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sexta-feira, 23 de outubro de 2015

A justiça é branca e rica

 
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No dia 15 de outubro Juliana Cristina da Silva, de 28 anos, responsável pelo atropelamento de dois operários que pintavam uma ciclo-faixa, foi libertada da prisão onde estava desde o dia do acidente, 18 último, para responder ao processo em liberdade.
 
Juliana terá de pagar um fiança de 20 salários mínimos, o equivalente a 15 mil reais, e comparecer ao fórum a cada dois meses. Foi comprovado que Juliana estava embriagada no momento do acidente.
 
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José Airton de Andrade e Raimundo Barbosa dos Santos morreram vítimas do atropelamento. O primeiro deixa dois filhos e o segundo, quatro. Além de atropelar e matar os dois homens, Juliana fugiu do local do acidente e chegou a percorrer cerca de 3 quilômetros antes de ser parada pela polícia. E Juliana responderá em liberdade.
 
Dina Alves, advogada e ativista, concluiu uma pesquisa de mestrado nesse ano na PUC São Paulo, na qual analisou o modo pelo qual rés negras são tratadas pelo judiciário. A pesquisa Rés negras, Judiciário branco: uma análise da interseccionalidade de gênero, raça e classe na produção da punição em uma prisão paulistana, tinha o objetivo de oferecer uma análise interseccional de gênero, raça e classe sobre a distribuição desigual da punição no sistema de justiça criminal paulista e aprofundar a relação entre a feminização da pobreza e feminização da punição.
 
“A análise interseccional oferece possibilidades de descentralizar (ou complexar) os estudos sobre as prisões que têm privilegiado a perspectiva de classe social em detrimento de uma abordagem mais ampla e condizente com a realidade racial brasileira”, diz Dina.
 
“Embora as mulheres presas tenham sido objeto de crescente interesse entre pesquisadores do sistema penitenciário nacional, as mulheres negras não aparecem em suas discussões, ainda que constituam o principal grupo de presas no país. Alguns trabalhos têm mostrado que as mulheres, de modo geral, possuem uma vulnerabilidade específica, marcada por sua condição de gênero em uma sociedade estruturada a partir de desigualdades entre homens e mulheres", prossegue.
 
"Apesar de tais estudos ajudarem a entender a dimensão de gênero nas prisões – uma vez que elas têm o mérito de des-masculinizar as narrativas sobre o universo prisional - eles têm se revelado insuficientes no que diz respeito à especificidade da mulher negra”, conclui.
 
Para tal, Dina entrevistou algumas rés negras para que falassem de suas situações e eventuais violências sofridas e as histórias demonstram a parcialidade da justiça brasileira. Dina não colocou os nomes verdadeiros das mulheres, segundo ela o uso do nome fictício foi político “para preservar a imagem da entrevistada e para romper com a lógica burocrática que a reduziu a números, tanto nos seus prontuários que tive acesso, quantos nos processos criminais”. Dessas, se destaca a história de Joana.
 
“Eu peguei sete anos de novo e tou aqui com minha filha, e agora ela teve um bebê, meu neto. Quando fui presa, trabalhava como carroceira e morava nas ruas, embaixo do viaduto do Glicério. Eu tava na cracolândia e o policial me levou. Eu engoli três pedras de crack pra não ser presa. Já perdi as contas de quantas vezes vim pra cá. A primeira vez foi com 17 anos quando fui para a Febem, e hoje tenho 49 anos. Já vivi mais aqui do que lá fora. O que eu quero hoje é poder ficar com minha filha mais perto e meu neto. O pai do menino a polícia matou e eles querem levar meu neto para a adoção, mas eu não vou deixar. Já falei com a Pastoral”, relata uma entrevista realizada em 5 de outubro de 2014.
 
Sobre Joana, Dina diz: “Nos meus encontros com Joana percebi a figura de uma mulher negra, carroceira, sem dentes, obesa e dependente de drogas. A experiência de Joana como usuária e vendedora de drogas na Cracolândia ajuda a entender o que a socióloga norte-americana Julia Sudbury chama de “feminização da pobreza”.
 
Cada vez mais marginalizadas do acesso às esferas de produção de consumo e direitos de cidadania, mulheres negras, como Joana, figuram na economia ilegal do tráfico de drogas como vendedoras, mulas ou simplesmente consumidoras. Joana tem uma história de uso de drogas que tem tudo a ver com o processo de racismo e feminização da pobreza no Brasil.
 
Sua história de aprisionamento começou aos 11 anos de idade quando viveu entre as ruas e abrigos do Estado. Foi apreendida aos 17 anos de idade na atual Fundação Casa (FEBEM) e hoje cumpre pena na penitenciaria Feminina de Santana com sua filha e seu neto recém-nascido. Entre a prisão e as ruas, Joana tem a vida marcada por um assalto patriarcal ao seu corpo que pode ser visto em sua aparência doentia e envelhecida, embora possua apenas 49 anos de idade”.
 
Joana não teve a mesma sorte de Juliana. Joana é negra, pobre e desde muito cedo sofre com a omissão do Estado. Juliana é branca e rica e, mesmo tendo matado duas pessoas, é beneficiada pela ação do Estado que concede privilégios ao grupo branco por conta do racismo estrutural. Joana, aos 49 anos seguirá encarcerada e sem oportunidades.
 
Juliana, após tirar a vida de dois trabalhadores por dirigir alcoolizada, o que também configura crime, vai passar o natal com a família porque na lógica desigual racista, foi só uma moça de bem que cometeu um erro.
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quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Professor obrigado a aprovar aluno receberá R$ 10 mil por danos morais

O TRT- 3ª Região (Tribunal Regional do Trabalho de Minas Gerais) condenou uma instituição de ensino de Belo Horizonte a indenizar um ex-professor por danos morais em R$ 10 mil por considerar que o docente foi obrigado pela instituição de ensino a aprovar aluno que não teria obtido nota satisfatória na disciplina ministrada por ele.
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O professor alega que, em 2009, ministrava o curso de Gestão Financeira e Tributária em instituição de ensino tecnológico ligada à CDL-BH (Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte) e teria sido forçado pelos coordenadores a mudar a nota de um estudante.
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Diante da sua negativa, eles teriam modificado o conceito (nota) dado ao aluno que, assim, colou grau. O professor ainda afirmou que se sentiu "constrangido e desrespeitado" por também ter sido preterido na cerimônia de colação de grau da turma na qual seria homenageado. De acordo com a assessoria de imprensa do tribunal, a juíza substituta Gilmara Delourdes Peixoto de Melo, da 40ª Vara do Trabalho de Belo Horizonte, apurou que a unidade de ensino "invalidou as prerrogativas" do professor "suplantando sua autoridade e o constrangendo a aprovar um aluno que havia sido reprovado".
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A magistrada ainda disse ter verificado que o "conceito B" (que permitiu a aprovação do aluno) havia sido inserido no diário de classe eletrônico, a partir de avaliação dada pelos coordenadores, o que "não encontra qualquer amparo nos estatutos da ré". Ainda conforme a magistrada, o setor tinha apenas a prerrogativa de avaliar pedido de concessão de nova oportunidade para exame, cujo resultado teria que passar pelo crivo do professor.
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"O reclamante teve sua autoridade esvaziada pela instituição, que, a despeito das considerações do mesmo, aprovou o aluno, esquivando-se de submeter ao professor da disciplina a avaliação do exame suplementar, lançado no Diário de Classe por outrem", registrou a juíza.
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Conforme informações repassadas pelo tribunal, a instituição ainda reteve o convite de formatura da turma de formandos, que havia escolhido o reclamante como homenageado.
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"Para a juíza, ficou claro o assédio mediante adoção de método de isolamento social, o qual busca retirar a credibilidade da vítima em seu ambiente de trabalho", trouxe nota do órgão.
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Outro lado
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A assessoria da CDL-BH (Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte) informou que a instituição não iria se pronunciar sobre o assunto.
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sábado, 16 de junho de 2012

Justiça concede alvará de soltura aos estudantes da Unifesp

Foi concedido o alvará de soltura para os estudantes da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) pela Justiça Federal de Guarulhos nesta sexta-feira (15). Eles foram detidos na quinta-feira (14), após protesto no campus de Guarulhos. A decisão da 1° Vara da Justiça Federal de Guarulhos atende aos 22 estudantes.
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Os estudantes passaram por exame de corpo delito dentro da sede da Polícia Federal e, após o recebimento do alvará, devem ser liberados. Eles foram presos após a Polícia Militar conter uma manifestação que acontecia no campus de Guarulhos. Houve confronto e a polícia usou balas de borracha e bombas de gás contra os universitários.
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Segundo o advogado Pedro Yokoi, que defende os estudantes, eles foram detidos, com variações entre cada caso, sob as acusações de formação de quadrilha, constrangimento ilegal e dano ao patrimônio público. Por meio de nota, a PM justificou que foi acionada “a fim de garantir a segurança de professores, que foram encurralados no prédio da faculdade por alunos que se manifestavam contra supostos problemas de infraestrutura da instituição”. Também por meio de nota, a Reitoria da Unifesp acusou os alunos de cometerem excessos, com depredações e gritos de ocupação. O movimento estudantil atribuiu os estragos na universidade à ação policial.
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Durante todo o dia um grupo de estudantes esteve na porta da superintendência para protestar contra as prisões. O advogado disse ainda que os alunos só não foram transferidos para um centro de detenção provisória (CDP) devido ao sucesso nas negociações com a diretoria da PF. “Ficar em um CDP é uma situação constrangedora para pessoas que não são criminosas”, disse.
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Fonte: O Tempo - COM AGÊNCIA BRASIL.
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segunda-feira, 30 de abril de 2012

Jusiça condena jovens em bullying


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Em 2011, a Justiça recebeu seis denúncias do tipo. Em duas delas, jovens foram condenados a prestar serviços comunitários. Os outros quatro estão em andamento na Promotoria de Infância
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"Você escolheu apanhar." "Toma cuidado ao andar em 'Higi'." As frases foram escritas por jovens de 12 a 15 anos e extraídas de mensagens em celulares ou murais de redes sociais como o Twitter.
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Mas também constam de uma representação por ato infracional em andamento numa das varas de Infância e Juventude da capital, apresentada pela mãe de uma adolescente de 14 anos que diz ter sido alvo de ofensas e ameaças feitas pelas colegas.
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Casos de bullying -seja virtual como este ou os em que ataques são feitos pessoalmente- têm chegado à Justiça e resultado na condenação de adolescentes.
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Em 2011, a Justiça recebeu seis denúncias do tipo. Em duas delas, jovens foram condenados a prestar serviços comunitários. Os outros quatro estão em andamento na Promotoria de Infância.
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Fonte: Folha de S.Paulo (SP)

sábado, 20 de agosto de 2011

Professora demitida é reintegrada, e escola, condenada por danos morais

Sinpro em Movimento
 
O Colégio Marista Dom Silvério foi obrigado pela Justiça do Trabalho a reintegrar a professora Jacqueline Cavaca Soares Pontes, demitida em 1o. de abril deste ano, após participar da greve da categoria.

A juíza Maria Irene Silva de Castro Coelho, da 2ª Vara do Trabalho de Belo Horizonte, julgou procedente a ação movida pelo Sinpro Minas a favor da professora. A sentença, publicada em 12 de agosto, determinou a reintegração em 48 horas, o que foi cumprida pela instituição de ensino na manhã desta terça-feira (16/8), quando a docente retornou à sala de aula.

A escola também foi condenada a pagar à docente uma indenização de R$ 50 mil por danos morais pela dispensa em decorrência da greve da categoria, além de valores relativos às diferenças salariais e demais direitos trabalhistas. A instituição de ensino ainda pode recorrer da decisão.
Na época da demissão, o Sinpro Minas, juntamente com pais e alunos do Colégio Marista, participou de protesto na porta da escola e divulgou uma nota de repúdio às demissões, que tiveram o objetivo de intimidar futuras adesões ao movimento grevista, afrontando o direito de livre organização dos trabalhadores.

Para o sindicato, a decisão é mais uma vitória dos professores na campanha reivindicatória deste ano. “Isso demonstra que as escolas têm de respeitar o direito legítimo de organização e greve dos trabalhadores, e continuaremos atentos e não mediremos esforços para preservar os direitos e conquistas da categoria”, destaca Gilson Reis, presidente do Sinpro Minas.   O sindicato também encaminhou denúncia ao Ministério Público do Trabalho (MPT), que convocou a direção do Marista para prestar esclarecimentos. O processo da professora Márcia Cristina Braga, também demitida pela instituição de ensino após a greve e assediada moralmente pela direção do Colégio, tramita em segredo de Justiça.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

O piso salarial dos professores


Sind-UTE/MG protocola mais de 1.700 ações no Tribunal de Justiça cobrando o pagamento do piso salarial

PRISCILA COLEN

Os trabalhadores da educação, coordenados pelo Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE/MG), já ajuizaram 1.723 ações junto ao Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais (TJMG), cobrando o pagamento do Piso Salarial Profissional Nacional (PSPN). Segundo informou o Sind-UTE, as ações estão sendo protocoladas sistematicamente.

O objetivo é questionar, juridicamente, o Governo de Minas Gerais. Atualmente, o piso em Minas é de R$ 369, valor que, de acordo com pesquisa da Confederação Nacional dos Trabalhadores, é o pior entre os 27 estados brasileiros. O sindicato cobra o valor de R$ 1597 para uma jornada de 24 horas, valor do piso segundo a lei de número 11.738. Os trabalhadores já estão em greve desde 8 de junho. A interrupção das atividades é uma resposta ao Governo do Estado que oferece péssimas condições de trabalho ao funcionalismo público. Uma nova assembleia será realizada em 03 de agosto para decidir os rumos do movimento.

Fonte: O Tempo (MG)

sábado, 11 de junho de 2011

Frente parlamentar lança site para educar sobre o bullying

No endereço www.todoscontraobulliying.com.br, estão à disposição do público a íntegra dos projetos de lei relacionados ao bullying, além de artigos sobre o tema

A Frente Parlamentar Mista de Combate ao Bullying e Outras Formas de Violências, criada na quarta-feira, lançou um site onde estão reunidos todos os projetos de lei relacionados ao bullying, permitindo ao cidadão acompanhar o andamento das ações. No endereço www.todoscontraobulliying.com.br, estão à disposição do público a íntegra dos projetos, além de artigos sobre o tema e a lista de deputados e senadores integrantes da frente. As informações são da Agência Câmara.

O objetivo da frente é conscientizar a sociedade sobre o significado do termo bullying e fiscalizar os programas e políticas governamentais direcionados ao enfrentamento do problema. Cada Estado deverá contar com um coordenador regional que será indicado pela mesa de diretores. O deputado Roberto de Lucena (PV-SP), presidente da nova entidade, disse que os parlamentares esperam concretizar as iniciativas em tramitação. "Nós vamos trazer essas iniciativas para um só fórum. Vamos procurar potencializá-las e promover uma grande campanha nacional", afirmou.

Fonte: Terra

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Levantamento inédito revela que mais de 28 mil menores infratores cumprem medidas socioeducativas no Brasil


Por Juliana Castro

RIO - Um levantamento inédito do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) revela o perfil dos 28.467 menores infratores com processos ativos que cumprem atualmente medidas socioeducativas no Brasil. Deste total, 4.546 são internos em estabelecimentos educacionais, 1.656 cumprem internação provisória e 8.676 estão em liberdade assistida. Os dados fazem parte do Cadastro Nacional de Crianças e Adolescentes em Conflito com a Lei (CNCA), criado em fevereiro de 2009 e atualizado por juízes das varas da infância e juventude em todo o país. Antes, não havia em funcionamento nenhum sistema com informações unificadas.

Mais de 90% dos jovens (25.802) que cumprem medidas educativas são do sexo masculino, contra 2.665 do sexo feminino. Como se trata de um cadastro recente, ainda deve passar por aprimoramentos a fim de fornecer dados mais precisos. A cor dos adolescentes, por exemplo, não foi informada em 13.483 dos casos. Sabe-se que os jovens de cor branca são 4.967 e os negros, 2.101. Os pardos totalizam 7.774 e os indígenas, 47.

Desde que o sistema foi criado, 86.696 adolescentes foram cadastrados. O total de processos chega a 112.673, levando-se em consideração que um mesmo jovem pode ter cometido mais de um ato infracional. Atualmente, existem 80.490 processos ativos e 4.796 foram extintos porque o menor cumpriu a medida estabelecida. Outros 900 deixaram de existir porque foram prescritos.

Mais de nove mil menores cumprem serviços comunitários

Já foram extintos 1.259 processos porque o jovem cumpriu mais de 21 anos. Segundo a lei, o tempo máximo de internação para um menor é de três anos. Há cada seis meses, há uma reavaliação da medida sócio-educativa estabelecida ao jovem.

- Agora, o juiz faz uma pesquisa e vê se o adolescente em questão já praticou algum outro ato infracional . Antes, se o jovem tivesse praticado um ato infracional no Rio Grande do Sul e se mudasse para o Rio de Janeiro, por exemplo, ninguém no estado saberia o histórico dele. Se tivesse um outro problema no Rio, ficaria como se fosse o primeiro - disse o juiz auxiliar da CNJ Nicolau Lupianhes.

Com o cadastro é possível quantificar quantos menores cumprem cada medida educativa. Do total, 992 levaram uma advertência do juiz. Mais de 300 foram incluídos em programa oficial ou comunitário de auxílio, orientação e tratamento contra o uso de álcool e drogas, cerca de 200 foram obrigados a reparar o dano feito e foi requisitado tratamento médico, psicológico ou psiquiátrico, em regime hospitalar ou ambulatorial, em 342 casos. A maioria (9.111), no entanto, foi obrigada a prestar serviços à comunidade .

Grupo percorre unidades de internação e recebe relatos de violência

Além de ser responsável pelo cadastro, o CNJ conta com um programa - o Justiça ao Jovem - que percorre desde junho do ano passado as unidades onde os jovens cumprem medidas socioeducativas. Já foram visitados 26 estados e o Distrito Federal. São Paulo foi deixado propositalmente por último, já que concentra quase metade das quase 250 unidades do Brasil. As equipes que percorrem as unidades são formadas por um juiz - que nunca é do estado que está sendo inspecionado -, servidores de cartório e técnicos. Nas andanças, o CNJ recebeu relatos de violência e, em pelo menos três estados, as evidências dos maus tratos são mais concretas:

- Em Santa Catarina e Pará, por exemplo, a violência era quase que institucionalizada - disse um dos coordenadores do programa Justiça ao Jovem, o juiz auxiliar Reinaldo Cintra.

Nas inspeções, também foram encontrados estabelecimentos em situação preocupante.

- Causou muita preocupação o estado de Pernambuco, pela falta de vagas. Há quase o dobro de adolescentes custodiados em relação ao número de vagas - disse Cintra, que completou:

- Cada estado tem uma situação própria. Em muitos, os jovens ficam em locais úmidos, sem qualquer salubridade. O despreparo é bem característico.

Em cada unidade que visita, o grupo ouve a direção e 10% dos jovens do estabelecimento. Além disso, os processos também são checados, porque as formas como os juízes executam cada um deles varia de local para local. O juiz que comandou a visita produz um relatório, envia aos coordenadores no CNJ que, por sua vez, fazem um resumo para ser apresentado ao presidente do órgão, Cezar Peluso. O texto também é levado ao plenário do conselho. Caso as medidas sugeridas para acabar com os problemas sejam aprovadas, o governador, o Tribunal de Justiça, entre outros órgãos dos estados, recebem as sugestões para colocá-las em práticas. Entre estas sugestões estão o fechamento de unidades, a contratação e a capacitação de funcionários.

Caso os estados não apresentem melhoras, o relatório do CNJ pode servir de base para o Ministério Público entrar com ações judiciais a fim de melhorar o sistema.


Fonte: Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/pais/mat/2011/06/06/levantamento-inedito-revela-que-mais-de-28-mil-menores-infratores-cumprem-medidas-socioeducativas-no-brasil-924619192.asp#ixzz1OVltbDD2
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quinta-feira, 2 de junho de 2011

Estudante de BH recebe indenização de R$ 15 mil por perfil falso criado no Orkut

02/06/2011

Por TABATA MARTINS


Um estudante de Belo Horizonte vai receber uma indenização por danos morais no valor de R$ 15 mil por ter tido um perfil falso criado no site de relacionamento Orkut. A decisão é da 16ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). A indenização será paga pela Google Brasil Internet Ltda, já que o perfil tinha caráter ofensivo ao estudante e foi criado sem a autorização dele. Em janeiro de 2010, por intermédio de colegas e familiares, o estudante ficou sabendo da existência do perfil. Conforme a vítima, a conta estava sendo usada para o envio de diversos convites para outros participantes do site, a fim de partilhar um conteúdo bastante ofensivo.

No processo, o estudante afirmou que na descrição do suposto perfil aparecia o seguinte texto: “quem sou eu: um canalha, sem caráter que engana vítimas se passando por um cara bacana e apaixonado, mas eu não presto. Não traio a idiota ..., pois terminamos em novembro e eu já arrumei outra idiota (Daniela) pra poder trair e brincar com os sentimentos. Não fico solteiro uma semana! Minto e ludibrio as pessoas ao meu redor. Cuidado, eu vou enganar mesmo, nunca fico solteiro e emendo um namoro em outro, mas sou bom no que faço, você nem desconfiará que namoro. É difícil as pessoas desconfiarem de mim, e até você gata, mesmo sabendo de tudo isso, ainda vai dar mole para mim”.

Ainda durante a ação, o estudante ressaltou que não era usuário do Orkut e que, ao tomar conhecimento do fato, tentou com a Google o cancelamento da exibição da página, mas não conseguiu. Já a Google, alegou que não era possível o controle preventivo de conteúdo inserido no Orkut e que o fato não configura responsabilidade civil, já que a prestação de serviço não é perigosa ou insegura. Com a posição da empresa, o falso perfil ficou acessível no Orkut de meados de janeiro de 2010 até 19 de março de 2010. Desta forma, foi ajuizada uma ação judicial, em que foi deferido o pedido de tutela antecipada determinando a exclusão do perfil atribuído ao estudante, no prazo de 48 horas. O juiz da 7ª Vara Cível de Belo Horizonte, Ricardo Torres Oliveira, entendeu que houve danos morais e fixou a indenização em R$ 15 mil. No entanto, a Google recorreu da decisão, mas o relator do recurso, desembargador José Marcos Vieira, confirmou o valor da indenização. De acordo com o desembargador, não é razoável deixar a sociedade desamparada frente à prática, cada vez mais corriqueira, de se utilizar comunidades virtuais como artifício para a consecução de atividades ilegais.

Fonte: http://www.otempo.com.br/noticias/ultimas/?IdNoticia=120505

sexta-feira, 1 de abril de 2011

SP: adolescente de 14 anos anos é amarrado em árvore em caso de bullying


SÃO PAULO - O Conselho Tutelar de Santa Bárbara d'Oeste, cidade a 135 quilômetros de São Paulo, investiga o caso de um adolescente de 14 anos que aparece em vídeos do Youtube amarrado a uma árvore e gritando, pedindo por socorro. A denúncia chegou por um email, recebido na quarta-feira pelos conselheiros da cidade. O menor foi localizado e confirmou o caso de bullying.

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Pelo menos dez adolescentes, com idades entre 11 e 17 anos, são suspeitos de atacar o estudante, que relatou que as agressões eram constantes. O conselheiro Robério Xavier Bonfim conta que os agressores foram identificados e chamados no Conselho Tutelar, onde compareceram acompanhados dos pais e negaram a autoria dos vídeos.

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- Eles não revelam quem fez as publicações, mas os pais dos menores se comprometeram que os vídeos seriam retirados do ar e de fato foram deletados algumas horas depois da conversa no Conselho - conta Bonfim. O menor vítima de bullying estudava na mesma escola dos agressores, a Escola Estadual Jorge Calil Assad Sallim. Depois do início das investigações do Conselho Tutelar, o menor foi transferido de escola, para evitar que novas agressões pudessem acontecer.

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As informações levantadas pelo Conselho Tutelar foram encaminhadas para a Delegacia de Defesa da Mulher da cidade, onde foi registrado um boletim de ocorrência na semana passada. Paralelamente às investigações da Polícia Civil, devem correr as apurações do Ministério Público de Santa Bárbara d'Oeste, que deve receber até o fim da tarde desta sexta-feira os documentos e informações levantadas pelo Conselho Tutelar. A promotora da Infância e da Juventude, Daniela Reis Pastorello, vai assumir as investigações do caso. O Conselho Tutelar explica que os dois órgãos foram acionados para agilizar as investigações sobre os ataques publicados na internet.

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Fonte: O Globo on line

NOTÍCIAS...

Colégio terá que indenizar em R$ 35 mil família de aluna que sofreu bullying

RIO - A Justiça do Rio condenou o Colégio Nossa Senhora da Piedade, no Encantado, Zona Norte do Rio, a pagar uma indenização de R$ 35 mil, por danos morais, à família de uma ex-aluna que sofreu bullying de outros companheiros de escola. Segundo relato dos pais da aluna, Ellen Bionconi e Rubens Affonso, a filha, na época com 7 anos, sofria agressões físicas e verbais desde o início das aulas, em março de 2003. A vítima foi espetada na cabeça por um lápis, arrastada, sofreu arranhões, socos, chutes, gritos no ouvido, palavrões e xingamentos.

Devido ao bullying que sofreu, a criança ficou com fobia de ir à escola, passou a ter insônia, terror noturno e sintomas psicossomáticos, como enxaqueca e dores abdominais. A criança teve que se submeter a tratamento com antidepressivos e, no fim do ano letivo de 2003, mudou de escola.

Colégio recorre da sentença

Em sua defesa, o colégio alegou ter tomado todas as medidas pedagógicas possíveis, mas não afastou os alunos que provocavam o bullying. Eles eram acompanhados por psicólogos, e seus responsáveis foram chamados ao colégio. Documentos comprovaram que não apenas essa criança era vítima de bullying na instituição de ensino, que recebeu reclamações de outros pais. . Um dos advogados do colégio, Danilo Saramago Sahione de Araújo, afirmou ter recorrido da sentença no Tribunal de Justiça (TJ) do Rio. Segundo ele, enquanto houver possibilidade de recursos, não vai se pronunciar sobre o caso. Por meio de nota, a 13ª Câmara Cível do TJ informou que a responsabilidade de resguardar a criança era da escola, "pois, na ausência dos pais, a mesma detém o dever de manutenção da integridade física e psíquica de seus alunos".

Fonte: O Globo on line

quinta-feira, 17 de março de 2011

NOTÍCIAS...

Pais terão de indenizar ex-diretora de escola

17 mar. 2011

Alunos criaram uma comunidade no Orkut com ofensas à educadora, que processou as famílias

Um grupo de pais de alunos e ex-alunos do Colégio da Providência, em Laranjeiras, foi condenado pelo Tribunal de Justiça a indenizar a educadora Maria Margarete Gomes por danos morais no valor de R$18 mil. Conhecida como Irmã Margarete, a vítima era diretora da instituição quando um grupo de alunos criou uma comunidade no Orkut chamada "Eu odeio a irmã Margarete".

Segundo o TJ, no site eram proferidas ofensas verbais e palavras de baixo calão à educadora, fazendo-a se sentir humilhada e exposta a situação vexatória. Segundo os pais, a ex-diretora causava constrangimentos aos alunos, motivo que os teria levado a criar a "comunidade", para desabafar. Eles defenderam seus filhos, alegando que estes não possuíam experiência de vida suficiente, e que apenas queriam "estar na moda".

Para o desembargador Cléber Ghelfenstein, da 14ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio, a internet é um espaço de liberdade, o que não significa que seja um território sem lei, sendo cada pessoa responsabilizada pelo que publicar. Além disso, segundo ele, o episódio deixa claro a culpa dos alunos e ex-alunos nas agressões à irmã, não importando se só criaram a "comunidade" ou proferiram xingamentos, pois a intenção foi denegrir a imagem da mesma.

"A situação retrata a fútil mentalidade de alguns jovens de nossa sociedade, desprovidos de uma EDUCAÇÃO baseada no respeito ao próximo", concluiu o magistrado.

Fonte: O Globo (RJ)

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Alunos punidos ilegalmente

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Apesar da Lei 9.870, de 1999, determinar que "são proibidas a suspensão de provas escolares, a retenção de documentos escolares ou a aplicação de quaisquer outras penalidades pedagógicas por motivo de inadimplemento", o Procon-JF continua registrando reclamações contra instituições de ensino. "O mais grave é o problema continuar acontecendo, mesmo depois de mais de uma década de criação da lei", ressalta o superintendente do órgão, Eduardo Schröder. Apesar de não ter fornecido números, ele revela que o maior número de ocorrências se refere à retenção de documentos do aluno.

Este foi o caso da promotora de eventos Simone Araújo Baldutti, que não conseguiu obter o histórico escolar do filho, requerido pela escola pública para onde foi transferido no ano passado. "Quis negociar a dívida, tentando parcelá-la, mas eles disseram que só entregariam o pagamento se eu pagasse tudo que devia." Simone conta que teve muitos problemas para matricular o filho em outra instituição, e que até hoje não obteve o histórico escolar. "Meu filho perdeu quase um mês de aulas. Além disso, passei por muito constrangimento, pois a escola se recusava a me atender e mandava algum funcionário dizer na frente de outras pessoas que era porque eu estava em débito."

Uma pedagoga que preferiu não se identificar passou por problema semelhante. A faculdade onde estudou se recusou a emitir uma certidão de conclusão de curso porque ela devia algumas mensalidades. "Já sabia desta lei e fui direto ao Procon. Depois de um ano e dois meses, consegui o documento através de uma liminar." Ela conta que vários colegas de turma enfrentaram o mesmo transtorno. "De uma turma de 40 alunos, pelo menos uns 13 passaram por isso". A instituição se recusou a negociar o débito, dizendo que só liberaria o certificado mediante pagamento à vista. "Com isso, perdi umas três propostas de emprego. E o que eles não viam é que quanto mais eu demorasse a conseguir um emprego, mais tempo a dívida ficaria em aberto." A pedagoga relata ainda, que soube de transtornos parecidos com alunos que foram proibidos de fazer provas, participar de cerimônias de colação de grau ou receber seus diplomas.

Para Schröder, a infração ainda acontece porque muitos consumidores não têm conhecimento da lei. "Além disso, é um caso em que muitos preferem se calar. Não ter acesso a documentos ou procedimentos por falta de pagamento é uma situação constrangedora." Ele alerta que qualquer pessoa que se sentir lesada por uma instituição de ensino por estar inadimplente deve procurar o Procon. "Não estamos defendendo a inadimplência de forma alguma. A lei preza por um bem maior, a educação de um cidadão, que em momento nenhum pode ser prejudicada ou interrompida. A escola deve procurar os meios legais para receber o pagamento, jamais tentar obtê-lo por coerção." O Sindicato das Escolas Particulares de Minas Gerais (Sinepe/Sudeste) foi procurado pela Tribuna, mas até o fechamento desta edição, não se posicionou sobre o assunto.

Fonte: Tribuna de Minas - JF - http://www.tribunademinas.com.br/economia/eco10.php

domingo, 13 de fevereiro de 2011

O PERFIL DO TRÁFICO "MENOR"

OBS.: Clique na figura para vê-la maior

Fonte: O Estado de Minas

Envolvimento de menores no tráfico explode nos últimos cinco anos, diz estudo

Por Ernesto Braga - Publicação: 13/02/2011
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Menor é apreendido por envolvimento com traficantes
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Aos 17 anos, H., desde pequeno criado pela avó numa casa humilde do Bairro Serra Verde, na Região de Venda Nova, acumula duas passagens pelo Centro Integrado de Atendimento ao Adolescente Autor de Ato Infracional de Belo Horizonte (CIA-BH). Em 2009, foi surpreendido pela Polícia Militar fumando maconha. Na semana passada, foi apreendido novamente, desta vez vendendo crack, com um traficante de 22 anos. “Entrei na pilha dos amigos, achando que ia conseguir ganhar dinheiro fácil para comprar roupa, chinelo, essas coisas. Tentei dispensar as pedras quando a polícia chegou, mas não teve jeito. Acabei caindo”, diz o menor, que nunca trabalhou e não conseguiu passar da 8ª série do ensino fundamental. Ele tem o perfil da maioria dos atendidos no CIA-BH, que há seis anos acompanha a tendência de migração dos menores dos crimes violentos, como homicídios e estupros, para o tráfico e uso de drogas. Estatísticas do Setor de Pesquisa Infracional (Sepi) da Vara de Atos Infracionais da Infância e da Juventude de BH mostram que, em 2005, 485 adolescentes foram apreendidos na capital por tráfico e 347 por uso de entorpecentes, totalizando 832 casos. Em 2009, as apreensões por uso saltaram para 1.908 e por tráfico, para 1.868, somando 3.776 ocorrências – aumento de 350%.

O CIA-BH não concluiu a tabulação dos dados de 2010, mas números parciais, de janeiro a setembro, mostram que 1.741 adolescentes foram apreendidos por tráfico e 1.107 por uso de drogas, total de 2.848 registros. A média do ano passado é de 10,4 apreensões por dia, superando a de 2009, de 10,3. Já o envolvimento dos menores na criminalidade violenta vem diminuindo. Em 2005, eles foram apontados como autores de 145 assassinatos na capital. Em 2009 responderam por 43 homicídios, queda de 70,3%. Embora bem menos expressiva, também houve redução nos roubos, de 984 para 846 (14%).

Saiba mais...
Jovens entram na venda de drogas para susentar vício À frente da Vara de Atos Infracionais de BH desde 2005, a juíza Valéria da Silva Rodrigues afirma que a migração dos menores dos crimes violentos para o tráfico de drogas se deve a vários fatores. O principal, ressalta, foi a integração entre as forças policiais, o Judiciário e o Ministério Público, que nos últimos anos resultou na prisão de muitos traficantes. Com isso, segundo a magistrada, os menores tiveram que substituí-los no comando dos pontos de venda de drogas da capital, embora continuem recebendo ordens dos chefes. “A mentalidade do adolescente é completamente diferente. Tanto que eles começaram a brigar e a subdividir as gangues por ruas. Os traficantes, mesmo presos, estão determinando que haja trégua, para evitar que os homicídios e disputas prejudiquem o comércio das drogas”, afirma
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Fonte: ht
tp://www.em.com.br

sábado, 12 de fevereiro de 2011

NOTÍCIAS...

Adolescente de 14 anos morre enforcado dentro da Dopcad

Da Redação - 11 fev. 2011

Um adolescente de 14 anos morreu na madrugada desta sexta-feira (11) dentro da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e Adolescentes (Dopcad) de Contagem, na Grande BH. Israel Pedro Tibúrcio, conforme a família, teria sido enforcado dentro de um alojamento do Dopcad. Conforme os familiares, o adolescente teria sido apreendido no Bairro Eldorado após roubar um celular de outro adolescente. Para surpresa da família, na madrugada desta sexta, receberam a informação de que o jovem estava morto.

A irmã do adolescente, Tâmara Cristina Tibúrcio de Carvalho, de 20 anos, disse que a família recebeu a notícia por volta da uma hora da manhã desta sexta. A moça e a mãe do adolescente, Elaine Cristina Tibúrcio, foram para a Dopcad, onde um funcionário teria dito que não poderia fazer nada e nem dar nenhuma informação sobre o caso.

Tâmara disse ainda que que este mesmo funcionário, que não chegou a abrir o portão para as duas, disse primeiramente que elas deveriam ir até o Instituto Médico Legal (IML) de Belo Horizonte. “Não disseram nada direito. Falaram apenas para gente ir no IML e que meu irmão teria arrumado uma confusão com outros adolescentes na delegacia e que outros detentos teriam enforcado ele”, contou a irmã.

No laudo emitido pelo IML consta que o motivo da morte do adolescente está como indeterminado, segundo disse a irmão de Israel. A moça disse que não acredita na versão de que seu irmão foi enforcado, uma vez que sempre foi um menino muito tranquilo. Entretanto, a Subsecretaria de Atendimento às Medidas Socioeducativas (Suase), informou que o corpo apresentava sinais de estrangulamento e outros dois adolescentes, de 16 e 14 anos, assumiram a autoria do crime.

Conforme a subsecretaria, os autores já foram ouvidos pelo delegado e encaminhados ao Centro Integrado de Atendimento ao Adolescente Autor de Ato Infracional (CIA-BH). A Suase abriu procedimento para apurar o caso.

Fonte: http://www.hojeemdia.com.br/cmlink/hoje-em-dia/minas/adolescente-de-14-anos-morre-enforcado-dentro-da-dopcad-1.239397

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Professora é condenada a 12 anos de prisão por abusar de aluna no Rio

Jornal do Brasil - 27 de janeiro de 2011

A professora de matemática Cristiane Barreiras foi condenada a 12 anos de prisão por ter abusado de uma aluna de 13 anos. Cristiane admitiu ter um relacionamento com a adolescente, por quem estaria apaixonada. D
e acordo com a sentença do juiz Alberto Salomão Júnior, da 2ª Vara Criminal de Bangu, na Zona Oeste do Rio, a professora ainda pode recorrer da decisão, mas não terá direito à responder ao processo em liberdade.
A professora afirmou estar apaixonada pela aluna. A professora foi presa no final do ano passado e indiciada por estupro de vulnerável e corrupção de menores. Em depoimento à polícia ela disse que não se considera pedófila porque se apaixonou e tinha um relacionamento "do coração" com a menor, que confirmou o caso. Uma amiga da menina, também de 13 anos, acompanhava as duas durante os encontros.

Cristiane foi presa depois que a mãe da menor foi à delegacia para denunciar que a filha estava desaparecida há dois dias. A menina e a professora estariam em um motel.

Fonte: Jornal do Brasil - http://www.jb.com.br/rio/noticias/2011/01/27/professora-e-condenada-a-12-anos-de-prisao-por-abusar-de-aluna-no-rio/

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

@editoramagister

Indenização a aluna que perdeu parte da visão ao ser atingida por bola

O Tribunal de Justiça condenou o Estado de Santa Catarina ao pagamento de indenização por danos morais e estéticos no valor de R$ 25 mil, em favor de Juliana Polidoro Soares. A autora foi atingida por uma bola em seu olho direito, durante uma aula de educação física nas dependências do Colégio Estadual Adolfo Boeving, em Trombudo Central. Segunda ela, o objeto não era apropriado para a atividade desenvolvida – os alunos jogavam handebol.

O Estado, contudo, afirmou que a aula era ministrada por um professor devidamente habilitado, com a utilização de material apropriado. Alegou, também, que os responsáveis pela instituição de ensino prestaram a devida assistência à vítima, além de não haver prova dos alegados danos estéticos.

“Por certo a escolha do material inadequado foi determinante para a concorrência do evento danoso, a indicar até mesmo a negligência do agente da administração, a considerar que as bolas de futebol de salão têm massa consideravelmente maior que as empregadas para a prática de handebol, bem como levando-se em conta que, dada a idade da terceira autora à época dos fatos - que contava somente doze anos -, seria curial a utilização de bolas apropriadas à condição dos atletas”, anotou o relator da matéria, desembargador substituto Rodrigo Collaço.

Por votação unânime, a 4ª Câmara de Direito Público reformou parcialmente a sentença da comarca de Trombudo Central, para julgar improcedente o pedido de indenização a Nicanor Soares e Luzia Ivanete Polidoro Soares, pais da vítima. Segundo o magistrado, embora seja compreensível a dor sentida pelos pais ao ver um filho acidentado, não houve, no caso, uma repercussão extremamente gravosa a eles. (Ap. Cív. n. 2008.013373-6)

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Fonte: TJSC