quarta-feira, 4 de maio de 2011

NOTÍCIAS...

Aluna leva faca para matar coordenadora

Segundo a polícia, a garota disse que tinha intenção de matar uma coordenadora de ensino que a havia impedido de entrar no colégio por estar com uniforme incompleto. Uma estudante de 14 anos foi apreendida após invadir o Colégio Batista, escola particular da Vila Mariana (zona sul de SP), ontem. Ela estava armada com duas facas. Segundo a polícia, a garota disse que tinha intenção de matar uma coordenadora de ensino que a havia impedido de entrar no colégio por estar com uniforme incompleto. A reportagem não conseguiu contatar um responsável pela escola.

Fonte: Folha de São Paulo (SP)

segunda-feira, 2 de maio de 2011

CONSTRUÇÃO DA ESCOLA INFLUENCIA APRENDIZADO

Planejamento dos espaços deve levar em conta as características da comunidade

A correlação é imediata: quando se pensa em sala de aula, logo vem à mente um cômodo retangular, com carteiras dispostas em filas e a mesa do professor à frente. Exceto por uma ou outra experiência "alternativa", o modelo com séculos de uso é o que impera, tanto em escolas públicas como nas salas de aula da rede privada.

"Essa disposição facilita ao professor manter a ordem e o silêncio, mas não é o melhor para o aprendizado, não estimula a criatividade. Se você passa o tempo todo olhando para a nuca de seu colega, já não o valoriza", diz a arquiteta Doris Kowaltowski.

Professora da Universidade de Campinas (Unicamp), Doris acaba de lançar o livro Arquitetura escolar: o projeto do ambiente de ensino, com o objetivo de mostrar que a formação do aluno depende não apenas do professor e do material didático, mas também do espaço que frequenta. A lista de locais transcende os metros quadrados da sala de aula. Um projeto arquitetônico escolar deve levar em conta do projeto paisagístico à altura do mobiliário adequada para cada faixa etária.

Em uma pesquisa realizada com estudantes em fase de alfabetização de escolas públicas de Campinas, a autora pediu que as crianças desenhassem o que gostariam que houvesse no lugar em que estudam. O resultado mostrou que a maior parte das meninas gostaria que a escola tivesse parquinho e os meninos, campo de futebol. Foram raros os desenhos que mostraram um globo ou uma estante de livros.

"Os alunos não pedem uma biblioteca porque é algo que não lhes parece atraente. Pelo que eles conhecem de biblioteca, não conseguem imaginar que pode ser um espaço bonito e aconchegante, com poltronas confortáveis, por exemplo." Não há, porém, uma fórmula pronta. Pelo contrário. Uma das peculiaridades de um projeto arquitetônico escolar é que ele não deve obedecer a um formato padrão. A construção precisa levar em consideração as características físicas e sociais do entorno do ambiente.

"Cada comunidade tem os seus próprios valores. Uma escola vai ser mais bem aceita e bem cuidada à medida em que a população é inserida", explica Doris. "Uma boa estratégia para facilitar esse convívio é apresentar uma maquete do projeto e ouvir o que os futuros usuários têm a dizer." Foi o que ocorreu na favela Maracanã, que tem cerca de 6 mil habitantes e fica na zona sul de São Paulo. Por lá, a construção de uma creche foi resposta a um pedido antigo, feito há 20 anos pela população.

Mas os moradores só se sentiram envolvidos após serem convidados a participar da construção. O mestre de obras era da comunidade e, no início, voluntários da região ajudaram em tarefas como construir a laje. Inaugurada neste ano, atende a 64 crianças.

Na prática, no entanto, a construção de um ambiente ideal de aprendizado extrapola a planilha do arquiteto e esbarra em obstáculos antigos e complexos.

Na dissertação de mestrado que defendeu no ano passado na Unicamp, a arquiteta Marcella Deliberador entrevistou 44 escritórios de arquitetura que prestam serviço à Fundação de Desenvolvimento da Educação, órgão da Secretaria Estadual de Educação de São Paulo que é responsável pela construção e reforma dos ambientes escolares. Entre os problemas apontados pelos arquitetos, a topografia foi o pior. "Muitas vezes, o terreno da escola é o pior do loteamento."

A creche da favela Maracanã, por exemplo, fica em uma área irregular e, por isso, a construção precisou desconsiderar algumas diretrizes. "A orientação é para que as escolas sejam térreas e tenham entrada de veículos em duas ruas", explica o arquiteto Adriano Bechara, que coordenou o projeto. "Mas o terreno era pequeno demais para não construir um nível superior e, no meio da favela, não passa nem carro. Para que faríamos duas entradas de veículo?", argumenta.

Se nas escolas públicas o terreno não favorece, no caso dos colégios privados a questão é convencer o dono sobre a importância das áreas livres, diz o arquiteto Vinicius Andrade, do escritório Andrade Morettin.

"Em muitas particulares, tudo segue a lógica do lucro. Se o terreno é na área nobre, o proprietário quer aproveitar todo cantinho. Daí, capricha na estética, que fica arrojada, mas por dentro continua apertada e, pior, inacessível, com muitas escadas.

Reformar as escolas antigas para atender aos deficientes físicos é outro desafio da arquitetura. "Adequar é mais difícil que construir uma nova. Não é só fazer uma rampa aqui, outra escada ali", diz Pedro Amando de Barros, do escritório Apiacás, responsável pela reforma da escola Caetano de Campos, no bairro da Consolação.

As obras começaram no ano passado e estão em curso, obedecendo a um cronograma que tem de respeitar a rotina dos alunos. "É preciso prever as etapas e deixar para o período de férias as intervenções mais substanciais".

AS MODIFICAÇÕES ARQUITETÔNICAS

- Império: Padrão pedagógico e arquitetônico voltado para a Educação religiosa. A escola funcionava na casa do professor ou em paróquias.

- Primeira República (1890-1920): A maioria dos edifícios ficava em áreas contíguas às praças. Os prédios eram imponentes, com pé-direito alto e imensas escadarias.

- De 1921 a 1959: A semana de arte moderna e a revolução de 1930 influenciaram a arquitetura. Os edifícios deixaram de ser compactos, e as construção passaram a ser de concreto armado, com grandes corredores.

- De 1960 a 1990: A demanda escolar aumentou, e o sistema de construção foi simplificado. As salas eram distribuídas num grande corredor com paredes de alvenaria e teto de laje pré-moldada.

- De 1990 a 2010: A arquitetura é bastante padronizada. Em São Paulo, predomina a edificação de três pavimentos. Os projetos incorporam a quadra de esportes coberta, que facilita o uso do espaço nos fins de semana pela comunidade.

Fonte: O Estado de São Paulo (SP)

PESQUISA [Notícias]

Quase 14 milhões de brasileiros analfabetos

Alessandra Duarte e Bruno Góes

Em dez anos, o analfabetismo no país caiu só quatro pontos percentuais. Hoje ainda há 13,9 milhões de brasileiros, com 15 anos ou mais, analfabetos, diz o Censo de 2010 divulgado ontem pelo IBGE. É o equivalente a 9,63% da população nessa faixa etária - no Censo de 2000, esse percentual era de 13,64%. Apesar de ser uma das áreas do país com maior crescimento econômico e aumento de mercado consumidor, o Nordeste continua sendo a região com maior número de analfabetos.

Para pesquisadores, a queda na taxa de analfabetismo tem sido lenta. O próprio presidente do IBGE, Eduardo Pereira Nunes, afirma que essa taxa "não cai tão rápido". O principal motivo para isso, diz Nunes, é a dificuldade da alfabetização de pessoas mais velhas. Isso é apontado pelo fato de que, à medida que se avança na faixa etária, maior é o percentual de analfabetos. Na faixa de 60 anos ou mais, são 26,5% de analfabetos.

"A queda no analfabetismo não faz curva, é quase uma reta"

A diretora da Faculdade de Educação da Universidade Federal da Bahia, Celi Taffarel, diz que a queda da taxa de analfabetismo devia ter sido de, no mínimo, oito pontos percentuais.

- O Brasil, assim, não alcança a meta prevista pela Unesco, de até 6,7% de analfabetos em 2015 - afirma Mozart Neves Ramos, do movimento Todos Pela Educação. - O problema está no Norte e no Nordeste, com população rural mais velha e analfabeta. A evasão na Educação de Jovens e Adultos é alta.

Professor titular aposentado de educação da UFRGS e consultor da Capes e do CNPq, Alceu Ferraro avalia que a queda de 2010 segue a tendência - lenta - dos Censos nas últimas décadas:

- A queda não faz curva, é quase uma reta. O Brasil tem, até hoje, uma estrutura de latifúndio, que inibe o avanço cultural. Mesmo após ter se tornado urbano, o país manteve essa estrutura porque, nas cidades, manteve a concentração de riqueza, que não deixa o nível escolar e cultural avançar.

O Nordeste está em pior situação. Enquanto no Sudeste os analfabetos são 5,5% e no Sul, 5,1%, no Centro-Oeste são 7,2%; no Norte, 11,2%; e no Nordeste, 19,1% - pior do que o pior percentual de analfabetismo no Sul, aquele das pessoas com 60 anos ou mais (16,6%). De cada dois nordestinos com 60 anos ou mais, um é analfabeto.

O pernambucano Edson Cartaxo, 44 anos, cresceu na Zona da Mata. A avó que o criou achava que para trabalhar na enxada não era preciso leitura. Resultado: Edson nunca sentou num banco escolar e não sabe nem assinar o nome. Até hoje não teve carteira assinada. Todo dia, anda com sua carroça de materiais reciclados em Recife:

- Das 6h até a hora que sabe Deus quando.

- O analfabetismo começa a aparecer como uma questão nordestina no Censo de 1920 - diz Alceu Ferraro. - Isso foi fruto da perda da importância política e econômica do Nordeste. A volta de seu crescimento econômico pode melhorar seu nível de alfabetização, mas o efeito não será tão imediato.

COLABOROU Letícia Lins

Fonte: O Globo (RJ)

PESQUISA [Notícias]

Diretor de escola municipal não vê bullying

Apenas 2,7% dos dirigentes disseram que há casos em suas escolas; para sindicato, existe subnotificação; 31,4% dos educadores afirmaram que houve ameaças em suas escolas

Os dirigentes das escolas municipais de São Paulo têm dificuldades para identificar em suas unidades a presença do Bullying (intimidação sistemática praticada por alunos contra colegas frágeis). A constatação é do sindicato da categoria, com base em conversas com filiados e levantamento recém-concluído com os servidores.

Na pesquisa, somente 2,7% dos dirigentes disseram que há Bullying em suas escolas. Foram ouvidos cerca de 10% dos diretores, supervisores e coordenadores. "Há claramente uma subnotificação de casos", afirmou o presidente do Sinesp (sindicato da categoria), João Alberto Rodrigues de Souza. "As pessoas não perceberam as diversas formas de intimidação. Não é só quando colocam um menino na lata de lixo. Teremos de ampliar a discussão com a rede."

De acordo com ele, boa parte dos colégios ainda vê intimidações entre os alunos como inerente à vida escolar.

O sociólogo Rudá Ricci, responsável pelo estudo, aponta a hora do intervalo como principal exemplo do despreparo das escolas. "É quando mais ocorre o Bullying, mas a escola vê como momento de descanso da equipe, e os alunos ficam entregues à própria sorte."

Outra dificuldade, diz, é a condição de trabalho dos dirigentes; 31,4% afirmaram que houve ameaças e 23,6%, agressão verbal. "Nesse quadro, o dirigente fica mais atento à sua defesa e pode deixar a situação dos alunos em segundo plano."

A preocupação com o Bullying extrapola a rede municipal. Na terça-feira, haverá simpósio sobre o tema promovido pelo Sieeesp, sindicato das escolas privadas de SP, no colégio São Luís.

"Os estudos mostram que o Bullying tem um caráter "democrático", afeta crianças no mundo todo, em escolas de rico, de pobre", afirma o psiquiatra infantil Gustavo Teixeira, que estuda o tema. "Isso acaba com o discurso de algumas escolas de que "aqui isso não existe"", disse.

VIOLÊNCIA

Diferentemente do sindicato dos gestores, a Secretaria Municipal de Educação afirma que é baixa a ocorrência de violência e agressões entre alunos da sua rede. "O percentual de 2,7% de gestores que relatam casos de Bullying em suas escolas é condizente com o levantamento feito pela secretaria", disse em nota a gestão Gilberto Kassab. A pasta citou dados de pesquisa com pais ano passado, à época da aplicação do exame chamado Prova São Paulo. As famílias deram notas superiores a 7,6 (em 10) às equipes escolares.

"Não há indícios de que as escolas vivam clima de agressões e ameaças, o que não significa que não haja, eventualmente, esse tipo de ocorrência", disse. Segundo a pasta, o tema da violência é trabalhado por docentes de todas as disciplinas.

Colaborou FABIANA REWALD

Fonte: Folha de São Paulo (SP)

domingo, 1 de maio de 2011

PESQUISA [Notícias]

Crescimento da violência leva escolas a agir contra bullying

TÂMARA TEIXEIRA, Jornal OTEMPO em 01 maio 2011

Programa. A professora Kelly Moura idealizou, há dois anos, o Núcleo de Referência da Cultura e da Paz no colégio Santo Agostinho. "Um menino ser desprezado e xingado por outro não é normal".

"Elas me batiam. Jogavam merenda em mim. Nunca revidei". Relatos como o da estudante Carolina, 12, de Belo Horizonte, são casos extremos de bullying. Mas, no dia a dia, as agressões consideradas mais brandas já fazem parte da rotina das escolas. E mostrar a pais e alunos que as "brincadeiras de mau gosto" dos tempos passados representam uma violência é o desafio de hoje. Preocupadas com as consequências dessas ocorrências, as escolas de Belo Horizonte e região desenvolvem projetos que tentam banir a prática dos corredores e das salas de aula.

Foi a tragédia que culminou na morte de 12 jovens em Realengo, no Rio de Janeiro, a responsável por levantar os mais recentes questionamentos. Depois de revelado que o autor do massacre, o ex-aluno Wellington de Oliveira, foi vítima de bullying, preocupações com a segurança nas escolas, as políticas públicas e o que de fato as escolas estão fazendo para prevenir e coibir essa violência voltaram à tona.

No Santo Agostinho, a professora Kelly Moura nunca precisou lidar com um caso grave como o de Carolina. Mesmo assim, as agressões entre os colegas, mesmo que mais brandas, incomodavam. Foi por isso que o colégio criou o Núcleo de Referência da Cultura da Paz, que funciona na unidade de Nova Lima, na região metropolitana. Uma das atividades desenvolvidas é o Recreio Inclusivo. Nele, um grupo de "alunos líderes" roda pelo pátio e convida quem está sozinho para participar das brincadeiras. O resultado foi positivo. Há dois anos, Kelly, idealizadora do projeto, recebia em seu escritório um caso de bullying por semana. Hoje, são 13 situações controladas em um universo de 1.650 alunos. "Um menino ser desprezado e xingado por outro não é normal", avalia. Em todos os casos identificados, o agressor e a vítima, assim como suas famílias, são chamados para conversar.

O Santo Agostinho não é o único colégio que tem se preparado para barrar agressões. No Batista, os professores participaram de palestras no início do ano para saber identificar o problema. No colégio Santo Antônio, o bullying entrou como conteúdo na disciplina de ensino religioso. No caso das escolas públicas da capital, não há ainda prevenção. Os 223 colégios contam com o projeto Rede pela Paz, da Secretaria Municipal de Educação. Quando uma ocorrência de bullying é registrada, uma equipe da secretaria vai até a escola e conversa com os envolvidos e suas famílias. A Secretaria de Estado de Educação informou que não tem projeto específico contra as agressões.

Projeto de lei -
Violência pode acabar em prisão

Hoje, os casos de bullying que vão parar na Justiça são tratados como injúria ou, nas ocorrências em que há agressão física, lesão corporal. Mas, em breve, os casos poderão ser classificadas como crime. A escalada da violência, em especial nas escolas e na internet, motivou os promotores do Ministério Público Estadual de São Paulo a elaborarem um anteprojeto de lei federal que classifica a agressão como crime. Nos últimos quatro anos, o número de casos de bullying cresceu 30%.

"Nós não temos a ilusão de que a lei irá acabar com a violência, mas ela pode ajudar no combate. O bullying é um problema que envolve os pais e a escola", afirma o promotor Mário Augusto Neto, da Vara da Infância e Juventude paulista. (TT)

Vítimas continuam desamparadas

Mesmo com os projetos desenvolvidos nas escolas, as vítimas de bullying ainda se sentem desamparadas. No caso da menina Carolina, 12, da capital, enquanto seu processo tramita na Justiça, ela continua sem qualquer proteção e foi obrigada a mudar de escola. "Uma das meninas seguiu o meu escolar para descobrir onde eu morava. Outra disse que me batia porque eu era muito educada e ela não gostava de gente assim. Nunca revidei", disse. As agressões duraram dois anos e envolviam três garotas de 14 anos. (TT)

De cada dez estudantes, três disseram ter sido vítima de bullying nos últimos 30 dias

A psicóloga escolar Simone Ferreira explica que uma das facetas do bullying é a repetição. "Um desentendimento isolado não é considerado bullying, mas, quando se repete, é preciso acender o alerta", afirma. "Meu filho sofre com bullying", "Acho que meu colega está sendo vítima". Essas são frases que Kelly Cristina de Moura, coordenadora de um projeto contra a prática no Colégio Santo Agostinho, em Nova Lima, na região metropolitana da capital, costuma ouvir. "O termo está popularizado. É preciso analisar os casos e conversar com todos antes de dar um diagnóstico. Muitas vezes, o ocorrido foi um desentendimento isolado", explica. A psicóloga observa que além de uma boa conversa, a solução dos casos passa por um acompanhamento psicológico, tanto do agressor quanto da vítima. "Quem pratica a agressão está demonstrando que precisa de atenção. As consequências da violência sobre a vítima vão desde uma queda no desempenho escolar até depressão", conta.

O promotor mineiro Lélio Braga Calhau, autor do livro "Bullying: o que você precisa saber" acredita que o melhor caminho para coibir a violência é a prevenção e o diálogo, mas ele aconselha que, em casos de persistirem as agressões, a Justiça deve ser acionada. "Quando vi meu filho chorando e inventando mentiras atrás de mentiras para não ir à escola, não tive dúvidas de que era bullying. Conversei com a direção, a família do outro menino foi chamada e hoje ele está recuperado. Os colegas o chamavam de ‘gayzinho’ só porque ele era mais tímido", conta a mãe de um garoto de 11 anos, que estuda em uma escola particular na região Centro-Sul da capital.

Violência. Belo Horizonte é a segunda capital com o maior índice de bullying do país. Pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) realizada em 2009 mostra que 35,3% dos alunos mineiros entrevistados declararam ter sofrido esse tipo de violência nos últimos 30 dias. A capital mineira só perde para Brasília (35,6%).

Fonte: http://www.otempo.com.br/otempo/noticias/?IdNoticia=169946

sexta-feira, 29 de abril de 2011

NOTÍCIAS...

Estudante de 14 anos entra com faca em escola e ameaça diretora em Minas Gerais

BELO HORIZONTE - Um estudante de 14 anos entrou com uma faca na escola e ameaçou a diretora em Uberaba, no Triângulo Mineiro, nesta quinta-feira. No momento da ameaça, a diretora estava reunida com a mãe dele, justamente para conversar sobre as constantes brigas do aluno. O garoto entrou pelo portão principal e foi direto para a secretaria. O adolescente não teria gostado da proposta da diretora de transferi-lo para outra instituição de ensino. O pai de outro aluno colocou o menino para fora e chamou a polícia. O estudante foi apreendido e levado para a delegacia, onde foi ouvido junto com a mãe. As aulas seguem normalmente na escola.