sexta-feira, 3 de junho de 2011

Adolescente acusado de agredir menino de 6 anos no Colégio São Bento prestou depoimento nesta sexta-feira

Por Gustavo Goulart


RIO - O adolescente de 14 anos acusado de agredir uma criança de 6 anos no colégio São Bento prestou depoimento na Delegacia de Proteção a Criança e Adolescentes (DPCA) nesta sexta-feira. Os pais do garoto, que foram ao local junto com um advogado, não falaram com a imprensa. O menino não entrou com os pais no prédio, e provavelmente usou uma outra entrada para evitar a imprensa. O adolescente foi ouvido pela delegada Valéria Aragão. A inspetora do colégio, que também foi chamada à depor pela delegada, também prestou depoimento nesta sexta.

Nesta quinta-feira, o pai do aluno de 6 anos atacado no São Bento havia afirmado que a escola omitiu que seu filho tinha sido agredido na hora do recreio. A afirmação foi feita em carta enviada a pais de alunos da instituição. Segundo o texto, no último dia 26 ele recebeu uma ligação do colégio informando que seu filho havia sofrido um corte na testa em decorrência de um tombo. Na quarta-feira, a delegada Valéria de Aragão, titular da DPCA já tinha dito, após ouvir o depoimento dos pais do menino de 6 anos, que o fato deve ser sim apurado pela polícia . Um dia antes, o supervisor administrativo do colégio, Mário Silveira, havia dito que o suposto agressor "está sendo mais punido do que o acidentado".

Da miséria



Das "mudanças"?



quinta-feira, 2 de junho de 2011

Garoto de 11 anos entra com faca atrás de aluno em escola da Bahia

SALVADOR - Um menino de 11 anos entrou armado com uma faca em uma escola de Feira de Santana, na Bahia, atrás de um aluno da mesma idade. Estudantes que chegavam para a aula e vários pais ficaram assustados. A polícia foi chamada. O garoto não estuda na escola e disse que queria apenas dar um susto num menino, que teria batido num irmão dele no dia anterior. A mãe dele foi chamada e afirmou que o filho não apresenta problemas de comportamento. Ele foi encaminhado ao Conselho Tutelar, que vai dar orientação e atendimento psicológico.

Fonte: http://oglobo.globo.com/cidades/mat/2011/06/02/garoto-de-11-anos-entra-com-faca-atras-de-aluno-em-escola-da-bahia-924590271.asp#ixzz1O8RNZKbj

Estudante de BH recebe indenização de R$ 15 mil por perfil falso criado no Orkut

02/06/2011

Por TABATA MARTINS


Um estudante de Belo Horizonte vai receber uma indenização por danos morais no valor de R$ 15 mil por ter tido um perfil falso criado no site de relacionamento Orkut. A decisão é da 16ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). A indenização será paga pela Google Brasil Internet Ltda, já que o perfil tinha caráter ofensivo ao estudante e foi criado sem a autorização dele. Em janeiro de 2010, por intermédio de colegas e familiares, o estudante ficou sabendo da existência do perfil. Conforme a vítima, a conta estava sendo usada para o envio de diversos convites para outros participantes do site, a fim de partilhar um conteúdo bastante ofensivo.

No processo, o estudante afirmou que na descrição do suposto perfil aparecia o seguinte texto: “quem sou eu: um canalha, sem caráter que engana vítimas se passando por um cara bacana e apaixonado, mas eu não presto. Não traio a idiota ..., pois terminamos em novembro e eu já arrumei outra idiota (Daniela) pra poder trair e brincar com os sentimentos. Não fico solteiro uma semana! Minto e ludibrio as pessoas ao meu redor. Cuidado, eu vou enganar mesmo, nunca fico solteiro e emendo um namoro em outro, mas sou bom no que faço, você nem desconfiará que namoro. É difícil as pessoas desconfiarem de mim, e até você gata, mesmo sabendo de tudo isso, ainda vai dar mole para mim”.

Ainda durante a ação, o estudante ressaltou que não era usuário do Orkut e que, ao tomar conhecimento do fato, tentou com a Google o cancelamento da exibição da página, mas não conseguiu. Já a Google, alegou que não era possível o controle preventivo de conteúdo inserido no Orkut e que o fato não configura responsabilidade civil, já que a prestação de serviço não é perigosa ou insegura. Com a posição da empresa, o falso perfil ficou acessível no Orkut de meados de janeiro de 2010 até 19 de março de 2010. Desta forma, foi ajuizada uma ação judicial, em que foi deferido o pedido de tutela antecipada determinando a exclusão do perfil atribuído ao estudante, no prazo de 48 horas. O juiz da 7ª Vara Cível de Belo Horizonte, Ricardo Torres Oliveira, entendeu que houve danos morais e fixou a indenização em R$ 15 mil. No entanto, a Google recorreu da decisão, mas o relator do recurso, desembargador José Marcos Vieira, confirmou o valor da indenização. De acordo com o desembargador, não é razoável deixar a sociedade desamparada frente à prática, cada vez mais corriqueira, de se utilizar comunidades virtuais como artifício para a consecução de atividades ilegais.

Fonte: http://www.otempo.com.br/noticias/ultimas/?IdNoticia=120505

Opinião: Nós dá um jeitinho

''O professor finge que ensina. O aluno finge que aprende. O Estado se finge de cego'', afirma Dad Squarisi


Dad Squarisi*

A maior tragédia do Brasil? É o jeitinho. Sem regras claras, fica-se numa zona pantanosa. O sim não significa sim. O não tampouco quer dizer não. Tudo depende. Depende do crachá, do QI (quem indica), da conta bancária, da rede de amigos.

Às vezes, do tempo. Outras vezes, do humor. Daí termos mais de 50 formas de responder à pergunta “como vai?” É um tal de vou indo, navegando, levando, como Deus quer, como o vento sopra, empurrando com a barriga. Etc. Etc. Etc. O jeitinho faz milagres. Apaga fatos históricos.

Graças a ele, o impeachment do Collor virou detalhe, indigno de figurar na história do Senado. Depois da grita — dos caras-pintadas aos historiadores —, o mais importante acontecimento da democracia contemporânea desta alegre Pindorama reconquistou a relevância. Ganhou espaço no túnel do tempo da Câmara Alta.

O jeitinho confunde ciências e muda conceitos. Erro não é mais erro. É preconceito linguístico. Escrever “os livro” ou “nós pega o peixe” figura em livro didático com o mesmo status de “os livros” e “nós pegamos o peixe”. Apesar dos esperneios de pais, estudantes,professores, empresários, políticos & gente como a gente, o ministro da Educação bate pé. Jura que os indignados estão indignados porque não leram o livro.

Há os que leram e os que não leram a obra. Uns e outros sabem que o buraco é mais embaixo. O ser bonzinho esconde baita discriminação. Acredita que o aluno da Escola pública nunca vai chegar lá. Se aprender ou deixar de aprender a gramática normativa, não faz diferença. Ele não passará das tamancas. Não é por acaso que impera nas instituições públicas o jogo do faz de conta.

O professor finge que ensina. O aluno finge que aprende. O Estado se finge de cego.

O teatro não se restringe ao português. Abrange matemática, história, geografia, ciências. Mas é mais notável na língua pátria. Sem a habilidade da leitura, o estudante não entende enunciados. Prejudica-se em todas as disciplinas. Sem a habilidade da escrita, não pode exprimir-se. Se sabe a resposta da questão, não consegue escrevê-la. Assim, cada macaco mantém-se no seu galho.

Em resumo: o ensinar que “nós pega” está correto foi a gota d’água. Os que leram e os que não leram o livro sofrem na carne, no coração e no bolso o resultado do preconceito.

Fonte: Correio Braziliense (DF)

Mãe de aluna de 5 anos agride professora com socos em escola

02 de junho de 2011

TATIANA SANTIAGO - DO "AGORA"

A professora Sônia Maria Mendes, 48, teve o maxilar e o nariz quebrados após ter sido agredida pela mãe de uma aluna de cinco anos em Salto do Pirapora (124 km de SP), na segunda-feira. A agressão foi no estacionamento da escola. "Fui agredida por uma mãe sem saber o motivo. Ela me puxou pelos cabelos, me derrubou no chão e deu vários socos e pontapés", conta a vítima.

A mãe da criança confirmou a agressão e disse que faria tudo de novo. Ela disse que a filha foi empurrada pela professora na última semana. "Ela falou que minha filha não tomava banho", afirmou.

A professora teve de passar por uma cirurgia no nariz e na mandíbula. Funcionários e professores suspenderam as aulas na terça à tarde em protesto. Foram colados cartazes na escola com pedidos de paz. Segunda a professora, que leciona para a aluna desde fevereiro, a criança tem problemas de aprendizado e de entrosamento com alguns alunos da escola.

O delegado Mauricio Orfali ouviu a agressora ontem e disse que deve indiciá-la por lesão corporal grave. A pena varia de um a cinco anos de prisão.

Fonte: Folha de São Paulo (SP)