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sábado, 23 de julho de 2011

Entre professores, prostitutas e policiais



Lúcio Alves de Barros*
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Fiquei pensando sobre as profissões iniciadas com a letra “P”. O conjunto de letras a seguir, que utilizo nesta crônica, não deve ser lido por todos, principalmente pelos mais afetados ou que operam no campo da discriminação. Esta crônica é o resultado de pensamentos que invadiram minha mente na viagem em ônibus coletivo. E na retina e depois na mente apareceram as profissões iniciadas com “P”, como os professores, os policiais, padeiros, pescadores, padres, pastores, psicólogos, profissionais do sexo, etc. Percebi que eram várias e escolhi três que possuíssem muitas coisas em comum. É claro que as outras podem também partilhar de muitas das características que descreverei, mas me interesso pelos professores, as profissionais que lidam com o sexo e os policiais, notadamente, os policiais militares.

Não vou discutir, por falta de espaço e tempo, o que cada profissão faz ou anda fazendo. Creio que o importante é destacar o que as três têm em comum ou revelar o que apenas uma profissão é capaz de levar a efeito.

Em tempos de greve de professores da rede estadual e conflitos com os policiais militares cabe lembrar que tanto professores, policiais e profissionais do sexo, podem se constituir como alvos fáceis da “força armada do estado”. Explico melhor; professores, policiais e prostitutas, quando não andam na linha, são fortemente reprimidos pelos policiais. O papel do policial neste caso chega a ser embaraçoso, pois mesmo o colega de trabalho pode ser vítima da repressão tal como aconteceu em Minas Gerais nos anos de 1997 e 2004. Policiais também tem forte relação com as profissionais do sexo. Para se ter uma ideia basta perguntar a uma prostituta do que mais ela tem medo e certamente um dos receios será o policial que teima em “vigiar” e reprimir uma prática legal e que não deixa de atender ao público, tal como os professores e também os próprios policiais.

O que parece ser monopólio da polícia é o uso legítimo da violência baseado em preceitos legais. O leitor pode argumentar que a violência também é produzida por professores e pelas putas. Concordo, mas somente a polícia abre a possibilidade de ser chamada para a solução das desavenças que saem do controle civilizacional e somente ela pode e deve agir no que toca à manutenção da paz e da ordem pública. A questão é de matéria constitucional e o problema reside na legitimidade da violência, uma relação complicada e de difícil mensuração que nos tempos hodiernos tem recebido o nome de “força física comedida”.

Quanto aos professores, além da histórica relação conflituosa com o Estado em relação às condições de trabalho e a precariedade salarial, é mais do que notório o seu conteúdo interativo. Professores lidam com o outro, por definição estranho, diferente e complexo. Um outro repleto de metamorfoses, haja vista que os estudantes parecem não envelhecer e a cada ano os docentes são surpreendidos com novos outros em salas heterogêneas, lotadas, desorganizadas e - na maioria das vezes - com cabeças despreparadas e sem o mínimo de condições de estarem naquele local. Docentes, tal como as profissionais do sexo e policiais, em geral recebem mal. É óbvio que sei daqueles que possuem bons salários e estão felizes nas condições nas quais se encontram. Mas, tal como na década de 80, as greves continuam e tenho sérias dúvidas se de lá para cá a situação da educação não passou de uma crise ao caos aberto e tão banalizado que as pessoas não desejam sequer enxergar. A vida de professor, tal como as das outras duas profissões já mencionadas não é fácil. Os docentes, e digo daqueles em situação crítica, andam pulando de um lugar ao outro para aumentar os rendimentos. No passado, ou mesmo no presente, policiais fazem bicos pelo mesmo motivo e as profissionais do sexo há tempos já têm variado as posições e as possibilidades de emprego no intuito de também aumentarem a renda.

A questão é clara e estamos falando de uma profissão que carrega o serviço para casa. Chega mesmo a ter no contracheque as horas que deve deixar de viver em razão da preparação das aulas e do andamento do trabalho durante o semestre. A condição é tão interessante que a marca “professor”, tal como uma cicatriz, persegue o profissional. Os mais românticos vão entender isso como configuração de identidades. Compreendo como mais trabalho e exposição à interação porque, definitivamente, é cansativo e carregar o estigma de professor nos dias de hoje é, por mais que seja hilário, receber uma visão de “coitado”, “mendigo do ensino”, “salvador” e “sofredor”. Para ser mais polido com as palavras, dificilmente vamos encontrar outra profissão tão desvalorizada quanto a de professor. A precariedade, a proletarização, a desprofissionalização da categoria são sinais claros desse desvalor. Tal como disse um aluno: “qualquer um pode ser professor hoje”. E este aluno está certo, qualquer um pode ser um docente, mas também policial ou profissional do sexo. Sei que não é qualquer um que pode ser oficial, professor das “melhores” universidades ou profissionais de luxo no campo do prazer. Mas “o qualquer um” neste contexto traz a ideia do desencanto, da desistência, da desvalorização e do desrespeito. Curioso tais condições fazerem parte de uma profissão interativa, a qual lida com infantes, adolescentes e a juventude em formação. Desconheço seres humanos que não passaram por tais condições.

No que diz respeito às profissionais do sexo, um bom eufemismo para os “politicamente corretos”, é mais do que vexatórias, humilhantes e inacreditáveis as condições de trabalho. Tal como os professores e os policiais elas também carregam um complexo estigma, mas diferentemente deles, elas se escondem em “nomes de guerra”. Fato também conhecido entre policiais, mas em desuso em tempos de democracia. Na discrição, as profissionais do sexo vendem o corpo em “locais de tolerância” ou fazem uso ostensivo do telefone e de anúncios que receberam uma nova roupagem no mundo virtual. Professores buscam emprego de outra forma e policiais fazem concurso. Somente as profissionais do sexo se vendem em pelo e categoricamente por dinheiro. Basta entrar na internet ou parar em frente das bancas de jornal e telefonar para ver o preço da labuta. Professores ainda lecionam de graça pela causa e pelo sacerdócio histórico que atravessa a profissão, mas também oferecem suas habilidades em troca de dinheiro. O fato é que somente a profissional do sexo vende por dinheiro o sexo em favor do prazer sexual do outro.

Como se vê, as profissões escolhidas com “P” tem algumas coisas em comum. Talvez tenham mais diferenças. Não importa. À guisa de conclusão, cumpre apontar para duas questões: em primeiro que o poder da profissão não reside em sua história, na qualificação ou nas possibilidades abertas no mercado de trabalho. O seu poder está na capacidade de luta, mobilização de atores interessados e associação com políticas de governo. O segundo ponto, associado ao primeiro, é o valor trabalho, que segue a mesma lógica de raciocínio: quanto maior o poder, maior o salário, os direitos, os privilégios. No caso em tela, professores e profissionais do sexo saem perdendo. A educação não é uma política de governo e a prostituição ainda não recebeu a devida regulamentação. Quanto aos policiais militares, a despeito dos problemas salariais que a categoria vem enfrentando no cenário nacional, é mais do que óbvio que a luta no campo da política colocou na agenda dos donos do poder a “segurança pública” como “problema de polícia”. Neste sentido, a ideia de segurança recebeu novas roupagens e, diferentemente dos professores e das prostitutas - pelo menos em MG -, os policiais têm recebido os maiores e melhores holofotes do Estado. Com grande poder de mobilização e capilaridade territorial (professores e profissionais do sexo compartilham do mesmo fenômeno) e ainda por cima armados a categoria pode fazer valer o “manda quem pode” e o “obedece quem tem juízo”.

* é professor e sociólogo. Organizador dos livros, “Polícia em Movimento”. Belo Horizonte: Ed. ASPRA, 2006 e “Mulher, política e sociedade”. Brumadinho, MG: Ed. ASA, 2009.

Texto pubçicado no Recanto das Letras - Código do texto: T3105885

terça-feira, 14 de junho de 2011

A filosofia dos professores multiuso no país

Por: Demétrio Weber e Letícia Lins

BRASÍLIA e RECIFE. Professora há 22 anos e licenciada em história, a pernambucana Letícia Oliveira de Assunção Nascimento é hoje um dos muitos professores multiuso existentes no país: dá aulas não só de história, mas também de filosofia e sociologia no escola estadual Leonor Porto, em São Lourenço da Mata, a 22 quilômetros de Recife:

- Ensino também em outros colégios, e perco tempo pesquisando e estudando filosofia e sociologia, quando poderia estar planejando melhor minhas aulas de história. A qualidade do ensino cai muito.

Leis aprovadas pelo Congresso acrescentaram quatro disciplinas aos currículos do ensino médio nos últimos anos: filosofia, sociologia, música e espanhol. Mas, se já faltam professores para disciplinas tradicionais como física e química, para as novas o problema é pior ainda. Sem professores de sociologia e filosofia, secretarias de Educação ouvidas pelo GLOBO informaram que recorrem a docentes de outras áreas, como história e pedagogia. É o que ocorre em estados como Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal e Rio Grande do Sul. Há ainda contratações em regime temporário, em estados que não fizeram concursos públicos específicos.

Diretora do MEC admite déficit


A diretora de Currículos e Educação Integral do Ministério da Educação (MEC), Jaqueline Moll, admite que faltam professores para as novas matérias, incluindo música e espanhol. Mas defende a atuação do Congresso, afirmando que há esforço conjunto de União, estados e municípios para reverter o quadro:

- Nada em Educação ocorre de um dia para o outro. As leis nascem de uma vontade, uma necessidade e vão fazendo com que a realidade seja construída.

Filosofia e sociologia são obrigatórias e devem ser oferecidas separadamente. Música, também obrigatória, foi incluída como novo componente de artes, dividindo a carga horária com artes plásticas e cênicas. Espanhol só é obrigatório em escolas, que têm de oferecê-lo. A matrícula é opcional.

A lei que torna o ensino de filosofia e sociologia obrigatório foi aprovada em 2008. O Conselho Nacional de Educação orientou que a oferta se iniciasse no 1º ano, em 2009; no 2º, em 2010; e no 3º, em 2011.

Dados do INEP, órgão do MEC, mostram que, com base no censo escolar de 2010, 84% dos alunos frequentavam escolas com filosofia na grade; em 2008, eram 49%. No caso de sociologia, o percentual estava em 80%; e, em 2008, era de 29%. Na rede estadual, o percentual em 2010 era 85% em filosofia e 82,5% em sociologia. Curiosamente, os índices de oferta das duas disciplinas eram menores na rede privada: 78% (filosofia) e 69% (sociologia).

A lei que tornou o ensino de música obrigatório foi aprovada em 2008, com prazo de três anos para implementação, e vale para toda a Educação básica. Segundo o INEP, só 59% dos alunos de ensino médio tinham artes no currículo ano passado. Em tese, o percentual de turmas com ensino de música seria menor. O INEP diz também que só 41% das escolas ofereciam espanhol, obrigatório desde 2005. Em nota, a Secretaria de Mato Grosso do Sul diz que a falta de professores atinge todo o país. A titular da pasta, Maria Nilene Badeca da Costa, é presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed).

Educadores divergem sobre a conveniência de novas disciplinas. Do Conselho Nacional de Educação, onde foi relator das recém-aprovadas Diretrizes Nacionais do Ensino Médio, José Fernandes de Lima critica:

- Uma coisa é o Congresso definir que determinado assunto tem de ser tratado nas escolas. Outra é dizer que temos de criar uma disciplina, o que requer profissional com licenciatura na área. Vai contra a ideia da LDB (Lei de Diretrizes de Bases da Educação Nacional), de que as escolas precisam organizar seu projeto.

O presidente da Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul, Jaime Teixeira, considerou positiva a inclusão de filosofia e sociologia no currículo. Mas afirma que a falta de professores levou a rede sul-matogrossense a chamar até universitários para lecionar:

- Escola não é só para aprender a ler e escrever. É para aprender a pensar.

Fonte: O Globo

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

PEDAGOGIA DA DISTINÇÃO: a escola como sistema de reprodução

Salomão Ferreira de Souza*

“Posso imaginar-me tudo, porque não ou nada. Se fosse alguma coisa não poderia imaginar. O ajudante de guarda-livros pode sonhar-se imperador romano, o rei da Inglaterra não pode faz-lo, porque o rei da Inglaterra está privado de ser, em sonho, outro rei senão o rei que é. Sua realidade não o deixa sentir”. (PESSOA, Fernando, por seu auterônomo Bernardo Soares, em O livro dos desassossegos. Cia das Letras, 2006, p. 185).

A autora Anne Van Haecht (2008) faz uma análise da Teoria da Reprodução apontando, inicialmente, as principais influências de três grandes tradições sociológicas: Durkheim, por sua ruptura com o senso comum e o confronto da teoria com a empiria; Max Weber, por sua teoria sobre o método centífico e sua definição das modalidades da legitimação e, finalmente, Marx por sua situação dos sujeitos no espaço das posições sociais e pelo reconhecimento, em Althusser, do papel da escola no esquema de reprodução das relações de força.

No texto Haecht identifica cinco conceitos fundamentais para construção da teoria de Bourdieu e Passeron: poder e violência simbólica que legitima as relações de força; ação pedagógica, constitutiva da violência simbólica exercida pelos educandos do grupo familiar e professores; autoridade pedagógica pelo direito de imposição legitimada; trabalho pedagógico que cuida da formação durável (o habitus) e, por fim o próprio habitus pela interiorização do arbitrário cultural que não se acaba mesmo após o fim da pedagogia que o fixou no imaginário dos sujeitos.

A autora, em sua leitura, entende que é na família que se constroe o habitus primário, mas, é a escola que testa sua eficácia na perpetuação das relações sociais. Afirma Heacht, dessa vez tendo como base os textos A Distinção, (1979) e O Sentido Prático (1980), que Bourdieu pensa a epistemologia na sua centralidade lógica e prática à qual recorremos para agir e julgar os outros e as coisas. Dessa forma a distinção transforma pequenas diferenças em grandes como acontece entre o herdeiro e o bastardo, o primogênito e o caçula, o aprovado e o reprovado no vestibular ou concurso. Para ele, essas práticas simbólicas variam em virtude da objetividade jurídica das diferenças.

Assim as distinções são mensuradas pela qualidade de capital (simbólico ou monetário), os amigos e colegas, o grau de simpatia que acabam por determinar nossa capacidade de pertencer ou não ao grupo, ao clube ou classe social. Em “A Distinção”, Bourdieu afirma que o espaço social é definido pelo capital global e sua estrutura bem como pela evolução dessas duas espécies de capital (social e cultural) na trajetória dos agentes.

Bourdieu (1979), citado pela autora, define metaforicamente a aquisição desse capital simbólico como um espaço de jogo cujas regras seriam o que ele chama de campo e cujas habilidades, inclinações ou aptidões ele chama de habitus. A esse jogo ele denomina metáfora econômica e espacial que combina perfeitamente o campo e o interesse.

Voltando a Haecht, essa conclui que há, na análise de Bourdieu, um claro aumento na duração média dos estudos contra uma tendência de baixo rendimento desse capital. Contra essa inflação, afirma que as diferentes classes sociais se confundiram e perderam a capacidade de domínio de suas incertezas.

Anne van Haecht, após uma breve conclusão, fala das críticas ao esquema de reprodução afirmando que a racionalidade acontece pela negação, em Hegel, e que não podemos dizer que a busca dos interesses individuais contribui para o interesse geral uma vez que é a falta de clareza de seus interesses que leva o sujeito à condição de submissão; a escolha das especializações e o gosto dos indivíduos privilegiados nem sempre visam o ganho, mas a apreciação despretenciosa do assunto. A autora cita Raynaud (1987) para mostrar que Bourdieu demoniza a autonomia do sujeito. Da mesma forma Ferry e Renaut (1985) conjecturam que, se as ações práticas fazem a história, cada ação é o produto de uma determinação direta das estruturas objetivas do mundo social. Como na astúcia da razão, afirma que dessa forma a história é feita pelos sujeitos que desconhecem o que fazem. Ferry e Renaut (1985) apontam na teoria de Bourdieu uma sociologia coisificada e afirmam que a história não é um processo sem sujeito que transforma os indivíduos em autômato, subjugado pelas leis mortas de uma história da natureza.

Assim, tal como destaca a autora em debate, Raynaud (1987), Ferry e Renaut (1985) criticam Bourdieu, principalmente em seus trabalhos sobre a escola e nos estudos sociológicos, pelo determinismo que ele constroe. Lembra ela de Boudon (1977) que levanta a questão do desencarnamento dos indivíduos na sociologia de Bourdieu e os retira do determinismo simplista para colocá-los na família e também em outros grupos sociais, dispondo não somente de recursos financeiros mas de um certo capital social e refere-se a Weber para fundamentar sua crítica. Bordon rejeita esse sujeito irracional de comportamento que não pode ser interpretado pelas razões convenientes, mas por causas pré-determinadas que agiriam sobre os sujeitos sem que eles tenham consciência delas.

A leitura que podemos fazer de Bourdieu e Passeron deve levar em consideração sua visão macro da sociologia, esquecendo os pequenos fenômenos que fazem, de fato e por análise, a diferença nos rumos que cada sujeito toma em sua trajetória de construção cultural e histórica. Vale ressaltar que é nas relações familiares que se constroe o alicerce para o sujeito cultural e histórico. Situar o indivíduo social pela origem familiar e de classe a que pertence é, sociologicamente, pela própria percepção da essência da teoria de Bourdieu, dizer que não adianta o sujeito tentar construir sua própria história, ela é um destino que está escrito nas estrelas e não há muito o que fazer, mesmo porque a sociedade está munida de ferramentas que cuidam de manter essa “verdade”.

Pensando na sociologia macroscópica de Bourdieu e Passeron seria impossível conceber as revoluções. É como querer ignorar a relação dos pequenos burgos da Idade Média com o maio de 68 (Hobsbawm, 2006, p. 318-319), quando há a inversão de poder ou então ignorar as pequenas ações familiares e escolares nos movimentos que, não só apontam para novos sujeitos, novos grupos sociais, novas organizações de poder global mas, principalmente, apontam para possibilidades que vão além do desejo dos países predestinados a colonizar e daqueles que se destinam a ser colônia justificando essa distinção. Aí sim, há realmente um discurso e um grande esforço para se fazer valer a teoria macroscópica pois ela nos impede de perceber o valor das mínimas ações e pequenos fenômenos que são os verdadeiros responsáveis pela construção histórica de cada sujeito dentro de seu grupo.

Referências:

HAECHT, Anne Van. Sociologia da Educação: a escola posta a prova. Por to Alegre: Ed. Artmed, 2008.

HOBSBAWM, Eric. A era dos extremos: o breve século XX - 1914-1991. Companhia das Letras, 2006.


* Salomão Ferreira de Souza - é escritor e graduando em pedagogia na FAE (Faculdade de Educação) - BH - UEMG (Universidade do Estado de Minas Gerais) - Este trabalho tem como objetivo analisar o texto de HAECHT, Anne Van. O esquema da reprodução: da escola ao sistema de classes sociais. In: HAECHT, Anne Van, Sociologia da Educação: a escola posta a prova. Porto Alegre: Artmed, 2008, onde a autora busca em Bourdieu e Passeron elementos para justificar o discurso de distinções e o processo de reprodução negadora das rupturas.