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terça-feira, 1 de julho de 2014

A Copa de poucos e a Educação de todos

Vítor Wilher*
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A Copa do Mundo está em curso. Uniram-se em torno dela governadores, empreiteiros, catolas de clubes e da CBF, deputados, senadores, presidentes e outros. Estádios foram demolidos e reconstruídos para atender aos padrões da Fifa. Alguns foram construídos em estados cuja média de público e o interesse por futebol são baixos. Bilhões de reais foram injetados, via subsídio do BNDES, na construção de arenas multiuso que foram concedidas para consórcios que hoje cobram preços maiores que os praticados antes das reformas. A Copa do Mundo é mais um exemplo de que as decisões equivocadas de poucos têm causado enormes retrocessos para o desenvolvimento do país. Inclusive no que diz respeito à Educação.
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Os tempos em que a Copa foi sancionada por todos eram de crescimento, inclusão dos excluídos, inflação sob controle, câmbio favorável. Tempos bem distintos dos atuais. Em algum momento naqueles tempos alguns poucos decidiram que a Copa seria a cereja no bolo do nosso desenvolvimento.
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Muito se falou, ao longo desses anos, da infraestrutura necessária para se sediar uma Copa do Mundo ou uma Olimpíada. Matérias, artigos, análises e outros extensos trabalhos detalharam a situação dos nossos portos, aeroportos, rodovias etc. Tudo foi vistoriado e diagnosticado com o pessimismo que já conhecemos muito bem. Mas e a Educação, o que disseram dela?
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Educação é o início de qualquer processo de desenvolvimento. Não há país desenvolvido que não tenha investido seriamente em Educação. A despeito disso, no Brasil alguns poucos decidiram construir, nas décadas de 50 e 60, um sistema de Ensino superior caro e complexo, gastando 50 vezes mais com esses Alunos que com a Educação básica. Preferimos pegar um atalho para o desenvolvimento?
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Hoje o país gasta cerca de 5 vezes mais em Educação superior do que em Educação básica. Dos 200 milhões de brasileiros, apenas 7 milhões estão matriculados em alguma universidade. É uma razão baixíssima, mesmo entre países de desenvolvimento similar. A que custo? Gastamos US$ 13 mil por Aluno, enquanto os países da OCDE gastam US$ 11 mil. É muito, em termos relativos: no Ensino básico e médio gastamos US$ 2,6 mil por Aluno enquanto os países da OCDE gastam US$ 8,4 mil. Preferimos pegar o atalho, produzindo mão de obra “qualificada” na ponta para a indústria e para os serviços protegidos, enquanto mais de 40 milhões de Alunos fingem que aprendem alguma coisa em nossas Escolas básicas estatais.
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E o que pedem os poucos? Apenas mais recursos. Grevistas da USP querem aumento do repasse do ICMS. O Plano Nacional de Educação acabou de ser aprovado no Congresso, pedindo, entre outras coisas, 10% do PIB para a Educação. Mais recursos públicos para a USP, onde a maioria dos Alunos poderia tranquilamente pagar mensalidades? Mais recursos públicos nesse sistema de Educação básica, descentralizado e caótico, onde Professores são formados em cursos de licenciatura aparelhados por ideologias, diretores são eleitos sem nenhuma qualificação, políticos viram ministros e qualquer esforço de implementar meritocracia e produtividade é visto como economicista?
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Hoje investimos 5,3% (dados do MEC; pela OCDE, são 5,8%) do PIB em Educação, porcentual similar ao dos países desenvolvidos. Em 2003 eram 3,9%. A adição de mais de R$ 50 bilhões nesse período causou melhora? No Pisa continuamos nas últimas posições e o avanço não tem seguido tendência crescente. Pelo contrário, somos piores hoje em leitura do que éramos em 2009. Desconfio que, se nada for feito em termos de gestão e melhor formação de Professores, dobrar a quantidade de recursos não será a resposta. Quanto desses 5% adicionais de PIB serão cooptados pelo sistema de Ensino superior? Programas como o Prouni e o Fies hoje servem como tábua de salvação para universidades privadas ineficientes. Será que essas universidades ficarão com uma fatia do bolo?
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A Copa do Mundo tem tudo a ver com isso. Ela é mais um exemplo de nosso capitalismo de Estado, que elege poucos para controlar muitos. Poucos que controlam 37% da renda anual de todos. Poucos que tomam decisões equivocadas e que são sentidas (e pagas) por todos. Até quando?
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Vítor Wilher, economista, é especialista do Instituto Millenium.
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terça-feira, 23 de outubro de 2012

Alunos denunciam problemas em escolas pelo Facebook; veja o mapa de queixas de 30 páginas

O dia do basta. Pela internet, alunos de escola pública de todo o Brasil marcaram para esta segunda-feira (22) um protesto pedindo uma "escola digna". A proposta da ação é enviar mensagens para o gabinete do ministro da Educação, Aloizio Mercadante, e para as secretarias municipais e estaduais de Educação denunciando os problemas de suas unidades.
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A manifestação é parte da onda de protestos virtuais que começou em agosto deste ano, com a divulgação da página Diário de Classe feita pela estudante catarinense Isadora Faber, 13, que tornou públicos os problemas da escola em que estuda em Florianópolis. Agora são ao menos 30 páginas na rede social que reúnem denúncias em escolas e universidades de 14 Estados brasileiros e do Distrito Federal.
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Desveladas na internet, centenas de fotos expõem descuidos com as unidades escolares. Carteiras quebradas, banheiros sem porta, que não funcionam, salas de aula abandonadas, lousas quebradas, quadras inutilizadas, fiação exposta, lixo e reformas inacabadas são alguns dos problemas apresentados. Nas mensagens, os alunos também reclamam da falta de professores, problemas com equipamento eletrônico e da qualidade da merenda.
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Entre as 30 páginas encontradas pelo levantamento do UOL Educação, 26 são escolas de ensino fundamental e médio, duas delas são de universidades e outras duas reúnem diferentes escolas do mesmo município. A maioria das instituições é de responsabilidade estadual. São Paulo é o Estado com maior número de páginas (8), a Bahia tem quatro, Espírito Santo, Maranhão, Pará, Paraíba, Rio Grande do Sul e Santa Catarina têm duas cada. Para fechar a lista, ao menos uma página existe em Alagoas, Distrito Federal, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Piauí e Rio de Janeiro.
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Melhorias
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Os estudantes deixam claro em suas páginas que a ação é autônoma e tentam se unir por meio da rede para pressionar as autoridades por uma escola de qualidade. Como Isadora Faber, que ultrapassou os 340 mil seguidores e conquistou melhorias para sua escola, alguns jovens percebem resultados imediatos de sua ação. O aluno Emerson Mendes, de Itamaraju (BA), conta que depois da criação de sua página a maioria dos problemas de sua escola foram resolvidos: os banheiros quebrados, as fechaduras quebradas e a fiação exposta. Ele ainda espera intervenções na quadra esportiva.
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No caso da Escola Estadual de São Paulo, o estudante Guilherme (que não quis divulgar seu sobrenome), 14, afirma que até o momento apenas um buraco aberto no pátio foi consertado pela escola. Ainda restam salas em desuso, infiltração, banheiros e janelas quebradas, entre outros problemas. Procuradas pelo UOL, secretarias estaduais afirmam, em sua maioria, que as redes sociais não são o local para a denúncia de problemas nas unidades escolares. No entanto, após saberem dos problemas por meio das páginas dos alunos ou por meio da imprensa, providências passaram a ser tomadas.
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Muitos "likes", mas pouco apoio
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Para Gisele Chaves, 17, criadora do Diário de Classe da EEPAC (Escola Estadual de Ensino Médio Professor Pedro Augusto Porto Caminha), de João Pessoa (PB), escrever o diário do colégio serviu para que os problemas fossem divulgados. "Criamos essa página com a finalidade de mostrar a realidade da escola, isso inclui o lado bom e o ruim, e significa que sabemos reconhecer quando um trabalho é bem realizado", explica a aluna. Com quase 3 mil "curtidas" em sua página, Gisele conta que a participação dos alunos é essencial para um bom resultado. "Na página, vejo muitos que apoiam, mas ao redor, de verdade, são poucos." Já Guilherme, que junto com outros amigos, faz o diário da escola, diz que teve apoio da coordenadoria ao relatar problemas encontrados. "Tem que mostrar o nome e persistir para poder apresentar os problemas da escola, porque, só assim, aparece algum resultado", explica o aluno. Sua escola tem problemas? Na área de comentários, conte ao UOL qual a situação da sua escola. Não esqueça de colocar o nome completo da instituição e o nome da cidade.
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Denúncias podem ser enviadas também para o e-mail vestibular@uol.com.br.
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Veja o mapa aqui.
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Impulsionadas por denúncias estudantis, secretarias respondem a pedidos de manutenção
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Após reunir as denúncias feitas por estudantes de 15 Estados brasileiros em 30 páginas de Facebook, o UOL Educação procurou secretarias estaduais, prefeituras e algumas unidades escolares para saber quais providências estão sendo tomadas em relação aos problemas apontados por alunos. Em sua maioria, os órgãos afirmaram que as redes sociais não são o local para a denúncia de problemas nas unidades escolares, mas que, após tomarem consciência dos problemas por meio das páginas dos alunos ou por meio da imprensa, estão tomando providências.
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EESP
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A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, por meio de sua assessoria, afirma que a Escola Estadual de São Paulo “tem recebido diversas melhorias desde setembro”, entre elas estariam a troca de vidros e lâmpadas, revisões elétricas e a instalação de uma tampa na caixa de cabeamento elétrico, além da limpeza das áreas de convivência. Na nota, a secretaria afirma que a escola recebeu novas cadeiras e carteiras escolares e que os móveis depredados seriam retirados até o início de novembro.
O órgão diz, ainda, que a escola passará por uma reforma geral e que a previsão é de que as obras se iniciem no primeiro trimestre de 2013, segundo a FDE (Fundação para o Desenvolvimento da Educação).
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Luiz Gonzaga Pinto e Silva
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Sobre a Escola Estadual Professor Luiz Gonzaga Pinto e Silva, na zona sul de São Paulo, a secretaria afirma que a unidade deve receber “nos próximos dias, o serviço móvel contratado pela FDE (Fundação para o Desenvolvimento da Educação) para que sejam feitos reparos emergenciais e manutenção em diversos espaços do prédio”. A unidade também teria recebido móveis novos, como cadeiras, carteiras, armários, estantes e mesas para professores. A secretaria afirma ainda que a unidade deverá passar por reforma de suas instalações elétricas, da cobertura, dos sanitários, da cozinha, dos bebedouros, do telhado e das quadras esportivas. A obra está em fase de planejamento, de acordo com a nota.
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Doutor Washington Luís
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No caso da Escola Estadual Doutor Washington Luís, em Mogi das Cruzes, a secretaria afirma que a unidade recebeu recentemente novas carteiras, armários, estantes e mesas para professores. E que os móveis depredados deverão ser retirados da escola em breve. Em nota, a secretaria estadual afirma ainda que estão em processo de licitação os serviços para implementação do sistema de combate a incêndio da unidade.
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Roque Savioli
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 A secretaria estadual, por meio de sua assessoria, afirma que a direção da Escola Estadual Roque Savioli, em Cotia, “tem tomado as providências necessárias para solucionar as questões apontadas pelos alunos”. Os reparos da quadra esportiva teriam sido começados na semana passado pela FDE. De acordo com a nota, técnicos da fundação devem visitar a escola nesta semana para avalias outras intervenções necessárias. A secretaria afirma que as revisões nas instalações elétricas e hidráulicas do prédio foram realizadas em setembro e o mobiliário depredado já foi retirado. Os sacos plásticos armazenados junto do acervo de livros da unidade seriam retirados durante o último final de semana.
Após reparos, os 28 computadores estariam prontos para utilização e que a escola conta com seis docentes para suprir ausências pontuais de professores.
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Emilia Anna Antonio
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Ainda em nota, a secretaria estadual de São Paulo afirma que a Escola Estadual Professora Emilia Anna Antonio, de Guarulhos, recebeu recentemente mesas e cadeiras novas, além de armários. Segundo a secretaria, foram executados serviços emergenciais na escola “como a troca de uma válvula no banheiro, de forro e vidros e a instalação de tampos nos vasos sanitários”.
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Cardoso de Almeida
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No caso da Escola Estadual Cardoso de Almeida, localizada em Botucatu (a 238 km de São Paulo), o serviço de atendimento móvel deve visitar a unidade nas próximas semanas para que sejam feitos reparos emergenciais, como instalação de portas e pia no banheiro, além de cortinas nas salas de aula.
A secretaria afirma que não há vazamento de água na unidade e que o banco quebrado já foi retirado da escola. A quadra esportiva deverá ser liberada para utilização dos alunos assim que forem instaladas telas ao seu redor. Sobre os computadores supostamente não utilizados pelos estudantes, a pasta esclarece “que se trata de material de uso da Etec (Escola Técnica Estadual) que utiliza espaços do imóvel” e que a escola Cardoso de Almeida tem uma sala do programa Acessa Escola para uso de seus alunos.
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Bahia
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A Secretaria da Educação do Estado da Bahia afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que a quadra oficial do Colégio Estadual Roberto Santos, em Salvador, foi completamente recuperada. A secretaria afirma que tem repassado recursos financeiros para que as unidades possam fazer sua manutenção diretamente. De acordo com a secretaria, o Colégio Estadual Bolívar Santana deverá passar por uma reforma geral do prédio. As aulas continuarão a ser ministradas em “módulos climatizados e, também, no prédio anexo da unidade”.
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Espírito Santo
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De acordo com a secretaria estadual de educação do Espírito Santo, a Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Coronel Gomes de Oliveira, em Anchieta, receberá nesta semana a visita de uma equipe técnica para que sejam diagnosticados os problemas. Após a visita técnica, deverá ser feito um pedido de serviços e aberta a licitação para possíveis obras. Segundo o gerente de rede física escolar do Estado, Alexandre Aquino, apesar dos problemas denunciados por alunos, como uma rachadura em uma das paredes, a escola passou por uma grande reforma em 2010.
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Pará
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A Secretaria de Estado de Educação do Pará declarou, por meio de sua assessoria de comunicação, que a Escola Estadual Ensino Médio Alexandre Zacharias de Assumpção receberá a reforma de suas redes elétrica e hidráulica, além da construção de uma quadra de esportes. Neste momento está sendo cotado o custo dos serviços.
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Paraíba
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Segundo a Secretaria de Estado da Educação da Paraíba, foi solicitada a inspeção das escolas estaduais Maria Zeca de Souza, em Massaranduba, e Pedro Augusto Carminha, em João Pessoa, para a Chefia de Manutenção da secretaria para que sejam tomadas as “devidas providências”.
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Pernambuco
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A Secretaria de Educação de Pernambuco informou que as denúncias feitas por estudantes da Escola Estadual João Batista Vasconcelos já foram averiguadas e que o banheiro da unidade foi consertado. A unidade, de acordo com a secretaria, fez uma campanha de conscientização da importância da preservação do patrimônio da escola com alunos.
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Piauí
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A reitoria da Uespi (Universidade Estadual do Piauí) afirmou que em outubro começaram as obras de construção de salas de aula no campus Picos. “A situação atual é de demolição das salas antigas”, afirmou o pró-reitor adjunto de administração e recursos humanos, Benedito da Graça. “O prazo contratual para entrega das salas de aula é de 120 dias a contar da ordem de serviço assinada no dia 10 de outubro.”
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Rio Grande do Sul
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A assessoria de comunicação da secretaria estadual de Educação do Rio Grande do Sul afirmou, por meio de nota, que não há nenhum registro oficial de denúncias de problemas na Escola Estadual de Ensino Médio Villa Lobos. A 2ª Coordenadoria Regional de Educação, responsável pela unidade, afirmou que postagens em redes sociais não configuram denúncias, “pois precisam de registros com assinaturas (dos denunciantes) para fazer os encaminhamentos necessários”. A coordenadoria afirmou ainda, por meio de nota, que a Escola Villa Lobos será contemplada com a reforma geral do prédio em 2013.
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Demais unidades
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Procuradas pela reportagem do UOL, as secretarias estaduais de educação de Alagoas, Distrito Federal, Maranhão, Rio de Janeiro e Santa Catarina não responderam até a finalização do texto. Também não responderam ao contato do UOL as prefeituras dos municípios de Castelo (ES), Taubaté (SP) e Triunfo (RS) e a assessoria de imprensa do IFSP (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo).
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Fonte: UOL Educação

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Instituições de ensino iniciam corrida para se adaptar à Lei das Cotas

Por Paula Sarapu
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A ansiedade e a angústia típicas de estudantes às vésperas do vestibular tomou conta também de boa parte dos responsáveis pelas universidades federais em Minas. Depois de duas semanas de expectativa, o Ministério da Educação enfim publicou o decreto que regulamenta a Lei das Cotas e deflagrou uma corrida entre representantes das instituições de ensino para se adaptar à nova legislação. O documento confirmou a reserva de 50% das vagas para alunos do ensino público, a entrada em vigor das cotas já no ano que vem – com reserva mínima de 12,5% das vagas – e estabeleceu prazo de 30 dias para que as universidades adaptem seus processos de seleção. Desde ontem, representantes de instituições se reúnem para analisar as regras e alterar editais, mas parte deles já admite ter de reabrir inscrições e já há casos de adiamento das provas.
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Na Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ), as inscrições foram suspensas no dia 25 de setembro. A instituição já adotava políticas afirmativas, reservando 50% das vagas para estudantes que cursaram todo os anos dos ensinos fundamental e médio em escolas públicas, mas ao reorganizar os critérios definidos pelo Ministério da Educação (MEC), as provas – marcadas para o dia 16 de dezembro – deverão ser aplicadas somente no final de janeiro. O prazo de inscrições pode ser reaberto ainda na sexta-feira. “A lei vai atrasar tudo”, afirma o presidente da comissão do vestibular, professor Hewerson Teixeira.
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“Teremos que mexer no edital que já foi publicado. Fora que vamos ter que entrar em contato com quem já se inscreveu e pedir que façam outra vez o cadastro para concorrer. Esperava que o decreto fosse mais detalhado, mas acrescenta pouco à lei”, disse Teixeira. “Nosso maior temor é como conferir os documentos que comprovam renda, porque não sabemos exatamente como isso vai funcionar”, acrescenta. O decreto publicado ontem confirmou que das vagas reservadas ao ensino público metade será destinada a estudantes com renda per capita igual ou inferior a 1,5 salário mínimo. Ao serem aprovados, esses alunos terão que comprovar a renda por diferentes meios para garantir a matrícula. As universidades terão ainda de reservar vagas para negros, pardos e índios obedecendo à proporção deles na população do estado indicada pelo Censo do IBGE. No caso de Minas, o percentual é de 53,6%.
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O pró-reitor adjunto de Graduação da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), Adilson Pereira, diz não ter experiência para conferir essa documentação específica. “O complicador vai ser a aferição da renda. Estamos acostumados a conferir dados acadêmicos, relacionados à escola, e precisaremos que os assistentes sociais da universidade capacitem pessoas para desenvolver essa tarefa”, afirma. “Os alunos devem ter consciência da documentação que precisam apresentar e nós teremos que ter competência para conferir cada documento. Claro que isso pode gerar até atraso na matrícula”, prevê.
Por meio de nota, a Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) informou que vai alterar o edital, já publicado. Quem se cadastrou poderá retificar a inscrição, optando por disputar uma vaga das cotas. A documentação comprobatória, segundo a universidade, só será cobrada na matrícula. A UFTM vai manter o número total de vagas, mas o percentual de livre concorrência será reduzido, uma vez que a instituição reservará 12,5% das vagas a cotistas.
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Sisu
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Representantes de universidades que participam do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) também se preocupam. O ministro Aloizio Mercadante informou ontem que as regras valerão para o sistema. O MEC prometeu oferecer às instituições federais um programa de computador que calcula exatamente a quantidade de vagas reservadas aos cotistas. Bastará que o gestor inclua o número total de vagas em cada curso, por turno, e qual o percentual que vai aplicar este ano, obedecendo o mínimo de 12,5%. “Haverá uma caixa de reserva de vagas por renda e outra para as etnias. O Sisu vai calcular para cada universidade, com nossas informações, e nos mandar a lista de aprovados”, explica Adilson Pereira, da Ufop.
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A nova legislação já provocou atraso na liberação do edital da Universidade Federal de Itajubá (Unifei). O coordenador do processo seletivo, Luiz Cláudio Campos, disse que a instituição tentou se adequar e já definiu percentual para cotas raciais, mas terá que incluir o benefício a alunos que vieram da rede pública e àqueles com renda inferior à definida na lei. “Essa lei está dando um trabalho enorme”, diz. Apesar de o MEC ter definido ontem que a Lei das Cotas trata negros, pardos e índios como um grupo único, na Unifei ainda há dúvidas sobre como reservar vagas. “Seguramos o edital pronto e incluímos a cota racial, porque não tínhamos políticas afirmativas, mas ainda não sabemos se vamos ter que separar vagas para negros, pardos e índios, de acordo com os dados do IBGE, ou se vale um percentual para todo mundo. O departamento jurídico está analisando todos os termos”, disse Luiz Cláudio. A mesma dúvida surgiu na Universidade Federal de Juiz de Fora, onde o pró-reitor de graduação, Eduardo Magrone, disse não ter cotas para índios e não fazer distinção entre negros e pardos. “Teremos que consultar o IBGE para saber qual a porcentagem destinada a essas etnias”. Em entrevista ontem, o ministro Mercadante confirmou que a lei trata negros, pardos e indígenas em conjunto, mas que cada universidade terá liberdade de criar subcota para indígenas, levando em consideração a demanda específica de cada estado.
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Dever de casa para federais.
As cotas
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As cotas sociais estão previstas na Lei Federal nº 12.711, aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada em agosto. A lei prevê a reserva de 50% das vagas em instituições federais de ensino para alunos de escolas públicas, negros, pardos, indígenas e de baixa renda em quatro anos. A aplicação é imediata e vale para as próximas seleções, que darão acesso à universidade em 2013. Neste primeiro ano, o percentual mínimo a ser adotado é de 12,5%.
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Validade do sistema
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A Lei de Cotas Sociais tem validade de 10 anos, a contar da data de publicação. É uma política afirmativa para incluir alunos de escolas públicas, mas temporária. Após esse prazo, uma análise será feita para verificar os resultados da aplicação do modelo.
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Renda
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Do total de vagas destinadas aos alunos de escolas públicas, metade será reservada aos candidatos de famílias com renda per capita inferior ou igual a 1,5 salário mínimo. O decreto e a portaria publicados ontem instituem os documentos necessários para comprovar que o estudante se enquadra nesse perfil.
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Critério étnico.
Para os que desejam ingressar pelo sistema de cotas sociais, a lei prevê autodeclaração para o quesito étnico. Não haverá banca ou qualquer outro método de avaliação.

Critério de renda e currículo escolar
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No ato da inscrição, o candidato vai se autodeclarar de baixa renda e de escola pública. Ao ser aprovado, ele precisará apresentar documentação que comprove essas afirmações. No caso da escola pública, o estudante precisa comprovar que cursou integralmente o ensino médio em instituições públicas, em cursos regulares ou na modalidade de Educação de Jovens e Adultos (EJA). Escolas militares se enquadram no perfil de públicas. Para comprovar a renda, será necessário apresentar contracheques; declaração de Imposto de Renda; carteira de trabalho registrada e atualizada; extrato atualizado da conta vinculada do trabalhador ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS); extratos bancários dos últimos três meses, pelo menos, da pessoa física e jurídicas vinculadas. Há ainda documentação específica para aqueles que praticam atividade rural; aposentados e pensionistas; autônomos e profissionais liberais; entre outros.
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Avaliação

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A lei institui um Comitê de Acompanhamento e Avaliação das Reservas de Vagas nas Instituições Federais de Educação Superior e de Ensino Técnico de Nível Médio para avaliar e acompanhar o andamento dos parâmetros exigidos na norma.
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quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Universidades apostam em cursos voltados para alunos com mais de 60 anos

Por Geórgea Choucair - Estado de Minas
Marinella Castro -    Publicação: 04/10/2012
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'O computador abre os horizontes para o mundo moderno. Os cursos me deram uma atualização', diz José Mário Motta, de 76 anos  ( Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)
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"O computador abre os horizontes para o mundo moderno. Os cursos me deram uma atualização", diz José Mário Motta, de 76 anos
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O vovô e a vovó voltaram para a escola. E eles passaram a ter e-mail e a trocar mensagens e fotos por computador com seus filhos e netos. Na carteira de sala de aula, eles aprendem inglês, espanhol, filosofia, história e psicologia, além de curso de memória, teatro, artes, tai-chi, novas tecnologias, sexologia na terceira idade e canto, entre outros. As universidades privadas, antes focadas em jovens que acabaram de deixar o ensino médio, estão descobrindo um novo e promissor filão: os alunos da chamada melhor idade. Os alegres estudantes grisalhos passaram a dividir o espaço com os jovens nos horários da tarde das escolas, que muitas vezes é ocioso.
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Em Belo Horizonte, Estácio de Sá, Fumec e Uni-BH têm centenas de alunos idosos em seus cursos de extensão, com mensalidades que vão de R$ 80 a R$ 250 por mês. A quinta reportagem da série “Vida nova”, publicada pelo Estado de Minas desde domingo, mostra o mercado da educação para a terceira idade. Na Uni-BH, a Escola da Maturidade foi criada em 2010, com uma turma de 20 alunos, e hoje se divide duas turmas, com 70 estudantes no total. No próximo semestre, a escola se prepara para abrir nova unidade, em Lourdes. São oito matérias curriculares e duas optativas escolhidas a cada seis meses pelos alunos. “Além de melhorar a autoestima dos estudantes, o curso ajuda a estimular o organismo e prevenir doenças”, afirma a psicóloga Ana Paula Dias Ladeira, coordenadora da Escola da Maturidade da instituição.
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O Programa da Maturidade da Faculdade Estácio BH também começou tímido. Em 2004, eram 30 alunos. Hoje são 350. “A terceira idade quer consumir, viajar, ser respeitada”, diz Marlon Wallace Simões, coordenador do curso. Segundo ele, o objetivo da faculdade para quem já se aposentou é reunir conhecimento, cultura e relacionamento. “É um projeto que se sustenta. A terceira idade tem recursos para investir em educação”, afirma. Por semestre, o valor do curso é de aproximadamente R$ 1,2 mil.
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'Aprendo muitas coisas na faculdade e estudo também em casa. O investimento compensa muito', afima Cecy Hazan, 84 anos (MARCOS MICHELIN/EM/D.A PRESS)
"Aprendo muitas coisas na faculdade e estudo também em casa. O investimento compensa muito", afima Cecy Hazan, 84 anos
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O Núcleo de Estudos Escola da Terceira Idade da Fumec já chegou a receber alunos com até 90 anos. “Alguns alunos chegam aqui em processo até meio depressivo, mas logo se soltam. O curso ajuda a melhorar a qualidade de vida, interação e socialização. Os idosos passam a ter uma atividade que é só deles, além de cuidar de neto e da casa”, avalia Rosália Moreira Coenza, coordenadora do curso. Elegantemente vestida, com brincos de pérola, colar, anel e blusa de renda, Cecy Hazan assiste à aula de estética e bem-estar. Ela completou 84 anos e desde janeiro vai à escola. Estuda línguas, faz aulas que abordam de nutrição a história. Mãe de cinco filhos, de quem fez questão de cuidar sem a ajuda de babás, e avó de oito netos, Cecy conta que não consegue ficar parada. “Estou sempre procurando algo para fazer. Por isso decidi estudar. Venho às aulas três vezes por semana e tenho aprendido muito.”
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O e-mail passou a fazer parte da vida de Maria Elizabeth Atheniense, de 70 anos. Ela também conheceu há pouco tempo os benefícios da ioga. Ela acaba de entrar para a Escola da Terceira Idade, na Uni-BH. “Eu me aposentei, mas ainda tinha muita vontade de aprender”, diz. Depois de vender a loja de condimentos no Mercado Central, onde atuou por toda a vida, Maria Aparecida de Oliveira, de 75 anos, decidiu fazer alguma coisa fora de casa. Ela é casada, tem cinco filhos, 13 netos e dois bisnetos. Maria Aparecida conta que acertou em cheio ao voltar a estudar. “Eu fiquei mais extrovertida. A gente já cresce só com o fato de sair de casa, se arrumar e ir para a escola”, afirma.
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INTERCÂMBIO - Ele se aposentou na área de treinamento da Petrobras, é ceramista no tempo livre e, antes de encontrar seu grande amor na juventude, acumulou cultura e conhecimento no seminário. A faculdade que começou a frequentar no ano passado foi ideia da filha, professora universitária. José Francisco Ruchkys, 67 anos, acaba de chegar de intercâmbio de Londres. Ele viajou com a turma da faculdade aprimorar o inglês na Inglaterra. Na viagem, a esposa, que também é aluna da faculdade, aproveitou para comprar produtos como um iPad e iPhone. José Francisco domina bem o computador e no próximo semestre vai investir no curso de novas tecnologias.
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José Mário Motta, de 76 anos, trocou o quadro negro pela cadeira de escola. Ele é advogado criminalista aposentado e foi professor universitário por 23 anos. Agora, faz diversos cursos de extensão nas escolas. “Arranjei uma espécie de lazer”, diz. Ele é um dos poucos homens do curso para idosos da Uni-BH, que tem hoje 67 mulheres e somente três alunos do sexo masculino. A decisão de voltar para a escola aconteceu depois que teve um infarto, em 1998, quando precisou se submeter a duas cirurgias. “Eu pesava 93 quilos e não fazia atividade física. Hoje estou com 65 quilos, faço exercícios diariamente e cavalgo no fim de semana. É por isso que estou bonito e elegante assim”, afirma.
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Fonte: Estado de Minas (MG)