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sexta-feira, 19 de abril de 2013

Menor assassinado na porta da escola

Os moradores do bairro Pedra Branca, em Ribeirão das Neves, na região metropolitana de Belo Horizonte, estão assustados com a violência nos arredores da Escola Estadual Alizon Themoter Costa. Na manhã de ontem, um adolescente de 16 anos foi morto a tiros quando esperava, do lado de fora, o início das aulas. O crime aconteceu por volta das 6h50. Segundo os militares do 40º Batalhão da Polícia Militar (PM), testemunhas disseram ter visto o momento em que um Gol prata, ocupado por três homens, parou próximo da vítima. Em questão de segundos, o menor foi baleado pelo menos três vezes, duas no tórax e uma na cabeça. Os suspeitos fugiram em alta velocidade.
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Por ser o momento de chegada à aula, os disparos provocaram correria entre os alunos e professores da escola. Apesar do susto, ninguém mais foi atingido pelos tiros. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) compareceu ao local e constatou a morte do adolescente.
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Ainda de acordo com a PM, a motivação do crime deverá ser desvendada com as investigações da Polícia Civil. Porém, testemunhas relataram que o adolescente teria sido ameaçado anteriormente. Um morador da região, que pediu para não ser identificado, contou que, no dia anterior, a vítima teria sido alertada que seria morta caso aparecesse na escola.
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Uma outra moradora da região disse que o jovem ouvia música em seu celular quando foi executado. "O telefone ficou caído ao lado do corpo, tocando por um bom tempo funks e músicas evangélicas que ele ouvia", detalhou a mulher.
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Reincidência
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Ainda segundo o relato de moradores da região, esse é o terceiro assassinato de alunos da escola que acontece na região somente nos últimos seis meses. "Mataram um no ano passado e jogaram o corpo no lote atrás da escola. Ele foi encontrado com uma arma na cintura. Há menos de dois meses, um outro adolescente foi morto na esquina de baixo, também em frente à escola", disse um morador.
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Uma mulher, que reside no bairro há 40 anos, disse que o Pedra Branca sempre foi muito tranquilo. "Antes aqui era uma paz, mas depois que fizeram essa escola piorou tudo. O problema é que as pessoas de outros bairros vêm buscar namoradinha, caçar confusão, e a gente que precisa ficar com medo", protestou. Até o fechamento desta edição, ninguém havia sido preso pelo homicídio. Segundo informações da Polícia Militar, o adolescente tinha passagem pela polícia por uso de drogas. "Por enquanto, nada indica que ele tenha relacionamento com o tráfico de drogas", disse o major Aloísio Alves.
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Alunos estão com medo -
O terceiro assassinato nas proximidades da escola deixou os alunos apreensivos. "Nós, que estudamos de manhã, não tínhamos tanto medo porque as outras duas mortes tinham acontecido no período da noite. Mas, agora, aconteceu à luz do dia, não tem como não ficar com medo", disse uma adolescente de 15 anos, que conhecia a vítima. Segundo a estudante, os tiros foram disparados no momento em que ela e outros amigos subiam a rua. "Vi as pessoas correndo. Mas foi uma professora que me contou que um aluno tinha sido morto. Não tem policiamento, deveria ter uma viatura na entrada e na saída da aula. Do contrário, ficaremos sempre com muito medo", disse.
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O comandante da 204ª Companhia Especial de Justinópolis, major Aloísio Alves, disse que as escolas da região contam com uma patrulha escolar. "Vamos intensificar o policiamento na região para trazer mais tranquilidade à comunidade escolar. Temos um ponto de apoio na associação do bairro, próximo dali e faremos uma reunião amanhã (hoje) com a comunidade".
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Apesar de os alunos da manhã terem voltado para casa, a Secretaria de Estado de Educação informou que a escola funcionou normalmente e que a direção estará em diálogo com a PM sobre a intensificação da patrulha escolar. (Fonte: O Tempo - MG)
 

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Tiroteio na porta de escola causa pânico a estudantes

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Um tiroteio na porta de duas escolas no Bairro Pedra Branca, em Ribeirão das Neves, na Grande BH, levou pânico a alunos e funcionários. De acordo com a Polícia Militar, (PM), por volta de 7h – horário da entrada do turno da manhã – três homens passaram de carro e um deles disparou várias vezes contra um adolescente de 16 anos na porta da Escola Estadual Alizon Themoter Costa, que fica na Rua Diamantina. Bem perto de lá também está a Escola Estadual Jalmir Lopes Dias. R.A.F.T. foi morto com um tiro na cabeça e há informações de que estudava em uma das escolas no turno da noite.
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Segundo testemunhas, há cerca de dois meses ocorreu um homicídio na região, também na porta de uma das escolas. De acordo com a PM, a região tem intensa atividade de venda de drogas e o crime pode estar relacionado o tráfico, mas ainda não se sabe se há relação da vítima com o tráfico. O funcionamento na Escola Jalmir Lopes está normal, segundo informações de funcionários. Testemunhas disseram que os alunos da Escola Alizon Themoter foram orientados a voltar para casa.
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Segundo a PM, as testemunhas não conseguiram identificar ao certo o carro em que estavam os suspeitos, mas tudo indica que seja um Gol ou um Fiat Palio prata. De acordo com a polícia, no momento do homicídio havia três ônibus escolares estacionados na rua e o barulho de disparos causou grande correria de estudantes..
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Fonte: Estado de Minas (MG)

sexta-feira, 23 de março de 2012

Uniforme inteligente entrega aluno que cabula aula na Bahia

Pore Natália Cancian (22 de março de 2012)
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Desde o início da semana, alunos da rede municipal de Vitória da Conquista, na Bahia, não vão mais poder cabular aulas. Um "uniforme inteligente" vai contar aos pais se os alunos chegaram à escola --ou "dedurar" se eles não passaram do portão.
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O sistema, baseado em rádio-frequência, funciona por meio de um minichip instalado na camiseta do novo uniforme, que começou a ser distribuído para 20 mil estudantes na segunda-feira. Funciona assim: no momento em que os alunos entram na escola, um sensor instalado na portaria detecta o chip e envia um SMS aos pais avisando sobre a entrada na instituição.
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Se, em 20 minutos após o início da aula, o aluno não passar por lá, o aviso muda de tom e os pais recebem a frase: "Seu filho ainda não chegou na escola".

Divulgação/Prefeitura de Vitória da Conquista
Aluna com novo uniforme de escola municipal em Vitória da Conquista (BA), que avisa pais sobre frequência
Aluna com novo uniforme de escola municipal em Vitória da Conquista (BA),
que avisa pais sobre frequência
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Segundo o secretário municipal de Educação, Coriolano Moraes, a ideia é manter os pais informados sobre a frequência dos alunos.
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"Percebemos que muitos pais deixavam os alunos na escola, mas logo saíam correndo para o trabalho e não viam se eles entravam", afirma. "Depois, quando chamávamos para uma reunião, eles ficavam surpresos com o número de faltas dos filhos."
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Agora, a cada três faltas, os pais vão ser chamados à escola para justificar a ausência. Caso eles não compareçam, a instituição pode avisar o Conselho Tutelar e o Ministério Público. Em uma parte dos uniformes, o equipamento fica escondido no brasão da escola. Em outra, fica na manga, camuflado no meio da frase de Paulo Freire: "A educação não transforma o mundo. A educação muda pessoas. Pessoas transformam o mundo".
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A distribuição, segundo Moraes, tem o objetivo de evitar que os alunos descubram um jeito de burlar o sistema --o que, diz ele, é praticamente "impossível" devido a um sistema de segurança do chip.
Ele também diz que a tecnologia é resistente. "Pode lavar, passar e dobrar", diz.
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Ao todo, o valor investido foi de R$ 1,2 milhão. A estimativa é que o sistema funcione para os primeiros 20 mil alunos em até 15 dias. A metade restante deve ser contemplada até 2013.
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Fonte: Folha de Sâo Paulo

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Ameaças de chacina e bomba em escola deixam cidade em pânico

Por Celso Martins

As cinco escolas de Urucuia, a 720 quilômetros de Belo Horizonte, no Norte do Estado, estão sem aulas desde a última segunda-feira (1º). Os pais não deixam os filhos sair de casa depois que se espalhou pela cidade notícia de que um homem mataria os estudantes e, em seguida, jogaria uma bomba em uma das escolas. A Polícia Militar sabe quem é o autor da ameaça, mas alega que não tem como fazer nada pelo fato de nenhum morador ter formalizado uma queixa.

Com 13 mil habitantes, Urucuia é uma cidade tranquila, onde muita gente ainda dorme com as janelas abertas. Mas, depois do boato, alguns pais evitam deixar as crianças saírem de casa até para brincar na rua. "Os muros estão pichados e a Polícia Militar alega que não tem como prender o homem que ameaça matar nossos filhos", desabafa a vendedora Joana de Medeiros de Castro, de 28 anos, moradora de Urucuia. Na Escola Estadual Antônio Esteves dos Santos, com 1.085 alunos, a maior da cidade, os professores e funcionários estão indo trabalhar, mas passam o dia com as janelas fechadas e as portas trancadas. Uma professora, que não quis ser identificada, afirma que se o suspeito de fazer as ameaças não for preso, as aulas não serão retomadas por falta de aluno.

No muro da Escola Municipal Luiz Ribeiro Mendes, no Centro de Urucuia, foi pichado "Comando Vermelho", deixando as pessoas ainda mais em pânico. Uma psicóloga do Hospital Municipal de Urucuia, que não teve seu nome divulgado, pediu à Polícia Militar que pegasse à força o homem que estava fazendo as ameaças, mas o comando da corporação recusou, alegando que seria abuso de poder.

O sargento Rossine Freitas Santos, que comanda o policiamento em Urucuia, confirmou o clima de pânico na cidade. Mas, por causa do medo de represália ninguém aceitou registrar ocorrência. "A Polícia Militar já revistou a casa do suspeito várias vezes, mas nada foi encontrado. Não temos como agir com base em boatos", explica o sargento. O militar informou que algumas lideranças vão procurar o Ministério Público ainda nesta quinta-feira para pedir providências. "Toda vez que o suspeito anda pelas ruas o celular de plantão da polícia e o telefone 190 começam a ser acionados pelos pais assustados", diz.

Conhecido por Dênis, o autor das supostas ameaças nega as denúncias e informa aos policiais que vai processar quem está espalhando os boatos.

No dia 7 de abril deste ano, um homem armado matou 11 crianças na Escola Municipal Tasso da Silveira, no Realengo, Zona Oeste do Rio de Janeiro.
Fonte: Hoje em Dia (MG)