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terça-feira, 24 de abril de 2012
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
terça-feira, 1 de novembro de 2011
Justiça anula 13 questões do exame no país
BRASÍLIA E FORTALEZA. Os mais de quatro milhões de candidatos que fizeram o Exame Nacional do Ensino Médio foram surpreendidos, ontem à noite, com a decisão do juiz federal substituto Luiz Praxedes Vieira, da 1ª Vara do Ceará, de anular 13 questões do Enem que foram antecipadas num simulado do Colégio Christus, de Fortaleza.
O pedido de invalidação das questões ou do exame como um todo havia sido feito pelo Ministério Público Federal (MPF) do estado. O Ministério da Educação (MEC) informou que vai recorrer ao Tribunal Regional Federal da 5ª Região, em Recife (PE), contra a decisão do juiz.
Para o MEC, a liminar foi "excessiva e desproporcional". Segundo a assessoria de Imprensa do ministério, "a decisão dá a impressão de que o crime compensa". A decisão do juiz foi tomada mesmo após uma reunião, ontem de manhã, com a presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep/MEC), Malvina Tuttman.
Na ocasião, ela apresentou as alegações para que não houvesse o anulação das questões ou do exame para todo país. A alternativa defendida pelo MEC é que só os 639 alunos do Colégio Christus devem refazer a prova.
Pontuação será baseada nas outras 167 questões
O pedido de invalidação das questões ou do exame como um todo havia sido feito pelo Ministério Público Federal (MPF) do estado. O Ministério da Educação (MEC) informou que vai recorrer ao Tribunal Regional Federal da 5ª Região, em Recife (PE), contra a decisão do juiz.
Para o MEC, a liminar foi "excessiva e desproporcional". Segundo a assessoria de Imprensa do ministério, "a decisão dá a impressão de que o crime compensa". A decisão do juiz foi tomada mesmo após uma reunião, ontem de manhã, com a presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep/MEC), Malvina Tuttman.
Na ocasião, ela apresentou as alegações para que não houvesse o anulação das questões ou do exame para todo país. A alternativa defendida pelo MEC é que só os 639 alunos do Colégio Christus devem refazer a prova.
Pontuação será baseada nas outras 167 questões
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Em seu parecer, o juiz afirma que a antecipação das questões para alunos do Colégio Christus fere "o princípio constitucional da isonomia e da segurança jurídica".
Segundo a liminar, a pontuação de todos os candidatos será dada com base nas outras 167 questões não anuladas e na redação, de acordo com a Teoria da Resposta ao Item (TRI) adotada pelo certame. Foram anuladas as questões 32, 33, 34, 46, 50, 57, 74 e 87, do primeiro dia de provas, e 113, 141, 154, 173 e 180, do segundo dia. A numeração tem como base o caderno amarelo de questões.
Em entrevista coletiva realizada no Banco Central de Fortaleza, ontem à tarde, Malvina havia defendido que apenas os 639 estudantes do colégio Christus refizessem o Enem. No entanto, ela admitiu, pela primeira vez, que 320 alunos do curso pré-vestibular do colégio também poderiam ter suas provas anuladas. Isso ocorreria caso a Polícia Federal conclua que eles também tiveram acesso às questões do exame antecipadamente.
Ela informou ainda que, se fosse comprovada a intenção de copiar as questões, o colégio teria que pagar R$45 por cada estudante que refizesse as provas. A professora que, na cidade, esteve também com os delegados da PF responsáveis pela investigação, fez questão de ressaltar que a decisão do MEC não se tratava de perseguição aos estudantes do Christus.
Ela alegou que a decisão teve embasamento técnico e pedagógico e seguiu as práticas adotadas no mundo inteiro. Foi a primeira coletiva dada pela presidente do Inep desde que os problemas vieram à tona, há uma semana.
- Não queremos punir os estudantes do Colégio Christus, pois temos certeza de que eles não tiveram nenhum envolvimento. Por isso, estamos oferecendo a eles a possibilidade de refazer a prova, sem custos. Do mesmo jeito que procedem os organizadores de exames similares em todo o mundo - disse Malvina, horas antes de saber da decisão do juiz.
No encontro com o juiz Praxedes, a professora argumentou que não há convicção de que as questões presentes nas apostilas da escola vazaram para candidatos de fora do colégio. Ela foi ao encontro acompanhada por dois procuradores da Advocacia-Geral da União (AGU) e já havia antecipado que o MEC recorreria ao Tribunal Regional Federal da 5ª Região, em Recife, se a decisão fosse desfavorável.
- A questão não se localiza no Enem. Não houve vazamento nas provas. A questão é sobre que valores éticos as nossas escolas estão desenvolvendo com nossos alunos.
É uma competição que não é salutar para o aluno, que não tem nenhum benefício com isso. Alguém pegou dois dos 32 cadernos do pré-teste e os utilizou em um material da escola - afirmou a professora, acrescentando que estava confiante na decisão do juiz. Entre o fim da manhã e o início da tarde, três estudantes que participaram de uma manifestação foram recebidos pelo juiz Praxedes. Segundo, Ivone Gonçalves, de 17 anos, aluna do Colégio Ari de Sá, o magistrado pareceu tender a acatar o pedido do MPF:
- Ele também achou que não há uma garantia de que as questões tenham vazado apenas para os alunos do Colégio Christus - disse a estudante.
Em seu parecer, o juiz afirma que a antecipação das questões para alunos do Colégio Christus fere "o princípio constitucional da isonomia e da segurança jurídica".
Segundo a liminar, a pontuação de todos os candidatos será dada com base nas outras 167 questões não anuladas e na redação, de acordo com a Teoria da Resposta ao Item (TRI) adotada pelo certame. Foram anuladas as questões 32, 33, 34, 46, 50, 57, 74 e 87, do primeiro dia de provas, e 113, 141, 154, 173 e 180, do segundo dia. A numeração tem como base o caderno amarelo de questões.
Em entrevista coletiva realizada no Banco Central de Fortaleza, ontem à tarde, Malvina havia defendido que apenas os 639 estudantes do colégio Christus refizessem o Enem. No entanto, ela admitiu, pela primeira vez, que 320 alunos do curso pré-vestibular do colégio também poderiam ter suas provas anuladas. Isso ocorreria caso a Polícia Federal conclua que eles também tiveram acesso às questões do exame antecipadamente.
Ela informou ainda que, se fosse comprovada a intenção de copiar as questões, o colégio teria que pagar R$45 por cada estudante que refizesse as provas. A professora que, na cidade, esteve também com os delegados da PF responsáveis pela investigação, fez questão de ressaltar que a decisão do MEC não se tratava de perseguição aos estudantes do Christus.
Ela alegou que a decisão teve embasamento técnico e pedagógico e seguiu as práticas adotadas no mundo inteiro. Foi a primeira coletiva dada pela presidente do Inep desde que os problemas vieram à tona, há uma semana.
- Não queremos punir os estudantes do Colégio Christus, pois temos certeza de que eles não tiveram nenhum envolvimento. Por isso, estamos oferecendo a eles a possibilidade de refazer a prova, sem custos. Do mesmo jeito que procedem os organizadores de exames similares em todo o mundo - disse Malvina, horas antes de saber da decisão do juiz.
No encontro com o juiz Praxedes, a professora argumentou que não há convicção de que as questões presentes nas apostilas da escola vazaram para candidatos de fora do colégio. Ela foi ao encontro acompanhada por dois procuradores da Advocacia-Geral da União (AGU) e já havia antecipado que o MEC recorreria ao Tribunal Regional Federal da 5ª Região, em Recife, se a decisão fosse desfavorável.
- A questão não se localiza no Enem. Não houve vazamento nas provas. A questão é sobre que valores éticos as nossas escolas estão desenvolvendo com nossos alunos.
É uma competição que não é salutar para o aluno, que não tem nenhum benefício com isso. Alguém pegou dois dos 32 cadernos do pré-teste e os utilizou em um material da escola - afirmou a professora, acrescentando que estava confiante na decisão do juiz. Entre o fim da manhã e o início da tarde, três estudantes que participaram de uma manifestação foram recebidos pelo juiz Praxedes. Segundo, Ivone Gonçalves, de 17 anos, aluna do Colégio Ari de Sá, o magistrado pareceu tender a acatar o pedido do MPF:
- Ele também achou que não há uma garantia de que as questões tenham vazado apenas para os alunos do Colégio Christus - disse a estudante.
Fonte: O Globo (RJ)
sábado, 22 de outubro de 2011
Briga de alunos envolve pais e vai parar na delegacia
Da Redação
Em um ataque de fúria, o pai de uma aluna de 10 anos teria pegado um pedaço de madeira e ferido seis crianças que estudam em um colégio público de Juiz de Fora, na região da Zona da Mata. Antes, ele teria sido agredido por populares durante uma confusão generalizada.
As agressões aconteceram anteontem, por volta das 17h, após a filha do aposentado Lúcio Afonso Sagantini, 53, ter apanhado de uma colega de classe por causa de uma disputa por tinta guache. Segundo a capitã Kátia Moraes do 2º batalhão, a menina chegou em casa dizendo que tinha levado vários chutes de uma colega de 11 anos. "Ela disse que a garota roubou seu pote de tinta para colorir e que estava sendo ameaçada na escola", contou a capitã Kátia. Revoltado, o aposentado, que mora em frente ao colégio, no bairro Bonfim, foi até à instituição de ensino tirar satisfações com a menina suspeita das agressões.
Ainda de acordo com a PM, vários pais e moradores que estavam na porta do colégio disseram que o homem foi agressivo e ameaçou bater na estudante. Indignados, populares foram à casa do suspeito, onde funciona um lava-jato, e apedrejaram um carro que estava estacionado na porta. Uma das pedras chegou a acertar o braço do homem. Em seguida, Sagantini teria revidado e agredido com um pedaço de madeira seis estudantes, com idades entre 9 e 15 anos, e outras testemunhas que foram ao local para protestar. Após a confusão, oito crianças foram encaminhadas para o Hospital de Pronto-Socorro de Juiz de Fora, mas não tiveram nenhum ferimento grave e foram liberadas em seguida.
Delegacia. Outras 25 testemunhas envolvidas na confusão foram conduzidas à delegacia. Sagantini prestou depoimento à polícia e negou que tenha agredido as crianças, sendo liberado em seguida. Ainda de acordo com informações da Polícia Civil, o suspeito deverá responder por crime de lesão corporal.
As agressões aconteceram anteontem, por volta das 17h, após a filha do aposentado Lúcio Afonso Sagantini, 53, ter apanhado de uma colega de classe por causa de uma disputa por tinta guache. Segundo a capitã Kátia Moraes do 2º batalhão, a menina chegou em casa dizendo que tinha levado vários chutes de uma colega de 11 anos. "Ela disse que a garota roubou seu pote de tinta para colorir e que estava sendo ameaçada na escola", contou a capitã Kátia. Revoltado, o aposentado, que mora em frente ao colégio, no bairro Bonfim, foi até à instituição de ensino tirar satisfações com a menina suspeita das agressões.
Ainda de acordo com a PM, vários pais e moradores que estavam na porta do colégio disseram que o homem foi agressivo e ameaçou bater na estudante. Indignados, populares foram à casa do suspeito, onde funciona um lava-jato, e apedrejaram um carro que estava estacionado na porta. Uma das pedras chegou a acertar o braço do homem. Em seguida, Sagantini teria revidado e agredido com um pedaço de madeira seis estudantes, com idades entre 9 e 15 anos, e outras testemunhas que foram ao local para protestar. Após a confusão, oito crianças foram encaminhadas para o Hospital de Pronto-Socorro de Juiz de Fora, mas não tiveram nenhum ferimento grave e foram liberadas em seguida.
Delegacia. Outras 25 testemunhas envolvidas na confusão foram conduzidas à delegacia. Sagantini prestou depoimento à polícia e negou que tenha agredido as crianças, sendo liberado em seguida. Ainda de acordo com informações da Polícia Civil, o suspeito deverá responder por crime de lesão corporal.
Fonte: O Tempo (MG) - http://www.otempo.com.br/otempo/noticias/?IdNoticia=185782
terça-feira, 18 de outubro de 2011
Muro de escola municipal é pichado com frase racista
FOTO DE EPITÁCIO PESSOA/AGÊNCIA ESTADO/AE
Agência Estado - 18/10/2011 - 11:11
O muro da Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) Guia Lopes, no Limão, zona norte de São Paulo, foi pichado durante o fim de semana com a frase "vamos cuidar do futuro de nossas crianças brancas", acompanhada da suástica nazista. Para a diretora do colégio, Cibele Racy, foi uma reação às ações afirmativas pela igualdade racial desenvolvidas desde o início do ano entre os alunos.
A Emei tem 430 alunos, com faixa etária entre 4 e 6 anos, divididos em classes da educação infantil 1 e 2 (pré-escola). Durante este ano, as questões raciais têm sido discutidas com as crianças, como parte do projeto pedagógico. A festa junina, por exemplo, teve motivos afro-brasileiros. "Foi um sucesso total. Trouxemos comidas e aspectos culturais da África. Tenho vários depoimentos de pais mostrando toda a aceitação", diz Cibele.Segundo a diretora, apesar de bem recebido, o projeto pode ter despertado reações negativas por parte de alguém que sabe do trabalho desenvolvido pelo colégio. "Essa pichação teve um endereço certo. Não foi algo aleatório. Mexemos em uma ferida muito profunda e eu estava até preparada para alguma reação, mas não dessa maneira".
A diretora da Emei afirma que, em sete anos na unidade, nunca havia visto uma pichação nos muros da escola. Ela diz ter ficado surpresa com a manifestação racista. "A escola foi aberta domingo para a eleição do conselho tutelar. Quando fui embora, por volta das 19 horas, passei pelo muro lateral e vi o que estava escrito. Fiquei espantada. Pela manhã, já chamei os professores para discutir o que seria feito".
Cibele pretende registrar um boletim de ocorrência na delegacia do bairro nesta terça-feira (18), mas não só isso. No próximo dia 10, haverá uma reunião pedagógica no período noturno. Os pais de alunos serão convidados para um bate-papo com integrantes de movimentos pela diversidade racial. Além disso, os alunos serão convidados a remover do muro a frase e o símbolo de intolerância, mas de uma forma divertida.
"Vamos dizer que sujaram a escola e que precisamos dar um jeito naquilo. As crianças estarão livres para pintar o que desejarem. É uma forma de eliminar completamente essa marca lamentável. O que merece publicidade é o que tem sido feito de positivo aqui na escola".
Todos os anos, em novembro, o colégio faz passeata temática em via pública. A diretora diz que, no próximo mês, a igualdade racial será o tema da manifestação. Professora de Psicologia da Educação da Universidade de São Paulo (USP), Silvia Colello acredita que o projeto escolar surtiu efeito. Daí a reação. "Foi tão eficiente que as vozes contrárias não conseguiram se calar". A professora da USP elogia a solução proposta pelo colégio. "A diretora está dizendo que vai responder de forma pacífica, lutando pela igualdade. Vamos cobrir as marcas da violência com a nossa mensagem, com desenhos, com o que temos a dizer". Segundo Silvia Colello, na faixa etária dos alunos da Guia Lopes ainda não há manifestação de racismo. "A criança pequena que é branca brinca com a negra sem problemas. A discriminação é algo socialmente adquirido, que surge depois. Na adolescência, por exemplo, a intolerância já está arraigada".
Depois do registro do boletim de ocorrência, a Polícia Civil deve instaurar inquérito para investigar o caso e apurar responsabilidades. Em São Paulo, manifestações racistas são apuradas pela Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi).
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