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terça-feira, 26 de março de 2013

Diretora agredida por aluno desabafa em rede social

RIO — O encontro entre um adolescente rebelde, aluno de um projeto para alunos com defasagem idade-série, e uma profissional tida como durona terminou em agressão, na última quinta-feira, na Escola Municipal João Kopke, em Piedade, na Zona Norte. A diretora Leila Soares foi empurrada e recebeu um soco no rosto após repreender um estudante de 15 anos que brincava de brigar no pátio. Leila publicou um desabafo sobre a agressão sofrida em sua página no Facebook.
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“O agressor sai de cabeça erguida, olhando para trás e rindo. Não só do agredido, mas de cada um de nós”, diz trecho do depoimento da diretora.
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— Aqui do lado de fora sempre tem briga, mas agressão ao diretor foi a primeira vez — disse Miguel Maciel, de 12 anos, aluno do 7º ano, mesma série do agressor.
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Segundo os alunos, Leila flagrou o aluno brigando de lutar com um amigo. Ela mandou que eles parassem e teria sido empurrada pelo aluno. Leila avisou que iria ligar para a mãe do jovem e para a Ronda Escolar, da Guarda Municipal. Diante da ameaça, o rapaz teria dado um soco no rosto da diretora. A diretora e o aluno foram para a 24ª DP (Piedade), onde Leila contou que o estudante, após tê-la socado, saiu rindo pelo corredor. Como estava com muita dor no ouvido, ela foi encaminhada ao Hospital Salgado Filho. Depois ela foi ao Instituto Médico-Legal fazer exame de corpo delito, que não apontou lesão externa. Mas, como ela continuou sentido dores, será feito um exame complementar.
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Segundo a delegada Cristiane Carvalho, Leila não apresentava hematomas, mas estava muito abalada. O estudante, morador do Morro do Adeus, foi autuado por fato análogo a lesão corporal. A mãe do adolescente se comprometeu por escrito a levá-lo à Vara da Infância e da Juventude, onde ele deverá ser punido com uma medida socioeducativa, que pode ir da advertência verbal à internação compulsória.
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— A mãe estava irritada e disse que não iria mais procurar colégio para ele, dando a entender que ele já tinha tido problemas antes. Ele admitiu na delegacia ter dado um soco na diretora e não demonstrou arrependimento — disse a delegada.
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Desde 2003, 53 agressões
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Em nota, a Secretaria municipal de Educação disse que o aluno foi transferido para outra escola e que aplicou o Regimento Escolar Básico do Ensino Fundamental. E disse ainda que a diretora, que está na escola desde 2009, ficará em licença por dez dias. A secretária de Educação, Claudia Costin, classificou o fato de “triste e lamentável”. Segundo dados da secretaria, desde 2003, foram registradas 53 agressões — verbais e físicas — de alunos a professores que resultaram em sindicâncias.
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Wiria Alcântara, diretora do Sindicato Estadual dos Profissionais de Ensino, observa que agressões dentro de escola têm sido cada vez mais rotineiras:
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— As crianças estão muito violentas, refletindo o que acontece na sociedade. E as escolas não estão preparadas.
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Depoimento da diretora
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“Quantas vezes nos indignamos quando sabemos de casos de agressões a colegas, profissionais como nós. Mas não nos indignamos o suficiente por acharmos que ainda está muito distante...
De repente, chega a nós.
O corpo dói. Mas a dor vai passando com gelo, analgésico, remédios...
O coração, este fica tão apertado que parece que sobra espaço em torno dele de tão pequeno. Este espaço é preenchido com dor. Que não tem remédio.
(...) Sofremos nós, nossos parentes, nossos amigos, nossos companheiros.
Sofre uma sociedade inteira que vive temerosa porque não temos quem nos proteja.
O agressor sai de cabeça erguida, olhando para trás e rindo. Não só do agredido, mas de cada um de nós. Ri do erro...
Ri da sociedade que fica refém enquanto ele continuará empurrando, xingando, ameaçando, chutando, socando...
(...) Quem somos nós, Educadores? Somos aqueles de quem ri o que sai impune, olhando para trás e rindo.
Serei só mais uma? Ou a última?”
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sábado, 8 de janeiro de 2011

Diretora nega denúncias de pais

Jornal OTEMPO - 08/01/2011

SAMUEL AGUIAR

Um grande mal-entendido. Foi assim que a diretora da Escola Estadual Francisco Tibúrcio de Oliveira, em Santa Luzia, justificou as denúncias de que estaria recusando rematricular alunos repetentes e indisciplinados. Jussara Barbosa Vieira Silva negou as informações do Conselho Tutelar, que teria registrado 20 denúncias de pais de alunos da instituição de ensino. "A matrícula ainda não foi feita no caso de alunos que não conseguiram aprovação dentro do ano letivo. Eles irão fazer novo exame em fevereiro. Só posso matriculá-los após essa prova. Só, então, poderei saber em qual série vou encaixar cada um deles", disse a docente.

Porém, no início da tarde de ontem, a diretora esteve com o pai de uma aluna que teve a matrícula recusada. Segundo Sirlei Francisco de Souza, ele recebeu a lista de material escolar da filha antes de a jovem fazer a prova de reavaliação. "A diretora voltou atrás. Na última quarta-feira, havia dito que seria bom minha filha ficar em casa um ano sem estudar", contou. Sirlei, no entanto, não recebeu nenhum comprovante de matrícula.

Questionada, a diretora negou que exista na escola grande incidência de alunos indisciplinados e/ou repetentes. Ao solicitar números de alunos que já tomaram bomba, a reportagem foi informada de que, dos 1.600 alunos matriculados no colégio, 10% já repetiram alguma série. O alto número de repetentes causou estranheza a Maria Jósima Dias Azevedo, assessora da Superintendência Regional de Ensino Metropolitano C, órgão ligado à Secretaria de Estado de Educação (SEE). "É mais difícil tomar bomba do que passar de ano. Estou decepcionada", desabafou.

Desconhecimento. A diretora disse que, no ano passado, precisou acionar o Conselho Tutelar apenas algumas vezes, em casos de agressão ocorridos dentro da escola. A pasta do governo responsável pela educação, porém, não sabia de nenhuma das ocorrências. Em 2010, a superintendência recebeu formalmente, da Escola Estadual Francisco Tibúrcio de Oliveira, sete comunicados. Nenhum deles relatava violência na instituição ou entre os alunos e professores.

No entanto, segundo a própria diretora, um aluno da 6ª série foi levado à delegacia após brigar com uma educadora. A mãe dele o acompanhou e teve que ser algemada por desacato. Dois policiais militares foram acionados por funcionários e outros dois policiais civis foram chamados pela docente, que é casada com um deles. No ano anterior, uma menina soltou uma bomba dentro da unidade de ensino.

As informações do Conselho Tutelar de que houve migração de alunos do colégio Francisco Tibúrcio para outras escolas da região foram confirmadas pela diretora. Segundo ela, houve aumento significativo de transferências: 40 ao todo. Mas todas as demandas, de acordo com Jussara, foram solicitadas pelos pais.

ENTREVISTA

"A escola está aberta a todos os alunos"
Diretora
É verdade que você tem se recusado a matricular alunos repetentes? É mentira, nossa escola é pública e aberta a todos, não tenho nada contra ninguém. Houve um mal-entendido.

Mas há várias ocorrências no Conselho Tutelar registrando isso. Eu desconheço esses casos. Sei de apenas três vezes em que foi necessário acionar conselheiros.

Quando é necessário acionar o Conselho Tutelar? Em casos de violência, agressão e ameaças envolvendo alunos, mas isso é raro.

Alguns pais também afirmam que você os orientou a procurar outra escola para seus filhos. É verdade? Houve muita transferência no ano passado, umas 40, mas foi demanda dos próprios pais. (RRo)
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Comentários

08/01/2011 - 10h48 - Eugênio Leite - Palmeira dos Índios - Alagoas
Prezada Diretora, você está certíssima, aluno insubordinado, mal educado, respondão, bagunceiro tem que ficar fora da sua escola mesmo... Parabéns, não aceite mesmo. Quem tem que educar é pai e mãe, escola é para aprender a ler, escrever, socializar, desenvolver; você não é obrigada a aguentar aluno "endiabrado", "encapetado", "demoniado", filho de pai ignorante e mãe burra. Tô contigo e não abro. Se precisar de mim, conte comigo. Pau neles mesmo e ponto.com e ponto.br.

Ivone - Diamantina
Já fiz meu comentário a respeito dessa reportagem, mas não resisto a expor novamente meu ponto de vista. Esta reportagem foi e continua tendenciosa. Vejam o "belo" exemplo da mãe que foi acompanhar o filho à delegacia e saiu ALGEMADA, por desacato. Imaginem o filho dessa Sra., misturado a outros tantos desse nível. Não compreendi o espanto da Sra. Maria Jósima, assistente da Superintendência, quando se diz espantada com o alto índice de reprovação. Infelizmente não é mais fácil tomar bomba do que passar de ano, mais fácil, é camuflar a realidade da educação e "empurrar" esses alunos para mostrar que "Minas avança" na educação.

Claudio n. Silveira - BHTE/MG
IVONE, PARABENS PELO COMENTARIO. MUITO BEM A CALHAR.

08/01/2011 - 10h52 – Luma - Belo Horizonte
Parabéns a diretora, não mude sua atitude em relação aos pseudoalunos, mantenha-se firme, a SEE e o ECA não conhecem a realidade das escolas, só criticam os educadores sem verificar quem são (quando tem) pais esses "seres" que apenas prejudicam a escola! Se nem os pais se respeitam, como os filhos vão respeitar alguém? Esses pais deviam se envergonhar dos filhos que colocam no mundo!

08/01/2011 - 10h04 – Alexandre (BH)
Não sei se há realmente abuso da diretora. Mas já se nota que abuso de alguns alunos e pais. Certamente nesta escola alunos pensam duas vezes antes de agredir a um professor. Lamentável é a postura "progressista" da representante da SEE. Vamos parar com esta coisa que o agressor é a vitima sempre. Cada um que faça sua parte cumprindo a lei!

08/01/2011 - 09h53 – Rogério - Belo Horizonte
Parabéns Senhora Diretora, não preciso nem ler a matéria e tenho certeza que a Sra. está com a razão.

08/01/2011 - 09h11- Virgínia – BH
Isso é direito de resposta? Cadê a democracia? A reportagem continua tendenciosa. Investiguem a vida dessa mãe que saiu algemada da escola e do filho dela .Aí sim, vou dizer que o jornal é democrático. PARABÉNS DIRETORA!

Fonte: http://www.otempo.com.br/noticias