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terça-feira, 19 de novembro de 2013

Combater droga em escolas é desafio

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A presença das drogas no espaço das escolas é uma realidade crescente. Levantamento feito pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad) a respeito do uso de entorpecentes entre estudantes dos ensinos fundamental e médio nas capitais brasileiras mostra que cerca de 60% dos alunos de escolas públicas e mais de 65% das privadas já fizeram uso de substâncias tóxicas. A pesquisa revela também que cerca de metade dos estudantes faz uso recreativo ou ocasional. Em Juiz de Fora, a situação não é diferente. A Tribuna esteve nas proximidades de duas escolas, uma pública e outra privada, ambas na região central, e ouviu estudantes e vizinhos que confirmam: as drogas - desde o álcool até a cocaína - fazem parte da rotina das instituições de ensino e tomam também as imediações das escolas.
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"Infelizmente droga dentro da escola é o que mais tem. O pessoal usa geralmente no banheiro, em sala vazia, onde der para usar, usam", relatou um adolescente, 16 anos, estudante de uma escola estadual do Centro de Juiz de Fora. "Tem gente fumando cigarro, bebendo no banheiro, e ninguém fala nada", conta outra estudante, 15. "É fácil entrar com droga, pois ninguém olha mochila, nada, até arma entra no colégio, já é rotina", 15. Um funcionário da própria instituição confirma: "Tem sim, muita coisa entrando, mas não podemos revistar. O que achamos geralmente são vestígios. Quando pegamos algum aluno, levamos para a direção. Mas fora da escola, a situação já fugiu ao controle. Às vezes, ficam na calçada ou vão para a pracinha próxima. Só sentimos o cheiro. À tarde ainda é pior, pois são os estudantes mais velhos. Mas não tem distinção, é menino, menina usando", relata um auxiliar de serviços gerais, 50.
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Além dos abusos de alunos, há escolas que são alvos de vândalos e usuários de drogas nos fins de semana. Isso foi o que ocorreu em uma unidade pública no Bairro Cerâmica, Zona Norte, que foi invadida, danificada e usada por dependentes de droga. Docentes que voltaram nesta segunda-feira (18) ao trabalho depois do feriadão encontraram uma latinha para o consumo de crack, indicando que os invasores utilizaram as dependências do colégio para o vício, além de vários cômodos revirados, porta arrombada e janelas quebradas. Para especialistas, uma das alternativas para frear a disseminação de drogas no ambiente escolar é a prevenção. Neste sentido, Juiz de Fora foi escolhida para ser referência nacional em capacitação de educadores. A previsão é de que dez mil profissionais passem pelo curso que será oferecido pelo Centro de Educação a Distância (Cead) da UFJF, com início em janeiro de 2014.
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Nas proximidades - Nos arredores das escolas, as cenas de estudantes uniformizados fazendo uso de entorpecentes incomodam. "Um dia tinha um adolescente fumando maconha, com um menino que parecia ser irmão mais novo do lado. A gente fica muito assustada", comentou uma manicure, 38 anos. Uma aposentada, 60, moradora da Rua Fernando Lobo, também relatou cenas semelhantes. "Costumam sentar nas escadas, usando droga debaixo da nossa janela. É muito desconfortável assistir a isso."
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Em outubro, três adolescentes de 17 anos e um jovem de 20 foram apreendidos na Rua Fernando Lobo com maconha. O grupo foi flagrado pela Polícia Militar comercializando drogas para estudantes uniformizados, no Parque Halfeld, mas fugiu para a via. Estudantes de instituições particulares da região também são vistos usando droga à luz do dia pelos vizinhos. "Formam grupinhos e sobem e descem a rua fumando maconha tranquilamente", relatou um contador, 54, que trabalha na Rua Oswaldo Cruz.
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Orientação - Especialistas e polícias defendem que a orientação seja feita não só na família, mas na escola. "Um dia desses, um amigo levou maconha, a professora viu e não falou nada", contou uma adolescente, 15. Outro colega, 14, completou: "Os professores hoje não estão dando conta nem do ensino, quanto mais cuidar de aluno." Uma outra estudante, entretanto, diz que há orientação de alguns educadores. "Alguns falam sempre com a gente para ter cuidado, mas outros não", 14.
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Telmo Ronzani, coordenador do Centro de Referência em Pesquisa, Intervenção e Avaliação em Álcool e Outras Drogas (Crepeia) da UFJF, diz que a educação é estratégica para a prevenção. "Só vamos conseguir mudar os indicadores com trabalhos preventivos mais efetivos, e as escolas são locais fundamentais", defende Ronzani, que está coordenando o curso de Prevenção de uso de drogas para educadores de escolas públicas, que será realizado pela primeira vez em Juiz de Fora. Em sua oitava edição, o curso é resultado de parceria entre a Universidade de Brasília (UnB), a Senad e o Ministério da Educação (MEC). Todas as outras edições da capacitação foram realizadas pela UnB.
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Professores não são os únicos responsáveis
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Danos à saúde dos alunos, dificuldade de relacionamento e aumento de violência, baixos índices de rendimento e evasão escolar. Esses são alguns dos problemas associados ao uso de drogas entre estudantes. Para a diretora da Superintendência Regional de Ensino (SRE) de Juiz de Fora, Belkis Cavalheiro Furtado, a droga é hoje um dos grandes desafios. "Não é o principal, mas principalmente nas escolas do sexto ao nono ano do ensino fundamental, a questão é mais delicada pela idade dos alunos. Já do primeiro ao quinto ano, a dificuldade está na forma de abordagem. É difícil articular com uma criança de 6, 7 anos sobre droga. É preciso preparo." A diretora destacou que, neste semestre, as 53 escolas estaduais da cidade estão desenvolvendo trabalhos relacionados à prevenção do uso de drogas. "Dentro do Fórum Permanente de Promoção da Paz Escolar, no primeiro semestre, trabalhamos o bulling e, agora, estamos tratando do crack e outras drogas, desenvolvendo atividades, palestras, teatros e outros estudos em parceria com Polícia Militar e Conselho Tutelar. O objetivo é a sensibilização e a união de esforços para reduzir o uso."
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Já a Secretaria de Educação do município informa que desenvolve, em conjunto com a Guarda Municipal, o programa "Guardas no apoio e prevenção nas escolas" (Gape), que aborda, de forma educativa, o tema dos entorpecentes e suas consequências para o organismo, interferência na família e sua relação com a violência em 30 instituições. Ambas as secretarias ressaltam a parceria com a Polícia Militar no Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd) e Jovens construindo a cidadania (JCC), que tem o objetivo de prevenir o uso de tóxicos e combater a violência entre os adolescentes. O Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino (Sinepe/Sudeste) foi procurado, mas não enviou respostas.
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Para o coordenador do Centro de Referência em Pesquisa, Intervenção e Avaliação em Álcool e Outras Drogas (Crepeia) da UFJF, Telmo Ronzani, que também coordena o curso de prevenção que será ministrado pelo Cead, a temática da drogadição na educação continuada de educadores justifica-se, uma vez que pesquisas recentes revelam que tem crescido o consumo de drogas entre crianças e adolescentes, sendo cada vez mais precoce a idade da primeira experimentação entre estudantes. Entretanto, o especialista faz um alerta: "Só a capacitação isolada gera frustração. A educação continuada, a qualificação é importante, mas paralelamente são necessárias ações governamentais para que a prevenção surta efeito." Ronzani ainda lembra que os professores não podem ser eleitos como os únicos responsáveis por solucionar o problema."Não podemos eleger um ator social somente. Os educadores têm suas limitações. É preciso parceria, envolver setores, como família e restante da comunidade."
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O curso que será ministrado pelo Cead da UFJF está previsto para ter início em janeiro. A expectativa é de capacitação de dez mil profissionais de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo.
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Escola é alvo de vandalismo
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A Escola Estadual Maria Elba Braga, no Bairro Cerâmica, Zona Norte, foi invadida e alvo de vandalismo. Apesar de terem quebrado vidraças, fechaduras e pichado as instalações, nada foi roubado. Mas os invasores teriam usado droga dentro da instituição já que no local foi encontrada uma latinha com indícios do uso de crack. A ação causou transtornos a professores e parte dos 480 alunos da instituição, já que várias salas de aula precisaram ser isoladas até a chegada da perícia da Polícia Civil. Em algumas delas, fechaduras foram danificadas e carteiras pichadas. Em uma das paredes, os vândalos ainda escreveram palavrões e siglas de facções criminosas. Em alguns casos, os vidros foram quebrados a pedradas. Trabalhos infantis afixados na área externa foram arrancados, e um armário, revirado.
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De acordo com o boletim de ocorrência da Polícia Militar, no andar térreo, foram arrombadas as fechaduras de duas salas de aula, além dos danos causados na janela da cozinha, supostamente quebrada para abertura de um freezer. A vidraça do cômodo onde ficam computadores também foi estilhaçada. Já no piso superior, os criminosos entraram em três salas, quebraram vidros e retiraram duas lâmpadas do corredor. Conforme a PM, os locais arrombados não possuíam alarme, mas a escola conta com o dispositivo em outras partes. Nenhum suspeito foi identificado. O caso foi encaminhado para investigação na Polícia Civil. A assessoria da Secretaria de Estado da Educação disse que foi informada da invasão, mas não confirma o uso de drogas.
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A diretora da Superintendência Regional de Ensino (SRE), Belkis Cavalheiro Furtado, diz que os muros não impedem as invasões, mas afirma que episódios como este têm sido registrados apenas em algumas regiões da cidade.
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Fonte: Tribuna de Minas (MG)

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Os deserdados da terra

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Julita Lemgruber*
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A pesquisa recém-divulgada da Fundação Oswaldo Cruz sobre o perfil e o número dos usuários de crack no país é um importante alerta e chega em boa hora: o Senado está prestes a votar um projeto de lei que coloca o Brasil na contramão da história do ponto de vista da política sobre drogas, sacramentando a internação compulsória do dependente químico e aumentando a pena mínima para o tráfico, que passa a ser mais alta do que aquela para homicídio.
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A pesquisa é um alerta, em primeiro lugar, porque revela números com precisão jamais vista. A partir de um sofisticado método (NSUM) que estimou o número de usuários, estejam eles onde estiverem, a partir de visitas domiciliares com 25.000 entrevistados, chegou-se à cifra de 370.000 usuários de crack e outras formas similares de cocaína fumada no país (www.fiocruz.br). Este número equivale a 0,8% da população das capitais brasileiras, ou seja, menos da metade do indicado por outros levantamentos exclusivamente domiciliares, com utilização de amostras muito reduzidas. Ademais, os que defendem os resultados de pesquisas anteriores ao rigoroso estudo da Fiocruz seguem afirmando que o Brasil vive uma epidemia de crack, quando não temos séries históricas confiáveis, utilizando metodologia efetiva para avaliação de populações não domiciliadas, como faz o NSUM. A situação detectada, embora grave, está muito distante do quadro de caos que se tentava difundir e que serve de justificativa para estratégias equivocadas e ultrapassadas na área das políticas sobre drogas.
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Além da pesquisa domiciliar, a equipe da Fiocruz realizou também, em todas as regiões do país, levantamento dos locais utilizados por usuários de drogas como o crack e similares, superando em muito análises anteriores que se limitavam a estudos com algumas dezenas de pessoas, sem representatividade estatística. Justamente a partir desse levantamento é que se tem a dimensão da tragédia brasileira: longe de termos uma epidemia de crack, temos, como já se disse, uma epidemia de abandono. 40% dos usuários de crack estão em situação de rua, vivendo um quadro de extrema privação social. Uma população sem alternativas ou perspectivas, para quem a droga é a única fonte real de prazer, como lembra Carl Hart, professor da Universidade de Columbia. Em resumo, estamos diante de um relevante problema de saúde pública entre os “deserdados da terra” (como definiu Francisco Inácio Bastos, coordenador do projeto e pesquisador sênior da Fiocruz) e não entre pessoas encontráveis em seus domicílios, por meio de métodos tradicionais.
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A pesquisa é, também, um alerta para aqueles que acreditam em internação compulsória e outros métodos medievais para tratamento dos usuários problemáticos de drogas. Na pesquisa da Fiocruz, 80% dos usuários, revelaram desejar tratamento, o que não quer dizer que as pessoas desejem ser privadas de sua liberdade e internadas em comunidades terapêuticas, em sua maior parte mantidas por grupos religiosos que fazem da adesão aos rituais e à prática da “fé” a estratégia de uma suposta “cura”. Precisamos investir recursos públicos, sobretudo, no atendimento e tratamento em meio livre.
Nunca é demais repetir: a grande maioria de usuários de drogas lícitas e ilícitas não desenvolve dependência e jamais vai precisar de tratamento porque faz uso recreacional. Apenas 9% dos que usam maconha, 17% dos que usam cocaína, e 15% dos que usam álcool se tornam dependentes. Aliás, é bom lembrar que nos Estados Unidos, além dos 22 estados que já legalizaram o uso medicinal da maconha, há outros dois que legalizaram o uso recreacional dessa substância: Colorado e Washington. Quando o país que levou o mundo a uma fatídica e genocida guerra às drogas começa a mudar de rumo, vale ficar atento.
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*socióloga e coordenadora do Cesec/Ucam
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Fonte: Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/opiniao/os-deserdados-da-terra-10164143#ixzz2g2Z4GsCz - © 1996 - 2013. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. 

terça-feira, 23 de abril de 2013

Descoberto tráfico no entorno de escola

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Dia 16 de abril de 2013
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Por Sandra Zanella, Eduardo Valente e Marcos Araújo
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No mesmo dia em que a Tribuna mostrou a preocupação de professores e funcionários devido à escalada da violência dentro do ambiente escolar, um adolescente de 16 anos foi apreendido suspeito de realizar tráfico de drogas nas imediações da Escola Municipal Santa Cândida, em bairro homônimo, Zona Sudeste. Outros dois jovens que seriam olheiros do tráfico foram presos horas depois. O caso descoberto nesta terça-feira (16) pela Polícia Civil é pelo menos o quinto com características semelhantes ocorrido na cidade este ano. Levantamento da Tribuna feito a partir de boletins de ocorrência da Polícia Militar aponta que outros quatro foram registrados este ano envolvendo comercialização de entorpecentes em áreas próximas às instituições de ensino. Em todos eles, os infratores tinham entre 15 e 19 anos.
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A ação realizada nesta terça pela 6ª Delegacia de Polícia Civil ocorreu após a equipe fazer campana no local e conseguir deter o jovem em flagrante, na Rua Jorge Raimundo, com cinco pedras de crack . Em um matagal ao lado do colégio, ainda foi encontrada uma sacola plástica com aproximadamente 80 porções do entorpecente prontas para a venda, uma pedra maior da substância e uma bucha de maconha.
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Na mesma rua, a 70ª Companhia de Polícia Militar havia apreendido, no dia 8 de abril, 13kg de maconha com dois adolescentes, sendo um deles já detido oito vezes por tráfico e outro recolhido em três ocasiões pelo mesmo crime e também por roubo. O flagrante desta terça da Polícia Civil aconteceu duas semanas depois de a própria direção da escola encaminhar ofícios à Secretaria de Educação e à Polícia Militar pedindo providências para coibir o tráfico de drogas e até disparos de armas de fogo feitos próximo ao portão da instituição. A situação tem levado medo a moradores e colocado em risco a vida de funcionários e alunos. "Muitos pais têm nos procurado cobrando atitude, pois temem a segurança de seus filhos. Hoje (dia 4), por volta das 11h, houve troca de tiros em frente à escola", informou o colégio no documento encaminhado à PM, solicitando ações para amenizar a presença de usuários e traficantes de entorpecentes nas proximidades e dar mais segurança a estudantes e professores, com reforço no policiamento, principalmente nos horários de entrada e saída dos três turnos.
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Área de lazer
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Conforme a direção e o corpo docente, uma das saídas para o quadro de violência que tem se instalado no entorno seria a construção de uma quadra de esportes no terreno baldio no espaço onde foi encontrada a sacola com drogas. "Pedimos uma área de lazer, porque a escola não possui quadra, e esse terreno, que é da Prefeitura, está sendo ocupado por usuários de drogas. Os tiros também não têm hora para acontecer", disse um funcionário, que preferiu não se identificar. "Já fazemos um trabalho para não perder esses alunos para o tráfico, com aulas de capoeira, dança e grafite fora dos horários de aula, para mantê-los por mais tempo no colégio. Mas estamos pedindo ajuda com ações concretas", completou. Ainda de acordo com os funcionários da Santa Cândida, a violência começou a se instalar de forma mais incisiva no ano passado e tem levado pais a quererem transferir seus filhos. Professores também estariam cogitando mudanças de local de trabalho, pois o simples fato de estacionar o carro na rua já estaria sendo arriscado, na visão deles.
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Em nota, a assessoria de comunicação da Polícia Militar confirmou ter recebido a solicitação de monitoramento na área da escola e providenciado o empenho das viaturas, nos horários solicitados de entrada e saída dos turnos da manhã, tarde e noite, com a utilização das patrulhas de Prevenção Ativa, Comunitária e unidades do Tático Móvel. A Secretaria de Educação, por meio de sua assessoria, também confirmou ter recebido o memorando e reforçado o pedido da instituição à PM. Sobre o terreno vago que poderia ser utilizado como área de lazer, a secretaria informou que não é possível a construção de uma quadra de esportes no local devido ao grande declive do terreno. Além disso, segundo a assessoria, a área não pertence à escola.
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Polícia quer identificar quem está 'cooptando garotos'
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O adolescente apreendido nesta terça supostamente traficando drogas no entorno da instituição seria morador do Jóquei Clube, Zona Norte. De acordo com o delegado à frente do caso, Carlos Eduardo Rodrigues, será levantado quem estaria por trás dele fornecendo os entorpecentes para a venda. Durante a operação, dois homens, 21 e 22 anos, que estariam atuando como olheiros, para observar a chegada de policiais, e como indicadores do local para aquisição de entorpecentes também foram presos, no período da tarde, por policiais da 6ª Delegacia de Polícia Civil. Com a dupla, foram apreendidas cerca de 20g de haxixe. "Estamos unindo esforços para identificar quem está pagando e cooptando esses garotos", destacou o delegado. Segundo ele, o suspeito de ser o responsável pelas drogas seria um morador do Santa Cândida já conhecido por envolvimento com o tráfico. Carlos Eduardo lembrou que, além de responder pelo crime, o homem também poderá ser enquadrado em corrupção de menores. "Quando não conseguimos prender em flagrante, podemos solicitar à Justiça prisões preventivas e indiciar essas pessoas, conforme cada caso."
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Depois de prestar declarações na delegacia, o adolescente foi liberado para os pais e teve procedimento encaminhado para a Vara da Infância e Juventude. Os dois homens presos posteriormente foram autuados por associação para o tráfico de drogas e corrupção de menores, sendo encaminhados ao Ceresp. Como prevê a Lei de Drogas, no artigo 40, as penas pela infração cometida nas dependências ou imediações de estabelecimento de ensino são aumentadas de um sexto a dois terços.
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Ação da PM
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Segundo o assessor de comunicação da 4ª Região de Polícia Militar, major Paulo Alex Moreira, a corporação realiza diversas atividades, dentro e fora das instituições, para coibir o tráfico e uso de drogas. Sobre o comércio em áreas próximas das instituições de ensino, ele informou que as patrulhas escolares de cada companhia são designadas a atuar, principalmente, nos horários de entrada e saída dos estudantes. "É importante que a direção das escolas faça contato com as companhias. Orientamos que algum funcionário faça contato visual nas ruas antes de liberar os estudantes. Caso haja alguma atitude suspeita, a polícia deve ser acionada imediatamente."
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Fonte: Tribuna de Minas (MG)

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Descoberto tráfico no entorno de escola

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No mesmo dia em que a Tribuna mostrou a preocupação de professores e funcionários devido à escalada da violência dentro do ambiente escolar, um adolescente de 16 anos foi apreendido suspeito de realizar tráfico de drogas nas imediações da Escola Municipal Santa Cândida, em bairro homônimo, Zona Sudeste. Outros dois jovens que seriam olheiros do tráfico foram presos horas depois. O caso descoberto nesta terça-feira (16) pela Polícia Civil é pelo menos o quinto com características semelhantes ocorrido na cidade este ano. Levantamento da Tribuna feito a partir de boletins de ocorrência da Polícia Militar aponta que outros quatro foram registrados este ano envolvendo comercialização de entorpecentes em áreas próximas às instituições de ensino. Em todos eles, os infratores tinham entre 15 e 19 anos.
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A ação realizada nesta terça pela 6ª Delegacia de Polícia Civil ocorreu após a equipe fazer campana no local e conseguir deter o jovem em flagrante, na Rua Jorge Raimundo, com cinco pedras de crack . Em um matagal ao lado do colégio, ainda foi encontrada uma sacola plástica com aproximadamente 80 porções do entorpecente prontas para a venda, uma pedra maior da substância e uma bucha de maconha. 
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Na mesma rua, a 70ª Companhia de Polícia Militar havia apreendido, no dia 8 de abril, 13kg de maconha com dois adolescentes, sendo um deles já detido oito vezes por tráfico e outro recolhido em três ocasiões pelo mesmo crime e também por roubo. O flagrante desta terça da Polícia Civil aconteceu duas semanas depois de a própria direção da escola encaminhar ofícios à Secretaria de Educação e à Polícia Militar pedindo providências para coibir o tráfico de drogas e até disparos de armas de fogo feitos próximo ao portão da instituição. A situação tem levado medo a moradores e colocado em risco a vida de funcionários e alunos. "Muitos pais têm nos procurado cobrando atitude, pois temem a segurança de seus filhos. Hoje (dia 4), por volta das 11h, houve troca de tiros em frente à escola", informou o colégio no documento encaminhado à PM, solicitando ações para amenizar a presença de usuários e traficantes de entorpecentes nas proximidades e dar mais segurança a estudantes e professores, com reforço no policiamento, principalmente nos horários de entrada e saída dos três turnos. 
Área de lazer  
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Conforme a direção e o corpo docente, uma das saídas para o quadro de violência que tem se instalado no entorno seria a construção de uma quadra de esportes no terreno baldio no espaço onde foi encontrada a sacola com drogas. "Pedimos uma área de lazer, porque a escola não possui quadra, e esse terreno, que é da Prefeitura, está sendo ocupado por usuários de drogas. Os tiros também não têm hora para acontecer", disse um funcionário, que preferiu não se identificar. "Já fazemos um trabalho para não perder esses alunos para o tráfico, com aulas de capoeira, dança e grafite fora dos horários de aula, para mantê-los por mais tempo no colégio. Mas estamos pedindo ajuda com ações concretas", completou. Ainda de acordo com os funcionários da Santa Cândida, a violência começou a se instalar de forma mais incisiva no ano passado e tem levado pais a quererem transferir seus filhos. Professores também estariam cogitando mudanças de local de trabalho, pois o simples fato de estacionar o carro na rua já estaria sendo arriscado, na visão deles.
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Em nota, a assessoria de comunicação da Polícia Militar confirmou ter recebido a solicitação de monitoramento na área da escola e providenciado o empenho das viaturas, nos horários solicitados de entrada e saída dos turnos da manhã, tarde e noite, com a utilização das patrulhas de Prevenção Ativa, Comunitária e unidades do Tático Móvel. A Secretaria de Educação, por meio de sua assessoria, também confirmou ter recebido o memorando e reforçado o pedido da instituição à PM. Sobre o terreno vago que poderia ser utilizado como área de lazer, a secretaria informou que não é possível a construção de uma quadra de esportes no local devido ao grande declive do terreno. Além disso, segundo a assessoria, a área não pertence à escola. 
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Polícia quer identificar quem está 'cooptando garotos'
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O adolescente apreendido nesta terça supostamente traficando drogas no entorno da instituição seria morador do Jóquei Clube, Zona Norte. De acordo com o delegado à frente do caso, Carlos Eduardo Rodrigues, será levantado quem estaria por trás dele fornecendo os entorpecentes para a venda. Durante a operação, dois homens, 21 e 22 anos, que estariam atuando como olheiros, para observar a chegada de policiais, e como indicadores do local para aquisição de entorpecentes também foram presos, no período da tarde, por policiais da 6ª Delegacia de Polícia Civil. Com a dupla, foram apreendidas cerca de 20g de haxixe. "Estamos unindo esforços para identificar quem está pagando e cooptando esses garotos", destacou o delegado. Segundo ele, o suspeito de ser o responsável pelas drogas seria um morador do Santa Cândida já conhecido por envolvimento com o tráfico. Carlos Eduardo lembrou que, além de responder pelo crime, o homem também poderá ser enquadrado em corrupção de menores. "Quando não conseguimos prender em flagrante, podemos solicitar à Justiça prisões preventivas e indiciar essas pessoas, conforme cada caso." 
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Depois de prestar declarações na delegacia, o adolescente foi liberado para os pais e teve procedimento encaminhado para a Vara da Infância e Juventude. Os dois homens presos posteriormente foram autuados por associação para o tráfico de drogas e corrupção de menores, sendo encaminhados ao Ceresp. Como prevê a Lei de Drogas, no artigo 40, as penas pela infração cometida nas dependências ou imediações de estabelecimento de ensino são aumentadas de um sexto a dois terços. 
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Ação da PM
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Segundo o assessor de comunicação da 4ª Região de Polícia Militar, major Paulo Alex Moreira, a corporação realiza diversas atividades, dentro e fora das instituições, para coibir o tráfico e uso de drogas. Sobre o comércio em áreas próximas das  instituições de ensino, ele informou que as patrulhas escolares de cada companhia são designadas a atuar, principalmente, nos horários de entrada e saída dos estudantes. "É importante que a direção das escolas faça contato com as companhias. Orientamos que algum funcionário faça contato visual nas ruas antes de liberar os estudantes. Caso haja alguma atitude suspeita, a polícia deve ser acionada imediatamente."
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Fonte: Tribuna de Minas (MG) 

terça-feira, 16 de abril de 2013

Aluno acende cigarro de maconha em sala de aula

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Um adolescente acendeu um cigarro de maconha durante uma aula do quinto ano do período noturno de uma escola estadual na Zona Norte de Juiz de Fora. O fato surpreendeu a professora que, sem reação, não acionou a Polícia Militar, apesar de a instituição ter tentado adotar providências internas na semana seguinte. Nesta segunda-feira (15) a Tribuna, ao saber do ocorrido, entrou em contato com a escola para saber da direção sobre os problemas de indisciplina e violência enfrentados pelos educadores no local. A conversa, após cerca de cinco minutos, precisou ser interrompida pelo diretor: "Preciso desligar. Tem um aluno de 12 anos (6º ano) com uma barra de ferro na mão ameaçando outro." Casos como esses, que extrapolam a responsabilidade das escolas, apesar da gravidade, acabam sendo subnotificados e não aparecem nos registros policiais. Conforme os próprios professores, o receio de retaliações ou, até mesmo, a vontade de resguardar a imagem da escola e o aluno são os motivos mais prováveis para evitar a participação das autoridades policiais.
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As duas situações identificadas na escola estadual da Zona Norte, que terá o nome preservado, não são as únicas. No dia 5, por exemplo, a Tribuna noticiou o caso de um grupo de quatro adolescentes que pulou o muro de outra escola estadual, na Zona Leste, invadiu a sala de aula, ameaçou a professora e agrediu um estudante utilizando um simulacro de arma de fogo. Já na rede municipal, dados divulgados pela Secretaria de Educação mostram que a situação também é grave. Apenas entre 2009 e 2012, 645 ocorrências foram registradas pela pasta, em 101 escolas (ver quadro).
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De acordo com um diretor que terá o nome preservado, recentemente um aluno sacou uma arma de fogo dentro da sala de aula. "Como o professor vai denunciar? Ele teme contra a própria vida", disse. Para o professor da Faculdade de Comunicação da UFJF e integrante do Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Wedencley Alves, o medo dos professores e funcionários em denunciar os abusos é "compreensível, já que eles irão encontrar com este possível agressor no dia seguinte. A situação deixa qualquer um temeroso".
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Conforme Alves, somente com uma ampla discussão sobre a questão será possível revertê-la. "O primeiro passo é quebrar este ciclo da cultura da violência. A sociedade quer combater a violência com mais violência. Como levar paz à escola se a cidade não tem paz? Alguma coisa tem que ser pensada já."
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Subnotificação
Muitos dos casos de violência e indisciplina no ambiente escolar não chegam ao conhecimento das autoridades competentes. Quem afirma isso são representantes das redes municipal e estadual. A presidente do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE) em Juiz de Fora, Victória Mello, afirma haver pressão política para que os conflitos na rede estadual não sejam divulgados, sendo tratados apenas no âmbito pedagógico.
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Já o secretário de Educação do município, Weverton Vilas Boas, informou que os casos de violência foram identificados pela atual administração após um mapeamento das ocorrências registradas na pasta. No entanto, ele explicou que as instituições de ensino ainda não têm a cultura de notificar os casos. "Estamos incentivando as escolas a nos informar para que possamos resguardar os profissionais. Precisamos nos aproximar cada vez mais para sermos um braço de apoio dos problemas enfrentados." Uma das ações previstas, conforme o secretário, é a realização de um seminário com os educadores para discutir os números e encontrar soluções.
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O vereador Roberto Cupolillo (Betão-PT), que também atua como coordenador do Sindicato dos Professores (Sinpro), informou que casos como esses também ocorrem na rede particular, mas não são registrados. "Às vezes, são pais de alunos que agridem fisicamente os professores."
Vereador defende lei que prevê área de proteção
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Autor da lei municipal que institui as áreas de proteção e segurança escolar (APS Escolar), o vereador Wanderson Castelar (PT) lamenta que seu conteúdo ainda não tenha sido colocado em prática. "Ela está esquecida." Caso a lei vetada pelo Executivo estivesse em funcionamento, o Município deveria adotar uma série de medidas para prevenir a violência e assegurar a tranquilidade no ambiente escolar, criando um raio de proteção em volta das instituições, coibindo venda de produtos ilícitos e acesso de crianças e adolescentes a substância inflamável ou explosiva, assim como bebidas alcoólicas e ao fumo. "Ela precisa funcionar, principalmente porque são muitos os casos de violência que chegam ao meu conhecimento e poderiam ser evitados." O parlamentar menciona casos de tráfico de drogas, ameaças e porte de armas dentro das escolas.
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Segundo a Polícia Militar, Juiz de Fora e 85 municípios da região contam com diversos projetos que visam a coibir estes delitos. Entre eles, estão o Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd) e o Jovens Construindo a Cidadania (JCC). Em nota, a instituição informou que "as escolas são, ainda, constantemente e especificamente policiadas por meio das Patrulhas Escolares e, ainda, em casos mais extremos, com o Grupo Especializado de Atendimento a Criança e Adolescente em Situação de Risco (Geacar), com interfaces com a Vara da Infância e Adolescência, os Conselhos Tutelares, projetos educacionais e movimentos sociais".
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Para tentar reverter este quadro, a Secretaria de Estado da Educação, por meio da assessoria de imprensa, informou que vários programas são realizados atualmente com os profissionais. Atualmente o município estaria recebendo uma equipe que visita as escolas com o objetivo de orientar professores e diretores sobre como lidar com situações que envolvam violência. Além disso, na última semana, uma equipe de 40 profissionais de escolas teriam ido a Belo Horizonte participar de um curso de capacitação sobre mediações de conflitos e promoção de cultura de paz.
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Fonte: Tribuna de Minas (JF)

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Drogas estão próximas a 74% das escolas de Belo Horizonte

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O consumo e o tráfico de drogas têm sido alvo de preocupação não só para pais e órgãos ligados à segurança pública como para os mais de 54.500 diretores das escolas públicas brasileiras que apontaram o problema como algo comum em 35% das instituições de educação no país. Em Minas Gerais, o índice chega e 41% e, em Belo Horizonte, é pior ainda: 74%.
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Os dados fazem parte de um questionário socioeconômico da Prova Brasil 2011, aplicada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), divulgada em agosto do ano passado e disponibilizados agora na plataforma QEdu: Aprendizado em Foco, uma parceria entre a Meritt e a Fundação Lemann - organização sem fins lucrativos voltada para educação.
De acordo com o coordenador de projetos da Fundação Lemann, Ernesto Martins, a plataforma foi lançada há dois meses para que os dados fossem aproveitados da melhor forma por pais, diretores e governos. "Todo dia assistimos notícias de violência e esse problema no Brasil não pode ser isolado das escolas, que fazem parte de um todo maior", afirma.
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Estudante de uma escola estadual na capital mineira, Izabel Luizi Santos, 16, confirma que o consumo de drogas é frequente nas proximidades do colégio. "No ensino médio é mais comum. Já presenciei pessoas fumando (maconha) na área de lazer do colégio ou matando aula para usar drogas ou beber (álcool). Acho que os alunos poderiam, inclusive, ter as mochilas revistadas", diz.
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A assessoria de imprensa da Polícia Civil disse que o foco do Departamento de Investigação Antidrogas é atingir o fornecedor de drogas que trabalha "no atacado". No entorno das escolas, geralmente, fica o traficante que trabalha com pequenas quantias. Nenhum representante da Polícia Militar retornou o pedido da reportagem para comentar o assunto.
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Cautela. Segundo o coordenador do Observatório da Juventude da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Juarez Dayrell, existe uma visão muito negativa da juventude. "É inegável que existe o tráfico, mas não acredito que nas escolas da capital tenha tanta droga assim, uma vez que outros dados sobre a criminalidade não apontam esse aumento significativo", diz.
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A assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança, Urbana e Patrimonial de Belo Horizonte disse que a Guarda Municipal está presente em todas as 186 escolas da rede e que, em pouco tempo, todas as escolas terão câmeras de vigilância. Já a Secretaria de Educação do Estado de Minas Gerais, que conta com mais de 3.700 escolas, não quis se manifestar sobre o assunto e alegou, através de sua assessoria de imprensa, que, como os dados se referem a um universo exterior às escolas, a questão está fora do alcance e da responsabilidade da pasta.
Esforços
Falhas são apontadas por diretores
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Falhas na segurança pública possibilitam a presença das drogas nas proximidades das escolas. É o que acredita o diretor Alber Fernandes, da Escola Estadual Três Poderes, em Belo Horizonte. "A escola acaba sendo muito vulnerável. Já achei maconha dentro do banheiro da escola e trabalhamos para evitar, inclusive, o primeiro contato. Uma sugestão seria a constante ação policial com as blitze", afirma. Já o presidente do Sindicato das Escolas Particulares de Minas Gerais, Emiro Barbini, aponta mudanças na lei, crescimento da população e a facilidade ao acesso como outros fatores para o aumento no consumo de drogas pela juventude. "A escola particular tem uma atenção redobrada dentro e fora dos muros. Algumas chegam a ter um custo maior com equipes a paisana do lado de fora para observar qualquer movimentação", diz. (LM) - Fonte: O Tempo (MG)

Tráfico próximo a escolas é maior no DF

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A incidência do tráfico de drogas nas redondezas de Escolas do Distrito Federal é a maior do país, conforme levantamento feito com base nos últimos questionários da Prova Brasil e do Censo Escolar, elaborados em 2011 pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Essa conclusão foi obtida a partir do trabalho das organizações sem fins lucrativos Meritt e Fundação Lemann, que cruzaram os dados dos dois formulários. Na capital do país, 53,2% das direções dos 88 estabelecimentos de Ensino da rede pública informaram casos de venda e compra de substâncias ilícitas nas proximidades das unidades. O percentual do DF é 18,2% acima da média nacional.
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No mais recente estudo da Secretaria de Segurança Pública local, os números mostram que, entre janeiro e julho de 2012, foram registrados 146 casos de tráfico de drogas e 407 de uso e porte de entorpecentes em um perímetro de 100 metros das Escolas públicas. Nesse período, Ceilândia, Taguatinga, Gama e Planaltina foram as quatro regiões que lideraram os índices de venda dessas substâncias no DF. No quesito uso e porte de entorpecentes, Ceilândia e Gama continuaram no topo no ranking. Os dados mostram a realidade enfrentada por Professores, pais e Alunos, que acabam convivendo com pontos de drogas nas proximidades. Em algumas situações, não é preciso sequer sair das instituições de Ensino para encontrar Alunos usando entorpecentes. Há cinco anos, era comum os Professores recolherem drogas em mochilas de estudantes do Centro Educacional nº 7 de Ceilândia. “Em 2008, apreendemos mais de 20 tabletes de maconhas e duas trouxas de cocaína dentro das salas de aula. Nos últimos dois anos, não flagramos nenhuma droga”, avaliou o diretor do estabelecimento, Firmino Neto.
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Acompanhamento
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A redução das apreensões de drogas na Escola — situada na QNN 13, uma das regiões com maior incidência de criminalidade em Ceilândia — é resultado de um trabalho do corpo Docente do colégio. Desde 2009, o centro educacional elabora relatórios com dados dos 3 mil Alunos matriculados na unidade. A partir disso, os Professores passaram a conhecer não só o desenvolvimento Escolar dos estudantes, como também a vida deles fora do ambiente de Ensino. “Construímos paradigmas. Começamos a mapear o que se passava com os Alunos na rua e em casa para saber quem eles eram realmente. Começamos a acompanhá-los ainda mais de perto e fizemos questionamentos aos pais. Chegamos a assumir responsabilidades fora da Escola que nem deveriam ser nossas”, contou Firmino Neto.
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Segundo a diretora de imprensa do Sindicato dos Professores do DF (Sinpro-DF), Rosilene Correa, a tendência dos Alunos que se envolvem com o mundo das drogas é abandonarem os estudos. “Isso contribui para a evasão Escolar, pois as drogas tiram o interesse dos jovens de estudar.” Ela acredita que somente políticas públicas voltadas para a juventude serão capazes de mudar o rumo dos estudantes envolvidos com entorpecentes. Para o coordenador de Educação em Direitos Humanos da Secretaria de Educação do DF, Mauro Gleisson Evangelista, a falta de preparo dos Professores para lidar com o enfrentamento das drogas é preocupante. “Eles não estão preparados e estão cientes dessa carência. Mas eles têm nos demandado essa formação, tanto que estão se inscrevendo em cursos voltados para isso”, disse Mauro.
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Do lado de fora dos muros dos estabelecimentos de Ensino do DF, a responsabilidade da movimentação e utilização de drogas é da Secretaria de Segurança local. O Batalhão Escolar da Polícia Militar afirma que a corporação vem intensificando o trabalho de repressão ao tráfico em todo o DF. “Temos 550 policiais que trabalham em viaturas, motocicletas e com a ajuda de cães farejadores. Quando nos é pedido, fazemos varreduras dentro das Escolas. Além disso, damos palestras sobre drogas. O efetivo é suficiente para o trabalho”, esclarece o subcomandante do batalhão, major Valtênio Antônio de Oliveira.
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Fonte: Correio Brasiliense (DF)
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"Tráfico próximo às escolas é mais comum do que se imagina", diz professor do DF
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Após saber que, no DF, mais da metade dos estabelecimentos (53,2%), a maior proporção do País, registram a ocorrência de venda e compra de drogas nas redondezas, o coordenador intermediário de Direitos Humanos e Diversidade na Regional de Ensino do Recanto das Emas (região administrativa do DF), o Professor Celso Leitão Freitas, diz que o tráfico próximo às Escolas é mais comum do que se imagina.
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— As ocorrências são diárias. Pensamos que é um problema só do Aluno, mas, quando se vai atrás, a família toda está envolvida com drogas e ele traz esse hábito de dentro de casa. Freitas é prova de que o tráfico está associado à violência, tanto entre pessoas, quanto a que chamou de estrutural: a falta de serviços básicos.
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— Aqui presenciamos a falta de moradia, de Educação, a falta de benefícios econômicos como um todo.
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Os programas para combater o uso de drogas são vários, tanto governamentais quanto iniciativas privadas, e é consenso que para mudar a realidade nas proximidades da Escola é preciso modificar a realidade da comunidade, por meio de assistência social e acesso a políticas públicas e a itens básicos como saúde, saneamento, alimentação, além de uma Educação de qualidade. Para combater o tráfico e ajudar os Alunos, ainda enquanto era Professor, Freitas resolveu tomar uma iniciativa ele mesmo: criou o projeto Estudar em Paz, para resgatar o interesse pelos estudos.
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— A comunidade perdeu o encanto pela Escola, precisamos resgatar isso. Ao mesmo tempo, as ruas estão cada vez mais encantadoras , cada vez mais estamos perdendo nossos Alunos para o trafico.
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O estudante Natanael Neves, de 18 anos, fez parte do grupo Estudar em Paz. Dos tempos de Escola, ele conta que não tinha a menor paciência, bastava “não ir com a cara” da pessoa para já começar a bater. E a violência estava lado a lado com o tráfico. Apesar de não ter feito o uso de drogas, ele viu colegas consumirem tanto nas ruas, quando dentro da Escola, em São Sebastião (região administrativa do DF).
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— O local tinha policiamento, mas os guardas ficam com medo. O pessoal sabe e [usar drogas] já é algo quase normal.
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A agressividade foi algo que herdou de casa. Ele diz que queria chamar a atenção dos pais. A vida pessoal acabava chegando às salas de aula:
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— Na Escola você só aperfeiçoa o que aprende em casa.
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 Hoje, Natanael se diz uma nova pessoa, foi aprovado para o curso de gestão pública pelo Sisu (Sistema de Seleção Unificada) e pretende voltar ao ambiente Escolar depois de formado para mudar a realidade. Ele diz que perdeu as contas dos amigos que deixaram as salas de aula por problemas com tráfico e violência.
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A pesquisa
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 A pesquisa se baseou nas respostas dos questionários socioeconômicos da Prova Brasil 2011, aplicada pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), divulgada em agosto do ano passado. A questão sobre o tráfico nas proximidades das Escolas foi respondida por 54,5 mil diretores das Escolas públicas. Deles, 18,9 mil apontaram a existência da atividade. A situação, de acordo com especialistas, é preocupante e está associada diretamente à violência e à precariedade que cercam muitos centros de Ensino do país, além de contribuir para que os Alunos deixem de estudar.
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O responsável pelo estudo, o coordenador de Projetos da Fundação Lemann, Ernesto Martins, diz que não dá para isolar Escola no contexto em que está inserida.
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— Ela faz parte de um todo maior, se há violência fora, poderá chegar também aos centros de Ensino. Basta observar que o Distrito Federal [53,2%] e São Paulo [47,1%], [regiões] com altos índices de violência, são [as áreas] com o maior percentual.
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Distrito Federal tem a maior incidência de tráfico de drogas próximo às escolas públicas
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 Pouco mais de um terço (35%) das Escolas públicas brasileiras tem tráfico de drogas nas proximidades. Separados os estados e o Distrito Federal, a proporção sobe. No DF, mais da metade dos estabelecimentos (53,2%), a maior proporção do País, registram a ocorrência de venda e compra de drogas nas redondezas. Nenhum estado está livre. A menor ocorrência é no Piauí, com 15,3% das Escolas. Os dados foram levantados pelo QEdu: Aprendizado em Foco, uma parceria entre a Meritt e a Fundação Lemann., organização sem fins lucrativos voltada para Educação. A pesquisa se baseou nas respostas dos questionários socioeconômicos da Prova Brasil 2011, aplicada pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), divulgada em agosto do ano passado. A questão sobre o tráfico nas proximidades das Escolas foi respondida por 54,5 mil diretores das Escolas públicas. Deles, 18,9 mil apontaram a existência da atividade. A situação, de acordo com especialistas, é preocupante e está associada diretamente à violência e à precariedade que cercam muitos centros de Ensino do país, além de contribuir para que os Alunos deixem de estudar.
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O responsável pelo estudo, o coordenador de Projetos da Fundação Lemann, Ernesto Martins, diz que não dá para isolar Escola no contexto em que está inserida.
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— Ela faz parte de um todo maior, se há violência fora, poderá chegar também aos centros de Ensino. Basta observar que o Distrito Federal [53,2%] e São Paulo [47,1%], [regiões] com altos índices de violência, são [as áreas] com o maior percentual.
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Evasão Escolar
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 Outro problema que advém da situação é a evasão Escolar. Para a diretora executiva do movimento Todos Pela Educação, Priscila Cruz, a evasão deve ser uma das grandes preocupações dos governos.
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— Muitos jovens acabam deixando os estudos pela proximidade com as drogas. Isso gera um problema ainda maior que não pode ser ignorado.
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A porcentagem (de 35%) constatada pelo estudo, segundo ela, seria alta mesmo que fossem 10% ou menos. Para ela, a Escola deve ser um local de cuidado e aprendizado.
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Fonte: R& (on line)

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

O tráfico ultrapassa os portões das escolas

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Por Marco Araújo
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O tráfico de drogas ronda as portas das escolas e já ultrapassa seus portões. A Tribuna acompanhou a rotina de alguns colégios e observou situações de tentativa de invasões, colhendo relatos de educadores e pais a respeito do medo da proximidade das drogas. Diversas instituições enfrentam o problema já nos primeiros dias de retomada das aulas neste segundo semestre letivo. Na última segunda-feira, uma ocorrência foi registrada próximo de uma escola no Santa Cândida. No local, um homem, 28, foi detido com nove buchas de maconha e R$ 80. Segundo a Polícia Militar, ele faria a venda do entorpecente perto do colégio.
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Este ano, oito escolas públicas solicitaram a seus órgãos competentes a ampliação e construção de muros a fim de melhorar a segurança. Na Superintendência Regional de Ensino (SRE), foram seis pedidos, enquanto na Secretaria de Educação foram dois. Quando as apurações desta reportagem tiveram início, em abril, um grupo de adolescentes foi visto debaixo de uma árvore, fumando uma substância que passava de mão em mão bem próximo do colégio Estadual Deputado Olavo Costa, no Monte Castelo, Zona Norte. A cena, que mostrava jovens, supostamente, consumindo maconha, foi observada em plena luz do dia, de dentro da instituição, uma vez que o muro do colégio, por ser baixo, não impedia a visão do grupo do lado de fora. A estrutura, que se mantém inalterada até hoje, não é obstáculo para que desconhecidos invadam o estabelecimento educacional.
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A mãe de um estudante de 13 anos da Deputado Olavo Costa avisou a direção, quando, por volta das 7h30, viu dois homens em atitude suspeita, na porta do colégio, com algo suspeito nas mãos como se quisessem oferecer aos alunos que chegavam para a aula. A dupla ainda teria entrado no estabelecimento, mesmo sem a permissão da direção. "Assim que vi, liguei para a PM. Mais tarde, por volta das 11h, quando fui buscar meu outro filho, vi que os mesmos continuavam no interior da escola. Eles transitam livremente dentro do estabelecimento, e a direção encontra problemas para contê-los", disse a dona de casa, 35. "Meu receio é que alguém ofereça alguma coisa para meu filho experimentar."
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Invasões
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O diretor da escola, André Avelar, confirma as invasões no pátio. Seriam jovens, com idades entre 18 e 20 anos, que não são alunos da instituição. "Temos informações de que eles possam estar ligados ao tráfico de drogas. Eles pulam o muro e invadem o colégio."No dia em que a Tribuna visitou o lugar, o diretor contou que precisou pedir para que alguns desses jovens deixassem a quadra, onde estavam sem permissão. "Nossa escola é muito vulnerável. Nossas condições de segurança, como o muro, não impedem que eles acessem o colégio." No mesmo dia, a reportagem flagrou jovens em cima do muro, comprovando a facilidade que encontram para entrar na instituição. O vandalismo também foi detectado, pois, no muro que fica ao lado da quadra de esportes, parte da tela de proteção foi danificada.
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Ocorrências comprovam vulnerabilidade - Não há números sobre a penetração das drogas nas escolas juiz-foranas. Entretanto, a impressão que se tem e os dados esparsos indicam que ela avança em todas as regiões do município. De todos os casos acompanhados pela reportagem, alguns merecem destaque. Como no dia 20 de março, quando 14 pedras de crack foram encontradas pela PM escondidas em um buraco feito em um muro próximo à Escola Municipal Marília de Dirceu, no Filgueiras, Zona Nordeste. A ocorrência foi registrada quando uma viatura se deparou com um homem, 23, e um adolescente, 17, em atitude suspeita em frente ao colégio, na hora da saída dos alunos. Um dos problemas enfrentados por essa escola é a aglomeração de adolescentes que não são estudantes do estabelecimento do lado de fora, na saída do período noturno. Segundo a vice-diretora, Raquel Lucindo, o colégio vem realizando ações de combate às drogas. "Procuramos orientar alunos e familiares a respeito do aliciamento de meninos mais novos por mais velhos. Também pedimos que pais sempre fiscalizem os horários de chegada dos filhos em casa, depois das aulas", afirmou Raquel, lembrando que também são feitas palestras e reuniões com o Conselho de Segurança Pública.
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Já no dia 17 de fevereiro, a Polícia Civil desmantelou um esquema de tráfico de drogas que utilizava "vapores" para vender entorpecente na porta da Escola Estadual Sebastião Patrus de Souza, no Santa Terezinha, Zona Nordeste, localizada a poucos metros da 1ª Delegacia Regional. Um homem, 37, que seria o proprietário do entorpecente, foi preso. Conforme o vice-diretor do colégio do período noturno, Rogério Villa Verde, o consumo de drogas do lado de fora vem acontecendo. "A rua é deserta e sem saída. Além disso, dois postes estão sem lâmpadas desde o início do ano, o que contribui ainda mais para a situação. Trabalho há oito anos nesta escola, e o consumo de drogas na parte exterior sempre existiu", afirmou o educador. Como forma de conscientizar os alunos, a escola já realizou reuniões com o Conselho de Segurança Pública e palestras sobre os malefícios causados pelo crack. Em 24 de abril, a Tribuna mostrou que, na Escola Estadual Professor Lindolfo Gomes, no São Benedito, Zona Leste, a quadra esportiva, localizada em uma área separada do prédio da instituição, era utilizada para o consumo de drogas e práticas sexuais. Na ocasião, a direção da escola informou que a Superintendência Regional de Ensino (SRE) teve ciência da situação, sendo solicitada urgência na construção do muro para minimizar os problemas.
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Superação depende de diversos atores sociais
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O problema é de âmbito nacional e já bateu às portas do primeiro escalão da educação pública no Brasil. Tanto que, deste mês até abril de 2013, cerca de 112 mil educadores inscritos de todo o país vão participar do Curso de Prevenção do Uso de Drogas para Educadores de Escolas Públicas, organizado pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad). Só de Minas Gerais, são 3.899 profissionais. A iniciativa faz parte da capacitação prevista no eixo de prevenção do programa "Crack, é possível vencer", lançado em dezembro de 2011 pelo Governo federal. Além de profissionais das redes de educação, o programa treinará agentes de segurança pública, justiça, saúde e assistência social e também conselheiros e lideranças comunitárias e religiosas. Na cidade, profissionais da área também buscam ações de combate e prevenção. Para a diretora de comunicação do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE), Yara Aquino, a inserção das drogas no espaço escolar demonstra que é preciso haver intervenções. "Um local que era tido como santuário torna-se, a cada dia, mais vulnerável. E isso é inevitável, pois, a instituição, inserida em uma comunidade, não tem como ficar imune. A questão não é apenas de polícia, mas de toda a sociedade que precisa encontrar uma forma de superá-la".
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'Triste constatação'
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Conforme André Avelar, diretor da Escola Estadual Deputado Olavo Costa, a instituição já está tomando providências para combater as drogas. "Por meio de reuniões, queremos mostrar aos pais que eles têm papel fundamental no combate ao problema. Subir o muro hoje, para enfrentar a invasão, é importante, mas, a longo prazo, é isolar ainda mais a instituição. É fundamental a participação dos familiares em nossa rotina, pois temos relatos, inclusive, de pais envolvidos com o tráfico de drogas, assim como tios, primos e outros parentes", afirma André, ressaltando: "Na ordem do dia das escolas, atualmente, estão os muros e não a ampliação de instalações e implantação de salas multimeios. É uma triste constatação." A assessoria de comunicação da Secretaria de Estado da Educação (SEE) informou que, das seis escolas que, este ano, solicitaram obras de ampliação e construção de muros, quatro já foram contempladas e duas aguardam autorização. A pasta também realiza parcerias com a Polícia Militar, para coibir o tráfico de drogas ao redor das escolas e já estuda ações a serem implementadas com outros agentes sociais a fim de combater essa situação.
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Ações preventivas
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A partir deste semestre, as escolas municipais terão ações voltadas para Campanha Permanente de Orientação Preventiva Contra a Inserção das Drogas nas Escolas Públicas Municipais. A iniciativa foi proposta em projeto de lei do vereador Francisco Canalli (PMDB) e sancionada no dia 25 de junho. A lei prevê que a campanha será planejada, promovida e supervisionada pela Secretaria de Educação da Prefeitura, que informou que a orientação prevista pelo projeto já é realizada nos colégios, e faz parte do currículo dos estudantes. Assim, o projeto de Canalli reforçaria o trabalho desenvolvido atualmente.
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Em relação à Polícia Militar, o assessor de comunicação organizacional, major Sebastião Justino, disse que a corporação, ao longo dos anos, tem adotado ações preventivas, como o Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd) e Jovens Construindo a Cidadania (JCC). "Há ainda o patrulhamento escolar que orienta diretores, professores e funcionários das escolas a adotarem medidas de autoproteção", afirmou o assessor, acrescentando que operações são realizadas constantemente nos colégios com o objetivo de identificar autores de tráfico de drogas e de outros delitos, tendo sido apreendidas armas e drogas. "Ainda está em andamento, um projeto com as secretarias de Educação estadual e municipal para realização, em breve, de um curso de mediação de conflito escolar."
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A droga não escolhe classe social
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L., de 34 anos, portador do vírus HIV, está há cinco meses tratando sua dependência química na Clínica Boa Esperança. Sua vida foi atropelada pelas drogas ainda na fase escolar. Quando tinha 13 anos, ele teve o primeiro contato com a cola de sapateiro, depois a maconha, até conhecer a cocaína, quando abandonou seus estudos. "Comecei no colégio por influência de amizades malignas, que me apresentaram a droga. Fiquei viciado. Cheguei a cometer pequenos roubos e furtos para manter o vício. Comprava drogas na porta da escola. Quando não tinha dinheiro, trocava meu sapato ou meu tênis para conseguir o que queria," relatou, L., acrescentando que saiu de casa e passou a usar cocaína injetável. "Quando conheci o "canhão" (cocaína injetável), fui contaminado pelo vírus da Aids. A droga tirou a minha vida dos trilhos completamente", desabafa.
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Atualmente, L. enfrenta a dependência química, uma vez que se tornou usuário de crack. Ele já passou por nove clínicas de internação. "É uma luta, pois a recuperação é difícil. A dependência tira nosso foco, nosso juízo", afirma, completando: "Apesar de tudo, tive uma companheira, que não sabia que eu era soropositivo. Ela acabou sendo contaminada, mas, pela graça de Deus, tivemos uma filha, que hoje tem 7 anos, e não é soropositiva." O tráfico na porta da escola é uma situação que ele diz que conhece muito bem. "Não importa se a escola é pública ou privada. O fato é que as drogas estão em todo lugar. Sou de uma família de classe média em Juiz de Fora e só estudei em colégios caros. A droga não escolhe classe social. Ela pega qualquer um e estraga a vida da pessoa", alerta, avisando: "Os pais devem prestar a atenção nos filhos, saber sobre suas amizades, como é a atitude delas, pois elas influenciam a cabeça de um adolescente. Infelizmente, fui influenciado de maneira negativa."

Fonte: Tribuna de Minas (JF - MG)

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Uso de drogas contra déficit de atenção explode e ameaça a saúde de milhões de crianças

Explode no Brasil o consumo de medicamento para tratar o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade. Em nove anos, a venda subiu de 71 mil caixas para 2 milhões
Publicação: 02/07/2012 

Psicólogos estão preocupados com o grande número de alunos que usam remédios em Belo Horizonte (Beto Novaes/EM/D.A Press)
Psicólogos estão preocupados com o grande número de alunos que usam remédios em Belo Horizonte
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Estão prestes a estourar no Brasil as sequelas de um surto mundial silencioso que, aqui, tem tido como principais alvos crianças e adolescentes de classe média. Adultos também integram o grupo. Apontadas por muitos como o veneno da atualidade, mas aceitas por outros como solução mais acertada para o tratamento do transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), as ‘drogas da obediência’ – assim conhecidos os medicamentos que têm como princípio ativo o cloridrato de metilfenidato – têm sido consumidas em larga escala no país e também em Belo Horizonte. Em 2006, a capital mineira registrava consumo quatro vezes maior que a média do Brasil, nação que tem o título de segundo maior consumidor mundial do psicotrópico e onde, só em 2009, cerca de 2 milhões de caixas das pílulas foram vendidos. A projeção feita por especialistas é de que, em 2012, esses números sejam muito mais altos.

Para piorar o cenário, não há consenso sobre o uso do medicamento entre a classe médica. Há os que o defendem, garantindo que os remédios cumprem sua função para quem sofre do transtorno; do outro lado, gente que teme o pior ao comparar os efeitos das doses aos da cocaína, alertando que meninos e meninas que usam a droga correm risco de vida. Diante do quadro, em que muitos médicos preocupados com o futuro da nova geração chegam a duvidar até mesmo da existência do TDHA – distúrbio neurológico identificado, na maioria das vezes, na idade escolar, em crianças e adolescentes desatentos, agitados e com dificuldades de aprendizagem –, o Estado de Minas publica a partir de hoje uma série de reportagens sobre o uso desenfreado das medicações, conhecidas comercialmente como Concerta e Ritalina.

Na capital mineira, elas têm se tornado “moda” em escolas tradicionais da cidade, preocupando psicólogos que dizem estar diante de um crescimento assombroso no número de alunos medicados. Polêmico, o assunto envolve a indústria farmacêutica, põe em xeque pesquisas científicas e divide a medicina. Não sem razão. Diante da bomba relógio prestes a explodir, laboratórios não divulgam dados de produção nem de vendas. Órgãos públicos, idem; restando ao Instituto Brasileiro de Defesa dos Usuários de Medicamentos extrair da publicação de um instituto suíço, que mantém atualizados os dados do mercado farmacêutico brasileiro, assombrosos números que dão o sinal da fumaça.

De acordo com o instituto, em 2000 foram vendidas 71 mil caixas dos psicotrópicos no Brasil, passando para a marca de quase 2 milhões de caixas em 2009. Em São Paulo, onde as drogas são distribuídas via Sistema Único de Saúde (SUS), uma pesquisa de 2011 do Fórum sobre Medicalização da Educação e da Sociedade, composto por cerca de 40 entidades, mostrou que 154 municípios paulistanos compraram em 2005 cerca de 55 mil comprimidos da ‘droga da obediência’. Cinco anos depois, o consumo saltou para 946 mil, 17,2 vezes maior. A projeção para 2011 era de que a compra chegasse a 1.493.024 de doses.

Em Minas Gerais, contrariando a vontade de muitos psiquiatras, a medicação ainda não chegou ao SUS, o que configura, para muitos especialistas, a droga da vez da classe média, já que uma caixa, de acordo com a dosagem e variação no número de pílulas, custa entre R$ 20 e R$ 220. Um levantamento do Centro de Estudos de Medicamentos da Faculdade de Farmácia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) feito com crianças diagnosticadas com TDAH em BH tem números considerados perigosos. “O estudo, ainda em andamento, teve início em 2006 e naquele ano constatamos que a média de consumo da Ritalina em Belo Horizonte era quatro vezes maior que a média nacional e três vezes maior que a projeção calculada para o estado. É preocupante”, alerta o coordenador do centro, Edson Perini.

O especialista diz que o consumo está concentrado nas regiões Centro-Sul e Leste da cidade. “Percebemos o predomínio do uso pelo sexo masculino. Em geral, as prescrições estão dentro dos padrões de dosagem, mas encontramos algumas superdosagens, que não deveriam existir”, alerta.

Pode ser o caso do pequeno M.A.G, de 9 anos. Aos 7, ao sofrer bullying na escola, desenvolveu um quadro de depressão e síndrome do pânico. Os médicos aconselharam os pais a dar Concerta ao garoto, que durante três meses sob o efeito da droga não dormia, ficou ansioso e perdeu o apetite. Aí receitaram, além da “droga da obediência”, antidepressivo e um remédio para abrir o apetite. Os pais recusaram. “O que estão fazendo com as nossas crianças? Como estão sendo diagnosticados esses pacientes? E os remédios, como estão sendo prescritos? É algo que está sendo dado para a ansiedade dos pais, dos educadores e dos psiquiatras para responder às inquietações dos meninos. Alguém está preocupado com isso?”, questiona Perini.

CORRENTE CONTRA
Causa insônia, cefaleia, alucinações, psicose e até casos de suicídio. Faz com que a criança fique quimicamente contida em si mesma, todos considerados sinais de toxicidade, indicando a retirada da droga. No sistema cardiovascular o remédio causa arritmia, taquicardia, hipertensão e parada cardíaca. O risco de morte súbita inexplicada em adolescentes é maior entre aqueles que tomam o remédio. Além disso, interfere no sistema endócrino, na secreção dos hormônios de crescimento e dos sexuais. É uma substância com o mesmo mecanismo de ação e as mesmas reações adversas da cocaína e das anfetaminas, segundo médicos que não adotam o medicamento.

CORRENTE A FAVOR
A maioria dos pacientes tolera bem a medicação, que altera o organismo para que o cérebro funcione melhor. É como um par de óculos: corrige a maneira como a criança enxerga o mundo. Pacientes agitados, impulsivos, com dificuldades de aprendizagem, ao usarem o remédio, conseguem prestar mais atenção nas suas tarefas e aprendem com mais facilidade. O remédio é seguro e apresenta até 80% de eficácia. Mas deve ser sempre usado com acompanhamento médico e adequadamente prescrito, segundo seus adeptos.


CONCENTRAÇÃO POTENTE
A Ritalina e o Concerta (nomes comerciais dos remédios produzidos pela Janssen Cilag e Novartis, respectivamente) têm como princípio ativo o cloridrato de metilfenidato e são indicados para tratar o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH). Ambos, prescritos para crianças acima de 6 anos, estimulam o sistema nervoso, deixando os pacientes mais concentrados para a aprendizagem, e facilitam a circulação da dopamina, neurotransmissor responsável por excitar o sistema nervoso central. A Ritalina surgiu em meados dos anos 1950 e está disponível em duas formas: a Ritalina de longa duração, que age no cérebro por oito horas; e a que age por quatro horas. O Concerta está no Brasil desde 2004 e tem atuação de 12 horas.


Ponto crítico

Esses medicamentos são tão vilões quanto parecem?


Maria Aparecida Affonso Moysés
doutora em medicina, professora titular de pediatria da Unicamp e membro fundadora do fórum de medicalização

SIM


O consumo exacerbado das “drogas da obediência” é o genocídio do futuro. Vivemos, sim, uma epidemia. A Ritalina e o Concerta são drogas derivadas da anfetamina e da cocaína. A medicação age aumentando a concentração de dopamina (neurotransmissor associado ao prazer). Como o remédio age por algumas horas, quando o efeito passa, tudo que o usuário quer é ter aquele prazer de volta. Quem usa esse estimulante fica com a atenção focada. A criança só consegue fazer uma coisa de cada vez, por isso, fica quimicamente contida, não questiona nem desobedece. Cada vez mais os pais estão sendo desapropriados pelos profissionais da saúde e da educação de ver seus filhos e de ouvir o que eles querem dizer. Então, se ele está agitado, desatento, impulsivo, vamos dar um remédio para que fique calado e dopado? É mais fácil lidar com um problema ‘médico’ a mudar o método de educação da criança. O TDAH pode ser o grito de socorro de uma criança que está vivendo um conflito em ambientes em torno dela. A pessoa que faz uso desse tipo de remédio tem de sete a 10 vezes mais chances de ter uma morte súbita inexplicada.

Arthur Kummer
doutor em neurociência e professor de psiquiatria infantil da Universidade Federal de Minas Gerais

NÃO


Os medicamentos não são tão feios quanto dizem. São medicações com maior índice de eficácia na medicina. Quem sofre do transtorno e faz uso deles tem de 70% a 80% de melhora no aprendizado. Nenhum outro medicamento traz essa porcentagem como resultado. Para as crianças em idade escolar, que sofrem do distúrbio, o tratamento medicamentoso é de segunda linha: a primeira seria a terapia comportamental, que conta com a participação dos pais. Mas o grande problema é que há poucos profissionais dessa área, assim, o remédio passa a ser a primeira opção. Os efeitos colaterais são bem tolerados pela maioria dos pacientes. Nunca houve uma morte em virtude das doses. É tão seguro que a Academia Americana de Pediatria dispensa o pedido de eletrocardiograma antes da prescrição. No início, o remédio pode alterar um pouco o sono e o apetite, mas os benefícios superam isso. Meninos da 3ª e 4ª séries, que não conseguiam ser alfabetizados, depois de medicados, em duas semanas, conseguiram aprender. Quem não se trata, no futuro terá nível educacional mais baixo, empregos piores e pode até se envolver com drogas.
 
Fonte: Portal Uai

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Educação: conjuntura - Todos pela Educação



26 de junho de 2012
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Sem aula há 76 dias, alunos da rede pública da Bahia terão "aulão" para 500 estudantes e ficarão sem férias de verão
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Paralisação de professores é a mais longa da história da educação baiana e atinge quase 600.000 crianças e jovens
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Fonte: Veja.com
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Sem aulas há 76 dias devido a uma greve de professores, alunos do ensino fundamental e médio da rede estadual da Bahia não terão férias no fim de ano. “As férias certamente estão comprometidas. As aulas de reposição vão adentrar 2013”, afirma o secretário de Educação do estado, Osvaldo Barreto. A paralisação dos docentes, que teve início no dia 11 de abril, é a mais longa da história da educação baiana. O governo do petista Jaques Wagner afirma que, dos 417 municípios do estado, 117 estão sem aulas. A concentração é maior nas cidades de Salvador e Feira de Santana. Dos 1,1 milhão de alunos da rede pública estadual, cerca de 578.000 ainda permanecem sem aula e sem prazo de retomada.
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Como parte de um plano emergencial, cerca de 22.000 estudantes do 3º ano do ensino médio de Salvador voltaram às aulas nesta segunda-feira. A medida tem um único objetivo: tentar preparar esses alunos para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), marcado para os dias 3 e 4 de novembro.
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Para isso, os alunos terão de se dirigir a unidades de ensino diferente das que costumam frequentar. Foram escolhidas 19 escolas na capital baiana para concentrar os estudantes – a lista dos locais está no site da Secretaria de Educação. Os professores também são outros: 545 docentes em estágio probatório (concursados, mas que ainda passam por um período de experiência) e 706 em Regime Especial de Direito Administrativo (Reda) foram convocados para assumir as classes, já que os titulares seguem parados. Nas demais cidades do estado, alunos seguem sem aula. Segundo o secretário estadual, é possível que um plano emergencial nos moldes do usado em Salvador seja adotado em Feira de Santana. Para alunos do ensino médio de outros municípios, assim como para os que cursam o ensino fundamental, não há prazo, e o retorno dependo do fim da greve.
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Enquanto isso, estudantes do 3º ano do ensino médio devem se contentar com “aulões”. Voltados para grupos de 500 a 700 alunos, com quatro horas de duração e quatro professores por sala, os “aulões” irão ocorrer em 13 bairros de Salvador e em 11 cidades do estado. O governo promete 16 encontros, sendo o primeiro na próxima quarta-feira, na capital. Serão abordados 2 temas diferentes por aula, que podem ser das áreas de matemática, linguagens, ciências da natureza e ciências humanas. Márcio Haga, professor do cursinho do XV e de colégios particulares de São Paulo, vê com ressalvas a medida. “O ensino público brasileiro já é muito deficiente. Imaginemos, então, a situação desses alunos baianos, sem aulas há mais de dois meses”, diz.
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Reivindicações – Os professores em greve reivindicam aumento de 22%, que teria sido acordado para janeiro deste ano. A última proposta do governo foi antecipar para novembro um aumento de 7% para os professores com licenciatura plena que passarem por cursos de qualificação e, mais 7%, em abril do próximo ano. Somando ao reajuste já concedido de 6,5% ao funcionalismo público, o ganho chegaria aos 22%.
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O Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia rejeitou a proposta, alegando que ela exclui aposentados e profissionais em estágio probatório. Há uma assembleia de docentes prevista para esta terça-feira, mas o presidente do sindicato, Rui Oliveira, adianta que as chances das atividades serem retomadas são pequenas. “É uma greve de resistência”, diz. Já o secretário de Educação baiano, Osvaldo Barreto, garante que não haverá mudança nas propostas. “É impossível, e os professores sabem disso. O que oferecemos é o que cabe no orçamento do estado”, diz.
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A última reunião entre governo e representantes dos professores aconteceu no dia 4 de junho. Não há nova negociação agendada. No último dia 12, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu em favor do governo e suspendeu a liminar concedida pelo Tribunal de Justiça da Bahia que determinava o pagamento dos salários dos grevistas. Portanto, eles não recebem saláros há três meses.
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26 de junho de 2012
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Escola onde professora sugeriu uso de cinta se reúne com pais de aluno
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Fonte: G1
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Após acusarem uma professora de português da Escola Municipal José de Anchieta, em Sumaré (SP), de sugerir o uso de 'cintadas' e 'varadas' como forma de educar o filho, os pais de um aluno de 12 anos foram chamados pela diretoria do colégio para uma reunião na manhã desta terça-feira (26). Em um bilhete em papel timbrado da escola, a professora solicita que os pais conversem com o aluno porque o garoto estaria tendo comportamento inadequado na sala de aula.
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Em observação escrita à mão, a professora diz que, caso a conversa não resolvesse, a alternativa seria partir para a agressão. "Quer conversar com o seu filho? Se a conversa não resolver. Acho que umas cintada vai resolver (sic)", escreve a professora. O texto possui erros de concordância verbal e termina com outra sugestão. "Esqueça tudo o que esses psicólogos fajutos dizem e parta para as 'varadas'", completa o bilhete.,A denúncia e a cópia do documento foram enviadas para o VC no G1. De acordo com os pais, o menino, que está na 5ª série do ensino fundamental, tem dificuldade de aprendizado, diagnosticada há cerca de dois anos.
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Tratamento
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O estudante iniciou tratamento com psiquiatras e psicólogos para ajudá-lo nos estudos, o que, de acordo com o garoto, virou motivo de perseguição da professora na sala de aula. "Ela fala que eu preciso tomar remédio, que eu tinha problemas mentais e que nunca vou ser nada na vida", relata o garoto. "Eu achei o bilhete um absurdo. Ela mandou meus pais me agredirem e isso não é adequado para uma professora", completa.
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Depois de receberam o bilhete no começo deste mês, os pais decidiram fazer uma reclamação formal à diretoria, mas a escola não se posicionou a respeito até sexta-feira (22), de acordo com o pai do estudante. "Chegou em um ponto absurdo. Ela (a professora) tem conturbado ainda mais o andamento escolar dele, que já tem dificuldade de aprendizado. A gente sempre soube que ele tinha dificuldade, mas ele sempre esteve lá, estudando", diz o comerciante André Luis Ferreira Lima. Os pais dizem que o filho é vítima de bullying. "Coisas que ela deveria falar em um ambiente particular, ela fala em frente aos alunos. A classe toda pega no pé dele, porque a própria professora fica o ofendendo. Não é porque o aluno tem dificuldade que a professora pode rebaixar alguém na sala de aula", conta André Lima. A mãe do garoto, Lucineide Ferreira Lima, conta que o filho pediu para trocar de escola por causa da postura da professora. "Se ele precisa de ajuda, não é com 'varadas' e 'cintadas' que eu vou fazer isso. A ajuda dos psicólogos e psiquiatras tem sido boa, ele tem melhorado e se sentido bem. E é assim que vamos educá-lo", defende a mãe.
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Em nota, a supervisão da Secretaria Municipal de Educação de Sumaré diz que a direção está tomando as providências administrativas sobre o fato. De acordo com a direção da escola, "a professora enviou o bilhete sem o conhecimento do grupo gestor da escola. A regra diz que todo bilhete deve passar antes pela orientação ou coordenação"
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O G1 tentou conversar com a educadora, mas ela não foi encontrada para falar sobre o assunto.
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26 de junho de 2012
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Consumo de drogas avança nas escolas
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Último levantamento feito pela Secretaria Nacional Antidrogas (Senad) mostrou que 31,6% dos jovens entrevistados nas redes pública e particular do Distrito Federal consumiram drogas pelo menos uma vez
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Fonte: Correio Braziliense (DF)
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Hoje, faz 25 anos da instituição do Dia Internacional de Combate às Drogas pela Organização das Nações Unidas (ONU). Passadas duas décadas, no entanto, a situação se agrava, com o número elevado de dependentes químicos e o consequente aumento da oferta de entorpecentes por parte dos traficantes. Para os criminosos, os estudantes dos Ensinos fundamental e médio são os alvos preferidos. O último levantamento feito pela Secretaria Nacional Antidrogas (Senad), órgão vinculado ao Ministério da Justiça, mostrou que um terço dos 2.425 jovens entrevistados nas redes pública e particular do Distrito Federal — 31,6% — consumiu drogas pelo menos uma vez. Do total de crianças e adolescentes ouvidos no estudo de 2010, 1,1% admitiu o uso frequente. Entre os que confirmaram ter experimentado pelo menos uma vez na vida, 32,2% eram do sexo feminino e 30,8%, homens. O estudo mostrou ainda que 10,2% tinham entre 10 e 12 anos. E 51,3%, entre 16 e 18 anos. Já a proporção de estudantes brasilienses que consomem cocaína passou de 1,8%, em 2004, para 4,1% em 2010 (leia arte). Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), em todo o mundo, há mais de 200 milhões de usuários de drogas — 40 milhões são dependentes.
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Aos 14 anos, Paulo* usou cocaína, maconha e alucinógenos. Ficou viciado aos 12 e logo começou a traficar para ganhar dinheiro e sustentar o vício. Também matou um amigo, por dívidas com entorpecentes. O adolescente via a Escola como um lugar lucrativo. Na mochila, escondia maconha, crack e cocaína para vender aos colegas. “A polícia fazia a revista na gente só na hora da saída, mas, daí, já tinha acabado tudo. Eu começava vendendo às 6h e só parava às 22h. Em um dia, eu já fiz R$ 1 mil. Durante a madrugada, dava para fazer até R$ 2 mil”, contou.
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Paulo será pai. A namorada, de 15 anos, está grávida. O jovem contou ao Correio ter matado mais três pessoas, entre eles, um homem, durante um roubo de carro em São Sebastião. A vítima estava em um Fiat Uno. Mesmo após tantos assassinatos, o garoto ficou menos de dois meses internado no Centro de Atendimento Juvenil Especializado (Caje), em razão do terceiro homicídio. “Para mim, o que eu passei lá foi muito. Quarenta e cinco dias parecem dois anos”, disse. As drogas também fizeram um estrago na vida de Renato, 14 anos. Ele vive há uma semana em uma casa de recuperação para se livrar do vício do crack. O consumo era feito com o próprio pai. “Ele tem uma plantação de maconha em casa e vende até hoje. Quando o meu pai fumava crack, caíam umas pedrinhas no chão e eu pegava para fumar também”, contou.
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O menino usa drogas desde os 10 anos. Há menos de um mês, Renato perdeu a irmã. Um homem entrou na casa onde a família mora e estuprou e matou a jovem. Sob o efeito de drogas, ninguém da família viu o autor da barbárie. Por causa do crack e de outras drogas, Renato parou de estudar na 3ª série do Ensino fundamental. “Eu não quero mais isso para mim, não. Quero ser cientista para acabar com essa droga no mundo”, disse o garoto, que sonha em prestar vestibular para engenharia.
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Prevenção.
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A chefe do Núcleo de Coordenação de Direitos Humanos da Secretaria de Educação, Maraísa Bezerra Lessa, informou que a prevenção tem sido o foco na política de enfrentamento ao crack nos colégios da capital federal. Um curso de prevenção para 1,5 mil Educadores será oferecido em parceria com a Universidade de Brasília (UnB) e a Senad até julho.No último dia 18, uma palestra sobre drogas também foi ministrada para sensibilizar Professores quanto a importância de se tratar o tema em sala de aula. “A Escola tem que incentivar o espírito crítico. A dificuldade de lidar com a temática é geral por causa do medo, mas, aos poucos, essa postura está mudando”, acredita Maraísa.
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O secretário de Justiça e Cidadania, Alírio Neto, também destacou que as secretarias de governo têm trabalhado de maneira integrada e focada na prevenção. Para 2012, o objetivo é que 300 mil Alunos e 70 mil operários recebam palestras educativas como política de combate às drogas. “As leis que regem o tráfico de drogas são a da oferta e a da procura. Todo o grupo da comunidade Escolar, pais e amigos da Escola, estão sendo orientados sobre o perigo do consumo. Esse trabalho é a médio prazo. Não dá para imaginar que é possível combater o tráfico só com a polícia”, destacou. As palestras de conscientização incluem crianças de 3 a 7 anos. Para tratamento dos dependentes, Alírio disse que, desde a instalação do Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CapsAD) da Rodoviária do Plano Piloto, mais de 600 dependentes químicos foram atendidos..
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* - Nomes fictícios em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)
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Lançamento de livro
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O advogado e servidor público Epitácio Junior lança hoje, às 18h, o livro O resgate da vida, na Câmara Legislativa. O exemplar tem por objetivo orientar os pais e os jovens a buscar o diálogo sobre questões relacionadas às drogas. A obra conta histórias de jovens aliciados por traficantes, além de mostrar que a vida é feita de escolhas e com possibilidade de largar o vício. O exemplar tem linguagem simples e custa R$ 16,90.
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Opinião: Violência nas escolas: transferir ou educar?
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"Um trabalho de conscientização e parceria entre escola e família tem muito a contribuir com mudanças de atitudes de alunos com comportamentos inadequados", afirma Joelma Fernandes de Oliveira Sousa
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Fonte: Folha de Boa Vista (RR)
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*Joelma Fernandes de Oliveira Sousa. Professora, Especialista Psicopedagogia Clínica e Institucional,Gestão Escolar e Docência no Ensino Superior.
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Atualmente tenho ouvido e lido casos constantes de violências nas Escolas, não só públicas, mas privadas também, e as brigas são com sinais de atrocidades mesmo, de agressividade imensa, que já resultou em desmaios e hospitais, daí é que nos cabe algumas reflexões de quem é a culpa dessa situação? Se é que existe culpado... E afinal quem é mais vítima? Quem agride ou o agredido? As Escolas vêm tentando fazer seu papel de Educadora, mas, são tantos os entraves que contribui para que isso não aconteça de fato. Além disso, alguns pais têm deixado a Educação de seus queridos filhos como uma obrigação única e exclusiva desta instituição, então conseguir direcionar toda a vida de um indivíduo e ensinar os conteúdos atitudinais, conceituais e procedimentais da Educação básica do currículo em apenas 4 horas diárias de um dia que se tem 24 horas parece-me um pouco estranho... Mas, mesmo assim, já foi possível ver exemplos como se alguém tem uma atitude de desrespeito ao próximo, seu cuidador dizer, “Está tão mal educado nem parece que está estudando”... Essa frase pesa nos nossos ombros de Professores Educadores. Parece que a missão de educar é somente nossa e não é!
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Pois inclusive legalmente temos bastante claro em nossa constituição de 1988, Art. 205. A Educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. Por isso percebemos que a família precisa preparar seus filhos para mais além que as provas do vestibular ou aprovação a cada ano letivo, as crianças e adolescentes precisam ser preparados para respeitar o próximo diariamente, respeitar todos... colegas, Professores, pais a sociedade no geral.
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As cenas de violência entre crianças e adolescentes tem nos chocado, parece que estamos fracassando em algum momento, mas é bom lembrar que esse fracasso é conjunto e não somente da Escola, embora muitas brigas iniciem e terminem em tragédias dentro do espaço Escolar. E aí algumas instituições talvez pouco experienciadas e apoiadas, não tomem medidas de prevenção que realmente surtissem efeitos a curto médio e longo prazo. Pois tenho assistido numa constância profunda nos meios de comunicação que as atitudes feitas pelas instituições de casos que tais fatos ocorreram são de suspensão e transferência do Aluno de Escola, situação que provavelmente não seja resolvida e que apenas o problema seja transferido e novas brigas ocorram nestes ambientes.
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É preciso realizar ações práticas para combater este mal que tem nos atacado cotidianamente, e que a Escola está sendo atingida de maneira que muitos Professores têm adoecidos por estes motivos.
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Um dia desses fiquei muito feliz por saber que uma Escola agiu de maneira bastante inteligente quanto a isso, e orientou pais e Alunos infratores, bem como os Alunos que tiveram a atitude negativa tiveram que apresentar um trabalho voluntário de assuntos relacionados ao bullying e violências, nas outras salas de aulas que presenciaram tal fato desagradável, e pelo que tenho acompanhado a cena não mais se repetiu... Ou seja, um trabalho de conscientização e parceria entre Escola e família tem muito a contribuir com mudanças de atitudes de Alunos com comportamentos inadequados.