas diário de classe", administrado pela própria Isadora, conta com cerca de 80 membros, Alunos e criadores de páginas semelhantes. O estudante do 9º ano Guilherme Patrício Araújo, 14 anos, um dos responsáveis pelo diário da Escola Estadual (EE) de São Paulo, explica que os integrantes recorrem ao grupo para debater cuidados que devem ser tomados com as publicações. Entre as precauções, ele cita a não divulgação de nomes, para evitar a exposição de terceiros (recentemente, a casa de Isadora foi apedrejada, e a família desconfia de pessoas citadas na página da garota). Os estudantes também orientam uns aos outros a relerem o texto antes da postagem, a publicar também boas iniciativas da Escola e a abordar assuntos que sejam interessantes para os Alunos. Outro lugar para discussões é a página "Encontros de Diários", acompanhada por mais de 200 usuários da rede social.
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A motivação para a criação de vários diários de classe veio, em grande parte, da aparição de Isadora em reportagens de televisão. Emerson da Silva Mendes, 17 anos, Aluno do 2º ano do Colégio Modelo Luiz Eduardo Magalhães, em Itamaraju (BA), diz que percebeu problemas em comum entre a Escola onde a catarinense estuda e a sua. "A intenção é buscar soluções e melhorias do mesmo jeito que ela conseguiu", comenta. Em Guarulhos (SP), a estudante Giovanna Magalhães Gomes, 13 anos, também reproduziu a iniciativa para apontar deficiências na Escola Estadual Emília Anna Antônio, onde cursa o 8º ano. Com o aval e a assistência dos pais, a menina já conquistou melhorias importantes para a instituição, como a substituição dos armários quebrados. "Quando chegaram os armários, alguns Alunos vieram me abraçar e comemorar", lembra Giovanna.
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Apesar de ainda detectar algumas pendências, Emerson estima que mais da metade dos problemas indicados no seu diário de classe já foram solucionados. Defeitos em banheiros, ventiladores, fechaduras, portas, além de vidros quebrados ou trincados, eram as principais reclamações sobre o Colégio Modelo. Alunos de outras Escolas chegaram a solicitar que a página tratasse também dessas instituições, mas, sem autorização para ingressar nas dependências de cada colégio, ele acabou restringindo a ação apenas ao lugar onde estuda. "Tem Escolas bem piores que a minha", lamenta.
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Os pais de Emerson apoiaram a atitude do filho. No colégio, a vice-diretora, Eliana Sausmickt, assegura que o Aluno não foi reprimido em nenhum momento. "Ele está exercendo o papel de cidadão", diz. "A utilização desse tipo de mídia é irremediável. A gente vai ter que lidar com essa nova realidade", completa. A Educadora, porém, se mostra insatisfeita com o fato de só encontrar pontos negativos salientados na página e por parecer que todos os problemas são resolvidos em decorrência das postagens. "A merenda, por exemplo, já era servida antes, mas estava parada por conta da burocracia, do credenciamento", justifica.
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Direção questiona veracidade das reivindicações
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A direção da EE de São Paulo, na capital paulista, avalia como produtivo o diário feito por Guilherme, em conjunto com o colega Victor Nascimento, mas entende que algumas informações publicadas na página são inverídicas, fantasiosas e manipuladoras. A falta de reconhecimento pelas boas atividades promovidas durante o ano letivo também é uma reclamação da direção, que garante que desconhece reparos que tenham demorado muito tempo para serem feitos. Independentemente de reivindicações, as manutenções são feitas constantemente, de acordo com a direção. Guilherme defende que diversas melhorias foram realizadas após a criação da página, como o preenchimento de um buraco no pátio e o conserto de vidros e canos quebrados. As reclamações atuais são relacionadas a infiltrações nos corredores e nas salas, e ao horário da merenda. "Às 9h30, eles servem comida. Queremos que mude, que em pelo menos três dias por semana seja lanche", protesta o estudante. Segundo o garoto, o diário da EE de São Paulo recebe também dicas de Professores sobre como melhorar a página.
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Com a ajuda dos pais: Giovanna, aluna da Escola Emília Anna Antônio, conta com o apoio redobrado dos pais para manter o diário de classe. A assessoria vale para a decisão sobre o que postar, cuidando para não expor Alunos ou funcionários, e para publicar apenas problemas relacionados à estrutura da instituição. Mas o suporte também é intenso em relação às críticas recebidas. "Meu esposo foi conversar com a coordenação, porque a Giovanna estava começando a ficar coagida dentro da Escola. Alguns Alunos se revoltaram contra o diário", explica a mãe, a microempresária Raquel Gomes.
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Na hora de captar os registros, a estudante conta que procura não ser vista. "Tiro as fotos escondida, porque tenho medo", confessa. Sobre os problemas retratados no diário de classe criado por Giovanna, a estudante diz que já foram substituídas as tampas de vaso sanitário, mesas e cadeiras que estavam quebradas, bem como os armários antigos. A quadra, no entanto, ainda precisa de reformas, segundo a menina, uma vez que o muro está quase caindo. "A gente ficou bem orgulhoso. Com 13 anos e tão preocupada com os direitos dela, com a Escola", destaca a mãe.
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Fonte: Terra on line

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Escola de aluna que escreve diário faz ato pedindo paz

Alunos e professores da escola Maria Tomázia Coelho, em Florianópolis (SC), fizeram um "ato cívico" nesta segunda-feira para pedir paz após uma série de desentendimentos envolvendo a autora do blog Diário de Classe, a estudante Isadora Faber, 13 anos. Isadora ficou conhecida em todo o País após criar um diário no Facebook no qual relata o dia a dia - inclusive com os problemas - da escola.
O grupo se reuniu do lado de fora da unidade escolar, cantou músicas pregando amor e paz, além do Hino Nacional. Ao fim, os alunos hastearam as bandeiras do Brasil, de Santa Catarina e de Florianópolis. O ato foi acompanhado por vários pais de alunos, que dizem estar "preocupados" com a exposição da escola na página da internet de Isadora. A autora da página não participou da cerimônia, pois estaria em uma palestra em São Paulo.
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"Estamos fazendo esse ato, pois os alunos estabelecem mais relações de amizade aqui na escola do que em qualquer outro lugar", disse a diretora Lisiane Dias. "Não precisamos e nem queremos um clima de hostilidade ou violência. Não é assim que iremos melhorar". No meio da cerimônia, a estudante da 7ª série Marina Severa Sousa, 14 anos, pediu para falar. Ela agradeceu o carinho dos professores e destacou que seria preciso "união" para melhorar a escola. "Acho que todos locais devem ter altos e baixos. O que a gente precisa é não brigar e estarmos juntos para melhorar a nossa escola", afirmou.
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O ato foi acompanhado pelo secretário municipal de Educação de Florianópolis, Rodolfo Pinto da Luz. Ele chegou a conversar com os alunos, pedindo a "não violência". Segundo ele, os estudantes têm o direito de discordar das ações do Diário de Classe, mas não poderiam revidar as acusações. "Quando um não quer dois não brigam", disse aos alunos. "Estamos em um País democrático e ensinamos isso na escola, desde cedo. Vocês podem discordar do colega, mas não precisam brigar por isso". Na última semana, as relações na escola Maria Tomázia Coelho ficaram atribuladas. Após ter a casa supostamente apedrejada, deixando a avó de Isadora Faber ferida, a família acusou o homem contrato para pintar a quadra da unidade como o autor do "atentado". Ninguém foi visto nas imediações da casa da estudante no momento das pedradas. A Polícia Civil investiga o caso.
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Secretário diz que diário de Isadora contribui, mas cobra respeito
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O secretário de educação de Florianópolis (SC), Rodolfo Pinto da Luz, comentou nesta segunda-feira a polêmica causada nos últimos dias após atritos envolvendo alunos e a família de Isadora Faber, autora do blog "Diário de Classe" no Facebook. A estudante usa a página na internet, que já tem mais de 400 mil seguidores, para denunciar problemas na escola.
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Luz ressaltou a existência dos problemas na escola Maria Tomázia Coelho, mas lembrou que a unidade obteve nota 6,1 no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), uma das mais altas da capital catarinense. "A Isadora deu uma contribuição importante, mas ainda precisamos avanças na questão de respeito à opinião das outras pessoas", afirmou. "Temos aqui uma boa escola, com um dos melhores níveis do País, mas que conta com alguns problemas. A secretaria está resolvendo essas questões de estrutura".
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Ex-reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Rodolfo Pinto da Luz reassumiu o posto de secretário após ter sido candidato a vice-prefeito pelo PMDB nas últimas eleições. Ele participou de um ato em que alunos e professores pediram "paz" na escola. "A tecnologia e comunicação instantânea trouxeram a possibilidade das pessoas se manifestarem democraticamente sobre todos os assuntos", afirmou. "Incentivamos isso, queremos que os alunos tenha essa formação integral, e por isso defendemos a liberdade de expressão. Mas é importante ter responsabilidade neste tipo de comunicação, respeitando as pessoas".
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Mesmo sem ser direto, a mensagem do secretário foi claramente direcionada à família de Faber, que vem sendo acusada por pais de alunos de desrespeitar profissionais que trabalham na escola Maria Tomázia Coelho, localizada no bairro do Santinho. Um grupo de pais se reuniu com Rodolfo após o ato cívico para reforçar o pedido de presença de guardas municipais no local na entrada e saída de alunos. Na última semana, as relações na escola ficaram atribuladas. Após ter a casa supostamente apedrejada, deixando a avó de Isadora Faber ferida, a família acusou o homem contrato para pintar a quadra da unidade como o autor do "atentado". Ninguém foi visto nas imediações da casa da estudante no momento das pedradas. A Polícia Civil investiga o caso.
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Fonte: Portal Terra

Estudante diz sofrer ameaças constantes

A estudante catarinense Isadora Faber, de 13 anos, visitou ontem a redação do Estado. Criadora do Diário de Classe, página do Facebook em que cobra melhorias para sua Escola, em Florianópolis, a garota diz que não vai mais sozinha para a Escola Municipal Maria Tomázia Coelho, onde cursa a 7.ª série do Ensino fundamental.
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Embora o colégio tenha sido reformado após a criação do Diário - que já conta com mais de 430 mil 'curtidas' e motivou dezenas de projetos semelhantes -, a aluna sofre ameaças constantes de colegas. "Meus pais precisam me levar e me buscar", afirma. "Às vezes me sinto só. Quando vêm me ameaçar, até meus amigos saem de perto."
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Os Professores também não a apoiam e a relação com a direção é conflituosa. Mas o que deixou Isadora triste mesmo foi o apedrejamento de sua casa, na semana passada. A avó dela, de 65 anos, foi atingida na cabeça. O Ministério Público investiga os ataques contra a garota.
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"Não quero sair da Escola, porque 2013 será meu último ano lá, nem acabar com a página", diz Isadora, entre uma olhada e outra no temido smartphone que usa para atualizar o Facebook. Ela diz querer ser jornalista. "Acho que posso ajudar as pessoas dando informações."
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Fonte: O Estado de São Paulo

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Casa de aluna que criou "Diário de Classe" é apedrejada em Florianópolis; avó é atingida

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A casa da estudante Isadora Faber, 13, no bairro do Santinho, região norte de Florianópolis, foi apedrejada na noite dessa segunda-feira (5), segundo a própria relatou na comunidade "Diário de Classe", no Facebook. De acordo com a estudante, sua avó, de 65 anos, foi atingida pelas pedras.
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"Ontem à noite, teve uma chuva de pedras em casa. Uma delas atingiu minha vó de 65 anos que sofre de uma doença degenerativa. Meus pais tomaram as providências e hoje levaram minha vó para fazer exames e para a polícia. Lá eles fizeram os exames de perícia, agora ela está em tratamento. Incrível como tem gente ignorante, gente que não tem mínimo de decência. Alguns coitados pensam que são donos de tudo e da verdade, pensam que podem nos intimidar, mas não vão conseguir", escreveu a adolescente.
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Faber ficou conhecida por denunciar na comunidade do Facebook o sucateamento do colégio público em que estuda, a Escola Básica Municipal Maria Tomázia Coelho. Depois das denúncias, a garota contou que recebeu ameaças. Quanto ao ataque de ontem, Faber acredita ter sido motivada pelo fato de sua família ser do Rio Grande do Sul. "Meus pais são gaúchos, mas moram aqui a (sic) 17 anos. Temos casa própria, e eu nasci aqui, sou mané da Carmela Dutra. Não iremos sair de nossa casa. Xenofobia é crime e já esta sendo investigado. Olhem como ficou o rosto da minha vó... a coitada nem sai de casa e foi a que sofreu as consequências dessa barbaridade, mas temos nossas desconfianças de quem é capaz dessa barbaridade", afirmou. A estudante registrou boletim de ocorrência na Polícia Civil.
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Perfil de Isadora Faber: Mesmo depois da fama, a menina que arregimentou mais de 340 mil seguidores com uma página em que denuncia os problemas da escola pública em que estuda não pensou em parar. Pelo menos enquanto não muda para um colégio privado na cidade, para onde os pais pretendem mandá-la no ensino médio. Em uma casa próxima à praia, a garota vive como uma típica “manezinha”, nome dado a quem nasceu em Florianópolis. Filha de dois produtores de vídeo, Christian e Mel Leal, Isadora tem duas irmãs: Ingrid, 24, e Eduarda, 16. Foi a irmã mais velha, hoje na Dinamarca, quem sugeriu que Isa fizesse seu Diário, imitando a escocesa Martha Peyne, de nove anos.
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Origem: O Diário de Classe, página em que conta o cotidiano da Escola Básica Municipal Maria Tomázia Coelho, começou a ser publicado em 11 de julho. Bombou em agosto. A menina não parece ter noção de sua fama, nem pisca quando alguém menciona os números do Facebook ou a repercussão na mídia. Ficou assustada com a pressão? "Não". Pensou em parar de postar críticas na rede social? "Nunca". Respostas curtinhas, Isa não é mesmo de muitas palavras. A caçula-celebridade-problema tem dois lados, um deles "é de poucas palavras" e o outro "é de dedos afiados", explica a irmã Eduarda.
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Ela diz gostar da escola. Isto porque "é a única que conheço desde a primeira série", diz. Isa faz o ensino fundamental na escola pública, mas deve fazer o ensino médio em escola particular. Mesmo caminho feito pela irmã Eduarda, que hoje estuda no Energia, uma das escolas mais caras da cidade.
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Responsabilidade: A rotina escolar da garota não mudou apesar da fama. Ela continua despertando sozinha pelo seu smartphone --o mesmo que usa para fotos do Facebook. Enquanto se ajeita pra escola, a mãe dorme numa boa: "O horário é responsabilidade dela, tem que ser independente", ensina Mel. A estudante relatou no facebook o apedrejamento de sua residência, que deixou sua avó ferida.
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Fonte: UOL Educação

Aluna que criou blog de escola tem casa atacada

 
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A casa da estudante Isadora Faber, de 13 anos, criadora do "Diário de Classe", página do Facebook que tem 353 mil seguidores e trata de problemas na Escola da garota, em Santa Catarina, foi apedrejada ontem à noite. A avó da garota, de 65 anos, foi atingida na cabeça, de acordo com um post feito por Isadora. Ela chegou a publicar uma foto da idosa com os ferimentos na rede social. Segundo a aluna, sua família tem sido vítima de xenofobia. Os pais dela são gaúchos, mas moram em Florianópolis há 17 anos.
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"Temos casa própria e eu nasci aqui, sou mané (termo usado para designar os nativos de Florianópolis) da Carmela Dutra (maternidade da cidade), não sairemos de nossa casa. Xenofobia é crime e já esta sendo investigado", escreveu Isadora. A blogueira também escreveu ontem um post em que diz ter sido ameaçada por um homem contratado para pintar a quadra da Escola Básica Maria Tomázia Coelho, onde estuda. Segundo ela, o pintor recebeu o dinheiro e não prestou o serviço.
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Isadora afirma que o encarregado da pintura tem filhos na Escola. "Ele e seu outro filho foram na Escola para buscar sua filhinha, fizeram o maior escândalo comigo e meu pai, cercaram o carro. Ele estava querendo briga com o meu pai, dizendo que tinha de calar minha boca", relatou.
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O pai de Isadora foi à delegacia prestar queixa. A blogueira, agora, cobra uma resposta da direção da Escola. A reportagem não conseguiu contato com a Secretaria de Educação de Florianópolis depois das 22h30.
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Fonte: O Estado de S.Paulo (SP)

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Alunos denunciam problemas em escolas pelo Facebook; veja o mapa de queixas de 30 páginas

O dia do basta. Pela internet, alunos de escola pública de todo o Brasil marcaram para esta segunda-feira (22) um protesto pedindo uma "escola digna". A proposta da ação é enviar mensagens para o gabinete do ministro da Educação, Aloizio Mercadante, e para as secretarias municipais e estaduais de Educação denunciando os problemas de suas unidades.
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A manifestação é parte da onda de protestos virtuais que começou em agosto deste ano, com a divulgação da página Diário de Classe feita pela estudante catarinense Isadora Faber, 13, que tornou públicos os problemas da escola em que estuda em Florianópolis. Agora são ao menos 30 páginas na rede social que reúnem denúncias em escolas e universidades de 14 Estados brasileiros e do Distrito Federal.
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Desveladas na internet, centenas de fotos expõem descuidos com as unidades escolares. Carteiras quebradas, banheiros sem porta, que não funcionam, salas de aula abandonadas, lousas quebradas, quadras inutilizadas, fiação exposta, lixo e reformas inacabadas são alguns dos problemas apresentados. Nas mensagens, os alunos também reclamam da falta de professores, problemas com equipamento eletrônico e da qualidade da merenda.
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Entre as 30 páginas encontradas pelo levantamento do UOL Educação, 26 são escolas de ensino fundamental e médio, duas delas são de universidades e outras duas reúnem diferentes escolas do mesmo município. A maioria das instituições é de responsabilidade estadual. São Paulo é o Estado com maior número de páginas (8), a Bahia tem quatro, Espírito Santo, Maranhão, Pará, Paraíba, Rio Grande do Sul e Santa Catarina têm duas cada. Para fechar a lista, ao menos uma página existe em Alagoas, Distrito Federal, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Piauí e Rio de Janeiro.
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Melhorias
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Os estudantes deixam claro em suas páginas que a ação é autônoma e tentam se unir por meio da rede para pressionar as autoridades por uma escola de qualidade. Como Isadora Faber, que ultrapassou os 340 mil seguidores e conquistou melhorias para sua escola, alguns jovens percebem resultados imediatos de sua ação. O aluno Emerson Mendes, de Itamaraju (BA), conta que depois da criação de sua página a maioria dos problemas de sua escola foram resolvidos: os banheiros quebrados, as fechaduras quebradas e a fiação exposta. Ele ainda espera intervenções na quadra esportiva.
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No caso da Escola Estadual de São Paulo, o estudante Guilherme (que não quis divulgar seu sobrenome), 14, afirma que até o momento apenas um buraco aberto no pátio foi consertado pela escola. Ainda restam salas em desuso, infiltração, banheiros e janelas quebradas, entre outros problemas. Procuradas pelo UOL, secretarias estaduais afirmam, em sua maioria, que as redes sociais não são o local para a denúncia de problemas nas unidades escolares. No entanto, após saberem dos problemas por meio das páginas dos alunos ou por meio da imprensa, providências passaram a ser tomadas.
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Muitos "likes", mas pouco apoio
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Para Gisele Chaves, 17, criadora do Diário de Classe da EEPAC (Escola Estadual de Ensino Médio Professor Pedro Augusto Porto Caminha), de João Pessoa (PB), escrever o diário do colégio serviu para que os problemas fossem divulgados. "Criamos essa página com a finalidade de mostrar a realidade da escola, isso inclui o lado bom e o ruim, e significa que sabemos reconhecer quando um trabalho é bem realizado", explica a aluna. Com quase 3 mil "curtidas" em sua página, Gisele conta que a participação dos alunos é essencial para um bom resultado. "Na página, vejo muitos que apoiam, mas ao redor, de verdade, são poucos." Já Guilherme, que junto com outros amigos, faz o diário da escola, diz que teve apoio da coordenadoria ao relatar problemas encontrados. "Tem que mostrar o nome e persistir para poder apresentar os problemas da escola, porque, só assim, aparece algum resultado", explica o aluno. Sua escola tem problemas? Na área de comentários, conte ao UOL qual a situação da sua escola. Não esqueça de colocar o nome completo da instituição e o nome da cidade.
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Denúncias podem ser enviadas também para o e-mail vestibular@uol.com.br.
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Veja o mapa aqui.
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Impulsionadas por denúncias estudantis, secretarias respondem a pedidos de manutenção
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Após reunir as denúncias feitas por estudantes de 15 Estados brasileiros em 30 páginas de Facebook, o UOL Educação procurou secretarias estaduais, prefeituras e algumas unidades escolares para saber quais providências estão sendo tomadas em relação aos problemas apontados por alunos. Em sua maioria, os órgãos afirmaram que as redes sociais não são o local para a denúncia de problemas nas unidades escolares, mas que, após tomarem consciência dos problemas por meio das páginas dos alunos ou por meio da imprensa, estão tomando providências.
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EESP
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A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, por meio de sua assessoria, afirma que a Escola Estadual de São Paulo “tem recebido diversas melhorias desde setembro”, entre elas estariam a troca de vidros e lâmpadas, revisões elétricas e a instalação de uma tampa na caixa de cabeamento elétrico, além da limpeza das áreas de convivência. Na nota, a secretaria afirma que a escola recebeu novas cadeiras e carteiras escolares e que os móveis depredados seriam retirados até o início de novembro.
O órgão diz, ainda, que a escola passará por uma reforma geral e que a previsão é de que as obras se iniciem no primeiro trimestre de 2013, segundo a FDE (Fundação para o Desenvolvimento da Educação).
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Luiz Gonzaga Pinto e Silva
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Sobre a Escola Estadual Professor Luiz Gonzaga Pinto e Silva, na zona sul de São Paulo, a secretaria afirma que a unidade deve receber “nos próximos dias, o serviço móvel contratado pela FDE (Fundação para o Desenvolvimento da Educação) para que sejam feitos reparos emergenciais e manutenção em diversos espaços do prédio”. A unidade também teria recebido móveis novos, como cadeiras, carteiras, armários, estantes e mesas para professores. A secretaria afirma ainda que a unidade deverá passar por reforma de suas instalações elétricas, da cobertura, dos sanitários, da cozinha, dos bebedouros, do telhado e das quadras esportivas. A obra está em fase de planejamento, de acordo com a nota.
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Doutor Washington Luís
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No caso da Escola Estadual Doutor Washington Luís, em Mogi das Cruzes, a secretaria afirma que a unidade recebeu recentemente novas carteiras, armários, estantes e mesas para professores. E que os móveis depredados deverão ser retirados da escola em breve. Em nota, a secretaria estadual afirma ainda que estão em processo de licitação os serviços para implementação do sistema de combate a incêndio da unidade.
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Roque Savioli
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 A secretaria estadual, por meio de sua assessoria, afirma que a direção da Escola Estadual Roque Savioli, em Cotia, “tem tomado as providências necessárias para solucionar as questões apontadas pelos alunos”. Os reparos da quadra esportiva teriam sido começados na semana passado pela FDE. De acordo com a nota, técnicos da fundação devem visitar a escola nesta semana para avalias outras intervenções necessárias. A secretaria afirma que as revisões nas instalações elétricas e hidráulicas do prédio foram realizadas em setembro e o mobiliário depredado já foi retirado. Os sacos plásticos armazenados junto do acervo de livros da unidade seriam retirados durante o último final de semana.
Após reparos, os 28 computadores estariam prontos para utilização e que a escola conta com seis docentes para suprir ausências pontuais de professores.
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Emilia Anna Antonio
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Ainda em nota, a secretaria estadual de São Paulo afirma que a Escola Estadual Professora Emilia Anna Antonio, de Guarulhos, recebeu recentemente mesas e cadeiras novas, além de armários. Segundo a secretaria, foram executados serviços emergenciais na escola “como a troca de uma válvula no banheiro, de forro e vidros e a instalação de tampos nos vasos sanitários”.
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Cardoso de Almeida
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No caso da Escola Estadual Cardoso de Almeida, localizada em Botucatu (a 238 km de São Paulo), o serviço de atendimento móvel deve visitar a unidade nas próximas semanas para que sejam feitos reparos emergenciais, como instalação de portas e pia no banheiro, além de cortinas nas salas de aula.
A secretaria afirma que não há vazamento de água na unidade e que o banco quebrado já foi retirado da escola. A quadra esportiva deverá ser liberada para utilização dos alunos assim que forem instaladas telas ao seu redor. Sobre os computadores supostamente não utilizados pelos estudantes, a pasta esclarece “que se trata de material de uso da Etec (Escola Técnica Estadual) que utiliza espaços do imóvel” e que a escola Cardoso de Almeida tem uma sala do programa Acessa Escola para uso de seus alunos.
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Bahia
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A Secretaria da Educação do Estado da Bahia afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que a quadra oficial do Colégio Estadual Roberto Santos, em Salvador, foi completamente recuperada. A secretaria afirma que tem repassado recursos financeiros para que as unidades possam fazer sua manutenção diretamente. De acordo com a secretaria, o Colégio Estadual Bolívar Santana deverá passar por uma reforma geral do prédio. As aulas continuarão a ser ministradas em “módulos climatizados e, também, no prédio anexo da unidade”.
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Espírito Santo
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De acordo com a secretaria estadual de educação do Espírito Santo, a Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Coronel Gomes de Oliveira, em Anchieta, receberá nesta semana a visita de uma equipe técnica para que sejam diagnosticados os problemas. Após a visita técnica, deverá ser feito um pedido de serviços e aberta a licitação para possíveis obras. Segundo o gerente de rede física escolar do Estado, Alexandre Aquino, apesar dos problemas denunciados por alunos, como uma rachadura em uma das paredes, a escola passou por uma grande reforma em 2010.
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Pará
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A Secretaria de Estado de Educação do Pará declarou, por meio de sua assessoria de comunicação, que a Escola Estadual Ensino Médio Alexandre Zacharias de Assumpção receberá a reforma de suas redes elétrica e hidráulica, além da construção de uma quadra de esportes. Neste momento está sendo cotado o custo dos serviços.
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Paraíba
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Segundo a Secretaria de Estado da Educação da Paraíba, foi solicitada a inspeção das escolas estaduais Maria Zeca de Souza, em Massaranduba, e Pedro Augusto Carminha, em João Pessoa, para a Chefia de Manutenção da secretaria para que sejam tomadas as “devidas providências”.
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Pernambuco
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A Secretaria de Educação de Pernambuco informou que as denúncias feitas por estudantes da Escola Estadual João Batista Vasconcelos já foram averiguadas e que o banheiro da unidade foi consertado. A unidade, de acordo com a secretaria, fez uma campanha de conscientização da importância da preservação do patrimônio da escola com alunos.
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Piauí
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A reitoria da Uespi (Universidade Estadual do Piauí) afirmou que em outubro começaram as obras de construção de salas de aula no campus Picos. “A situação atual é de demolição das salas antigas”, afirmou o pró-reitor adjunto de administração e recursos humanos, Benedito da Graça. “O prazo contratual para entrega das salas de aula é de 120 dias a contar da ordem de serviço assinada no dia 10 de outubro.”
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Rio Grande do Sul
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A assessoria de comunicação da secretaria estadual de Educação do Rio Grande do Sul afirmou, por meio de nota, que não há nenhum registro oficial de denúncias de problemas na Escola Estadual de Ensino Médio Villa Lobos. A 2ª Coordenadoria Regional de Educação, responsável pela unidade, afirmou que postagens em redes sociais não configuram denúncias, “pois precisam de registros com assinaturas (dos denunciantes) para fazer os encaminhamentos necessários”. A coordenadoria afirmou ainda, por meio de nota, que a Escola Villa Lobos será contemplada com a reforma geral do prédio em 2013.
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Demais unidades
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Procuradas pela reportagem do UOL, as secretarias estaduais de educação de Alagoas, Distrito Federal, Maranhão, Rio de Janeiro e Santa Catarina não responderam até a finalização do texto. Também não responderam ao contato do UOL as prefeituras dos municípios de Castelo (ES), Taubaté (SP) e Triunfo (RS) e a assessoria de imprensa do IFSP (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo).
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Fonte: UOL Educação

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Isadora Faber: 'Só porque é escola pública tem que ser ruim?'

08 de outubro de 2012
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Adolescente que virou notícia ao denunciar no Facebook os problemas do colégio dá entrevista
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“Olha, a Isadora escreve bem, é articulada na internet, mas é muito, muito tímida para dar entrevistas”, adverte a mãe da jovem Isadora Faber, de 13 anos, antes de passar o computador conectado ao Skype para a filha. A produtora Mel Faber não tentava apenas protegê-la do assédio da imprensa. Depois que a jovem, inspirada numa blogueira escocesa de 9 anos, criou uma página no Facebook em agosto para denunciar as condições precárias da escola pública que frequenta, em Florianópolis, forçando a prefeitura a providenciar melhorias, a mãe também a prepara para enfrentar as consequências do seu ato. O que significa, no mínimo, encarar muitas entrevistas.
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Em pouco mais de dois meses, a página de Isadora já recebeu 322 mil curtidas. Sua iniciativa repercutiu em todo o país, levando outros estudantes a criarem páginas semelhantes. Até o jornal francês “Le Monde” elogiou a disposição da pequena Lisa Simpson catarinense. Mas este foi o lado bom da história. Isadora enfrentou críticas de muitos colegas de classe, pais e professores, que não aprovaram tanta exposição. Acusada de calúnia por uma professora, teve de prestar depoimento numa delegacia, acompanhada de seu pai. Tímida, sim, mas nada acuada, Isadora diz que ainda há muito o que fazer.
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O Globo: Depois de fazer a página no Facebook sozinha, conseguir que os reparos fossem feitos (maçanetas foram colocadas no banheiro, fiações recuperadas, bebedouros trocados e professores contratados), você ainda foi parar numa delegacia para se defender. Isso te desanima a continuar?
Tem muita gente que me apoia, diz que o que estou fazendo está certo, então vou seguir fazendo. O que mais quero é que outros alunos de escolas públicas também façam o mesmo para arrumarem suas escolas. Só porque é escola pública tem que ser ruim?
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Como é na sala de aula? Seus colegas ficam com medo de você escrever tudo o que acontece na página?
Na minha sala, pelo menos, meus colegas me apoiam. É mais chato no recreio. Eu percebo que os alunos mais velhos ficam comentando...
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O que ainda falta resolver na sua escola?
Eu acho que ainda dá para melhorar muito. Essa situação dos professores que faltam, principalmente.
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Pensa em mudar de escola?
Não, quero continuar aqui.
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A página “Diário de classe” mudou sua rotina como estudante?
Não. Sigo indo normal. Gosto mais das aulas de História, Geografia e Educação Física, menos das de Matemática. Continua tudo normal.
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O que você faz nas horas vagas?
Eu tô sempre com alguns amigos, a gente sai pra passear com meu cachorrinho... Só tenho que separar um tempinho no dia para dar uma olhada na página (Isadora tenta responder a cada uma das centenas de mensagens que recebe por dia).
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O que você vai ser quando crescer?
Eu gosto de denunciar os problemas, para tentar arrumar as coisas. Eu quero muito ser jornalista.
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O que te deixa mais feliz com essa história toda?
Saber que as pessoas gostam do meu trabalho, receber o apoio delas.
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E o que te deixa mais triste?
Os meus colegas da escola que não me apoiam. O fato de acharem que o que estou fazendo é contra a escola, não a favor.
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Muitos jovens fizeram páginas parecidas em outras cidades do Brasil. Você acha que isso pode ser o início de uma revolução?
Espero que sim. Eu até criei um grupo de discussão para ajudar quem quer fazer uma página parecida. Eles perguntam como começar, e eu dou dicas, digo para sempre fotografar e explicar o problema, por exemplo, e evitar fazer acusações pessoais.
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Fonte: O Globo (RJ)

sábado, 22 de setembro de 2012

Denúncia contra a estudante que criou página no Facebook será arquivada

 
O caso da estudante Isabela Faber, criadora da página Diário de Classe, no Facebook, será arquivado. Depois que a professora de português registrou um boletim de ocorrência na 8ª Delegacia de Polícia de Florianópolis, a aluna foi intimada e prestou depoimento na última terça-feira (18).
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O motivo do boletim de ocorrência foi o fato de a estudante ter postado um comentário na página do Facebook afirmando que a professora deu uma aula sobre internet e política para humilhá-la. O delegado Marcos Assad afirma que Isabela, acompanhada do pai, e a professora prestaram depoimento, mas que nenhuma delas quis representar criminalmente, o que é condição para dar início a uma ação penal.
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A assessoria da Polícia Civil de Florianópolis informa que já foi lavrado o Termo Circunstanciado. O termo funciona como um boletim de ocorrência com algumas informações adicionais, como os depoimentos, servindo de peça informativa. A delegacia encaminhou o caso para o Fórum de Florianópolis, que será analisado por um juiz. Segundo a assessoria, o caso será arquivado, pois não há representação.
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Mesmo com os contratempos, Isabela não desanimou. Ela continua alimentando o Diário de Classe e postando denúncias. No último post, a estudante afirma que, na Escola Básica Maria Tomázia Coelho, não há Associação de Pais e Professores (APP) a mais de um ano e explica que para receber verba descentralizada da Prefeitura, a escola tem que ter uma APP. A garota cobra da diretora uma explicação. Mais de 8 mil pessoas curtiram o post e 1064 comentaram.
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quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Isadora Faber, do ‘Diário de Classe’, vai parar na delegacia

RIO — A estudante Isadora Faber, de 13 anos, criadora da página-denúncia ‘Diário de Classe’, no Facebook, foi intimada a prestar depoimento nesta terça-feira sobre as acusações de uma professora de que teria cometido crimes de calúnia e difamação. A página da menina na rede social ganhou repercussão na mídia nacional ao denunciar os problemas da Escola Básica Maria Tomázia Coelho, em Florianópolis, Santa Catarina. A comunidade já tem mais de 260 mil "curtidas".
“Eu nunca tinha entrado numa delegacia antes, mas lá dentro todos me trataram muito bem mesmo. Estranhei pois para mim o assunto já estava encerrado desdo início do mês quando ela me pediu desculpas, eu aceitei e publiquei, está aqui até agora. Como vocês podem ver, não é fácil manter o Diário no ar.”, disse Isadora em um post ontem.
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Em agosto, Isadora publicou na página alguns dos episódios de discórdia entre ela e a professora de português: “Hoje a professora de português Queila preparou uma aula pra me ''humilhar'' na frente dos meus colegas, a aula falava sobre politica e internet, ela falava que ninguém podia falar da vida dos professores, porque nós podíamos ter feito muitas coisas erradas pra eles odiarem e etc. Eu e acho que a maioria dos meus colegas entenderam o recado ''pra mim''. Além disso quando vou até o refeitório as cozinheiras começam a falar de mim, na minha frente e rir, eu e a Melina (minha colega) fomos reclamar com a diretora, então ela disse que eu tenho que aguentar as consequências e que a partir de agora seria assim com todos, não resolveu o problema. Confesso que fiquei muito triste ...”, dizia um dos textos.
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No post desta terça, Isadora falou que, antes de receber a intimação, a professora sugeriu, na última aula, que todos os alunos lessem os artigos 8 e 9 do regimento interno do colégio. Os códigos citados dizem que é vedado aos alunos “levantar injúria ou calúnia contra colegas, professores ou funcionários, bem como praticar contra eles, atos de violência de qualquer espécie; promover ou participar de movimento de hostilidade ou desprestígio à unidade ou às pessoas que nela trabalham, inclusive por meios eletrônicos (internet, celulares, etc)”, prevendo, em caso de desrespeito às regras, medidas sócio-educativas.
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“A mim me parece censura (...) não sofri nenhuma medida sócia educativa, fui parar direto na delegacia mesmo. Acho que ela deveria ler o regimento também”, retrucou a menina no Facebook.
A Secretaria municipal de Educação de Florianópolis informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que o assunto foge à alçada do governo já que "tornou-se um caso particular entre uma cidadã , que é professora da Escola Maria Tomázia Coelho, e a família de uma aluna do estabelecimento de ensino".

sábado, 8 de setembro de 2012

Inspirados em Isadora, "Diários de Classe" se multiplicam no Facebook

Em menos de dois meses, a estudante Isadora Faber, de 13 anos, conseguiu, por meio das redes sociais, pressionar o governo para conseguir melhorias importantes em sua escola. O sucesso da iniciativa da aluna, que conseguiu uma reforma de emergência na escola onde estuda e uniu pais, alunos e professores, tem servido de inspiração para crianças, adolescentes e jovens de todas as partes do país.
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Desde a quarta-feira (29), dezenas de páginas semelhantes foram criadas no Facebook para expor problemas como janelas quebradas, salas de aula sem ventilação e falta de professores. Muitas páginas tentam seguir o modelo do diário de Isadora.
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Desde que ganhou notoriedade, a estudante catarinense passou a receber também milhares de mensagens no seu perfil. A maioria é de alunos parabenizando-a e pedindo dicas de como criar uma página semelhante. Na tarde de terça-feira (4), por exemplo, Isadora tinha mais de 3 mil mensagens não lidas. Ela disse que às vezes tenta ler tudo. “Eu tento ler o máximo possível. Sempre tento responder para não ser mal-educada”, afirmou. Às vezes, ela também faz um único post respondendo às dúvidas de várias pessoas. O G1 visitou a estudante e lhe mostrou alguns exemplos de "Diários de classe" que surgiram no Facebook após a sua página ganhar destaque. São páginas criadas pelos internautas com o objetivo de mostrar os problemas de suas escolas de cidades do Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo, Bahia, Pará, Paraná, Paraíba, Minas Gerais e Santa Catarina.
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Um deles foi criado pela estudante Sâmia de Souza Araújo, de 15 anos, que cursa o 1º ano do ensino médio no Liceu de Humanidades de Campos, em Campos de Goytacazes (RJ). "Eu vi a reportagem no Fantástico de domingo e achei muito interessante. A Isadora é tão nova e teve coragem de fazer isso, falar sobre a escola dela. Não é só porque a escola é pública que não temos o direito de ter melhorias", afirmou Sâmia ao G1. A página foi criada por ela na noite de domingo (2) e, no dia seguinte, ela começou a angariar o apoio dos colegas. Já conseguiu a ajuda de uma amiga para produzir as fotos e vai contar com a divulgação dos alunos que coordenam a rádio do colégio e o grêmio estudantil.
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Sâmia conta que nunca teve aula de química, mesmo já tendo cursado mais de meio ano no ensino médio. "A gente pergunta e eles só dizem que não tem professor para dar aula", conta a aluna. Outra crítica é quanto à ventilação nas salas de aula. Segundo a adolescente, a direção diz que não pode instalar ar-condicionado porque o prédio do Liceu, fundado no século 19, é histórico. "Eles dizem que não podem, mas na secretaria tem ar-condicionado. E nós não queremos ar-condicionado, podem colocar ventiladores. Na minha sala, tem só um ventilador, e ele está quebrado."
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A mãe de Sâmia, a depiladora Giselle Pessanha de Souza, de 33 anos, afirmou que a história de Isadora a aproximou dos problemas da escola da filha. "Nem sabia que a escola estava com uma situação tão trágica quanto a da Isadora. Se ela não tem aula de química, como vai passar no vestibular? Falei para a Sâmia: 'Faz a página, quem sabe muda alguma coisa na sua escola'", disse ela. Segundo Giselle, o Liceu é um dos colégios mais conhecidos da cidade. "É um patrimônio histórico. Ela não tem todos os professores, mas tem professores muito bons. O Liceu não é 100% ruim, tem muita coisa boa. Eu não queria que ela saísse da escola, mas ela precisa melhorar."
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Fiação exposta
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 Na segunda-feira (3), um dia após criar seu "Diário de Classe", o estudante Pablo Emanuel Ferreira, de 15 anos, caminhou pela escola estadual em que estuda, em Jaraguá do Sul (SC), e registrou em fotos problemas de infraestrutura como fiação elétrica exposta caindo de buracos no teto, janelas e portas quebradas e paredes com pintura improvisada. “Eu acho que a gente talvez não consiga uma solução, mas pelo menos as pessoas vão ficar sabendo do que realmente está acontecendo. O patrimônio da escola está bem descuidado.”
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Pablo afirma que já conseguiu o apoio de vários colegas, mas ainda não teve coragem de comunicar os professores. “Não levei a ideia para frente ainda pelo receio de ter alguma briga, alguma coisa assim”. Morador do mesmo estado de Isadora, ele conta que teve a ideia ao ver a reportagem sobre a menina no Fantástico, mas afirma que a repercussão do diário da garota e o debate sobre a qualidade da educação e a participação dos estudantes na exigência de melhorias ainda não chegou à sua escola.
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Medo de prejuízo
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No Espírito Santo, uma estudante de 16 anos também teve a ideia de usar as redes sociais para denunciar as necessidades de melhorias em sua escola. Mas ela e a mãe, uma balconista de 39 anos, temem identificar a si mesmas e ao colégio para não sofrerem represálias. "Eu admiro a coragem e a atitude dela, mas desde que seja uma coisa que venha em melhoria da escola. Não quero que prejudique a escola, os professores e nem ela mesma", contou a mãe ao G1. A aluna, atualmente no segundo ano do ensino médio técnico em informática de uma escola estadual considerada de qualidade em Castelo (ES), diz que, quando entrou na escola, no início de 2011, ela já estava em uma reforma que ainda não acabou. "Só um terço da reforma está pronta", afirmou a aluna. "Todo mundo acha que o ensino lá é muito bom, porque é uma das melhores escolas. E é, mas ela também tem muitos problemas que têm que ser resolvidos."
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Durante todo o primeiro ano do ensino médio, a turma dela estudou em uma sala de aula improvisada no pátio do colégio. "Era uma estrutura de plástico com areia, não sei bem, e ficava perto das árvores. Quando chovia, entravam uns bichinhos que tinham um cheiro forte e ruim. Como o ginásio está em reforma, a educação física era sempre no pátio, e a única coisa que podíamos fazer era jogar vôlei", contou.
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Neste ano, a turma dela já foi instalada na parte renovada da escola, mas um problema ainda persiste, sem perspectiva de solução. A estudante faz parte de um grupo de cerca de 40 alunos de cursos do ensino técnico, que têm aulas em período integral duas vezes por semana, entre 7h e 12h e 13h25 e 17h30. Porém, o cardápio da escola estadual inclui duas merendas, às 9h e às 15h, nas quais é servido um almoço, com arroz, feijão e mistura. "Isso desregula totalmente a nossa alimentação, comemos almoço de manhã e à tarde e, na hora do almoço, às vezes recebemos um lanche, que geralmente é um biscoito e um suco."
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A mãe conta que já precisou levar comida para a adolescente. Segundo ela, hoje em dia apenas cerca de 10 alunos almoçam na escola, inclusive ela. "Os estudantes tentam encontrar parentes que moram perto para almoçar lá. Como eu moro longe, não tenho tempo de ir até em casa." A garota explicou que os alunos já tentaram conseguir melhorias diretamente com a direção, mas sempre ouviam as mesmas respostas. "A maioria dos problemas de que a gente reclama, a diretoria diz que está tentando resolver, mas que não pode porque o assunto é com a secretaria do estado", conta. Por isso, ela decidiu tentar conseguir o mesmo apoio público de Isadora para pressionar o governo a agir.
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As dicas de Isadora
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A estudante Isadora Faber achou válida a iniciativa dos alunos de mostrarem os problemas em suas escolas e deu algumas dicas para quem quer fazer uma página como a dela. "Tem que colocar fotos para poder provar o que está sendo falado. E é bom ir postando o material aos poucos, e não tudo de uma vez, para não ficar chato."
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A criadora do "Diário de classe" afirmou que não conhecia a página criada pela estudante Sâmia, sobre os problemas da escola Liceu de Humanidades de Campos, em Campos de Goytacazes (RJ). Ela diz que a página ainda tem pouco material. “Mas está no sentido da minha, mostrando o que está quebrado”.
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Sobre a página da escola de Jaraguá do Sul (SC), Isadora disse "está no caminho certo". A menina afirmou ainda que o diário sobre a escola de Castelo (ES) ainda precisa de ajustes. "As fotos não têm muitas explicações." A única página que a garota já conhecia era a da Escola Estadual de Ensino Médio Profº Pedro Augusto Porto Caminha (Eepac). Segundo ela, um professor da escola, que fica em João Pessoa, na Paraíba, a contatou via Facebook. Ela entrou na página e pediu que eles curtissem o "Diário de Classe" dela. “Os professores estão apoiando, isso é muito bom.”
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A menina explicou que é preciso evitar expor alunos e professores, e só citar nomes se for mesmo necessário. Um exemplo de quando foi preciso foi durante os posts sobre as aulas do professor de matemática, que acabou afastado pela Secretaria de Educação de Santa Catarina.
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Fonte: G1

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Após denúncias no Facebook, escola de Isadora será reformada

A página de Isadora Fabor, 13 anos, no Facebook, criada para denunciar problemas na escola Foto: Reprodução
A página de Isadora Fabor, 13 anos, no Facebook, criada para denunciar problemas na escolaReprodução
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RIO — A Secretaria municipal de Educação de Florianópolis anunciou, nesta terça-feira, que vai reformar a Escola Básica Maria Tomázia Coelho, no Santinho, Norte da Ilha de Santa Catarina. As más condições do estabelecimento de ensino foram denunciadas pela aluna Isadora Faber, 13 anos, na página “Diário de Classe” no Facebook, que já foi curtida por mais de 140 mil pessoas.
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“Essa página veio inclusive nos auxiliar no monitoramento da escola. É uma espécie de ouvidoria”, afirmou a secretária de Educação, Sidneya Gaspar de Oliveira, em reunião para avaliar as reclamações. Sidneya caracterizou ainda a iniciativa de Isadora como “brilhante” e “saudável”.
Segundo informações divulgadas na página da secretaria, a diretora da escola, Liziane Diaz Farias, assumiu a responsabilidade pela gestão deficitária. “Eu assumo publicamente que ocorreu fragilidade na administração do estabelecimento. Vamos a partir de agora trabalhar de forma diferente a parte administrativa e a preservação do patrimônio público”, disse.
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Apesar das reclamações sobre o ensino, a Escola Básica Maria Tomázia teve nota 6,1 nos primeiros anos do ensino fundamental no Ideb, superando a média nacional, que foi 5 .
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A diretora anunciou que fará um apelo à Associação de Pais e Professores para que ajudem principalmente no cuidado com a estrutura física. Haverá também campanhas para que os alunos se conscientizem da necessidade de se engajarem no zelo de todo o ambiente escolar. “Os alunos tem que saber que a participação deles é fundamental para preservar um bem público”. Além disso, coloca, que vem participando de formação para criar o Conselho Escolar, que auxiliará na manutenção do estabelecimento e na gestão administrativa, pedagógica e financeira. De acordo com a Secretaria de Educação, a manutenção na escola teria começado já nesta terça-feira.
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