terça-feira, 29 de junho de 2010

O VALOR TRABALHO DO PROFESSOR EM TEMPOS DE REAJUSTE

Por Lúcio Alves de Barros*

Se existe alguma coisa indispensável para um bom trabalho, esta “alguma coisa” se chama bom salário. Com ele, trabalhadores e trabalhadoras encontram a motivação, a boa vontade, a razão de existir e a possibilidade de levar em frente o resultado do que por anos foi estudado. Paguem mal uma categoria e ela não vai fazer por onde o que deve ser, no mínimo, feito.

Este é o caso de várias categorias e, no caso em tela, recebe novas roupagens quando nos referimos aos professores, sejam da rede estadual, municipal ou dos que ensinam no ensino superior. Chega a ser, com todo o respeito, uma violência, já aceita e assimilada no Brasil, a desigualdade social e de renda existente entre algumas categorias. Não é possível salários de 15 a 20 mil reais no judiciário, de 02 a 05 mil na polícia, e professores percebendo menos de mil reais. O que está em questão aqui é o valor trabalho, ou seja, o valor que a sociedade delega a cada profissão. Um promotor não é mais importante que um professor. Um policial civil ou militar também não é. Professores não são mais importantes que pedreiros e faxineiros. O valor trabalho, contudo, é resultado de luta política. E, infelizmente, tal como o padeiro e o faxineiro, os professores estão longe da organização política existente no judiciário e na polícia.

Desculpem meus amigos policiais e aqueles que trabalham na justiça. Muitos deles também são professores e tem a ciência do que estou falando. Mas digo tudo isso porque é de suma importância, apesar das insatisfações, a aprovação na Assembleia Legislativa (ALMG) do Projeto de Lei (PL) 4.689/10. Este projeto, resultado da luta dos professores e dos servidores públicos, trata do reajuste da categoria. Ele foi aprovado na segunda-feira do dia 28 e espera a sanção do Governador de Minas (e candidato a reeleição), Antônio Augusto Anastásia (PSDB). Grosso modo, a categoria conseguiu a garantia de um aumento salarial por ano e um reajuste já no mês de janeiro de 2011.

A despeito do desconforto das lideranças sindicais foi louvável toda a luta dos professores. De todo modo, esta luta não deve parar nos salários. Mais do que nunca, se fazem necessário melhores condições nas escolas para a efetuação de um bom trabalho. Bom trabalho que não pode ser feito em escolas mal cuidadas, inseguras, sujas e sem as mínimas condições de vida humana. Espero que os professores também lutem por isso, pois há anos - para quem se lembra do então Governador Newton Cardoso – as escolas vem sendo deixadas ao tempo e ao vento. Curioso, porque deixar tais instituições em pleno descuido é continuar atirando no próprio pé, haja vista que, são nelas que os professores encontram o espaço por excelência de formação das crianças, adolescentes e jovens.

* Professor da UEMG, licenciado e bacharel em Ciências Sociais pela UFJF, mestre em Sociologia, doutor em Ciências Humanas: sociologia e política pela UFMG. Autor do livro, “Fordismo: origens e metamorfoses”. Piracicaba: Ed. UNIMEP, 2004; organizador da obra “Polícia em Movimento”. Belo Horizonte: Ed. ASPRA, 2006, co-autor do livro de poesias, “Das emoções frágeis e efêmeras”. Belo Horizonte: Ed. ASA, 2006 e organizador de “Mulher, política e sociedade”. Brumadinho, MG: Ed. ASA, 2009.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

CARAVELAS E SENZALAS DA EDUCAÇÃO BRASILEIRA

André Silva - Jornalista e Especialista em Criminalidade e Segurança Pública

Desde pequeno escuta-se as belas histórias do descobrimento do continente americano e do Brasil pelos espanhóis e portugueses. O império da península ibérica desejava com suas espadas, balanças comerciais e crucifixos conquistar, dominar e explorar o mundo. Antes do Novo Mundo, eles mataram a saquearam as índias. Depois mataram, escravizaram, destruíram civilizações e culturas indígenas e instituíram o desumano tráfico de negros africanos.

Assim fizeram, acumularam riquezas e se tornaram especialistas em parasitismo social, o grande intelectual e escritor Manoel Bonfim que o diga. Como ricos parasitas que viviam economicamente somente das rapinas das colônias, esses dois países se enriqueceram e esqueceram-se de se desenvolver nas demais áreas que não fossem as navegações mercenárias e a corrupção. Engordaram os cofres com ouro, prata e pedras preciosas a preço de açoites, degolas, estupros, carnificina, destruição e opressão em nome da Coroa e da Santa Igreja. Mais uma cruzada mercantilista, não diferente do que atualmente acontece com os yankees diante dos trilhões de dólares em recursos minerais encontrados no Afeganistão.

Portugal e Espanha, países antes temidos, entraram e saíram com suas caravelas das terras latino-americanas deixando uma herança de pobreza, dor, ódio e segregação. No entanto, a pior herança que essas nações deixaram aos povos latinos foi o modelo de sua pobreza moral e intelectual da época. No campo das especulações quem sabe se os colonizadores fossem os ingleses protestantes, a América Latina não seria algo no sentido de uma Austrália, Canadá ou até Estados Unidos? Nada justificaria o massacre de vidas, mas quem sabe a herança também não seria tão maldita.

Entre negros escravos, senhores brancos e índios surgiram os mestiços. E o belo povo brasileiro foi se formando. Não seria injusto dizer que hoje todo brasileiro deveria ter direito a uma estadia na maloca cinco estrelas, um safári na África e um tour pela Europa com tudo pago pelo menos uma vez na vida. Hoje, a mais cinco séculos do descobrimento, o Brasil ainda sofre com o modelo atrasado, usurpador, medíocre e pobre deixado pela antiga metrópole que se reflete na política, na administração pública, na violência, na distribuição de renda e em toda sorte de corrupção.

Um país como essa nação verde-amarela ainda resiste em não ser livre pela educação. O que liberta um povo é o conhecimento. A espada é o instrumento. A geopolítica mundial tem mudado a passos largos, novos atores mundiais como a China e a Índia estão participando de grandes decisões, pequenos países de radicais islâmicos constroem bombas atômicas e a tecnologia se multiplica. Enquanto isso, em um maravilhoso país chamado Brasil, apesar de alguns avanços econômicos, professores ainda imploram um salário digno em uma educação desprezada.

O Brasil com suas as elites econômicas e políticos feudais a imagem e semelhança dos colonizadores, com infinitas medidas de mediocridade ainda sustentam o luxo de não se ter grandes cientistas, grandes intelectuais e grandes pesquisadores se destacando no cenário mundial. Porém, mesmo sem um sistema de educação geral que estimule a pesquisa e invista em grandes mentes, desejam estar entre os grandes no contexto internacional. Não querem saber da história, não querem refletir que nenhuma grande nação se fez e se sustenta sem uma educação que forma para o trabalho, para a vida, para a reflexão, para a produção do conhecimento, para a sociedade e para alcançar os objetivos nacionais.

Um sistema de educação que forme o indivíduo para escolher e pensar os rumos de sua própria vida e a de sua nação, infelizmente e de forma geral, só tem sido privilégio dos donos do poder. Ao cidadão que padece na ignorância, na falta de iluminação intelectual, somente resta a violência escolar, a infinidade de conteúdos escolares despejados sem aplicação prática e reflexão, os dias sem aula devido as desgastantes greves, o desânimo e a frustração. O Brasil de fato necessita deixar de ser uma colônia de uma meia dúzia de senhores feudais que só fazem copiar a antiga e decadente coroa portuguesa para exercer a manutenção do poder pelo preço da escuridão intelectual de uma maioria de brasileiros.

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PUC-MG terá de indenizar ex-aluna por tentativa de estupro na universidade

Julia Baptista, O Estadão - 22 jun. 2010

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) condenou a Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG) a pagar R$ 100 mil a uma ex-estudante de História vítima de tentativa de estupro em setembro de 2000. A jovem receberá a quantia por danos morais, por ter sido alvo de violência no banheiro da faculdade, durante uma festa organizada pelos alunos na pizzaria da PUC. O agressor estava mascarado e tentou estuprar a jovem, que reagiu e levou cinco facadas.

A estudante entrou na Justiça contra a PUC, pedindo indenização por danos morais. Em sua defesa, a PUC alegava que o "lamentável ocorrido foi gerado exclusivamente por ato de terceiro, de forma manifestamente imprevisível e inevitável pela segurança mantida em toda e qualquer universidade".

Entretanto, o Tribunal de Justiça de Minas (TJ-MG) acolheu os argumentos da vítima e fixou o valor a ser pago em R$ 100 mil. Para o TJ-MG, ficou comprovada a negligência da universidade, que não observou o dever de cuidado, falhando na prestação dos serviços de vigilância e de segurança dentro de suas instalações. A PUC recorreu ao STJ, pedindo a revisão do valor fixado para reparação do dano moral. No entanto, o ministro Raul Araújo, relator do processo, não aceitou os argumentos da universidade. "O montante da indenização só pode ser alterado na instância especial quando ínfimo ou exagerado, o que não ocorre nesse caso. Levando em consideração as circunstâncias em que a agravada sofreu tentativa de estupro e agressão que deixaram sequelas, a quantia fixada pelo TJMG não se distanciou dos padrões de razoabilidade", afirmou Araújo.

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Professores da rede estadual acompanham na ALMG votação em 2º turno de projeto de lei que trata de reajustes

Karina Alves, Jornal O tempo - 28 jun. 2010

Professores da rede estadual estão na Assembleia Legislativa nesta segunda-feira para acompanharem a votação em segundo turno do Projeto de Lei (PL) 4.689/10, que trata sobre o reajuste para a categoria a partir de 2011. Duas reuniões extraordinárias foram convocadas nesta segunda-feira, sendo que uma delas teve início às 11h e a outra está prevista para começar às 20h. Por volta de meio dia, a reunião foi interrompida para a abertura das negociações com os professores. Na tarde da última sexta-feira (25), o projeto foi aprovado em primeiro turno pelos deputados. Foi aprovada uma emenda da Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária que antecipa o pagamento do primeiro reajuste para janeiro, o qual originalmente aconteceria em março.

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Trabalho infantil é desafio para governo e sociedade

Por Fernando Costa, 26 jun. 2010

Márcio Ferreira da Silva, o Marcinho, quer se tornar um grande astrônomo. Fascinado pelas estrelas, há poucos meses o menino de 12 anos não acreditava que poderia sonhar com a futura profissão. Ao invés de olhar para o céu e observar seus objetos de desejo, ele usava seu tempo para catar latinhas na rua e ajudar na renda de casa. Marcinho era mais um número que se somava a uma estatística que assusta: são mais de 4,5 milhões de crianças e adolescentes com idade entre 5 e 17 anos que trabalham no Brasil. O número, apontado pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), reforça uma necessidade de atenção maior à situação do trabalho infantil no país.

Marcinho hoje faz parte do programa Curumim, da Secretaria do Estado de Desenvolvimento Social (Sedese), que leva atividades de cultura e lazer para crianças de até 15 anos que um dia estiveram em situação de trabalho e rua. “Não sinto falta nenhuma do que eu fazia. Às vezes pegava um pouco do dinheiro que conseguia para mim, mas participar das atividades daqui compensa mais”, conta Marcinho. Quem também mudou de vida depois de integrar o Curumim foi Carlos Henrique Ramos de Medeiros, também de 12 anos. O garoto, que impressiona com seus ippons nas aulas de judô da unidade do programa no bairro Cidade Industrial, em Contagem, dividia seu tempo entre a escola, o trabalho como flanelinha e a busca por latinhas nas ruas. “Eu saía de casa de manhã e só voltava à noite. Além de trabalhar, ficava sem segurança e só olhando coisas erradas na rua”, conta o jovem.

O Curumin atende, atualmente, a 3.400 crianças e adolescentes em 14 núcleos espalhados em municípios da região metropolitana de Belo Horizonte. O objetivo do programa, que começa a ser municipalizado, é crescer mais. “É um trabalho que complementa as atividades escolares das crianças. Antes ou depois das aulas elas vêm para cá e têm aulas de reforço, praticam esportes e ficam longe do que pode ser prejudicial para elas do lado de fora”, explica Ana Paula Camargos Almeida, que há 11 anos administra o Curumim no bairro Cidade Industrial.

Um levantamento da Fundação João Pinheiro (FJP) mostrou em 2008 que cerca de 300 mil crianças e adolescentes mineiras trabalhavam. De lá pra cá, de acordo com a Sedese, 20 mil delas foram levadas para programas de apoio. O estudo da FJP culminou em um plano de erradicação do trabalho infantil no Estado, que desenvolve ações e repassa investimentos aos projetos de assistência social espalhados por toda Minas Gerais.

Problema tem histórico cultural

Mais do que um complemento para a renda familiar, o trabalho infantil pode ter fortes raízes históricas e familiares que dificultam no combate à prática no país. De acordo com a superintendente da Coordenadoria Especial de Política Pró-Criança e Adolescente (Cepcad) da Secretaria do Estado de Desenvolvimento Social (Sedese), a cultura que vem de gerações antigas e que diz que é melhor a criança trabalhar do que ficar “à toa” ainda impera em muitos lares do Brasil. “O pai que trabalhou quando criança acha que o filho tem que seguir o mesmo caminho, que isso vai ser bom para o futuro. Mudar essa idéia é um dos principais desafios dos nossos programas”, conta Eliana Siqueira. Em contato com pais de crianças e adolescentes do projeto Curumim, Ana Paula Camargos conta que criar nos pais a consciência de que os filhos não podem trabalhar é uma etapa complicada. “Um pai de um dos meninos atendidos pelo programa veio até aqui e disse que o filho renderia mais se levasse dinheiro para casa como flanelinha. Ameaçou tirar a criança das atividades”, conta Ana Paula.

domingo, 27 de junho de 2010

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Primeiro porre chega cada vez mais cedo para adolescentes

Depois de uma festa regada a doses de bebidas alcoólicas, mesmo muito embriagado, ele decidiu ir embora a pé. No caminho, tentou chutar uma placa e caiu. Aos 15 anos, o garoto de Belo Horizonte voltava da festa de aniversário de uma amiga, da mesma idade. Os porres de adolescentes tornaram-se cenas comuns. E, hoje, ganharam um agravante: começam a partir dos 12 anos. Foi o que mostrou uma pesquisa realizada pelo Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicoterápicas (Cebrid) da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). O levantamento comprovou que os jovens estão bebendo cada vez mais: 33% dos 5.226 estudantes entrevistados praticaram o "binge drinking". O termo caracteriza o consumo, na mesma ocasião, de 14 g de etanol - o correspondente a cinco doses de bebida.

"O álcool mostrou ser um problema maior para a saúde pública do que o crack. Porque, enquanto nos preocupamos com as drogas ilícitas, as bebidas alcoólicas são as mais consumidas", disse a coordenadora do estudo do Cebrid, Ana Regina Noto. Apesar de o levantamento ter sido feito em São Paulo, a pesquisadora explica que pode-se aplicar esses resultados em Minas Gerais. "Realizamos pesquisa nesse sentido desde a década de 80. Em 2004, fizemos um estudo que incluía as 27 capitais brasileiras e os resultados mineiros foram idênticos aos de São Paulo".

Prática. Mesmo sem pesquisa, é possível confirmar que os adolescentes mineiros estão ficando bons de copo cada vez mais cedo. "Todo mundo bebe. Mesmo quem não gosta acaba bebendo para não ficar para trás", contou um adolescente de 12 anos. Como os pais não sabem que ele se embriaga, o menino já tem algumas técnicas para evitar problemas em casa: "Eu paro de beber meia hora antes de ir embora, chupo várias balas de hortelã e pulo muito para o álcool passar o efeito", contou, como se desse dicas.

Quando algum amigo não consegue controlar e acaba dando o que eles chamam de "PT" ou "Perda Total" a palavra de ordem é solidariedade. "Em uma festa de 50 pessoas pelo menos três dão PT. Aí, a gente cuida delas para os pais não descobrirem. Damos doces e até banho se precisar", afirma outro adolescente de 13 anos. O garçom Gilmar Alves da Silva, 35, confirma as estatísticas. "Festa de 15 anos é lei: pelo menos três ou quatro meninos passam mal. A gente não serve para menores, mas amigos maiores e os próprios pais pegam a bebida e eles acabam consumindo", explica.

Repercussão. O psicanalista e professor de psicologia da Universidade Federal de Minas Gerais Guilherme Massara Rocha acredita que esse aumento do uso de álcool entre os jovens é reflexo da forma com que a sociedade lida com essa droga. "Como o álcool é uma droga considerada lícita, ele não é tratado como deveria pelas autoridades e educadores. Nós, profissinais da saúde mental, concordamos que a orientação que é dada ao jovem é muito deficitária, o que leva a essa disseminação de bebidas alcoólicas", afirma.

Consumo precoce traz sérios riscos. O consumo precoce de bebidas alcoólicas tem reflexos negativos na vida dos adolescentes."Quanto mais cedo exposto à bebida maior a possibilidade de se tornar alcoólatra", afirma o professor de psicologia da UFMG Orestes Diniz Neto. O membro da comissão de controle de tabagismo, alcoolismo e uso de outras drogas da Associação Médica de Minas, Valdir Ribeiro, vai além: "Eles podem criar tolerância ao álcool e buscarem outros estimulantes para trazer a sensação de bem-estar". (TL)

Alerta - É importante educar os filhos - Para combater a influência negativa que as bebidas alcoólicas têm sobre crianças e adolescentes, o ideal não é tentar vencer o álcool, mas aprender a lidar com a bebida. “A bebida é parte da sociedade, usada como forma de congregação social. É impossível evitar que os jovens tenham contato com ela. A melhor maneira de se lidar com isso é dando educação para beber”, explica o professor de psicologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Orestes Diniz Neto.

A representante comercial Daniela Mansur, 33, utilizou essa técnica com o filho de 14 anos. “Aos 13 anos, meu filho me disse que iria em uma festa e que os amiguinhos dele iriam beber. Ele me pediu que tomasse uma cerveja com ele, porque nunca havia tido contato com bebida alcoólica. Eu disse que só toparia se ele pegasse a cerveja mais gelada que tivesse na geladeira”, conta a mãe.

Sem chance. O engenheiro Ivan Antunes age diferente com a filha de 17 anos. “Eu sou contrário a bebida para adolescente. Meu método de educação é falar com meu filho até convencê-lo. E está funcionando”. (TL)

Dados nacionais
Álcool. Estudo da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad) mostrou que 80% dos menores de 18 anos entrevistados afirmaram já ter consumido bebida alcoólica.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

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Ocorrências de tráfico de drogas no Estado sobem 18,6%

Por Carlos Calaes, repórter - 24 jun. 2010


No Estado de Minas Gerais, as ocorrências de tráfico de drogas aumentaram. Segundo o coronel Eduardo Campolina, chefe de apoio operacional da Polícia Militar, no ano passado houve um aumento de 18,6% em relação a 2008 nas ocorrências envolvendo drogas. Foram 42.595, no Estado. Só em Belo Horizonte foram 9.185 registros, cerca de 25 diários, principalmente com apreensão de crack. “A prevenção, principalmente tendo como alvo as crianças, é uma das estratégias mais indicadas, mas o foco na repressão também não deve ser esquecido”, afirmou.

Mas a PM está tentando resolver o problema também com ações de prevenção. A instituição mantém o Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd), que na manhã de ontem visitou a Escola Estadual Sara Kubitschek, no Bairro Ipiranga, Região Nordeste da capital. Mais de 450 alunos, de diversas séries do Ensino Fundamental participaram de uma caminhada em comemoração ao Dia Internacional de Combate às Drogas, que é amanhã. A programação foi organizada pelo 16º Batalhão e além dos estudantes teve a participação de pais e moradores da região.

De acordo com a vice-diretora da escola, Gildete Rodrigues Ferreira, toda a escola aderiu à iniciativa. “Hoje é um dia muito especial. Todos nos mobilizamos em favor dessa causa. É um incentivo a mais para a família se conscientizar sobre os riscos das drogas”, afirma. “O trabalho desenvolvido pelo Proerd é maravilhoso e deveria fazer parte da grade curricular de todas as escolas”, continua. Mãe de dois filhos, a manicure Daniela Oliveira Lemos, 32 anos, acredita que a prevenção e o diálogo são duas ferramentas importantes contra as drogas. “Meu filho participou da caminhada e já me cobrou para que eu pare de fumar”, afirmou. O estudante da 5ª série Edgar Bomfim Rocha, 10 anos, diz ter aprendido que o importante é sempre recusar qualquer tentativa de aproximação de quem pretenda oferecer drogas.

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Ameaça de bomba em escola mobiliza polícia em Sabará

Uma ameaça de bomba mobiliza a Polícia Militar de Sabará, município da Grande Belo Horizonte, na manhã desta sexta-feira (25). De acordo com a PM, o supervisor da Escola Estadual Coronel Adelino Castelo Branco localizou no pátio da escola um artefato semelhante a uma bomba.

Segundo a polícia, o que impressionou no equipamento é que ele possui fios que estão ligados ao padrão de energia elétrica da escola e a um aparelho celular que está ao lado. Uma equipe do esquadrão antibombas do Grupamento de Ações Táticas Especiais (Gate) chegou à escola, que fica no centro da cidade, e isolou o local.

Fonte: http://www.otempo.com.br/noticias/ultimas/?IdNoticia=85365,NOT&IdCanal=1

25 jun. 2010

quinta-feira, 24 de junho de 2010

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Foto: Polícia Militar

Alunos de escola estadual fazem passeata antidrogas na capital

Clarissa Damas, 24 jun. 2010 - portal@otempo.com.br

Cerca de 450 alunos da Escola Estadual Sarah Kubistchek, localizada no bairro Ipiranga, região Nordeste da capital, fizeram na manhã desta quinta-feira (24) uma passeata em comemoração ao Dia Internacional de Combate às Drogas, que é celebrado no mundo todo em 26 de junho.

A caminhada foi organizada pelo Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (PROERD) do 16º Batalhão. O trânsito ficou um pouco lento na rua Jacuí, enquanto os estudantes passavam pelo local com faixas e cartazes. A iniciativa visa mostrar às crianças e adolescentes os perigos do uso de drogas.

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Aluno é espancado em colégio e deixa pais preocupados

Luciane Evans, 23 jun. 2010 - Jornal Estado de Minas

Agressão a um aluno do Colégio Neusa Rocha, no Bairro São Luiz, na Região da Pampulha, em Belo Horizonte, deixou pais de estudantes assustados Na segunda-feira, G.V.F, de 15 anos, foi espancado por três colegas dentro das dependências da escola e, inclusive, chegou a ser ameaçado pelo grupo até durante uma aula de ciência, na qual o professor preparava uma exposição audiovisual. Dois agressores foram expulsos da instituição e vítima ainda reclama de dores, mostrando marcas orelha e na cabeça, machucados na boca e arranhados pelo corpo, devido aos chutes e socos levados.

Segundo o aluno, tudo começou quando dois colegas de sala, um de 14 e outro de 15 anos, resolveram bater em um outro jovem, por achá-lo "folgado e atrevido". "Eles me chamaram para brigar com o menino. Não aceitei e fui a contar a ele o que os outros estavam querendo fazer, como forma de alertá-lo. Quando a dupla soube que contei, um deles colocou o dedo na minha cara e me ameaçou dentro de sala, durante aula de ciências. Ele ainda ligou, escondido, pelo celular, para outro colega, que estuda pela manhã, e o chamou para ir à tarde na escola", conta G.V.F.

Ao acabar a aula, ainda dentro da escola, um dos rapazes empurrou G.V.F e tirou da mochila um soco-inglês de madeira, fabricado por ele próprio. "Estávamos no bosque do Neusa Rocha. Quando ele me empurrou e mostrou a arma, chegou o outro e me deu um soco perto do ouvido. Fiquei tonto. Chegou o terceiro e me deu um chute nas costas. Revidei com socos, mas me deram chutes na orelha, até a chegada do professor e do porteiro." Segundo o pai, que preferiu o anonimato, o adolescente foi levado à Divisão de Orientação e Proteção à Criança e ao Adolescente (Dopcad), onde foi registrada a ocorrência. Hoje, o jovem vai prestar depoimento. Ele esteve no Instituto Médico Legal para exame de corpo de delito. "Ficamos muito chateados com toda essa história. E se fosse uma arma de fogo? A escola não teve nenhum controle sobre isso", disse.No Colégio Neusa Rocha, funcionários disseram ontem que não havia nenhum responsável para dar informações sobre o caso. A mãe de um dos acusados de agressão e dono do soco-inglês, de 14 anos, disse que o filho não estava na briga. "Por um acaso, ele estava perto. Ele tinha mania de fazer soco-inglês de madeira, o outro acusado pegou da mão dele e agrediu G.V.F. Quem bateu foram os outros dois. Como foi ele quem levou a arma branca, ele também foi expulso. Estou em frangalhos", disse a dona de casa. A mãe do adolescente que estuda de manhã e foi chamado para a briga afirma que está assustada com toda a situação e que o filho estuda há 11anos na escola. "Ele não é de confusão. Ele estuda em outro turno e, nem sequer, conhecia o agredido. Ele foi chamado para ir ao turno da tarde, porque o outro lhe disse que estava sofrendo ameaças. Ele foi suspenso um dia, mas já voltou para a sala de aula." Procurada, a família do acusado de ter sido o principal agressor não foi encontrada.

Fonte: http://www.uai.com.br/

quarta-feira, 23 de junho de 2010

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Três adolescentes são apreendidos vendendo droga na porta de escola de Venda Nova

Por Clarissa Damas – Jornal O tempo (23 de junho de 2010)

Seguindo uma denúncia anônima, militares do 49º Batalhão apreenderam na noite de terça-feira (22) três adolescentes que vendiam drogas. Os garotos, que tem 17, 16 e 14 anos, foram flagrados na porta da Escola Estadual Tancredo Neves, bairro Céu Azul. Com os adolescentes, foram encontradas 19 pedras de crack e R$80 em dinheiro. Os garotos disseram que compraram a droga na Praça Sete para revendê-la aos alunos da escola. Eles foram apreendidos em flagrante e levados para a Delegacia Especializada do Plantão Interinstitucional de Ato Infracional.

Boca de fumo funcionava no caminho de escola em BH

Izabela Ventura - Repórter

A Polícia Militar descobriu uma boca de fumo que funcionava dentro de uma casa abandonada na Vila São Tomás, Região Norte de Belo Horizonte. Depois de uma denúncia anônima na madrugada desta quarta-feira (23), a PM descobriu uma grande quantidade de drogas no local.

Foram encontrados três quilos de pasta base para cocaína que, segundo a polícia, poderiam render até cinco vezes mais depois de refinada. Havia também pedras de crack, buchas de maconha, duas balanças de precisão e dois revólveres calibre 38.

Todo o material apreendido estava dentro de um sofá velho. Dois homens foram presos e uma adolescente, apreendida. Dos detidos, um homem conhecido como “Gambá” seria o chefe do tráfico na região. A casa abandonada seria de uma família que foi retirada do local à força por traficantes. Ainda segundo a PM, a boca de fumo fica no caminho de uma creche e uma escola estadual, onde passam crianças e adolescentes todos os dias. A polícia procura agora por outros integrantes da quadrilha que estariam envolvidos no esquema de tráfico.

Fonte: http://www.hojeemdia.com.br/

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Estudo: 49% dos universitários já usaram drogas e 86%, álcool


BRASÍLIA - De acordo com o 1º Levantamento Nacional sobre Uso de Álcool, Tabaco e Outras Drogas entre Universitários das 27 Capitais Brasileiras, divulgado pelo governo federal nesta quarta-feira, 49% dos quase 18 mil estudantes entrevistados disseram já ter consumido alguma droga ilícita pelo menos uma vez na vida. Ainda segundo o documento, 86% disseram já ter consumido álcool, índice que baixa para 80% entre os menores de idade.

O estudo foi realizado pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad), em parceria com o Grupo Interdisciplinar de Estudos de Álcool e Drogas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (GREAFMUSP). A análise foi feita entre os estudantes matriculados no ano letivo de 2009 de 100 instituições públicas e privadas de ensino superior. As perguntas foram feitas por meio de um questionário preenchido pelos próprios entrevistados. O levantamento pesquisou o uso das substâncias em alguma vez na vida, nos últimos 12 meses e nos últimos 30 dias.

Ainda de acordo com a pesquisa, 21% dos universitários fazem uso de produtos derivados do tabaco atualmente. Segundo os dados divulgados, 47% disseram já ter experimentado cigarro ou outros pelo menos uma vez na vida. O consumo de drogas lícitas e ilícitas entre os universitários é mais frequente que entre a população em geral, de acordo com a pesquisa. Entre os que mais consomem as drogas ilícitas, estão os universitários de instituições privadas, do Sul e Sudeste do país, da área de Humanas, que frequentam as aulas no período noturno e por aqueles com mais de 35 anos.

Segundo a pesquisa, os dados levantados no Brasil são semelhantes aos observados entre os estudantes universitários americanos em relação ao uso de álcool, tabaco e drogas ilícitas. No entanto, os brasileiros preferem os inalantes, enquanto que nos EUA a droga mais usada é maconha. "O levantamento é o primeiro no país a analisar o comportamento de jovens universitários em relação ao uso de drogas", disse a secretária adjunta de Políticas sobre Drogas, Paulina do Carmo Arruda Vieira Duarte. Segundo ela, o Brasil possui hoje 2.252 instituições de ensino superior, totalizando mais de 5,8 milhões de estudantes universitários. De acordo com Paulina, a entrada na universidade, muitas vezes, inaugura um período de maior autonomia, possibilitando novas experiências, mas também se constitui em um momento de maior vulnerabilidade, tornando-os mais suscetíveis ao uso de drogas.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

REPORTAGEM: a violência virtual




A Revista "Nova Escola" traz, em sua edição de junho e julho, uma boa matéria sobre o fenômeno do Bullying (agora também em sua versão virtual - ciberbullying). Aqui você pode ler o início da reportagem e acessar os outros links referentes a ela. Boa Leitura!

(Capa: revista 'Nova Escola' - jun./jul. 2010)

Violência virtual

Na internet e no celular, mensagens com imagens e comentários depreciativos se alastram rapidamente e tornam o bullying ainda mais perverso. Como o espaço virtual é ilimitado, o poder de agressão se amplia e a vítima se sente acuada mesmo fora da escola. E o que é pior: muitas vezes, ela não sabe de quem se defender.

Beatriz Santomauro (junho /julho 2010)

Todo mundo que convive com crianças e jovens sabe como eles são capazes de praticar pequenas e grandes perversões. Debocham uns dos outros, criam os apelidos mais estranhos, reparam nas mínimas "imperfeições" - e não perdoam nada. Na escola, isso é bastante comum. Implicância, discriminação e agressões verbais e físicas são muito mais frequentes do que o desejado. Esse comportamento não é novo, mas a maneira como pesquisadores, médicos e professores o encaram vem mudando. Há cerca de 15 anos, essas provocações passaram a ser vistas como uma forma de violência e ganharam nome: bullying (palavra do inglês que pode ser traduzida como "intimidar" ou "amedrontar"). Sua principal característica é que a agressão (física, moral ou material) é sempre intencional e repetida várias vezes sem uma motivação específica. Mais recentemente, a tecnologia deu nova cara ao problema. E-mails ameaçadores, mensagens negativas em sites de relacionamento e torpedos com fotos e textos constrangedores para a vítima foram batizados de cyberbullying. Aqui, no Brasil, vem aumentando rapidamente o número de casos de violência desse tipo.

Nesta reportagem, você vai entender os três motivos que tornam o cyberbullying ainda mais cruel que o bullying tradicional.

- No espaço virtual, os xingamentos e as provocações estão permanentemente atormentando as vítimas. Antes, o constrangimento ficava restrito aos momentos de convívio dentro da escola. Agora é o tempo todo.

- Os jovens utilizam cada vez mais ferramentas de internet e de troca de mensagens via celular - e muitas vezes se expõem mais do que devem.

- A tecnologia permite que, em alguns casos, seja muito difícil identificar o(s) agressor(es), o que aumenta a sensação de impotência.

Raissa (Nome fictício), 13 anos, conta que colegas de classe criaram uma comunidade no Orkut (rede social criada para compartilhar gostos e experiências com outras pessoas) em que comparam fotos suas com as de mulheres feias. Tudo por causa de seu corte de cabelo. "Eu me senti horrorosa e rezei para que meu cabelo crescesse depressa."

Esse exemplo mostra como a tecnologia permite que a agressão se repita indefinidamente (veja as ilustrações ao longo da reportagem). A mensagem maldosa pode ser encaminhada por e-mail para várias pessoas ao mesmo tempo e uma foto publicada na internet acaba sendo vista por dezenas ou centenas de pessoas, algumas das quais nem conhecem a vítima. "O grupo de agressores passa a ter muito mais poder com essa ampliação do público", destaca Aramis Lopes, especialista em bullying e cyberbullying e presidente do Departamento Científico de Segurança da Criança e do Adolescente da Sociedade Brasileira de Pediatria. Ele chama a atenção para o fato de que há sempre três personagens fundamentais nesse tipo de violência: o agressor, a vítima e a plateia. Além disso, de acordo com Cléo Fante, especialista em violência escolar, muitos efeitos são semelhantes para quem ataca e é atacado: déficit de atenção, falta de concentração e desmotivação para os estudos.

Esse tormento permanente que a internet provoca faz com que a criança ou o adolescente humilhados não se sintam mais seguros em lugar algum, em momento algum. Na comparação com o bullying tradicional, bastava sair da escola e estar com os amigos de verdade para se sentir seguro. Agora, com sua intimidade invadida, todos podem ver os xingamentos e não existe fim de semana ou férias. "O espaço do medo é ilimitado", diz Maria Tereza Maldonado, psicoterapeuta e autora de A Face Oculta, que discute as implicações desse tipo de violência. Pesquisa feita este ano pela organização não governamental Plan com 5 mil estudantes brasileiros de 10 a 14 anos aponta que 17% já foram vítimas de cyberbullying no mínimo uma vez. Desses, 13% foram insultados pelo celular e os 87% restantes por textos e imagens enviados por e-mail ou via sites de relacionamento.

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Introdução

Também na mesma Revista: Mais sobre Bullying

Tudo sobre bulliyng

Reportagens
O que é bullying?
Como lidar com as brincadeiras que machucam a alma
Bullying: é preciso levar a sério ao primeiro sinal
Massacre virtual na internet
Artigo da A psicóloga Lídia Aratangy sobre violência na escola


jun./jul. de 2010

NOTÍCIAS...

Falsa ameaça de bomba mobiliza PM em escola na região Leste da capital

Fernando Costa

Uma falsa ameaça de bomba mobilizou militares do 16º batalhão e equipes do Grupamento de Ações Táticas Especiais (Gate) na manhã desta segunda-feira (21) na Escola Estadual Presidente Dutra, na avenida José Cândido da Silveira, no bairro Horto, região Leste de Belo Horizonte.

De acordo com a Polícia Militar, responsáveis pelo serviço de manutenção da escola encontraram uma caixa embalada com papelão em um dos banheiros da unidade de ensino. Preocupados com a possibilidade de se tratar de um artefato explosivo, os responsáveis acionaram a polícia.

Segundo a PM, o local foi isolado, a caixa foi colocada dentro de dois pneus e detonada. A caixa, segundo a PM, era um simulacro de bomba e não possuía explosivo. Na caixa ainda havia um bilhete com os dizeres "Não abrir". Ainda não há informações sobre quem teria deixado o objeto no banheiro. O local foi liberado pela polícia após a retirada da caixa.

Fonte: http://www.otempo.com.br/noticias/ultimas/?IdNoticia=84830

NOTÍCIAS...

Ação de 'despiche' dá nova cara ao Instituto de Educação


Próxima ação será no dia 26, na Região de Venda Nova


Jaqueline da Mata, 20/06/2010

Foto: Luiz Costa



Alunos, ex-alunos, professores e quem passou pela Rua Timbiras, em frente ao Instituto de Educação de Minas Gerais (Iemg), no Centro da capital, colocaram a mão na massa, ou melhor, no pincel, na manhã deste sábado (19). Foi o início das atividades do movimento “Despiche”, promovido pela Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) em conjunto com o Ministério Público Estadual (MPE) e as polícias Civil e Militar. O muro, bastante danificado com pichações em toda a frente e lateral do colégio, recebeu camada nova de tinta. A próxima ação vai ocorrer no dia 26, ao longo da Avenida Padre Pedro Pinto, na Região de Venda Nova.

Tombado pelo Patrimônio, o colégio, de 1906, ficou de cara nova. A diretora do Iemg, Marília Sarti, contou que o muro havia sido pintado recentemente, mas, em menos de um ano, foi pichado. “Estamos trabalhando também com os alunos para que ajudem na preservação do patrimônio”, disse a diretora. Ela calculou que, ontem, cem pessoas participaram do “despiche”, em esquema de revezamento, e pintaram os muros da escola. A estudante Izabele Zauni, 12 anos, aplaudiu a ação e, com um dos pincéis, ajudou no mutirão. “É importante preservar o lugar onde estudamos”, disse Izabele.O secretário da Regional Centro-Sul, Fernando Cabral, ressaltou que são gastos R$ 90 mil por mês com reparos de pichações e vandalismos. Junto com a Polícia Civil, a Prefeitura está traçando o perfil dos pichadores e realizando um mapeamento dos locais que são mais pichados.

“A cidade toda tem marcas das pichações. Quanto aos pichadores, são adolescentes e adultos com idades entre 14 e 24 anos”, disse o delegado Weligton Peres. Ele lembra que a pena para quem for pego pichando muros e edificações pode variar de três meses a um ano de prisão. A multa é de R$ 1 mil a R$ 50 mil, dobrando em caso de reincidência. O processo de “despiche”, como enfatizou o secretário Municipal de Segurança Urbana e Patrimonial, Genedempsey Bicalho Cruz, é feito em três etapas. A primeira consiste num trabalho integrado entre as polícias e o Ministério Público. O segundo momento é a conscientiza-ção entre os jovens e, por fim, a pintura dos locais danificados pelas pichações.

domingo, 20 de junho de 2010

NOTÍCIAS...

Cerco se fecha aos pichadores

Foto de Alex de Jesus

Por Teresa Rodrigues

A Polícia Civil promete não dar trégua aos pichadores que insistem em sujar prédios públicos e particulares em Belo Horizonte. Ontem, dois dias após a prisão de 12 suspeitos envolvidos em vandalismos, a delegada da Divisão de Proteção ao Meio Ambiente, Cristiane Moreira, informou que outras pessoas suspeitas de participação em atos de pichação estão na mira da polícia. Além da investigação, câmeras de vídeo instaladas em pontos estratégicos da capital têm ajudado os investigadores a identificar os suspeitos. "A Polícia Civil continua monitorando e outros vândalos já estão sendo identificados", disse a delegada.

As prisões de pichadores em Belo Horizonte, neste ano, já superaram as ocorrências do ano passado, quando nove pessoas foram detidas. Segundo Cristiane Moreira, os mandados de prisão desta semana são resultado de uma investigação iniciada em 2009. As declarações da delegada foram dadas durante mobilização, ontem, para o despiche do muro do prédio do Instituto de Educação de Minas Gerais. A ação, promovida pela prefeitura da capital, contou com a participação de alunos e ex-alunos da instituição. O secretário municipal de Segurança Urbana e Patrimonial, Genedempsey Bicalho, também presente no evento, disse que a prefeitura, por meio do Projeto Movimento Respeito por BH, trabalha com três vertentes de ações para combater as pichações. "Além da limpeza, temos investido mais na repressão qualificada e na sensibilização. Nosso trabalho junto a jovens tem ajudado a prevenir esse crime".Conscientização. No Instituto de Educação, os voluntários colocaram a mão na massa para sensibilizar a comunidade sobre a importância de manter as fachadas dos prédios da cidade limpas. A atividade de ontem foi a quinta ação de despiche promovida pela prefeitura desde dezembro. Por duas vezes, os mirantes e ancoradouros da lagoa da Pampulha foram pintados. A praça do Cristo, no Barreiro, e a praça do Peixe, no Complexo da Lagoinha, na região Noroeste, também receberam o projeto e foram pintados por voluntários da comunidade.

Próxima ação de despiche será em Venda Nova

A pedagoga Cláudia de Mello, 42, aproveitou a manhã ensolarada de ontem para levar seus filhos gêmeos, Lucas e Mateus Mello, 8, para pintarem os muros da própria escola durante a mobilização para o despiche do Instituto de Educação de Minas Gerais . "Quero que eles se conscientizem e tenham amor pelo patrimônio. É uma boa oportunidade para aprenderem a dar valor ao que é de todo mundo", comentou.

A próxima ação de despiche promovida pela Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Regional Centro-Sul e da Guarda Municipal, em ação integrada com as polícias Militar e Civil, vai acontecer no dia 26, sábado, na avenida Vilarinho, na região de Venda Nova. De acordo com a assessoria de imprensa da prefeitura, não há repasse de verbas para o projeto. Indústrias de tintas fazem doações e a própria comunidade participa voluntariamente da limpeza dos locais pichados. (TR)

Fonte: Jornal O tempo em 20 de junho de 2010.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

NOTÍCIAS...

Tiroteio na porta de escola deixa dois mortos e dois feridos em Belo Horizonte

O Jornal O GLOBO, em sua versão on line (*), trouxe uma reportagem na qual afirma que em Belo Horizonte, dois adolescentes morreram e mais dois ficaram gravemente feridos num histriônico tiroteio em frente à Escola Estadual Antenor Pessoa, na noite desta quinta-feira (dia 17). O acontecimento, ainda não alardeado pela mídia mineira, aconteceu no bairro Jardim dos Comerciários, na região de Venda Nova.

De acordo com a pauta da Polícia Militar os adolescentes estavam esperando o início das aulas quando foram surpreendidos por dois homens em uma moto. Eles atiraram da moto e como ela é um automóvel de fácil manejo em fuga nada foi conseguido depois da chegada da polícia. De acordo com as informações oriundas da agência Globo: "ainda não se sabe o motivo do crime".

Os dois adolescentes assassinados tinham somente 17 anos e foram levados ao Pronto Socorro Risoleta Neves, em Venda Nova. Infelzimente, eles não resistiram aos ferimentos. Como termina toda notícia deste porte: "a polícia ainda não localizou nenhum suspeito".

(*) Fonte: http://oglobo.globo.com/

18 jun. 2010

NOTÍCIAS...

Escolas públicas pagam segurança terceirizada contra pichadores

Instituto de Educação, que não conta com o serviço, passará por “despiche” neste sábado, a partir das 9 horas

Agostinho dos Santos - Repórter - 18/06/2010

Foto de Marcelo Prates

Alvo constante de pichações e todo tipo de vandalismo, os prédios públicos pedem segurança redobrada. Um dos exemplos é o Instituto de Educação (Iemg), na Região Hospitalar, cujas paredes estão tomadas por cartazes ilegais e pichações. neste sábado (19), sua fachada passará por um “despiche”, com a ajuda de alunos e populares. Na mesma região, o Grupo Escolar Pedro II tem segurança 24 horas e, depois de reformado, segue intacto. Os dois são guardados por segurança terceirizada contratada pela Secretaria de Estado da Educação. Por seu lado, a polícia faz operações para conter a ação dos vândalos.

O contraste pela dimensão dos prédios é gritante. Enquanto o grupo escolar, com área de 4.723 metros quadrados, cuja reforma demorou dois anos e foi entregue aos alunos em março deste ano, é vigiado por 16 seguranças por 24 horas, o Instituto de Educação, com 13.499 metros quadrados, tem apenas oito, com revezamento. Durante o dia apenas um trabalha para cuidar de milhares de alunos e tomar conta do prédio.

A secretaria não soube informar quantas escolas no Estado possuem segurança terceirizada, mas adiantou que só aquelas consideradas de risco e que tenham prédios tombados, contam com o serviço. Segundo informação de uma grande empresa especializada em segurança patrimonial, um vigilante custa em média R$ 2 mil mensais e que no caso do Iemg seriam necessários cerca de 25 para cobrir toda a área. Enquanto o Estado conta com segurança particular, além da Polícia Militar, que dá apoio, a prefeitura tem a Guarda Municipal para cuidar dos prédios da cidade e entre eles as escolas. São 1.850, que contam com viaturas e motos e que também trabalham em regime de 24 horas, em algumas escolas. A corporação é responsável também pela catalogação de pichadores. São mantidos em seus arquivos mais de 3 mil fotografias de rabiscos e desenhos, com a suposta identificação dos autores.

Se alguns prédios públicos não contam com segurança ideal, a saída é tentar conscientizar a população de como preservar e cuidar deles. Iniciativas como o Movimento Respeito por BH tentam recuperar áreas atacadas port vândalos. Neste sábado, a partir das 9 horas, acontece mais uma ação de “despiche”, justamente no Instituo de Educação para limpar os muros da escola, que é tombada pelo Patrimônio Público e cuja arquitetura data da época da construção de Belo Horizonte. O movimento conta com o trabalho em conjunto da Secretaria Municipal de Segurança, Guarda Municipal, Ministério Público Estadual (MPE), Polícia Militar, Polícia Civil e alguns setores da sociedade civil. Os alunos e ex-alunos prometem deixar a fachada do prédio limpo e todo o material usado, será doado pela iniciativa privada.

Na quinta-feira (17), a Delegacia de Meio Ambiente realizou, com apoio de policiais de outras delegacias, a Operação BH Limpa 2, para prender e indiciar pichadores identificados na Capital e Região Metropolita. Foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão, com 12 conduzidos. Entre eles, sete suspeitos de terem pichado o Pirulito da Praça 7, na semana passada.

Além dos detidos, foi apreendido material utilizado nas pichações, como tinta, sprays, placas, bandeiras, pincéis, fotografias, camisas com estampas pichações, cadernos de anotações e computadores que registravam a ação dos suspeitos. Os conduzidos irão responder a inquérito por crime contra o meio ambiente e dano ao patrimônio público e privado. A pena pode ser de prestação de serviços, reparação do dano e multa que varia de R$ 1 mil a R$ 50 mil. Denúncias sobre vandalismo podem ser feitas pelo telefone 181, o Disque Denúncia.

Polícia quase prende fotógrafo

A ação quase terminou com a prisão do fotógrafo Renato Cobucci. Por volta de 8h30, na delegacia onde os rapazes prestavam depoimento, recém-inaugurada na Rua Piratininga, no Bairro Carlos Prates, Região Noroeste da capital, um dos agentes de polícia, que se identificou como Breno, deu voz de prisão ao jornalista quando, acompanhado da repórter Renata Galdino, buscava informações da ação policial. Depois de afirmar que Cristianne não falaria com a imprensa, o fotógrafo novamente pediu para que ela pudesse pelo menos explicar o motivo de não poder atender aos dois jornalistas. Bastante exaltado, irritado e gritando no interior da delegacia, o agente afirmava que o fotógrafo estava questionando a ordem da delegada e “desacatando a autoridade”. Depois de pedir a identificação, Breno dizia, esbravejando, que o funcionário do HOJE EM DIA estava detido e que somente sairia dali depois de registrado o boletim de ocorrência. O fotógrafo foi empurrado pelo agente. Breno levou Cobucci para a sala de registro de BO. Somente após uma ordem dada pela delegada Cristianne, o fotógrafo foi liberado.

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Professor rejeita novo salário e para na terça

Jornal Tribuna de Minas , Juiz de Fora - 18 de junho de 2010, sexta-feira

Os professores da rede estadual de ensino decidiram ontem fazer nova paralisação, depois de rejeitarem, em assembleia, a proposta de uma nova política salarial para a categoria apresentada na última segunda-feira pelo governador Antonio Anastasia (PSDB). De acordo com o texto, enviado à Assembleia Legislativa, o Governo põe fim às gratificações e une todas as remunerações numa única parcela chamada de subsídio, pela qual o professor em início de carreira, apenas com nível superior, passa a ganhar R$ 1.320 por uma jornada de 24 horas semanais. Um dos entraves na negociação com os docentes, contudo, é a possibilidade de estender a jornada até 30 horas por semana, sendo 20 horas em sala de aula e outras dez de preparação, com subsídio equivalente a R$ 1.650. “Não aceitamos o aumento da carga horária”, afirma a coordenadora da subsede do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) em Juiz de Fora, Victória de Fátima Mello.

Os trabalhadores da educação cruzam os braços na próxima terça-feira, dia 22, quando está prevista a votação da proposta governista pelo Legislativo. Caso a votação seja adiada, a paralisação pode se estender até a quarta-feira. A intenção é fazer uma vigília em frente à Assembleia Legislativa para acompanhar a votação. Até lá, segundo Victória, o Sind-UTE pretende pressionar os deputados, para que concordem com a mudança de cinco pontos no projeto do Governo mineiro. De acordo com o sindicato, as principais polêmicas, além da ampliação da jornada, são o fim das vantagens e gratificações que os servidores podem adquirir ao longo da carreira e o fato de a nova política salarial só entrar em vigor em 1º de março de 2011.

Legislação eleitoral: Os professores também alegam que as condições oferecidas pelo Governo retrocedem a valorização dos níveis de formação e graus que permitem progressão ou promoção. “Além da manutenção da carga horária atual, queremos que os valores entrem em vigor ainda este ano, que haja a previsão de um reajuste anual e uma data-base e que os quinquênios sejam mantidos, assim como a progressão na carreira”, enumerou Victória. O Governo argumenta, entretanto, que legislação eleitoral não permite mais reajustes de servidores para 2010.

Fonte: http://www.tribunademinas.com.br/politica/politica10.php

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Acidente com van escolar mata uma criança no Leste

Izabela Ventura - Repórter - 18/06/2010 - 11:22

A Polícia Civil de Tarumirim, no Vale do Rio Doce, vai investigar se o motorista de uma van escolar foi imprudente e causou um grave acidente na manhã desta sexta-feira (18). Ele transportava nove alunos na van, que capotou e caiu em um barranco de aproximadamente 40 metros, na zona rural da cidade.

De acordo com o sargento Ednalter Marins de Lima, da Polícia Militar local, os alunos relataram que o motorista dirigia em alta velocidade e que ninguém usava o cinto de segurança. Uma criança de sete anos morreu na hora e outra sofreu um traumatismo craniano. Ela está internada em estado grave no Hospital Regional de Governador Valadares, com outros alunos que tiveram ferimentos leves. O motorista do escolar foi conduzido para a delegacia para prestar depoimento.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

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Estudante agride educadora

Tribuna de Minas – Juiz de Fora, 17 de junho de 2010


A vice-diretora de uma escola municipal, na Zona Leste, afirma ter sido agredida com chutes e um tapa no rosto por um aluno de 13 anos, na manhã de ontem. O adolescente, matriculado no sexto ano do ensino fundamental, ainda teria a ameaçado de morte, dizendo que colocaria um revólver “três oitão” em sua cabeça, segundo relato da educadora, 42 anos, que preferiu não ser identificada. A violência teria sido motivada pela tentativa de recolher o boné que o menino usava em sala de aula, contrariando proibição estabelecida pela Lei Municipal 11.890/09. É o terceiro caso de agressão a diretores da rede em 45 dias.

A professora conta que o estudante, ao ser solicitado a retirar o boné, a destratou com palavrões e deboche na frente da turma. “Pedi que ele saísse da classe e, já no corredor, ele falou que ia arrebentar meu carro e acabar com a minha vida. Chamei a atenção dele, dizendo que precisava me respeitar, e ele respondeu com um chute e um tapa no rosto”, relata a educadora. O caso foi registrado pela Polícia Militar e encaminhado à 5ª Delegacia Distrital.

Segundo a assessoria da Secretaria de Educação, representantes da pasta estiveram ontem na escola para apurar o ocorrido. Os responsáveis pelo adolescente ainda seriam contatados antes que as medidas cabíveis fossem tomadas. Embora o Sindicato dos Professores de Juiz de Fora (Sinpro) ainda não tivesse sido formalmente notificado até o final da tarde de ontem, a diretora da entidade, Aparecida de Oliveira Pinto, afirmou estar à disposição para atender e prestar apoio jurídico à vítima. “Repudiamos qualquer tipo de agressão contra nossos trabalhadores e não vamos tolerar mais a situação que vem se instalando na escola.”

Outros casosCaso grave de violência no ambiente escolar foi registrado no dia 29 de abril, quando a diretora da Escola Municipal Cosette de Alencar, no Bairro Santa Catarina, teve o nariz fraturado e sofreu escoriações, após ser agredida a socos e pontapés pela mãe e irmã de uma aluna da oitava série. Menos de um mês depois, em 22 de maio, a vice-diretora da Escola Municipal Álvaro Lins, no São Judas Tadeu, foi espancada com um pedaço de pau pela mãe de uma estudante de 9 anos.

UM CASO DE VIOLÊNCIA AQUI... OUTRO ALI... E...

Por Lúcio Alves de Barros

Toda ação violenta tem o seu algoz e vítima. Desta vez, no campo da educação, a violência e o crime, ficaram por conta dos docentes. Uma professora de 49 anos da Escola Pública do Jardim Botânico em Brasília chegou ao absurdo de colocar uma criança de 05 anos, tida como hiperativa pela própria mãe, amarrada em uma cadeira. Como se não bastasse, colocou uma fita adesiva em sua boca. O caso, que já invadiu a tevê e os cantos da mídia, é lamentável. Ele ocorreu no dia 16 de junho de 2010 e, de acordo com a delegada-chefe da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), Gláucia Ésper, do DF, após acionar a polícia a professora foi presa em flagrante pela Polícia Militar.

Dificilmente saberemos o que realmente aconteceu. A mídia tende a espetacularizar e sensacionalizar tais acontecimentos. Contudo, a professora, a qual se aposentadoria em 2011, disse à polícia estar arrependida e que teria agido no intuito de manter a ordem, a disciplina e o comportamento do aluno. É difícil encontrar desculpas para este comportamento. A professora poderia ter chamado a diretora (que acionou a PM) e dar a ela a responsabilidade pelo ato. Outra possibilidade é terminar a aula e dar tudo por acabado, resolvendo a questão com os pais. Infelizmente, as reações em tais casos são imprevisíveis e a docente - que ficou detida durante a tarde - vai responder à justiça por três crimes: (1) maus-tratos, (2) constrangimento ilegal e (3) submissão ao ridículo. Ela foi liberada à tarde, tendo que comparecer à polícia quando for chamada a prestar esclarecimentos. Se a docente for condenada ela pode pegar prisão por aproximadamente quatro anos.

AINDA CHEGAMOS LÁ...


NOTÍCIAS...

Vice-diretora é agredida por aluno por causa de boné

Por Anna Flávia Nunes

Uma discussão por causa de um boné no Centro de Assistência Integral à Criança (Caic) do bairro Linhares, em Juiz de Fora, na Zona da Mata, acabou ontem em confusão. A vice-diretora, de 42 anos, procurou a Polícia Militar para denunciar que foi agredida por um aluno, de 13, que cursa o 6º ano. Conforme o boletim de ocorrência, as agressões aconteceram depois que a vice-diretora pediu para o aluno tirar o boné, acessório proibido dentro da instituição. Ela disse que foi à sala a pedido da professora para resolver um problema envolvendo outro aluno. "Quando cheguei, vi outro menino com o boné e pedi que ele tirasse. Em seguida, ele começou a me ofender, me deu um tapa no rosto e chutes", contou Maria Cristina Barbosa de Lima.

Ainda de acordo com a vice-diretora, o menino saiu da escola quando ela disse que ia chamar a polícia. O estudante fugiu e não foi encontrado. Maria Cristina tentou falar com a mãe dele, mas não conseguiu. Apesar disso, ela afirmou que fará contato com a Secretaria Municipal de Educação para estudar medidas que possam ser aplicadas ao aluno. "Por hora, queremos que ele não retorne à escola porque ele passou dos limites", afirmou a vice-diretora.

Fonte: Jornal OTEMPO em 17/06/2010

Indicação de leitura: NIILISMO E NEGRITUDE

Autor: CÉLESTIN MONGA
Especialidade: FILOSOFIA
ISBN: 9788561635602
Páginas: 200

Resumo: Esta obra apresenta visões africanas da arte de viver e convida o leitor a trilhar as formas de invenção do amor próprio, as maneiras de encarar a felicidade, os labirintos da moral, os mistérios da estética musical, os meandros da fé religiosa, os dilemas da violência ou a filosofia da morte. Mas não se trata de um texto dogmático. Configura os imaginários da África atual: do absurdo pitoresco da vida cotidiana à economia política do casamento, da filosofia dos cardápios e dos modos à mesa até os usos do corpo. Esse formigar de histórias e de ideias mostra diversas formas de ni ilismo e de negritude, esboçando a hipótese de uma ética do mal.

terça-feira, 15 de junho de 2010

domingo, 13 de junho de 2010

INDISCIPLINA EM SALA DE AULA: aluno vilão ou refém “do sistema”?

Por Sarah Aline*

Indisciplina: uma palavra que amedronta o corpo docente. Comportamentos inesperados e inimagináveis, posturas ríspidas e agressivas, indiferença diante da autoridade do professor. Entre outras, estamos falando de relações dentro ou fora da sala de aula, que leva muitos professores a desistirem de sua carreira. A pergunta: De quem é a culpa? Possíveis respostas: “do aluno"; “do professor”, “da escola”, “da família” ou “do sistema”. Enfim, colocar a culpa ou inserir mecanismos para justificar comportamentos, não é o foco do texto em questão. Possíveis causas e métodos auxiliares ao professor são meios a serem observados com cautela, a fim de tratar seres humanos, com o máximo de humanidade.

Nós professores, em nosso ofício, não lidamos com máquinas. Parece óbvio, mas muitos “profissionais” da área agem como se ignorassem esse “detalhe”. Não podemos processar dados no cérebro, ou incutir um comando a ser manipulado por controle remoto. Assim como o alfaiate trata a seda, o pintor a tela, o poeta as palavras e sentimentos, assim devemos tratar nossos alunos. Somos copeiros cuidando de taças de cristal; devemos poli-las sem quebrá-las. Na presente metáfora, polir não é saturar o aluno de conteúdo. Estamos formando seres humanos nos bastidores de um palco nada fácil, o palco da vida. E analisando de forma pragmática, não estamos nos bastidores. Entramos com tudo (ou com nada) em cena, e procurando ou não uma forma de entreter os alunos temos múltiplas funções: ensinar o conteúdo, lidar com temperamentos e humores diferentes, seguir regras de instituições e “gingar” com o tempo que corre sem esperar o silêncio ou a participação necessária para bom rendimento da aula.

“Reféns dos alunos”, “Vários CONTRA um”, “Com ou sem colaboração do corpo discente eu recebo meu salário...”, entre outras frases e expressões, é o que alguns professores dizem diante da indisciplina. A sala de aula vira um campo de batalha, onde o professor não tem direito à trincheira ou qualquer tipo de proteção. No sentido literal, o professor é aquele “soldado” solitário na infantaria. A guerra que pode ser desencadeada por um pedido de silêncio é o retrato da falta de autoridade do docente, o qual em alguns casos usa o autoritarismo como saída ou levanta a bandeira branca aos que não desejam ouvi-lo e se torna um conformado que não diversifica nos métodos e/ou trabalha desmotivado. Mas surge outra pergunta: “Não querem os alunos ouvir?” Difícil a resposta, pois acordar cedo, ou se encaminhar para as aulas em outros horários, deslocar-se de casa muitas vezes em vão, não parece uma atitude muito inteligente para – pelo menos – os que desejam estudar. Obviamente, outros fatores fazem o aluno sair de casa e ir à escola. A casa, na maioria das vezes, apresenta-se como um lugar de clima desagradável, a mãe obriga o filho a estudar ou mesmo trabalhar em busca do conhecimento. Infelizmente, são muitos - e hoje em dia não há mais espanto - os alunos que vão à escola com o único objetivo de se alimentar ou manter uma “ajuda” governamental. Diante de não poucos problemas sociais, o professor não deve se prender apenas ao conteúdo. Claro, não deve pensar que irá mudar o mundo e esquecer do que é cobrado em vestibulares e em outras situações, mas deve buscar o equilíbrio entre conteúdo e diálogo, no sentido de buscar as origens da falta de disciplina.

A indisciplina pode ser causada por problemas familiares, de saúde, afetivos em todos os sentidos possíveis, sociais, e ouso dizer, na maioria dos casos, pala falta de interesse do professor e por falta de conhecimento ou reconhecimento de seu papel social. Um educador é, acima de tudo, um influenciador que deve ter ciência de sua importância para a vida de seus alunos. Em famílias de relacionamento baseado no diálogo, a primeira coisa que o aluno conta para os pais depois do primeiro dia de aula é a recepção do professor. Claro, o docente não é o único a contribuir para o afloramento da indisciplina. A escola, com regras flexíveis e inadequadas às diversas realidades, ou a família mal estruturada são fatores relevantes. Porém, a apatia ou a euforia de uma sala de aula é o resultado dos métodos e práticas executados pelo professor.

Números ou códigos da lista de chamada não são meios de identificar seres humanos que vivem suas idiossincrasias e peculiaridades. Resumi-los numericamente ou em grupo com juízos de valores pré-estabelecidos não é humano, é mecânico e sistematizado. Devemos cuidar das inteligências e das boas qualidades e defeitos de cada um. O reconhecimento dentro e fora da sala de aula, o olhar nos olhos, sem gritos de autoritarismo, demonstrar a autoridade que possuímos, deixando claro que, liberdade é diferente de libertinagem é de capital importância. Porém, se for necessário alterar a voz ou estufar o peito não devemos nos abster de dar um banho de realidade através de expressões peculiares a cada professor.

Mais do que nunca se faz necessário ouvir e ganhar o respeito do aluno devido ao bom trabalho, tanto no que se refere ao conteúdo, quanto nas relações sociais cotidianas. Diversificar, levar ânimo e a esperança sempre banhada na realidade é bom, principalmente para que as situações posteriores ao incentivo não os surpreendam negativamente. O primeiro dia de aula é crucial: não para imposições, mas para acordos que serão executados e respeitados durante as aulas. Devemos ser firmes para ganhar e manter o respeito, e, ao mesmo tempo flexíveis e sensíveis às mudanças para melhorar o processo de ensino/aprendizagem. Devemos manter a persistência, dando o melhor de nós, sem, contudo, perder a humanidade. Acima de todas as coisas devemos fazer nosso trabalho semeando e o fazendo com amor, pois os frutos serão correspondentes às sementes.

Finalmente, é preciso saber ir além do conteúdo, ter o equilíbrio necessário para falar e agir no meio social que vai além do currículo “conteudista”. Ser humano e prático com as coisas da vida na sala de aula ajuda e, certamente, a educação será mais ampla em termos sociais e menos passarela de desfile de policiais ou palco de guerras de efeitos visíveis ou invisíveis como aparentemente parece ser atualmente.


* Professora de informática e estudante do curso de história da Faculdade ASA de Brumadinho; Jun. 2010.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

EM TEMPO... uma pesquisa

A Unidade de Comunicação, Informação Pública e Publicações da UNESCO - Brasília (brasilia@unesco.org) coloca à disposição muitas pesquisas. Um delas, sobre as relações violentas na escola está disponível na versão em PDF para download gratuito.
[ http://migre.me/OiqY ]

Boa leitura.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

É CADA UMA...

Fonte: Jornal A Tribuna (ES) - 09 de junho de 2010

NOTÍCIAS...

Violência na escola em debate

Juiz de Fora - 9 de junho de 2010, quarta-feira - Tribuna de Minas

Em um período marcado por diversos casos de agressão física e psicológica dentro das instituições de ensino, “A violência na sociedade contemporânea e seus reflexos na escola” foi o tema do seminário realizado durante todo o dia de ontem pela Secretaria de Educação (SE). O evento, que contou com participação dos diretores dos colégios municipais, também teve palestra do diretor do Centro de Pesquisas Sociais (CPS) da UFJF, Carlos Alberto Botti. Na semana passada, Botti divulgou dados do estudo realizado na cidade que revelam que, apenas em 2009, um quarto dos professores da rede pública foi agredido ou ameaçado no interior das escolas. A partir do seminário, a intenção é elaborar um código de conduta com o objetivo de normatizar as ações que devem ser seguidas em qualquer caso de violência e estimular que os diretores tracem um cronograma de atividades para discutir a questão nos colégios. Segundo a assessora de gabinete da secretaria, Thereza Leite, o encontro teve a pretensão de dar início a um estudo profundo. “Não podemos esquecer que a violência que atinge a escola como instituição é reflexo do que vemos na sociedade em geral. Temos um papel importante para ajudar a reverter esse quadro e o assunto não vai se esgotar em um dia de formação. Precisamos desenvolver ações contínuas.”

Possível vítima - No dia em que se discutiu a questão da violência dentro da escola, uma profissional de educação de uma colégio municipal da região Sudeste da cidade registrou boletim de ocorrência por acreditar ter sido vítima do problema. Ao sair da instituição onde trabalha, por volta das 13h30, ela encontrou seu carro, um Fiat Uno cinza, todo arranhado.